Radioterapia

Braquiterapia: 8 perguntas e respostas sobre a “radioterapia interna”

Linha Fina

Entenda o que é este tratamento, como é feito e os principais cuidados

A braquiterapia, também conhecida como “radioterapia interna”, é uma das formas de tratamento de pacientes com câncer. É um procedimento comum, mas não utilizado para todos os tipos de tumores. Confira abaixo as principais dúvidas que podem surgir sobre o tema e as respectivas respostas.

1. O que é braquiterapia?

A braquiterapia é um tipo de “radioterapia interna”, um tratamento local para apenas uma parte específica do corpo. Enquanto a radioterapia consiste na emissão de radiação de uma fonte externa para o corpo, a braquiterapia consiste na emissão de radiação por uma fonte colocada dentro do corpo.

2. Como é feita?

Para fazer a braquiterapia, pequenas cápsulas (ou “sementes”) que contêm uma fonte de radiação são inseridas no corpo, dentro do tumor ou perto do tumor, de forma temporária ou permanente.

Na braquiterapia temporária, são inseridos aplicadores, placas ou cateteres no corpo, por onde o material radiativo passa guiado remotamente por computador para que fique em determinada região por um período. Após finalizar a sessão, os aplicadores são retirados do corpo.

Na braquiterapia permanente, as sementes são inseridas após um planejamento prévio da localização e posição em que devem ficar. Sua inserção é feita através de agulhas específicas para isso e é considerado um método de tratamento minimamente invasivo.

3. Quais tipos de tumores podem ser tratados com braquiterapia?

Em geral, é utilizada a braquiterapia permanente para câncer da próstata, nas regiões do pulmão, mama, pâncreas, cabeça e pescoço, entre outros. Já a braquiterapia temporária pode ser utilizada em tumores do útero, olhos, mamas, cabeça e pescoço, esôfago e extremidades (braços e pernas). 

4. O paciente sente dor quando a radiação é emitida dentro do corpo?

Não, a fonte de radiação inserida dentro do corpo não provoca dor. Mas, para a inserção do material radioativo no corpo, na maioria das vezes é necessário um procedimento com anestesia. 

5. Quais as vantagens da braquiterapia para tratamento de tumores oculares?

Atualmente, a braquiterapia é um dos principais métodos de tratamento para os tumores oculares, sendo uma alternativa à cirurgia mutiladora em que o globo ocular é removido. O foco do método está na preservação da vida, conservação do olho e manutenção da visão.

6. Quando se deve utilizar a braquiterapia e quando se deve utilizar a radioterapia convencional?

Não existe uma regra específica e depende do protocolo de tratamento de cada tipo de câncer. Para alguns tipos de tumor, a braquiterapia pode ser utilizada de forma isolada, pois é capaz de exterminar todo o tumor de forma rápida. Como exemplo, podemos citar os tratamentos de melanomas da coroide e retinoblastomas (tumores internos dos olhos), em que placas de iodo 125 ou rutênio 106 (materiais que emitem radiação) são colocadas e retiradas em poucos dias. 

Diferindo da radioterapia convencional, a braquiterapia ocular possibilita a liberação de uma alta dose de radiação concentrada no tumor ocular e uma baixa dose de radiação aos tecidos normais circundantes. Esta focalização da radiação é o grande diferencial do método, resultando em radioproteção aos tecidos normais, minimizando as complicações e possibilitando melhores resultados em termos de preservação da visão e conservação do globo ocular, com eficácia no controle tumoral de aproximadamente 95% dos casos. 
Os tumores iniciais da próstata e do colo do útero também podem ser tratados exclusivamente com braquiterapia. Em outras situações, é comum usar a combinação de radioterapia convencional (externa) com braquiterapia para aumentar a dose de radiação dada ao tumor, como por exemplo, no caso de tumores avançados da próstata, colo de útero, mama, cabeça e pescoço e extremidades (sarcomas).

Em situações extremas, quando o paciente já recebeu uma dose alta de radioterapia convencional após uma cirurgia ou associado à quimioterapia e o tumor voltar (recidiva), a braquiterapia pode ser uma boa opção de tratamento.

7. Quais os cuidados durante e após a braquiterapia?

Os cuidados dependerão do material radioativo utilizado e do tipo de tratamento. Para a braquiterapia no caso de tumores do olho, por exemplo, o paciente fica internado em isolamento, sob cuidados médicos e de enfermagem, para não expor outras pessoas à radiação. Já no tratamento de câncer de próstata, por exemplo, o próprio organismo do paciente absorve a radiação e, após o procedimento, o paciente tem vida normal sem cuidados específicos. Com o passar do tempo, o nível da radiação emitida vai diminuindo até ficar praticamente inativo. 

No caso da braquiterapia temporária, a radiação só está presente durante o período em que os aplicadores estão inseridos no paciente. Dessa forma, após a realização de cada sessão de braquiterapia, não há necessidade de cuidados especiais, pois o paciente não está com o material radioativo em seu corpo.

8. Quais os diferencias do A.C.Camargo Cancer Center?

O A.C.Camargo é um centro pioneiro no tratamento de tumores de próstata e oculares com braquiterapia. A experiência acumulada em décadas no atendimento de milhares de pacientes com tumores nos olhos posiciona a instituição entre os maiores centros internacionais de oncologia ocular, acumulando, ainda, o pioneirismo e a maior casuística nacional na utilização da braquiterapia ocular.

Além das pesquisas e diversos estudos publicados sobre o uso desse tratamento para tumores no útero, próstata, cabeça e pescoço, a instituição também é referência de treinamento em braquiterapia para a Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA).
 

Fonte: Dr. Antônio Cassio Assis Pellizzon, head de radioterapia do A.C.Camargo Cancer Center
KÁTIA TRIGO, ENFERMEIRA SUPERVISORA DA RADIOTERAPIA DO A.C.CAMARGO CANCER CENTER
DRA. MARTHA MARIA MOTONO CHOJNIAK, HEAD DE OFTALMOLOGIA DO A.C.CAMARGO CANCER CENTER
 

Radioterapia hemostática: conheça a técnica que evita sangramentos

Linha Fina

Saiba mais sobre esta modalidade de radiação praticada no A.C.Camargo 

A radioterapia hemostática é uma das modalidades de radiação praticadas no A.C.Camargo, cujo Departamento de Radioterapia é detentor do nível máximo de Acreditação pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), órgão das Nações Unidas (ONU).

Geralmente, a radioterapia é um tratamento que utiliza a radiação para destruir ou impedir o crescimento das células de um tumor, reduzir tumores que estejam comprimindo outros órgãos, minimizar a dor e controlar sangramentos – este é o caso da radioterapia hemostática.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 70% dos pacientes com câncer serão submetidos à radioterapia em alguma fase do tratamento.


A finalidade da radioterapia hemostática

A radioterapia hemostática é aquela realizada para coibir um sangramento que pode colocar em risco a vida do paciente.

É utilizada em vários tipos de câncer que se mostram radiossensíveis, como é o caso de alguns tumores gástricos. 

Na maioria das vezes, a hemostática, que é menos frequente que outras modalidades de radioterapia, é empregada quando não há indicação de cirurgia ou embolização. 

A quantidade de sessões costuma ser entre uma e cinco.

O A.C.Camargo possui um parque tecnológico com os mais modernos aceleradores lineares de partículas, equipamentos utilizados para a radioterapia, caso do Elekta Versa HD (foto abaixo). Todos servem para a técnica hemostática – a energia a ser usada depende da localização do sangramento.

O Acelerador Linear, uma máquina branca com uma maca para fazer radioterapia; no teto, uma paisagem de campo para relaxar pacientes

Fonte: Doutor Antônio Cassio Pellizzon, head do Departamento de Radioterapia do A.C.Camargo

Radioterapia: aceleradores lineares de partículas do A.C.Camargo representam o que há de mais moderno em tratamento

Linha Fina

Instituição possui equipamentos que podem encurtar a duração das sessões e diminuir efeitos colaterais, entre outras formas de alcançar os melhores resultados

Se você ou alguém próximo vai fazer radioterapia, já pode ter ouvido sobre um acelerador linear de partículas. Mas você sabe o que é este equipamento e como ele melhora o tratamento?

Trata-se da mais alta tecnologia desenvolvida para emitir radiação de fótons ou elétrons, que são utilizadas nos tratamentos para combater ou diminuir o desenvolvimento do câncer.

Benefícios para pacientes: o A.C.Camargo tem um parque tecnológico com quatro diferentes aceleradores lineares, além do Intrabeam, que é utilizado para a realização de radioterapia intraoperatória e da braquiterapia – permitem uma maior personalização do tratamento e, muitas vezes, encurtar a duração da radioterapia e diminuir efeitos colaterais. 

 

Radioterapia: o que há de melhor

Conheça os aceleradores lineares de partículas disponíveis em nosso serviço de radioterapia:

  • Elekta Versa HD: este novo equipamento (foto a seguir) usa a inteligência artificial e agiliza o tratamento do câncer, reduzindo o número de sessões em até 80%, graças às técnicas de hipofracionamento.

É que, por meio de técnicas modernas de imagens em alta definição, é possível entregar maiores doses de radiação para o tumor, minimizando as doses recebidas pelos tecidos circundantes normais, diminuindo os efeitos colaterais.

O tamanho reduzido de lâminas virtuais permite também o tratamento de múltiplos alvos simultaneamente.

A tecnologia é aplicada em casos selecionados, em uma dose única de radiação, reduzindo o tempo do tratamento para 30 minutos - o modelo convencional dura entre 5 e 6 semanas.

  • TrueBeam: é um acelerador linear de alta precisão que vem acoplado a um equipamento que captura imagens, o Conebeam. A cada sessão de radioterapia é feita uma rápida tomografia, o que possibilita ao médico acompanhar se houve qualquer mínima alteração no paciente (perda ou ganho de líquidos, por exemplo). 

O equipamento possui uma mesa robótica, que faz correções dos ângulos da aplicação, avisa se o paciente se movimentou levemente, entre outras funções, possibilitando maior flexibilidade para tratar cada caso.

Essa tecnologia envolve muito mais o médico, que vai à mesa diariamente, e do próprio console. O médico consegue fazer as alterações necessárias rapidamente.

Além disso, com a visualização precisa do tumor e dos tecidos normais ao redor, em tempo real, pode-se aumentar a dose de radiação por sessão, assim, reduzindo a quantidade, além de preservar ao máximo os tecidos saudáveis.

O Acelerador Linear, uma máquina branca com uma maca para fazer radioterapia; no teto, uma paisagem de campo para relaxar pacientes

Fonte: Dr. Antônio Cassio Pellizzon, head do Departamento de Radioterapia do A.C.Camargo

Radioterapia: A.C Camargo conta com novo Acelerador Linear que reduz tempo de tratamento e potencializa cirurgias de tumores mamários

Linha Fina

Novo equipamento usa a inteligência artificial e agiliza tratamento do câncer reduzindo número de sessões em até 80%

Os pacientes que necessitam de radioterapia do A.C.Camargo Cancer Center logo poderão contar com novo equipamento de última geração, que foi adquirido para integrar conjunto de aparelhos do seu parque tecnológico.

O novo Acelerador Linear (AL) Elekta Versa HD tem a capacidade de aumentar a velocidade e a eficácia dos tratamentos. Entre as novidades, aliadas à expertise e ao treinamento dos radioncologistas e físicos médicos, permite que os procedimentos se tornem cada vez mais rápidos e seguros. 

Neste equipamento, por meio de técnicas modernas de imagens em alta definição, é possível entregar maiores doses de radiação para o tumor minimizando as doses recebidas pelos tecidos circundantes normais, diminuindo os efeitos colaterais.

“O tamanho reduzido de lâminas virtuais permite também o tratamento de múltiplos alvos simultaneamente”, explica o Dr. Antônio Cassio Pellizzon, head do Departamento de Radioterapia do A.C.Camargo Cancer. Há, ainda, com o uso de técnicas de hipofracionamento, a possibilidade de redução de até 80% no número de sessões e no tempo de tratamento, com a segurança da radioterapia guiada por imagem 4D (IGRT). 

Para casos dos tumores de mama, pulmão e fígado, o Acelerador Linear (AL) Elekta Versa HD conta com o Sistema- ABC – Air Breath Control ou Active Breathing Coordinator – por meio de paradas respiratórias voluntárias e controladas pelo paciente, o feixe de radiação é liberado em momentos pré-coordenados, eliminando o risco de irradiação de estruturas nobres, como, por exemplo, a artéria coronária descendente anterior, no caso de irradiação de mamas do lado esquerdo. 
 
Ainda nos tratamentos cirúrgicos em mama, o A.C.Camargo Cancer Center conta com o equipamento IntraBeam, indicado, principalmente para pacientes diagnosticadas em fases iniciais da doença (estágios clínicos I e IIA) e com idade superior a 50 anos, onde o tratamento é realizado ainda no centro cirúrgico logo após a retirada do tumor,  eliminando ou reduzindo possíveis efeitos colaterais associados ao método convencional de radioterapia, como vermelhidão, sensibilidade ou alteração na cor da pele, além de possível fadiga, fibrose do tecido da mama ou atraso na cicatrização de ferida.


Tecnologia Lattice

Outra inovação trazida pelo novo Acelerador Linear é a realização de formas rápida e segura da Tecnologia Lattice, algo que o A.C.Camargo Cancer Center é único e pioneiro na América Latina. Com a Lattice é possível fornecer, com precisão, altas doses não homogêneas de irradiação para diferentes áreas do volume tumoral.

Com isso, ocorrem reações no local da aplicação com redução do volume da doença, além de estímulos imunológicos. A irradiação modifica o ambiente imunossupressor do tumor, ou seja, diminui a produção de hormônios e produtos químicos secretados pelos tumores, melhorando e potencializando os efeitos do tratamento. 

A radioterapia em alta dose focal da Tecnologia Lattice também reduz a quantidade de vasos que alimentam o tumor e facilita a entrada de linfócitos – células de defesa – além de ativar os que já estão na lesão e o reconheçam como ‘não eram para estar ali’.

A tecnologia pode induzir a regulação de genes de outras células de defesa (os macrófagos) aumentando a imunidade do paciente, podendo levar à redução ou ao controle de lesões (metástases) que não receberam a irradiação de forma direta, o que é chamado de efeito abscopal.

Veja a seguir algumas imagens do Acelerador Linear:

O Acelerador Linear, uma máquina branca com uma maca para fazer radioterapia; no teto, uma paisagem de campo para relaxar pacientes
O Acelerador Linear, uma máquina branca com uma maca para fazer radioterapia; no teto, uma paisagem de campo para relaxar pacientes
O Acelerador Linear, uma máquina branca com uma maca para fazer radioterapia; no teto, uma paisagem de campo para relaxar pacientes

Tudo sobre radioterapia

A radioterapia é um tratamento que utiliza a radiação para destruir ou impedir o crescimento das células de um tumor, controlar sangramentos e dores e reduzir tumores que estejam comprimindo outros órgãos. Durante as aplicações, você não conseguirá ver a radiação, nem sentirá dor. 

As doses de radiação e o tempo de aplicação são calculados de acordo com o tipo e o tamanho do tumor. Isso é feito de modo controlado para destruir as células doentes e preservar as sadias. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), aproximadamente 70% dos pacientes com diagnóstico de câncer serão submetidos à radioterapia em alguma fase de seu tratamento.

O serviço de radioterapia do A.C.Camargo Cancer Center – detentor do nível máximo de Acreditação pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), órgão das Nações Unidas (ONU) – atua de forma interdisciplinar e integrada com todos os outros serviços. É formado por médicos radioncologistas, físicos, dosimetristas e técnicos, além de contar com o apoio de outras equipes como a enfermagem e a nutrição.

Nosso parque tecnológico conta com três diferentes aceleradores lineares (saiba mais nesta página), que permitem uma maior personalização do tratamento e, muitas vezes, encurtar sua duração e diminuir efeitos colaterais. 

A seguir, você encontra um guia completo sobre a radioterapia para entender o tratamento, os efeitos colaterais, as questões do dia a dia (trabalho, atividade física, queda ou não de cabelo...). E, claro, prestamos esclarecimentos em relação à radioterapia em tempos de pandemia de covid-19, tempos estes em que o A.C.Camargo estipulou um Atendimento Oncológico Protegido.

Há textos que explicam tudo de um jeito simples (no formato de perguntas e respostas), vídeos, podcasts... Confira abaixo e tire todas as suas dúvidas.

Ícone de um equipamento de radioterapia

Entendendo a radioterapia

A radioterapia pode ser neoadjuvante, curativa, adjuvante e paliativa, de acordo com o quadro do paciente:

Neoadjuvante: para diminuir o volume do tumor, com objetivo de facilitar a cirurgia, possibilitar a preservação de um membro, permitir que a cirurgia seja menos mutiladora. Usada em tumores em reto baixo, sarcomas de partes moles e estômago.

Adjuvante: quando a radioterapia é associada à quimioterapia ou à cirurgia. Aplicada em regiões da cabeça e pescoço, colo e corpo uterino, pulmão, esôfago, sistema nervoso central, mama, linfomas, entre outras.

Curativa: quando a radioterapia é considerada a principal arma no combate ao câncer, podendo ser associada à quimioterapia ou utilizada em casos no quais a cirurgia não é possível ou muito arriscada para o paciente. Aplicada em regiões da cabeça e pescoço, tumores localmente avançados do colo e corpo uterino, canal anal, pulmão, esôfago, sistema nervoso central etc.

Paliativa: para melhorar a qualidade de vida do paciente oncológico, propiciando melhora da dor, redução de sangramento ou de outros sintomas.

As formas de radiações ionizantes mais usadas na prática médica são as eletromagnéticas, como os raios-X e os raios gama e também as de partículas ou corpusculares como elétrons, prótons e nêutrons. 

Dependendo da maneira como é aplicada, a radioterapia pode ser interna, conhecida como braquiterapia, em que fontes de radiação são colocadas dentro do tumor ou ao seu redor, podendo assim permanecer temporária ou permanentemente; ou externa, a teleterapia, quando a fonte produtora de radiação está distante do paciente.

A evolução e os avanços tecnológicos melhoraram significativamente a eficácia com a qual a radioterapia é planejada e aplicada. Vários passos podem ser executados para diminuir a toxicidade em tecidos normais, incluindo técnicas de irradiação precisas, seleção de um volume decrescente para receber doses mais altas e manobras para excluir órgãos sensíveis do campo de irradiação.

Oferecemos aos nossos pacientes diferentes técnicas de radioterapia que combatem de forma eficiente o tumor, minimizando os efeitos da radiação sobre os tecidos sadios. Os principais tipos de tratamento com radioterapia são:

Radioterapia Conformada ou Tridimensional (RT3D)

Planejamento e tratamento baseados em tomografia ou, em alguns casos, ressonância magnética e PET-CT. Permite melhor definição do volume-alvo e proteção de estruturas normais, uma vez que estas são visualizadas e delimitadas, acarretando menor efeito colateral durante o tratamento e menor risco de sequelas.

Indicada na maioria dos tratamentos curativos em cabeça e pescoço, tórax (pulmão, esôfago e mediastino), abdome (estômago, pâncreas, vias biliares e rim) e pelve (colo do útero, bexiga, testículo, próstata, reto e canal anal).

Também em pacientes obesos ou com mama muito volumosa e com tumor de mama à esquerda, que tenham recebido quimioterapia com antracíclico (droga cardiotóxica). Em casos como esses, somente com a tomografia é possível ver o coração e usar campos que reduzam o volume cardíaco irradiado. A técnica também é usada em alguns casos de metástases ósseas, viscerais ou de partes moles, com perspectiva de boa sobrevida.


Radioterapia Convencional (RT2D)

Baseada em radiografias, o que limita a visualização da lesão e das estruturas normais. Técnica indicada em casos paliativos e/ou com prognóstico ruim.

Também pode ser usada em situações curativas em pacientes magras, lesões de pele (elétrons), superficiais, ou mulheres com diagnóstico de câncer de mama já operadas.
 

Radioterapia com Modulação da Intensidade do Feixe (IMRT)

Técnica baseada em tomografia e, às vezes, ressonância magnética e PET-CT. Indicadas na existência de estruturas nobres muito próximas ao tumor e com menor tolerância à radiação; necessidade de aplicar altas doses no tumor; e quando o volume a ser irradiado é muito grande.

É utilizada em casos de tumores de cabeça e pescoço, com o intuito de obter doses maiores e minimizar sequelas como xerostomia, tumores de base do crânio, tumores cerebrais próximos a estruturas importantes como tronco cerebral, quiasma óptico, nervo óptico etc.

Aplicada também em pacientes obesos e com tumores volumosos em que não se consegue um planejamento adequado com RT3D, como em casos de tumores de próstata volumosa, canal anal, tumores pélvicos, mama obesa ou em que se tenha de irradiar a cadeia mamária interna, e todos os pacientes que necessitem de reirradiação.


Radioterapia Intraoperatória

Aplicada em apenas uma fração, de dose alta, com feixe de elétrons logo após a retirada por cirurgia total ou parcial do tumor. Esse procedimento é realizado em uma sala cirúrgica no Departamento de Radioterapia. Após o tumor ser ressecado, coloca-se um cone para dirigir o feixe de radiação, que é fixado ao leito tumoral.

O paciente é levado à sala do acelerador linear, onde são feitos o alinhamento do feixe e o cálculo da dose, procedendo-se em seguida à irradiação. Depois, o paciente volta à sala cirúrgica para conclusão da cirurgia. Indicada para tumores recidivados em abdome e pelve, com contraindicação para radioterapia externa ou que já tenham sido irradiados. Também usada em alguns casos de tumor inicial de mama.
 

Intrabeam e Câncer de Mama

O equipamento Intrabeam é uma tecnologia inovadora utilizada pelo A.C.Camargo Cancer Center para o tratamento radioterápico intraoperatório de pacientes com câncer de mama.

A tecnologia é aplicada em casos selecionados, em uma dose única de radiação, reduzindo o tempo do tratamento para 30 minutos – o modelo convencional dura entre 5 e 6 semanas.


Radiocirurgia (RCIR) ou Radioterapia Estereotáxica Fracionada (REF)

Uma extensão da radiocirurgia, liberada em fração única (RCIR) ou frações que podem variar de 2 a 30 (REF). Utiliza sistema de imobilização próprio, não rígido, propiciando, assim, a precisão da estereotaxia e permitindo às estruturas normais adjacentes repararem o dano sublateral. Geralmente indicada para lesões maiores do sistema nervoso central (SNC) e da base do crânio.

Tanto a radiocirurgia quanto a radioterapia estereotáxica fracionada utilizam sistemas de referência tridimensionais para localização e tratamento precisos. A técnica permite margens milimétricas, devido às altas doses e estruturas nobres próximas. Para o tratamento, são usados ângulo sólido amplo, para minimizar a dose de entrada e, principalmente, o volume de tecido normal irradiado.

A escolha de uma ou outra depende da natureza, do tamanho, do número das lesões, da proximidade com estruturas nobres e da condição clínica do paciente.


Braquiterapia

Técnica em que o material radioativo, na forma de sementes, fios ou placas, fica em contato direto com o tumor. A exemplo do que ocorre na radioterapia externa, para a realização de braquiterapia é necessário fazer simulação prévia, por técnica convencional ou tridimensional.

A escolha depende da avaliação individual de cada caso e do planejamento do tratamento. Indicada para tratar casos de próstata, retinoblastoma, ginecológicos, cabeça e pescoço, sarcomas, melanoma de coroide e alguns outros tipos mais raros.


Radioterapia Guiada por Imagem (IGRT)

Dispomos também da técnica IGRT (radioterapia guiada por imagem, na sigla em inglês), que, associada à IMRT, tem o potencial de irradiar as células doentes, preservando ao máximo os tecidos saudáveis. Aliados ao avanço nas técnicas de imagem, os novos aparelhos permitem visualizar, em tempo real, onde o tumor está. Eles levam em conta, inclusive, os movimentos da respiração do paciente.

É um equipamento que acompanha a movimentação do tumor a ser tratado, oferecendo uma "mira" mais precisa e com menos riscos de sequelas. Dessa forma, a técnica torna possível usar doses de radiação maiores em alvos cada vez mais específicos, num tempo menor. A técnica é indicada para irradiar células doentes nos mais variados órgãos como próstata, cabeça e pescoço, abdome, reto, entre outros.

A radioterapia pode ser a única forma de tratamento em uma série de situações clínicas como: tumores de pele, próstata, alguns linfomas, alguns tumores de laringe, entre outros, sem a necessidade de cirurgia. 

Nossa equipe médica vai indicar as melhores opções terapêuticas, de forma individualizada.

A radioterapia é uma terapia que emprega feixes de radiação diretamente no tumor ou na região do câncer.  

A radioterapia também pode provocar um estímulo da imunidade do paciente, em especial com o uso de doses altas (ablativas) e com a técnica lattice, a qual somos pioneiros na América Latina desde 2019.

Já a quimioterapia e a imunoterapia são tratamentos sistêmicos, ou seja, a medicação é distribuída por todo o corpo para ter uma ação contra a doença.

A quimioterapia utiliza um medicamento ou uma composição medicamentosa, que geralmente é aplicada por vias oral ou venosa.

O medicamento para imunoterapia, por sua vez, age estimulando o sistema imunológico do paciente a atacar as células do câncer. 

Em tempo: estudos mostram que a radioterapia pode ser muito eficaz quando somada à quimioterapia.  

Trata-se de um equipamento com a mais alta tecnologia desenvolvido para emitir radiação de fótons ou elétrons, que são utilizadas nos tratamentos para combater ou diminuir o desenvolvimento do câncer.

Benefícios para pacientes: o A.C.Camargo tem um parque tecnológico com três diferentes aceleradores lineares, que permitem uma maior personalização do tratamento e, muitas vezes, encurtar a duração do tratamento com radioterapia e diminuir efeitos colaterais. 

Conheça os aceleradores lineares disponíveis:

  • Elekta Versa HD: este novo equipamento usa a inteligência artificial e agiliza tratamento do câncer, reduzindo o número de sessões em até 80%, graças às técnicas de hipofracionamento.

É que, por meio de técnicas modernas de imagens em alta definição, é possível entregar maiores doses de radiação para o tumor, minimizando as doses recebidas pelos tecidos circundantes normais, diminuindo os efeitos colaterais.

O tamanho reduzido de lâminas virtuais permite também o tratamento de múltiplos alvos simultaneamente.

  • Intrabeam: o equipamento é uma tecnologia inovadora utilizada pelo A.C.Camargo Cancer Center para o tratamento radioterápico intraoperatório de pacientes com câncer de mama.

A tecnologia é aplicada em casos selecionados, em uma dose única de radiação, reduzindo o tempo do tratamento para 30 minutos – o modelo convencional dura entre 5 e 6 semanas.

  • TrueBeam: é um acelerador linear de alta precisão que vem acoplado a um equipamento que captura imagens, o Conebeam. A cada sessão de radioterapia é feita uma rápida tomografia, o que possibilita ao médico acompanhar se houve qualquer mínima alteração no paciente (perda ou ganho de líquidos, por exemplo). 

O equipamento possui uma mesa robótica, que faz correções dos ângulos da aplicação, avisa se o paciente se movimentou levemente, entre outras funções, possibilitando maior flexibilidade para tratar cada caso.

Essa tecnologia envolve muito mais o médico, que vai à mesa diariamente, e do próprio console. O médico consegue fazer as alterações necessárias rapidamente.

Além disso, com a visualização precisa do tumor e dos tecidos normais ao redor, em tempo real, pode-se aumentar a dose de radiação por sessão, assim, reduzindo a quantidade, além de preservar ao máximo os tecidos saudáveis.

Sim, pois, além de contar com especialistas de excelência exclusivamente dedicados à oncologia e com a integração de uma equipe multidisciplinar, um Cancer Center como o A.C.Camargo tem o suporte hospitalar adequado à disposição, caso você venha a necessitar.

Fazer o tratamento oncológico em um Cancer Center é contar com profissionais de excelência em diversas especialidades. A equipe atua integrada, buscando o bem-estar e os melhores resultados para o paciente.

Possuímos uma equipe especializada e experiente, devido ao volume de sessões diárias. Acompanhamos os pacientes durante toda a jornada do tratamento e temos médicos oncologistas de plantão para o caso de qualquer intercorrência, principalmente em relação aos efeitos colaterais.

Contamos ainda com uma equipe de enfermagem com formação em oncologia, assim como psicológos(as) e nutricionistas à disposição para promover o melhor tratamento ao nosso paciente.

No A.C.Camargo, praticamos a empatia em tudo o que fazemos. Pensando nisso, para trazer mais tranquilidade e conforto para o paciente, foi criado o Radiotour, uma visita guiada pela área de Radioterapia para conhecer o tratamento e esclarecer dúvidas.

Por meio desta atividade, o paciente e os acompanhantes entendem como funciona o procedimento e têm a oportunidade de conhecer a equipe que irá atendê-lo. 

É uma forma de aliviar a ansiedade do paciente antes do início do tratamento, tirar seus medos e atendê-lo com todo o acolhimento e empatia.

A visita tem início na sala de simulação/tomografia. Esse equipamento é utilizado para delimitar no corpo a área que receberá o tratamento. Após esse primeiro contato, o paciente é levado para a sala onde é realizada a radioterapia. Ali, ele tem a oportunidade de conhecer os equipamentos e ter conhecimento de como ficará posicionado durante a sessão.

Se o paciente tiver um tumor de cabeça e pescoço ou de crânio, ele também terá a oportunidade de tocar e conhecer um modelo da máscara usada durante o procedimento.

Os profissionais da área também explicam sobre os benefícios da radioterapia: é um procedimento seguro, feito em equipamentos de altíssima tecnologia e os tratamentos são individualizados, planejados caso a caso com precisão absoluta. 

Os ciclos ou sessões, na realidade, são chamados de frações, que são a divisão da dose total necessária para o controle do tumor, algo que varia de acordo com o tumor.

Muitas vezes, empregamos pequenas frações diárias, e isso é feito quando o tumor não se recupera do dano no dia a dia, permitindo-nos darmos uma dose suficiente para o extermínio do tumor – assim, o tecido normal já tem uma recuperação melhor.

Depende da técnica. Varia de 15 a 45 minutos.

Há um acompanhamento médico semanal durante o tratamento por radioterapia no A.C.Camargo.

No entanto, para o caso de surgirem alterações inesperadas, temos a postos uma equipe de enfermagem e médicos para avaliar o paciente e esclarecer qualquer dúvida. 

A radioterapia lattice consiste na aplicação de uma dose alta e adicional de radiação como reforço ao tratamento convencional de radioterapia. 

Ao fazer o planejamento da radioterapia, é utilizado um sistema de coordenadas extremamente preciso chamado IMRT ou IGR. No caso do lattice, fazemos o planejamento de diversos “pequenos volumes” no interior do tumor para marcar os locais onde serão aplicadas as doses mais altas de radiação, enquanto as outras partes receberão a dose convencional indicada. 

Essa terapia, porém, é recomendada para casos específicos – é indicada para pacientes com tumores grandes e sem possibilidade de cirurgia ou para casos em que falharam os tratamentos convencionais com quimioterapia e radioterapia. 

A radioterapia intraoperatória (IORT) é um tratamento intensivo de radiação administrado durante a cirurgia, que irradiação direta da área alvo, poupando o tecido normal circundante. 

A radioterapia intraoperatória é usada para tratar cânceres de mama iniciais ou aqueles de difícil remoção total durante a cirurgia, momento em que existe a preocupação de que quantidades microscópicas de tumor possam permanecer. 

Ela pode ser feita no centro cirúrgico com o equipamento Intrabeam ou no próprio acelerador linear, com feixes de elétrons.

Técnica em que o material radioativo, na forma de sementes, fios ou placas, fica em contato direto com o tumor. A exemplo do que ocorre na radioterapia externa, para a realização de braquiterapia é necessário fazer simulação prévia, por técnica convencional ou tridimensional. 

A escolha depende da avaliação individual de cada caso e do planejamento do tratamento. Indicada para tratar casos de próstata, retinoblastoma, ginecológicos, cabeça e pescoço, sarcomas, melanoma de coroide e alguns outros tipos mais raros.

A braquiterapia pode ser dividida em:

  • Alta taxa de dose: empregada geralmente em tipos de câncer ginecológicos, de pele, de próstata, intersticiais (tumores de cabeça e pescoço, sarcomas...), de esôfago e de tórax
  • Baixa taxa de dose: utilizada em tumores de próstata e intraoculares

A radioterapia hemostática é aquela utilizada para parar sangramentos.

Irradiação com prótons ou terapia de prótons, também chamada de terapia por feixe de prótons, é um tipo de terapia de radiação que utiliza os prótons em vez de raios-X para tratar o câncer. 

Um próton é uma partícula carregada positivamente, que, quando carregada com alta energia, pode destruir as células cancerosas. 
Podemos usar a terapia de prótons sozinha ou combiná-la com a radioterapia convencional, cirurgia, quimioterapia ou imunoterapia. 

Bons candidatos para terapia de prótons são pacientes com tumores sólidos próximos a órgãos sensíveis, como quem tem câncer de cérebro e pulmão. 

A radioterapia com prótons também é considerada o padrão de tratamento para cânceres pediátricos e oculares.

A radioterapia nessa situação é local ou locorregional, com a função de evitar o reaparecimento da doença após a cirurgia. 

Ela é local quando ocorre de forma intraoperatória e locorregional quando feita fora da cirurgia. 

A radioterapia pode ser feita em toda a mama com ou sem a inclusão dos nódulos linfáticos (“ínguas”) axilares, a depender se estão acometidos pela doença ou não.

É uma das melhores opções para o tratamento dos tumores iniciais, já que, hoje, existem várias técnicas modernas que curam a doença com baixíssimos índices de impotência e incontinência urinária.

Atualmente, ela é feita com diferentes técnicas e doses, a depender do estadiamento (grau de avanço da doença). 

Ela pode ser por radiocirurgia estereotáxica corpórea (SBRT, 5 a 8 frações apenas) ou uma radioterapia guiada por imagem (IGRT) nos casos mais avançados, operáveis ou não, quando ocorrem de 25 a 30 frações, com ou sem quimioterapia. 

Nos operados de um câncer de pulmão, a radioterapia tem a função de evitar o reaparecimento da doença após a cirurgia.

O processo de tratamento do câncer consiste em várias etapas que compreende exames, consultas e procedimentos, exigindo atenção e conhecimento para que tudo seja realizado de forma coordenada e conjunta. Realizar todo o processo sozinho e o mais rápido possível pode ser um grande desafio.

Com essa perspectiva, o programa de navegação do A.C.Camargo Cancer Center foi iniciado em 2017 e é composto por um grupo de enfermeiros altamente especializados em oncologia, que conduzem o paciente ao longo da jornada de tratamento.

O enfermeiro navegador surge como um elo entre todas as áreas – assistenciais e administrativas, a fim de coordenar todas as etapas de atendimento de forma sincronizada e ágil, tendo o paciente no centro do cuidado.

Após o diagnóstico de câncer, o paciente é encaminhado ao enfermeiro navegador. O contato inicial é feito pessoalmente nos ambulatórios ou por vias remotas.

São funções do enfermeiro navegador:

 

  • Promover o bem-estar e favorecer a melhor experiência ao paciente e familiares após o diagnóstico do câncer
  • Orientar o paciente e a família sobre o diagnóstico e as etapas do tratamento
  • Conduzir o paciente durante todo o tratamento, auxiliando em todos os processos e etapas que envolvem o combate ao câncer
  • Atuar na redução dos tempos entre exames, consultas e tratamentos, favorecendo melhores desfechos e sobrevida
  • Facilitar a comunicação entre o paciente e as equipes de saúde do A.C.Camargo envolvidas no tratamento

Vídeo - A radioterapia no câncer de mama

Ícone de um equipamento de radioterapia

Efeitos colaterais da radioterapia

Somente se a irradiação for na região da cabeça, já que a ação da radioterapia acontece apenas no local tratado.

O principal efeito colateral é a pele vermelha e ressecada – isso é inevitável. Para melhorar, evite a exposição ao sol e o uso de cremes ou pomadas sem autorização médica, pois elas podem deixar resíduos invisíveis que podem piorar a reação da pele. 

Quando é necessária qualquer intervenção, nossa equipe de enfermagem é especializada e sabe exatamente que tipo de tratamento efetuar.

Podem surgir outros sintomas a depender da região que será irradiada, que são, em geral transitórios, com incidência somente durante o tratamento, podendo incluir: boca seca, dor para engolir, azia, cólica, diarreia e ardência para urinar.

Além do médico radioterapeuta, oncologista clínico, físico médico, estomatologista, nutricionista e da enfermagem, a equipe multidisciplinar na radioterapia tem farmacêuticos.

Eles trabalham para trazer ainda mais segurança ao procedimento e minimizar possíveis desconfortos dos pacientes durante o tratamento. 

Mais um benefício da atuação integrada do modelo Cancer Center. 

Saiba mais aqui.

Em geral, a radioterapia não causa alterações alimentares, a não ser em situações de irradiação de estômago ou intestinos, pois usamos técnicas modernas que reduzem a irradiação de tecidos normais. 

Mas, por exemplo, se o paciente está irradiando a região da cabeça e do pescoço, pode ficar com a boca seca, então os alimentos úmidos, pastosos e líquidos ajudam bastante. Pode, ainda, existir alteração do sabor dos alimentos e esses sintomas podem ser reduzidos com bochechos com bicarbonato e sucos cítricos.

No caso da radioterapia de intestinos, pode ocorrer diarreia, um quadro o qual são contraindicados os alimentos com muitas fibras (verduras) e irritativos (pimenta). 

Já quem faz radioterapia para a mama, por exemplo, não tem restrição alimentar, pois a irradiação passa longe do trato digestivo. 

Pacientes com câncer têm um risco particularmente alto de interações medicamentosas, que, por definição, são um efeito do uso de duas (ou mais) drogas, ou uma interação entre uma droga e alimentos, bebidas ou suplementos, levando a uma mudança na eficácia ou toxicidade de um fármaco.

Por geralmente tomarem muitos medicamentos durante o tratamento, incluindo quimioterapia, terapia-alvo, medicamentos de suporte (para náuseas, diarreia, dor, entre outros) e medicamentos para comorbidades (como hipertensão arterial sistêmica, arritmias, epilepsia), os pacientes com câncer acabam expostos a diversos fármacos.

Além disso, os pacientes frequentemente apresentam mudanças do ritmo gastrointestinal, mucosites (inflamação das mucosas), alterações hepáticas e renais, mudanças no peso corporal e retenções de líquidos, que acabam por influenciar ainda mais a forma como os medicamentos são absorvidos, metabolizados e distribuídos pelo corpo.

Por isso, é importante utilizar medicamentos com o aval do seu médico oncologista, principalmente no caso dos pacientes em tratamento de câncer.

Vídeo - Avanços em radioterapia para tumores urológicos

Ícone de um equipamento de radioterapia

A radioterapia e o seu dia a dia

Um dos principais efeitos na pele é a radiodermatite, uma vermelhidão causada pela exposição à radiação, que ocorre em aproximadamente 95% dos pacientes.

Além disso, inchaço, dor, coceira e bolhas também podem aparecer, mas são mais raros. 

No A.C.Camargo, todos os sintomas são monitorados por enfermeiros e médicos especializados em radioterapia, o que traz mais segurança para o paciente.

É preciso ter alguns cuidados:

  • Não use cremes ou pomadas sem autorização médicas, pois elas podem deixar resíduos invisíveis que tendem a piorar a reação da radioterapia na pele
  • Utilize sabonete com ph neutro
  • Durante as sessões de radioterapia não é recomendado que o paciente use nenhum tipo de hidratante, creme ou pomada: a pele deve estar limpa, porém não é necessário lavar o local ou tomar banho antes da sessão
  • Hidrate a pele três vezes ao dia com produtos recomendados pela enfermagem – hidratantes à base de água, sem cheiro, sem álcool e sem óleo podem ser utilizados duas horas antes da radiação para que ocorra a absorção completa do produto na pele
  • Evite a exposição ao sol, pois isso piora a reação da radioterapia na área exposta
  • Tome banho com água morna, evite a água quente 
  • Vista roupas confortáveis e evite tecidos sintéticos
  • Não utilize desodorante do lado da axila que será irradiada (no caso de tumores de mama)
  • Não depile a axila com cera, cremes depilatórios ou lâminas do lado que realizará o tratamento (em caso de tumores de mama)
  • Não vista sutiãs com aro e renda: dê preferência aos de algodão (em caso de tumores de mama)
  • Ao fazer a barba, prefira lâminas flexíveis e não utilize creme/loção pós-barba (em caso de tumores de cabeça e pescoço)

Em geral, a radioterapia não causa alterações alimentares, a não ser em situações de irradiação de estômago ou intestinos, pois usamos técnicas modernas que reduzem a irradiação de tecidos normais. 

No caso de irradiação de intestinos pode ocorrer diarreia – assim, alimentos com muitas fibras (verduras) e irritativos (pimenta) são contraindicados. 

O paciente que está irradiando a região da cabeça e do pescoço pode ficar com a boca seca, então os alimentos úmidos, pastosos e líquidos ajudam bastante. 

Mito – A radioterapia é empregada para pacientes incuráveis.

Verdade – A radioterapia evoluiu tanto que, hoje, 50 a 60% dos pacientes tratados com sucesso curativo recebem a radioterapia como parte de seu tratamento oncológico. 

Como cada aplicação dura de 15 a 45 minutos, então você não precisa alterar sua rotina, basta se lembrar de não expor a área irradiada diretamente ao sol.

Caso você esteja disposto(a) a isso, não apenas você pode praticar exercícios durante o tratamento com radioterapia como é recomendável que você mantenha hábitos de vida saudáveis e regulares. 

Ocorrem liberações de endorfinas com essas atividades, que podem contribuir para a sua recuperação. Não se esqueça de comunicar a intensão de praticar exercícios a seu médico. 

Além de poder trabalhar, é recomendável que você mantenha seus hábitos de vida normalmente. 

Consulte seu médico.

Sim, a atividade sexual é mais uma das práticas que liberam endorfina e podem ajudar na sua recuperação.

Consulte seu médico.

É como as outras, mas guarda alguns diferenciais:

  • Você passa por uma consulta de alta, na qual recebe toda a orientação sobre como será seu acompanhamento dali em diante, quando e como deverá ser seu retorno e quais exames serão necessários – esclarecemos todas suas dúvidas, caso elas ainda persistam
  • Temos ainda o “Ring the Bell” ou “Cerimônia do Sino”, em que você e seus familiares ou acompanhantes são convidados a tocarem o sino na recepção da radioterapia, comemorando a finalização dessa importante etapa de seu tratamento – para a segurança de todos em tempos de pandemia, isso tem sido feito com o número reduzido de participantes
Ícone de um equipamento de radioterapia

A radioterapia e a covid-19

Não é recomendado interromper o tratamento. Sempre que tiver dúvidas sobre interrupção, consulte seu médico.

Em situações individualizadas, podemos pausar e reiniciar o tratamento, com aumento do número de frações ou dose por fração para compensar uma eventual pausa. 

Dada a particularidade e a especificidade de cada caso, é fundamental que o paciente discuta diretamente com seu médico oncologista a melhor escolha a ser feita no momento.

O diagnóstico precoce e o início imediato do tratamento são fatores que aumentam a chance de cura.

Ao interromper o tratamento, pode haver diminuição na chance de controle da doença. Por isso, em situações individualizadas, após a pausa, ao reiniciar o tratamento, aumentamos o número de frações ou doses por fração para compensar a pausa.

Não aumentam. Ao adotar as medidas de segurança indicadas, realizar o seu procedimento torna-se uma prática segura. #QuemTemCâncerTemPressa e estamos prontos para acolher nossos pacientes, assistindo-os de forma segura em todas as fases de seu tratamento. 

Uma evolução do conceito de saúde em oncologia para aprofundar constantemente o conhecimento sobre a doença e gerar inovação: o paciente é avaliado por um grupo multidisciplinar de especialistas em todas as etapas, desde o diagnóstico até a reabilitação. Essa especialização nos permite oferecer agilidade, excelência e segurança no tratamento oncológico. 

Dessa forma, estabelecemos o Atendimento Oncológico Protegido – um conjunto de processos para o paciente prosseguir com seu tratamento, em tempos de pandemia. 

Todas as práticas adotadas estão de acordo com as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde. 


Pesquisa científica confirma 

Um estudo realizado na cidade de Nova York confirma que as chances de contrair Covid não aumentam durante a quimioterapia. 

A análise retrospectiva foi publicada em março de 2021 pela American Association for Cancer Research e, dos 1.174 pacientes com câncer testados para Covid-19, 317 (27%) apresentaram resultados positivos. Idade avançada, raça/etnia minoritária e obesidade foram associados à infecção por Covid-19, dados que são comparáveis à população geral. 

Surpreendentemente, os pacientes em tratamento ativo, incluindo quimioterapia, apresentaram um risco 35% menor de serem infectados pela Covid-19.

Os pesquisadores sugerem que isso pode ter ocorrido porque as pessoas que recebem quimioterapia são mais propensas a seguir com o distanciamento social, a usar a máscara facial e a higienizar as mãos do que as pessoas que não se tratam com quimioterapia.

Sim. A Telemedicina é uma excelente opção para a realização das suas consultas e o acompanhamento do seu tratamento, de forma rápida e segura, evitando deslocamentos excessivos, principalmente para pacientes que residem mais longe das nossas unidades.  

Outra opção e medida de segurança é o Pronto Atendimento Digital. Antes de vir ao A.C.Camargo, o paciente tem a opção de acessar a plataforma Pronto Atendimento Digital e responder a uma série de questões. Por exemplo, se teve contato com alguém com suspeita de Covid-19, se há sintomas como febre e falta de ar e se pertence a algum grupo de risco. 

Em seguida, a inteligência artificial analisa as informações concedidas e define se o caso é considerado crítico ou não. Assim, evita-se que o Pronto Atendimento fique saturado com casos não-urgentes e diminuem-se os focos de contaminação. 

Os dois cenários: 

  • Se os sintomas forem de gravidade: o paciente com suspeita de Covid-19 confirma que vai para o A.C.Camargo e, imediatamente, ele aparece na plataforma de previsão de demanda para o Pronto Atendimento, visualizada pelos profissionais da Instituição. 
  • Se o caso for menos crítico: uma mensagem orienta a permanência em isolamento domiciliar. Depois, a plataforma convida o paciente a responder ao formulário diariamente para monitorar seus sintomas, assim a equipe assistencial poderá acompanhar a progressão ou não do quadro, dia a dia. O paciente ainda recebe dicas de prevenção. 

Sim, é seguro. O A.C.Camargo Cancer Center reforça que segue as medidas de segurança estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde e que está capacitado para atender os pacientes oncológicos durante a pandemia de forma segura e com fluxos protegidos. 

Temos oncologistas de plantão 100% do tempo para acompanhar os procedimentos e enfermagem com formação em oncologia.

Conheça como é realizado o Atendimento Oncológico Protegido no A.C.Camargo e as nossas medidas de prevenção.

O A.C.Camargo está preparado para receber e cuidar de seus pacientes em tempos de covid-19, com total segurança, excelência e agilidade.

Entre as medidas, foi restringido o número de acompanhantes circulantes nas unidades. 

Antes de entrar no A.C.C. existe uma checagem de temperatura, questionário e troca de máscaras. 

Há também uma triagem virtual: antes de vir, o paciente tem a opção de acessar a plataforma Pronto Atendimento Digital e responder a uma série de questões. 

Por exemplo, se teve contato com alguém com suspeita de covid-19, se há sintomas como febre e falta de ar e se pertence a algum grupo de risco.

Vídeo - A radioterapia para tumores cerebrais

Vídeo: o papel da radioterapia em tumores cerebrais

Linha Fina

Com a palavra, o Dr. Douglas Guedes, médico da radioterapia do A.C.Camargo

A definição do melhor tratamento para tumores cerebrais depende de uma série de fatores: tipo de tumor, número de lesões, estado geral do paciente, entre outros aspectos.

O mais importante é que a decisão seja tomada por uma equipe multidisciplinar. Entre as alternativas disponíveis está a radioterapia, que pode ser usada como tratamento definitivo, após uma cirurgia ou associada à quimioterapia.

Com a palavra, o Dr. Douglas Guedes, médico da equipe da radioterapia do A.C.Camargo, que nos explica mais sobre o tratamento para tumores cerebrais neste vídeo.

 

 

A radioterapia avançada – Next Frontiers to Cure Cancer 2021

Linha Fina

Por Antônio Cassio Pellizzon, head do Departamento de Radioterapia do A.C.Camargo

Radioterapia: o Next Frontiers to Cure Cancer 2021 será excitante.

A divisão de rádio-oncologia do A.C.Camargo Cancer Center participará ativamente de todos os módulos, trazendo as informações mais atualizadas em termos de abordagem multidisciplinar. 

Quero enfatizar que, em nosso curso pré-congresso, o de Radioterapia Avançada, que conta com uma programação extensa e completa no dia 24 de junho, das 9h às 17h, teremos oportunidades para ver e discutir com renomados médicos/cientistas e físicos sobre melhorias em oncologia, com foco especial no uso de técnicas sofisticadas de radiação minimamente invasiva. 

Será uma ocasião ímpar para a discussão do impacto, da forma e do resultado da implementação de novas técnicas, com intuito de melhorar as taxas de cura e reduzir os efeitos colaterais, melhorando, assim, a qualidade de vida dos pacientes oncológicos. 

Abordaremos desde novas técnicas utilizadas no momento da abordagem cirúrgica, a radioterapia intraoperatória, às formas de irradiação corpórea total para manuseio de transplantes de medula óssea e até mesmo sobre novas técnicas para paliação e melhora da sobrevida de pacientes com tumores avançados, como o Lattice – tecnologia a qual somos pioneiros e únicos na América Latina.

Aproveitem.

Antônio Cassio Pellizzon, branco, sorri de jaleco
"
Será uma ocasião ímpar para a discussão do impacto, da forma e do resultado da implementação de novas técnicas em radioterapia, com o intuito de melhorar as taxas de cura e reduzir os efeitos colaterais.
Doutor Antônio Cassio Pellizzon, head do Departamento de Radioterapia do A.C.Camargo

Radioterapia: o Programa de Residência Médica do A.C.Camargo

Linha Fina

Assista ao vídeo e confira os diferenciais do Departamento de Ensino da Instituição 

A radioterapia é um importante método de combate ao câncer.

O procedimento utiliza a radiação para destruir as células tumorais.

Neste vídeo, o Dr. Elson Santos Neto, médico radioterapeuta e Coordenador do Programa de Residência Médica em Radioterapia, apresenta o programa e destaca os principais diferenciais em fazer a residência em um Cancer Center como o A.C.Camargo.

Assista:
 

Câncer de reto: 3 avanços importantes no tratamento

Linha Fina

Novidades que não apenas elevam as chances de cura, mas também melhoram a qualidade de vida dos pacientes com terapias mais personalizadas – entre elas, não operar, radioterapia com cinco sessões em vez de 30, menos idas ao hospital em tempos de Covid-19...

1. Câncer de reto: TNT no combate

Para o câncer de reto, a terapia neoadjuvante total (TNT) é uma mudança de paradigma que visa evitar, sobretudo, a progressão da doença, a amputação do reto e a colostomia definitiva.

Usualmente, pacientes com câncer de reto baixo são tratados com quimioterapia e radioterapia simultaneamente. Depois, eles ficam sem nenhum tratamento por dois meses, período em que o efeito da radioterapia continua a atingir o tumor. Em seguida, fazem a cirurgia e, depois, mais quimioterapia. 

A TNT, porém, prevê esquema diferente.

“Representa um grande avanço: a gente traz a quimioterapia que era feita após a cirurgia para antes da operação, para este hiato que dura entre dois e três meses”, conta a Dra. Rachel Riechelmann, head da Oncologia Clínica do A.C.Camargo.

“A TNT se mostrou mais benéfica que o tratamento que era feito antes em termos de maior controle da doença e diminuição do risco de metástase”, complementa a médica. 

Esses benefícios para os pacientes foram comprovados em dois estudos publicados em 2020, segundo o Dr. Elson Santos Neto, do Departamento de Radioterapia do A.C.Camargo.

“Um desses dois trabalhos testou um esquema de radioterapia pélvica de curso curto, cinco sessões em apenas uma semana. Essa radioterapia foi seguida de quimioterapia intensificada por alguns meses. Dessa forma, conseguimos reduzir um ciclo de 25 a 30 sessões, que representavam cinco a seis semanas de tratamento, para apenas cinco sessões de radioterapia feitas em uma semana”, comemora o Dr. Elson. 

“Além da maior praticidade, em tempos de pandemia torna-se bastante desejável minimizar as vindas dos pacientes ao hospital”, acrescenta. 


2. Imunoterapia

Grande avanço no tratamento do câncer nos últimos anos, a imunoterapia estimula o organismo a identificar as células tumorais e atacá-las com medicamentos que modificam a resposta imunológica – o tratamento é mais personalizado.

“Para o câncer de reto metastático, cada vez mais, a imunoterapia faz parte do arsenal de tratamento para alguns tumores que têm uma alteração molecular rara, que é a instabilidade de microssatélites e a alta carga mutacional”, afirma a Dra. Rachel Riechelmann. 

Existem outros tratamentos que recentemente foram aprovados, caso das novas quimioterapias orais e anticorpos monoclonais – proteínas usadas pelo sistema imunológico para identificar e neutralizar corpos estranhos, que podem ser células tumorais, bactérias e vírus.

“No A.C.Camargo, temos várias pesquisas clínicas em andamento para pacientes com câncer colorretal metastático, que incluem, inclusive, a imunoterapia”, complementa a médica. 


3. Não operar, menos radioterapia

O tratamento do câncer de reto baixo é muito desafiador devido à dificuldade de se operar o paciente, garantir margens livres de tumor e, ao mesmo tempo, preservar o esfíncter anal, algo que o livra de uma colostomia definitiva. 

“Muitos desses pacientes são submetidos à radioterapia pré-operatória, com ou sem quimioterapia concomitante, e uma porcentagem deles apresenta resposta tumoral completa nos exames de imagem realizados antes da cirurgia”, explica o Dr. Elson Santos Neto. 

A ideia de não operar esses pacientes que são bons respondedores surgiu há alguns anos e, desde então, muitas estratégias para maximizar as chances de tratamento não operatório em tumores de reto baixo foram criadas. 

Em 2020 houve a apresentação de outro estudo importante, que demonstrou que a radioterapia de curso longo (de 25 a 30 sessões em cinco ou seis semanas de tratamento) concomitante à quimioterapia, seguida de alguns ciclos de quimioterapia intensificada, apresentou um aumento importante das chances de se evitar cirurgia. 

“Neste estudo, cerca de 58% dos pacientes submetidos a essa sequência de tratamento conseguiram ficar livres da cirurgia em três anos, um número expressivo se comparado ao que tínhamos antes na literatura”, analisa o Dr. Elson. 

Naturalmente, esses pacientes são mantidos em seguimento oncológico rigoroso, com consultas e exames frequentes. Dessa forma, uma eventual cirurgia pode ser indicada no tempo certo, caso haja evidência de recrescimento tumoral. 

Doutora Rachel Riechelmann, branca, cabelos castanhos nos ombros, de jaleco
"
A TNT representa um grande avanço: a gente traz a quimioterapia que era feita após a cirurgia para antes da operação, para este hiato que dura entre dois e três meses.
Doutora Rachel Riechelmann, head da Oncologia Clínica do A.C.Camargo

Cuidados com a pele durante a radioterapia

Linha Fina

O tratamento pode reservar alguns efeitos colaterais; saiba como lidar com eles 

A radioterapia é um importante método de combate ao câncer que utiliza a radiação para destruir as células tumorais. Apesar da sua eficácia, alguns efeitos colaterais podem surgir e são até mesmo esperados. Em linhas gerais, os efeitos mais comuns são cansaço e alterações na pele. É importante destacar que isso pode variar de paciente a paciente, do tipo de tumor e sua localização e que hoje esses efeitos são minimizados com os novos avanços tecnológicos. 

“Procuramos sempre tranquilizar os nossos pacientes, pois uma dúvida constante é a de que esses efeitos na pele são resultado de algo que deu errado no tratamento. Não: essas alterações são consideradas inevitáveis pelo contato da radiação na pele e podem ser facilmente contornadas e minimizadas”, explica Juliana Casagrande, dermatologista do A.C.Camargo Cancer Center. 


Principais efeitos esperados da radioterapia na pele

Um dos principais efeitos na pele é a radiodermatite, uma vermelhidão causada pela exposição à radiação, que ocorre em aproximadamente 95% dos pacientes. Além disso, inchaço, dor, coceira e bolhas também podem aparecer, mas são mais raros. “No A.C.Camargo, todos os sintomas são monitorados por enfermeiros e médicos especializados em radioterapia, o que traz mais segurança para o paciente”, explica Kátia Trigo, enfermeira e supervisora da Radioterapia no A.C.Camargo Cancer Center. 

Esse acompanhamento multidisciplinar permite evitar sintomas graves e atuar de forma mais efetiva na qualidade e bem-estar dos pacientes. De olho nisso, A.C. Camargo possui dentro do Núcleo de Câncer da Pele e Dermatologia, o ambulatório de reações adversas aos tratamentos oncológicos coordenado pelas dermatologistas Dra. Adriana Mendes e Dra. Ivana Lameiras para avaliar os pacientes mais graves.


Cuidados com a pele durante o tratamento com radioterapia 

Durante as sessões de radioterapia não é recomendado que o paciente use nenhum tipo de hidratante, creme ou pomada: a pele deve estar limpa, porém não é necessário lavar o local ou tomar banho antes da sessão.
Cremes hidratantes à base de água, sem cheiro, sem álcool e sem óleo podem ser utilizados duas horas antes da radiação para que ocorra a absorção completa do produto na pele.  Outras recomendações são importantes, tais como:
•    Não se expor ao sol durante o tratamento
•    Utilizar sabonetes com ph neutro
•    Utilizar roupas confortáveis e evitar tecidos sintéticos
•    Beber bastante água, se não existir nenhuma restrição
•    Evitar banho com água quente
•    Não utilizar desodorante do lado da axila que será irradiada (no caso de tumores de mama)
•    Não depilar a axila com cera, cremes depilatórios ou lâminas do lado que realizará o tratamento (em caso de tumores de mama)
•    Não utilizar sutiãs com aro e renda e dar preferência a sutiãs de algodão (em caso de tumores de mama)
•    Ao fazer a barba utilizar laminas flexíveis e não utilizar creme/loção pós-barba (em caso de tumores de cabeça e pescoço)

Os efeitos colaterais da radioterapia irão variar de acordo com as taxas de radiação e a própria individualidade do organismo de cada paciente. Ao sinal de qualquer reação ou dúvida, é importante que o paciente comunique a equipe multidisciplinar que o acompanha que estará preparada para auxiliá-lo no manejo dos sintomas.