Uma médica branca de cabelos castanhos lisos ajustando um equipamento de radioterapia na cabeça de um paciente

Tudo sobre radioterapia

A radioterapia é um tratamento que utiliza a radiação para destruir ou impedir o crescimento das células de um tumor, controlar sangramentos e dores e reduzir tumores que estejam comprimindo outros órgãos. Durante as aplicações, você não conseguirá ver a radiação, nem sentirá dor. 

As doses de radiação e o tempo de aplicação são calculados de acordo com o tipo e o tamanho do tumor. Isso é feito de modo controlado para destruir as células doentes e preservar as sadias. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), aproximadamente 70% dos pacientes com diagnóstico de câncer serão submetidos à radioterapia em alguma fase de seu tratamento.

O serviço de radioterapia do A.C.Camargo Cancer Center – detentor do nível máximo de Acreditação pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), órgão das Nações Unidas (ONU) – atua de forma interdisciplinar e integrada com todos os outros serviços. É formado por médicos radioncologistas, físicos, dosimetristas e técnicos, além de contar com o apoio de outras equipes como a enfermagem e a nutrição.

Nosso parque tecnológico conta com três diferentes aceleradores lineares (saiba mais nesta página), que permitem uma maior personalização do tratamento e, muitas vezes, encurtar sua duração e diminuir efeitos colaterais. 

A seguir, você encontra um guia completo sobre a radioterapia para entender o tratamento, os efeitos colaterais, as questões do dia a dia (trabalho, atividade física, queda ou não de cabelo...). E, claro, prestamos esclarecimentos em relação à radioterapia em tempos de pandemia de covid-19, tempos estes em que o A.C.Camargo estipulou um Atendimento Oncológico Protegido.

Há textos que explicam tudo de um jeito simples (no formato de perguntas e respostas), vídeos, podcasts... Confira abaixo e tire todas as suas dúvidas.

Ícone de um equipamento de radioterapia

Entendendo a radioterapia

A radioterapia pode ser neoadjuvante, curativa, adjuvante e paliativa, de acordo com o quadro do paciente:

Neoadjuvante: para diminuir o volume do tumor, com objetivo de facilitar a cirurgia, possibilitar a preservação de um membro, permitir que a cirurgia seja menos mutiladora. Usada em tumores em reto baixo, sarcomas de partes moles e estômago.

Adjuvante: quando a radioterapia é associada à quimioterapia ou à cirurgia. Aplicada em regiões da cabeça e pescoço, colo e corpo uterino, pulmão, esôfago, sistema nervoso central, mama, linfomas, entre outras.

Curativa: quando a radioterapia é considerada a principal arma no combate ao câncer, podendo ser associada à quimioterapia ou utilizada em casos no quais a cirurgia não é possível ou muito arriscada para o paciente. Aplicada em regiões da cabeça e pescoço, tumores localmente avançados do colo e corpo uterino, canal anal, pulmão, esôfago, sistema nervoso central etc.

Paliativa: para melhorar a qualidade de vida do paciente oncológico, propiciando melhora da dor, redução de sangramento ou de outros sintomas.

As formas de radiações ionizantes mais usadas na prática médica são as eletromagnéticas, como os raios-X e os raios gama e também as de partículas ou corpusculares como elétrons, prótons e nêutrons. 

Dependendo da maneira como é aplicada, a radioterapia pode ser interna, conhecida como braquiterapia, em que fontes de radiação são colocadas dentro do tumor ou ao seu redor, podendo assim permanecer temporária ou permanentemente; ou externa, a teleterapia, quando a fonte produtora de radiação está distante do paciente.

A evolução e os avanços tecnológicos melhoraram significativamente a eficácia com a qual a radioterapia é planejada e aplicada. Vários passos podem ser executados para diminuir a toxicidade em tecidos normais, incluindo técnicas de irradiação precisas, seleção de um volume decrescente para receber doses mais altas e manobras para excluir órgãos sensíveis do campo de irradiação.

Oferecemos aos nossos pacientes diferentes técnicas de radioterapia que combatem de forma eficiente o tumor, minimizando os efeitos da radiação sobre os tecidos sadios. Os principais tipos de tratamento com radioterapia são:

Radioterapia Conformada ou Tridimensional (RT3D)

Planejamento e tratamento baseados em tomografia ou, em alguns casos, ressonância magnética e PET-CT. Permite melhor definição do volume-alvo e proteção de estruturas normais, uma vez que estas são visualizadas e delimitadas, acarretando menor efeito colateral durante o tratamento e menor risco de sequelas.

Indicada na maioria dos tratamentos curativos em cabeça e pescoço, tórax (pulmão, esôfago e mediastino), abdome (estômago, pâncreas, vias biliares e rim) e pelve (colo do útero, bexiga, testículo, próstata, reto e canal anal).

Também em pacientes obesos ou com mama muito volumosa e com tumor de mama à esquerda, que tenham recebido quimioterapia com antracíclico (droga cardiotóxica). Em casos como esses, somente com a tomografia é possível ver o coração e usar campos que reduzam o volume cardíaco irradiado. A técnica também é usada em alguns casos de metástases ósseas, viscerais ou de partes moles, com perspectiva de boa sobrevida.


Radioterapia Convencional (RT2D)

Baseada em radiografias, o que limita a visualização da lesão e das estruturas normais. Técnica indicada em casos paliativos e/ou com prognóstico ruim.

Também pode ser usada em situações curativas em pacientes magras, lesões de pele (elétrons), superficiais, ou mulheres com diagnóstico de câncer de mama já operadas.
 

Radioterapia com Modulação da Intensidade do Feixe (IMRT)

Técnica baseada em tomografia e, às vezes, ressonância magnética e PET-CT. Indicadas na existência de estruturas nobres muito próximas ao tumor e com menor tolerância à radiação; necessidade de aplicar altas doses no tumor; e quando o volume a ser irradiado é muito grande.

É utilizada em casos de tumores de cabeça e pescoço, com o intuito de obter doses maiores e minimizar sequelas como xerostomia, tumores de base do crânio, tumores cerebrais próximos a estruturas importantes como tronco cerebral, quiasma óptico, nervo óptico etc.

Aplicada também em pacientes obesos e com tumores volumosos em que não se consegue um planejamento adequado com RT3D, como em casos de tumores de próstata volumosa, canal anal, tumores pélvicos, mama obesa ou em que se tenha de irradiar a cadeia mamária interna, e todos os pacientes que necessitem de reirradiação.


Radioterapia Intraoperatória

Aplicada em apenas uma fração, de dose alta, com feixe de elétrons logo após a retirada por cirurgia total ou parcial do tumor. Esse procedimento é realizado em uma sala cirúrgica no Departamento de Radioterapia. Após o tumor ser ressecado, coloca-se um cone para dirigir o feixe de radiação, que é fixado ao leito tumoral.

O paciente é levado à sala do acelerador linear, onde são feitos o alinhamento do feixe e o cálculo da dose, procedendo-se em seguida à irradiação. Depois, o paciente volta à sala cirúrgica para conclusão da cirurgia. Indicada para tumores recidivados em abdome e pelve, com contraindicação para radioterapia externa ou que já tenham sido irradiados. Também usada em alguns casos de tumor inicial de mama.
 

Intrabeam e Câncer de Mama

O equipamento Intrabeam é uma tecnologia inovadora utilizada pelo A.C.Camargo Cancer Center para o tratamento radioterápico intraoperatório de pacientes com câncer de mama.

A tecnologia é aplicada em casos selecionados, em uma dose única de radiação, reduzindo o tempo do tratamento para 30 minutos – o modelo convencional dura entre 5 e 6 semanas.


Radiocirurgia (RCIR) ou Radioterapia Estereotáxica Fracionada (REF)

Uma extensão da radiocirurgia, liberada em fração única (RCIR) ou frações que podem variar de 2 a 30 (REF). Utiliza sistema de imobilização próprio, não rígido, propiciando, assim, a precisão da estereotaxia e permitindo às estruturas normais adjacentes repararem o dano sublateral. Geralmente indicada para lesões maiores do sistema nervoso central (SNC) e da base do crânio.

Tanto a radiocirurgia quanto a radioterapia estereotáxica fracionada utilizam sistemas de referência tridimensionais para localização e tratamento precisos. A técnica permite margens milimétricas, devido às altas doses e estruturas nobres próximas. Para o tratamento, são usados ângulo sólido amplo, para minimizar a dose de entrada e, principalmente, o volume de tecido normal irradiado.

A escolha de uma ou outra depende da natureza, do tamanho, do número das lesões, da proximidade com estruturas nobres e da condição clínica do paciente.


Braquiterapia

Técnica em que o material radioativo, na forma de sementes, fios ou placas, fica em contato direto com o tumor. A exemplo do que ocorre na radioterapia externa, para a realização de braquiterapia é necessário fazer simulação prévia, por técnica convencional ou tridimensional.

A escolha depende da avaliação individual de cada caso e do planejamento do tratamento. Indicada para tratar casos de próstata, retinoblastoma, ginecológicos, cabeça e pescoço, sarcomas, melanoma de coroide e alguns outros tipos mais raros.


Radioterapia Guiada por Imagem (IGRT)

Dispomos também da técnica IGRT (radioterapia guiada por imagem, na sigla em inglês), que, associada à IMRT, tem o potencial de irradiar as células doentes, preservando ao máximo os tecidos saudáveis. Aliados ao avanço nas técnicas de imagem, os novos aparelhos permitem visualizar, em tempo real, onde o tumor está. Eles levam em conta, inclusive, os movimentos da respiração do paciente.

É um equipamento que acompanha a movimentação do tumor a ser tratado, oferecendo uma "mira" mais precisa e com menos riscos de sequelas. Dessa forma, a técnica torna possível usar doses de radiação maiores em alvos cada vez mais específicos, num tempo menor. A técnica é indicada para irradiar células doentes nos mais variados órgãos como próstata, cabeça e pescoço, abdome, reto, entre outros.

A radioterapia pode ser a única forma de tratamento em uma série de situações clínicas como: tumores de pele, próstata, alguns linfomas, alguns tumores de laringe, entre outros, sem a necessidade de cirurgia. 

Nossa equipe médica vai indicar as melhores opções terapêuticas, de forma individualizada.

A radioterapia é uma terapia que emprega feixes de radiação diretamente no tumor ou na região do câncer.  

A radioterapia também pode provocar um estímulo da imunidade do paciente, em especial com o uso de doses altas (ablativas) e com a técnica lattice, a qual somos pioneiros na América Latina desde 2019.

Já a quimioterapia e a imunoterapia são tratamentos sistêmicos, ou seja, a medicação é distribuída por todo o corpo para ter uma ação contra a doença.

A quimioterapia utiliza um medicamento ou uma composição medicamentosa, que geralmente é aplicada por vias oral ou venosa.

O medicamento para imunoterapia, por sua vez, age estimulando o sistema imunológico do paciente a atacar as células do câncer. 

Em tempo: estudos mostram que a radioterapia pode ser muito eficaz quando somada à quimioterapia.  

Trata-se de um equipamento com a mais alta tecnologia desenvolvido para emitir radiação de fótons ou elétrons, que são utilizadas nos tratamentos para combater ou diminuir o desenvolvimento do câncer.

Benefícios para pacientes: o A.C.Camargo tem um parque tecnológico com três diferentes aceleradores lineares, que permitem uma maior personalização do tratamento e, muitas vezes, encurtar a duração do tratamento com radioterapia e diminuir efeitos colaterais. 

Conheça os aceleradores lineares disponíveis:

  • Elekta Versa HD: este novo equipamento usa a inteligência artificial e agiliza tratamento do câncer, reduzindo o número de sessões em até 80%, graças às técnicas de hipofracionamento.

É que, por meio de técnicas modernas de imagens em alta definição, é possível entregar maiores doses de radiação para o tumor, minimizando as doses recebidas pelos tecidos circundantes normais, diminuindo os efeitos colaterais.

O tamanho reduzido de lâminas virtuais permite também o tratamento de múltiplos alvos simultaneamente.

  • Intrabeam: o equipamento é uma tecnologia inovadora utilizada pelo A.C.Camargo Cancer Center para o tratamento radioterápico intraoperatório de pacientes com câncer de mama.

A tecnologia é aplicada em casos selecionados, em uma dose única de radiação, reduzindo o tempo do tratamento para 30 minutos – o modelo convencional dura entre 5 e 6 semanas.

  • TrueBeam: é um acelerador linear de alta precisão que vem acoplado a um equipamento que captura imagens, o Conebeam. A cada sessão de radioterapia é feita uma rápida tomografia, o que possibilita ao médico acompanhar se houve qualquer mínima alteração no paciente (perda ou ganho de líquidos, por exemplo). 

O equipamento possui uma mesa robótica, que faz correções dos ângulos da aplicação, avisa se o paciente se movimentou levemente, entre outras funções, possibilitando maior flexibilidade para tratar cada caso.

Essa tecnologia envolve muito mais o médico, que vai à mesa diariamente, e do próprio console. O médico consegue fazer as alterações necessárias rapidamente.

Além disso, com a visualização precisa do tumor e dos tecidos normais ao redor, em tempo real, pode-se aumentar a dose de radiação por sessão, assim, reduzindo a quantidade, além de preservar ao máximo os tecidos saudáveis.

Sim, pois, além de contar com especialistas de excelência exclusivamente dedicados à oncologia e com a integração de uma equipe multidisciplinar, um Cancer Center como o A.C.Camargo tem o suporte hospitalar adequado à disposição, caso você venha a necessitar.

Fazer o tratamento oncológico em um Cancer Center é contar com profissionais de excelência em diversas especialidades. A equipe atua integrada, buscando o bem-estar e os melhores resultados para o paciente.

Possuímos uma equipe especializada e experiente, devido ao volume de sessões diárias. Acompanhamos os pacientes durante toda a jornada do tratamento e temos médicos oncologistas de plantão para o caso de qualquer intercorrência, principalmente em relação aos efeitos colaterais.

Contamos ainda com uma equipe de enfermagem com formação em oncologia, assim como psicológos(as) e nutricionistas à disposição para promover o melhor tratamento ao nosso paciente.

No A.C.Camargo, praticamos a empatia em tudo o que fazemos. Pensando nisso, para trazer mais tranquilidade e conforto para o paciente, foi criado o Radiotour, uma visita guiada pela área de Radioterapia para conhecer o tratamento e esclarecer dúvidas.

Por meio desta atividade, o paciente e os acompanhantes entendem como funciona o procedimento e têm a oportunidade de conhecer a equipe que irá atendê-lo. 

É uma forma de aliviar a ansiedade do paciente antes do início do tratamento, tirar seus medos e atendê-lo com todo o acolhimento e empatia.

A visita tem início na sala de simulação/tomografia. Esse equipamento é utilizado para delimitar no corpo a área que receberá o tratamento. Após esse primeiro contato, o paciente é levado para a sala onde é realizada a radioterapia. Ali, ele tem a oportunidade de conhecer os equipamentos e ter conhecimento de como ficará posicionado durante a sessão.

Se o paciente tiver um tumor de cabeça e pescoço ou de crânio, ele também terá a oportunidade de tocar e conhecer um modelo da máscara usada durante o procedimento.

Os profissionais da área também explicam sobre os benefícios da radioterapia: é um procedimento seguro, feito em equipamentos de altíssima tecnologia e os tratamentos são individualizados, planejados caso a caso com precisão absoluta. 

Os ciclos ou sessões, na realidade, são chamados de frações, que são a divisão da dose total necessária para o controle do tumor, algo que varia de acordo com o tumor.

Muitas vezes, empregamos pequenas frações diárias, e isso é feito quando o tumor não se recupera do dano no dia a dia, permitindo-nos darmos uma dose suficiente para o extermínio do tumor – assim, o tecido normal já tem uma recuperação melhor.

Depende da técnica. Varia de 15 a 45 minutos.

Há um acompanhamento médico semanal durante o tratamento por radioterapia no A.C.Camargo.

No entanto, para o caso de surgirem alterações inesperadas, temos a postos uma equipe de enfermagem e médicos para avaliar o paciente e esclarecer qualquer dúvida. 

A radioterapia lattice consiste na aplicação de uma dose alta e adicional de radiação como reforço ao tratamento convencional de radioterapia. 

Ao fazer o planejamento da radioterapia, é utilizado um sistema de coordenadas extremamente preciso chamado IMRT ou IGR. No caso do lattice, fazemos o planejamento de diversos “pequenos volumes” no interior do tumor para marcar os locais onde serão aplicadas as doses mais altas de radiação, enquanto as outras partes receberão a dose convencional indicada. 

Essa terapia, porém, é recomendada para casos específicos – é indicada para pacientes com tumores grandes e sem possibilidade de cirurgia ou para casos em que falharam os tratamentos convencionais com quimioterapia e radioterapia. 

A radioterapia intraoperatória (IORT) é um tratamento intensivo de radiação administrado durante a cirurgia, que irradiação direta da área alvo, poupando o tecido normal circundante. 

A radioterapia intraoperatória é usada para tratar cânceres de mama iniciais ou aqueles de difícil remoção total durante a cirurgia, momento em que existe a preocupação de que quantidades microscópicas de tumor possam permanecer. 

Ela pode ser feita no centro cirúrgico com o equipamento Intrabeam ou no próprio acelerador linear, com feixes de elétrons.

Técnica em que o material radioativo, na forma de sementes, fios ou placas, fica em contato direto com o tumor. A exemplo do que ocorre na radioterapia externa, para a realização de braquiterapia é necessário fazer simulação prévia, por técnica convencional ou tridimensional. 

A escolha depende da avaliação individual de cada caso e do planejamento do tratamento. Indicada para tratar casos de próstata, retinoblastoma, ginecológicos, cabeça e pescoço, sarcomas, melanoma de coroide e alguns outros tipos mais raros.

A braquiterapia pode ser dividida em:

  • Alta taxa de dose: empregada geralmente em tipos de câncer ginecológicos, de pele, de próstata, intersticiais (tumores de cabeça e pescoço, sarcomas...), de esôfago e de tórax
  • Baixa taxa de dose: utilizada em tumores de próstata e intraoculares

A radioterapia hemostática é aquela utilizada para parar sangramentos.

Irradiação com prótons ou terapia de prótons, também chamada de terapia por feixe de prótons, é um tipo de terapia de radiação que utiliza os prótons em vez de raios-X para tratar o câncer. 

Um próton é uma partícula carregada positivamente, que, quando carregada com alta energia, pode destruir as células cancerosas. 
Podemos usar a terapia de prótons sozinha ou combiná-la com a radioterapia convencional, cirurgia, quimioterapia ou imunoterapia. 

Bons candidatos para terapia de prótons são pacientes com tumores sólidos próximos a órgãos sensíveis, como quem tem câncer de cérebro e pulmão. 

A radioterapia com prótons também é considerada o padrão de tratamento para cânceres pediátricos e oculares.

A radioterapia nessa situação é local ou locorregional, com a função de evitar o reaparecimento da doença após a cirurgia. 

Ela é local quando ocorre de forma intraoperatória e locorregional quando feita fora da cirurgia. 

A radioterapia pode ser feita em toda a mama com ou sem a inclusão dos nódulos linfáticos (“ínguas”) axilares, a depender se estão acometidos pela doença ou não.

É uma das melhores opções para o tratamento dos tumores iniciais, já que, hoje, existem várias técnicas modernas que curam a doença com baixíssimos índices de impotência e incontinência urinária.

Atualmente, ela é feita com diferentes técnicas e doses, a depender do estadiamento (grau de avanço da doença). 

Ela pode ser por radiocirurgia estereotáxica corpórea (SBRT, 5 a 8 frações apenas) ou uma radioterapia guiada por imagem (IGRT) nos casos mais avançados, operáveis ou não, quando ocorrem de 25 a 30 frações, com ou sem quimioterapia. 

Nos operados de um câncer de pulmão, a radioterapia tem a função de evitar o reaparecimento da doença após a cirurgia.

O processo de tratamento do câncer consiste em várias etapas que compreende exames, consultas e procedimentos, exigindo atenção e conhecimento para que tudo seja realizado de forma coordenada e conjunta. Realizar todo o processo sozinho e o mais rápido possível pode ser um grande desafio.

Com essa perspectiva, o programa de navegação do A.C.Camargo Cancer Center foi iniciado em 2017 e é composto por um grupo de enfermeiros altamente especializados em oncologia, que conduzem o paciente ao longo da jornada de tratamento.

O enfermeiro navegador surge como um elo entre todas as áreas – assistenciais e administrativas, a fim de coordenar todas as etapas de atendimento de forma sincronizada e ágil, tendo o paciente no centro do cuidado.

Após o diagnóstico de câncer, o paciente é encaminhado ao enfermeiro navegador. O contato inicial é feito pessoalmente nos ambulatórios ou por vias remotas.

São funções do enfermeiro navegador:

 

  • Promover o bem-estar e favorecer a melhor experiência ao paciente e familiares após o diagnóstico do câncer
  • Orientar o paciente e a família sobre o diagnóstico e as etapas do tratamento
  • Conduzir o paciente durante todo o tratamento, auxiliando em todos os processos e etapas que envolvem o combate ao câncer
  • Atuar na redução dos tempos entre exames, consultas e tratamentos, favorecendo melhores desfechos e sobrevida
  • Facilitar a comunicação entre o paciente e as equipes de saúde do A.C.Camargo envolvidas no tratamento

Vídeo - A radioterapia no câncer de mama

Ícone de um equipamento de radioterapia

Efeitos colaterais da radioterapia

Somente se a irradiação for na região da cabeça, já que a ação da radioterapia acontece apenas no local tratado.

O principal efeito colateral é a pele vermelha e ressecada – isso é inevitável. Para melhorar, evite a exposição ao sol e o uso de cremes ou pomadas sem autorização médica, pois elas podem deixar resíduos invisíveis que podem piorar a reação da pele. 

Quando é necessária qualquer intervenção, nossa equipe de enfermagem é especializada e sabe exatamente que tipo de tratamento efetuar.

Podem surgir outros sintomas a depender da região que será irradiada, que são, em geral transitórios, com incidência somente durante o tratamento, podendo incluir: boca seca, dor para engolir, azia, cólica, diarreia e ardência para urinar.

Além do médico radioterapeuta, oncologista clínico, físico médico, estomatologista, nutricionista e da enfermagem, a equipe multidisciplinar na radioterapia tem farmacêuticos.

Eles trabalham para trazer ainda mais segurança ao procedimento e minimizar possíveis desconfortos dos pacientes durante o tratamento. 

Mais um benefício da atuação integrada do modelo Cancer Center. 

Saiba mais aqui.

Em geral, a radioterapia não causa alterações alimentares, a não ser em situações de irradiação de estômago ou intestinos, pois usamos técnicas modernas que reduzem a irradiação de tecidos normais. 

Mas, por exemplo, se o paciente está irradiando a região da cabeça e do pescoço, pode ficar com a boca seca, então os alimentos úmidos, pastosos e líquidos ajudam bastante. Pode, ainda, existir alteração do sabor dos alimentos e esses sintomas podem ser reduzidos com bochechos com bicarbonato e sucos cítricos.

No caso da radioterapia de intestinos, pode ocorrer diarreia, um quadro o qual são contraindicados os alimentos com muitas fibras (verduras) e irritativos (pimenta). 

Já quem faz radioterapia para a mama, por exemplo, não tem restrição alimentar, pois a irradiação passa longe do trato digestivo. 

Pacientes com câncer têm um risco particularmente alto de interações medicamentosas, que, por definição, são um efeito do uso de duas (ou mais) drogas, ou uma interação entre uma droga e alimentos, bebidas ou suplementos, levando a uma mudança na eficácia ou toxicidade de um fármaco.

Por geralmente tomarem muitos medicamentos durante o tratamento, incluindo quimioterapia, terapia-alvo, medicamentos de suporte (para náuseas, diarreia, dor, entre outros) e medicamentos para comorbidades (como hipertensão arterial sistêmica, arritmias, epilepsia), os pacientes com câncer acabam expostos a diversos fármacos.

Além disso, os pacientes frequentemente apresentam mudanças do ritmo gastrointestinal, mucosites (inflamação das mucosas), alterações hepáticas e renais, mudanças no peso corporal e retenções de líquidos, que acabam por influenciar ainda mais a forma como os medicamentos são absorvidos, metabolizados e distribuídos pelo corpo.

Por isso, é importante utilizar medicamentos com o aval do seu médico oncologista, principalmente no caso dos pacientes em tratamento de câncer.

Vídeo - Avanços em radioterapia para tumores urológicos

Ícone de um equipamento de radioterapia

A radioterapia e o seu dia a dia

Um dos principais efeitos na pele é a radiodermatite, uma vermelhidão causada pela exposição à radiação, que ocorre em aproximadamente 95% dos pacientes.

Além disso, inchaço, dor, coceira e bolhas também podem aparecer, mas são mais raros. 

No A.C.Camargo, todos os sintomas são monitorados por enfermeiros e médicos especializados em radioterapia, o que traz mais segurança para o paciente.

É preciso ter alguns cuidados:

  • Não use cremes ou pomadas sem autorização médicas, pois elas podem deixar resíduos invisíveis que tendem a piorar a reação da radioterapia na pele
  • Utilize sabonete com ph neutro
  • Durante as sessões de radioterapia não é recomendado que o paciente use nenhum tipo de hidratante, creme ou pomada: a pele deve estar limpa, porém não é necessário lavar o local ou tomar banho antes da sessão
  • Hidrate a pele três vezes ao dia com produtos recomendados pela enfermagem – hidratantes à base de água, sem cheiro, sem álcool e sem óleo podem ser utilizados duas horas antes da radiação para que ocorra a absorção completa do produto na pele
  • Evite a exposição ao sol, pois isso piora a reação da radioterapia na área exposta
  • Tome banho com água morna, evite a água quente 
  • Vista roupas confortáveis e evite tecidos sintéticos
  • Não utilize desodorante do lado da axila que será irradiada (no caso de tumores de mama)
  • Não depile a axila com cera, cremes depilatórios ou lâminas do lado que realizará o tratamento (em caso de tumores de mama)
  • Não vista sutiãs com aro e renda: dê preferência aos de algodão (em caso de tumores de mama)
  • Ao fazer a barba, prefira lâminas flexíveis e não utilize creme/loção pós-barba (em caso de tumores de cabeça e pescoço)

Em geral, a radioterapia não causa alterações alimentares, a não ser em situações de irradiação de estômago ou intestinos, pois usamos técnicas modernas que reduzem a irradiação de tecidos normais. 

No caso de irradiação de intestinos pode ocorrer diarreia – assim, alimentos com muitas fibras (verduras) e irritativos (pimenta) são contraindicados. 

O paciente que está irradiando a região da cabeça e do pescoço pode ficar com a boca seca, então os alimentos úmidos, pastosos e líquidos ajudam bastante. 

Mito – A radioterapia é empregada para pacientes incuráveis.

Verdade – A radioterapia evoluiu tanto que, hoje, 50 a 60% dos pacientes tratados com sucesso curativo recebem a radioterapia como parte de seu tratamento oncológico. 

Como cada aplicação dura de 15 a 45 minutos, então você não precisa alterar sua rotina, basta se lembrar de não expor a área irradiada diretamente ao sol.

Caso você esteja disposto(a) a isso, não apenas você pode praticar exercícios durante o tratamento com radioterapia como é recomendável que você mantenha hábitos de vida saudáveis e regulares. 

Ocorrem liberações de endorfinas com essas atividades, que podem contribuir para a sua recuperação. Não se esqueça de comunicar a intensão de praticar exercícios a seu médico. 

Além de poder trabalhar, é recomendável que você mantenha seus hábitos de vida normalmente. 

Consulte seu médico.

Sim, a atividade sexual é mais uma das práticas que liberam endorfina e podem ajudar na sua recuperação.

Consulte seu médico.

É como as outras, mas guarda alguns diferenciais:

  • Você passa por uma consulta de alta, na qual recebe toda a orientação sobre como será seu acompanhamento dali em diante, quando e como deverá ser seu retorno e quais exames serão necessários – esclarecemos todas suas dúvidas, caso elas ainda persistam
  • Temos ainda o “Ring the Bell” ou “Cerimônia do Sino”, em que você e seus familiares ou acompanhantes são convidados a tocarem o sino na recepção da radioterapia, comemorando a finalização dessa importante etapa de seu tratamento – para a segurança de todos em tempos de pandemia, isso tem sido feito com o número reduzido de participantes
Ícone de um equipamento de radioterapia

A radioterapia e a covid-19

Não é recomendado interromper o tratamento. Sempre que tiver dúvidas sobre interrupção, consulte seu médico.

Em situações individualizadas, podemos pausar e reiniciar o tratamento, com aumento do número de frações ou dose por fração para compensar uma eventual pausa. 

Dada a particularidade e a especificidade de cada caso, é fundamental que o paciente discuta diretamente com seu médico oncologista a melhor escolha a ser feita no momento.

O diagnóstico precoce e o início imediato do tratamento são fatores que aumentam a chance de cura.

Ao interromper o tratamento, pode haver diminuição na chance de controle da doença. Por isso, em situações individualizadas, após a pausa, ao reiniciar o tratamento, aumentamos o número de frações ou doses por fração para compensar a pausa.

Não aumentam. Ao adotar as medidas de segurança indicadas, realizar o seu procedimento torna-se uma prática segura. #QuemTemCâncerTemPressa e estamos prontos para acolher nossos pacientes, assistindo-os de forma segura em todas as fases de seu tratamento. 

Uma evolução do conceito de saúde em oncologia para aprofundar constantemente o conhecimento sobre a doença e gerar inovação: o paciente é avaliado por um grupo multidisciplinar de especialistas em todas as etapas, desde o diagnóstico até a reabilitação. Essa especialização nos permite oferecer agilidade, excelência e segurança no tratamento oncológico. 

Dessa forma, estabelecemos o Atendimento Oncológico Protegido – um conjunto de processos para o paciente prosseguir com seu tratamento, em tempos de pandemia. 

Todas as práticas adotadas estão de acordo com as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde. 


Pesquisa científica confirma 

Um estudo realizado na cidade de Nova York confirma que as chances de contrair Covid não aumentam durante a quimioterapia. 

A análise retrospectiva foi publicada em março de 2021 pela American Association for Cancer Research e, dos 1.174 pacientes com câncer testados para Covid-19, 317 (27%) apresentaram resultados positivos. Idade avançada, raça/etnia minoritária e obesidade foram associados à infecção por Covid-19, dados que são comparáveis à população geral. 

Surpreendentemente, os pacientes em tratamento ativo, incluindo quimioterapia, apresentaram um risco 35% menor de serem infectados pela Covid-19.

Os pesquisadores sugerem que isso pode ter ocorrido porque as pessoas que recebem quimioterapia são mais propensas a seguir com o distanciamento social, a usar a máscara facial e a higienizar as mãos do que as pessoas que não se tratam com quimioterapia.

Sim. A Telemedicina é uma excelente opção para a realização das suas consultas e o acompanhamento do seu tratamento, de forma rápida e segura, evitando deslocamentos excessivos, principalmente para pacientes que residem mais longe das nossas unidades.  

Outra opção e medida de segurança é o Pronto Atendimento Digital. Antes de vir ao A.C.Camargo, o paciente tem a opção de acessar a plataforma Pronto Atendimento Digital e responder a uma série de questões. Por exemplo, se teve contato com alguém com suspeita de Covid-19, se há sintomas como febre e falta de ar e se pertence a algum grupo de risco. 

Em seguida, a inteligência artificial analisa as informações concedidas e define se o caso é considerado crítico ou não. Assim, evita-se que o Pronto Atendimento fique saturado com casos não-urgentes e diminuem-se os focos de contaminação. 

Os dois cenários: 

  • Se os sintomas forem de gravidade: o paciente com suspeita de Covid-19 confirma que vai para o A.C.Camargo e, imediatamente, ele aparece na plataforma de previsão de demanda para o Pronto Atendimento, visualizada pelos profissionais da Instituição. 
  • Se o caso for menos crítico: uma mensagem orienta a permanência em isolamento domiciliar. Depois, a plataforma convida o paciente a responder ao formulário diariamente para monitorar seus sintomas, assim a equipe assistencial poderá acompanhar a progressão ou não do quadro, dia a dia. O paciente ainda recebe dicas de prevenção. 

Sim, é seguro. O A.C.Camargo Cancer Center reforça que segue as medidas de segurança estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde e que está capacitado para atender os pacientes oncológicos durante a pandemia de forma segura e com fluxos protegidos. 

Temos oncologistas de plantão 100% do tempo para acompanhar os procedimentos e enfermagem com formação em oncologia.

Conheça como é realizado o Atendimento Oncológico Protegido no A.C.Camargo e as nossas medidas de prevenção.

O A.C.Camargo está preparado para receber e cuidar de seus pacientes em tempos de covid-19, com total segurança, excelência e agilidade.

Entre as medidas, foi restringido o número de acompanhantes circulantes nas unidades. 

Antes de entrar no A.C.C. existe uma checagem de temperatura, questionário e troca de máscaras. 

Há também uma triagem virtual: antes de vir, o paciente tem a opção de acessar a plataforma Pronto Atendimento Digital e responder a uma série de questões. 

Por exemplo, se teve contato com alguém com suspeita de covid-19, se há sintomas como febre e falta de ar e se pertence a algum grupo de risco.

Vídeo - A radioterapia para tumores cerebrais

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