Reabilitação

Cirurgia endoscópica na base do crânio para tumores nasossinusais

Linha Fina

Neste infográfico, veja como a técnica cirúrgica funciona para cânceres que atingem a região do nariz 

A cirurgia endoscópica para tumores nasossinusais, aqueles que afetam a cavidade nasal e os seios paranasais, proporciona inúmeros benefícios curativos e estéticos para os pacientes.

Devido ao fato de os cânceres nasossinusais serem raros, apenas os grandes centros e cirurgiões podem realizar esta técnica – uma das maiores experiências nacionais é a do A.C.Camargo.

Até o início dos anos 2000, todas as cirurgias de câncer nasal eram realizadas com incisões faciais, seja externamente ou pelo interior da cavidade oral. Até que a operação endoscópica passou a ser adotada – são realizadas cerca de 25 cirurgias desse tipo por ano no A.C.Camargo.

Segundo o Doutor Ronaldo Nunes Toledo, cirurgião do Centro de Referência em Tumores de Cabeça e Pescoço do A.C.Camargo, esse processo de ressecção endoscópica de tumores malignos nasossinusais exige uma curva de aprendizado que leva anos. 

É necessário começar com ressecções menores, somente na cavidade nasal, e depois aprender a fechar a fístula liquórica e a transição crânio-nasal, ressecar o tumor de maneira oncológica, manusear vasos, nervos e assim por diante.

E é por isso que existem poucas pessoas que fazem essas cirurgias, porque o processo é muito longo e também há necessidade de realizar cirurgias com frequência para manter a prática. 

A seguir, entenda as vantagens da cirurgia endoscópica para tumores nasossinusais:
 

infográfico cirurgia endoscópica

 

Nutrição para pacientes com câncer: os desafios

Linha Fina

Conversa, medicamentos adequados e alimentação correta estão entre eles

A nutrição para pacientes com câncer é um pilar muito importante do tratamento, assunto abordado no do Next Frontiers to Cure Cancer, congresso internacional organizado pelo A.C.Camargo de 22 a 25 de junho.

No Simpósio de Nutrição e Nutrologia do evento, foi lembrado que é essencial que as equipes de nutrição tenham empatia e se dediquem ao ter uma conversa com os pacientes, pois assim é possível entendê-los por completo, já que eles chegam com uma grande carga psicológica e física.

“Muitas vezes, o paciente não consegue compreender o que estamos explicando. Ele até diz que entendeu, mas tem dificuldade por todo o contexto”, alerta Lidiane Pereira Magalhães, tutora do Programa de Residência Multi em Oncologia (Nutrição) e nutricionista do ambulatório de Nutrição em Oncologia do Departamento de Oncologia Clínica e Experimental da UNIFESP/HSP.


Uso inadequado de medicamentos e alimentação 

Esta é uma questão importante. “Por vezes, eles têm um tumor no estômago que está sendo tratado como gastrite e já chegam com o problema avançado. Ou eles acham que já tomam muito remédio e deixam de tomar, por exemplo, algo para a náusea. Ou o estômago está doendo e eles tomam Omeprazol por conta própria”, explica Lidiane.

A alimentação também é vital. “Às vezes, eles vêm de outros estados com um hábito alimentar diferente e ficam na casa de parentes, o que faz que ele coma menos. Economizar também é um ponto importante, pois eles podem apelar, por exemplo, por se alimentar com macarrão instantâneo. Se eles não se tratarem direito, vão desidratar”, acrescenta a especialista, que diz que faz falta um cuidador para monitorar essas questões. 


Nutrição para pacientes com câncer: outros desafios

De acordo com Lidiane, muitas coisas envolvem o paciente. Falta orientação e atendimento correto – muitos profissionais não têm paciência de explicar o quadro.

“Pode haver medo e preconceito, eles ‘não querem encontrar doença’. Às vezes, na região em que eles moram não há acesso ao serviço que eles necessitam, então eles precisam ir a outra cidade ou não conseguem a medicação para o problema que eles têm, e tudo isso agrava mais a saúde”, alerta a nutricionista Lidiane Pereira Magalhães.

Nutrição para pacientes com câncer: lidiane, branca, 40 anos

 

Terapia canabinoide no tratamento do câncer: estudos mostram benefícios

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Entre eles, diminuição de náusea e vômito, ação ansiolítica e anti-inflamatória e redução de dores crônicas e neuropáticas 

A terapia canabinoide no tratamento do câncer é algo comprovado por vários estudos, sobretudo internacionais, inclusive reconhecidos pela ASCO (Sociedade Americana de Oncologia).

Foi esta a temática de uma das aulas de abertura do Next Frontiers to Cure Cancer, congresso internacional organizado pelo A.C.Camargo de 22 a 25 de junho.

No painel Cannabis no Controle de Sintomas em Oncologia, a Doutora Carolina Nocetti, Coordenadora Internacional da Academia Americana de Medicina Canabinoide e que tem larga experiência internacional no assunto, explicou que há mais de 100 fitocanabinoides.

"O sistema canabinoide é complexo e se relaciona com outros sistemas fisiológicos. O CB1 atua no sistema nervoso central e o CB2 nas células imunológicas", diz a médica. 


Terapia canabinoide no tratamento do câncer: não cura, mas melhora a qualidade de vida

Segundo a Doutora Carolina Nocetti, há inúmeros estudos que mostram a associação positiva do uso da terapia canabinoide no manejo de sintomas oncológicos, algo que inclusive é reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina. 

“O CBD pode atuar na diminuição de náusea e vômito induzidos por quimioterápicos, além de atenuar dores crônicas e neuropáticas, ter ação ansiolítica e anti-inflamatória e ajudar no apetite. O CBD não cura, mas pode trazer uma melhor qualidade de vida”, afirma a Doutora Carolina Nocetti.

Doutora Carolina, 40 anos, branca e cabelo curto negro, Terapia canabinoide no tratamento do câncer

Dia do Cirurgião Oncológico: saiba mais sobre a técnica que salva vidas

Linha Fina

Assista ao vídeo e conheça o Dr. Luiz Paulo Kowalski, cirurgião do A.C.Camargo e referência mundial na especialidade de cabeça e pescoço

Em 17 de julho é comemorado o Dia do Cirurgião Oncológico, como forma de reconhecer a importância deste profissional na remoção de tumores.

Para celebrar a data, queremos que você conheça o Prof. Dr. Luiz Paulo Kowalski, líder do Centro de Referência em Tumores de Cabeça e Pescoço do A.C.Camargo, referência mundial no assunto e um dos cirurgiões que está há mais tempo na instituição.

Trata-se de um profissional que foi listado entre os 100 mil top cientistas do mundo em todos os tempos.

Confira o vídeo abaixo:
 

 

Dia Mundial do Câncer de Rim: a importância de médicos e pacientes tomarem decisões juntos

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A campanha internacional “Precisamos Falar sobre Opções de Tratamento” chama a atenção para que haja mais conversas que discutam as diferentes possibilidades terapêuticas para se tratar um tumor renal – conheça as seis perguntas que todo paciente deve fazer a seu médico

O Dia Mundial do Câncer de Rim, que neste 2022 está marcado para 16 de junho, chama a atenção para os tumores renais, cuja ocorrência é de 431 mil novos casos por ano mundo afora.

Inciativa da International Kidney Cancer Coalition, a IKCC (Coalizão Internacional do Câncer de Rim, em tradução livre), a campanha “Precisamos Falar sobre Opções de Tratamento” é tão clara quanto fundamental, pois é muito importante que médicos e pacientes tomem decisões juntos, algo que acontece no A.C.Camargo. 


Por que médicos e pacientes não conversam?

A depender das características do paciente – como sua situação clínica (comorbidades), o estadiamento de seu tumor, sua idade e sua expectativa de vida, por exemplo –, há uma variedade de tratamentos disponíveis.

Segundo a IKCC, estudos mostram que há melhores resultados quando médico e paciente tomam a decisão juntos. No entanto, essas decisões compartilhadas não ocorrem com a frequência necessária. 

Entre os motivos, o paciente não pergunta sobre as possibilidades de tratamento porque não sabe que há um leque de opções ou tem medo de incomodar o médico. Já os doutores, muitas vezes, não expõem os diferentes caminhos por acharem que o paciente não vai entender.


Opções de tratamento para o câncer de rim

O câncer de rim apresenta diversos graus de agressividade e formas de apresentação, definidas através do estadiamento clínico.

Curiosamente, há casos de pacientes que têm tumores que estão no mesmo estadiamento, mas evoluem de forma diferente – um apresenta boa evolução e o outro, não.

Entre as formas mais comuns de tratamento estão as cirurgias (da convencional à robótica, que garante os melhores resultados), a imunoterapia e as terapias-alvo, por exemplo.

Há ainda tumores renais de agressividade baixa cujo tratamento poderia até ser adiado, mas a equipe e o paciente mantêm a chamada “vigilância ativa”, repetindo periodicamente exames de imagem, como tomografia, ressonância ou ultrassom. Depois, reavaliam o caso. Se houver qualquer sinal de progressão, o tratamento é rapidamente realizado.


6 perguntas que todo paciente deveria fazer ao médico

Esta é uma proposta que a IKCC tem para o Dia Mundial do Câncer de Rim. São elas:

•    Quais são as minhas opções de tratamento e quais são meus benefícios e riscos?
•    Como vou me sentir com este tratamento?
•    Quanta experiência você tem com este tratamento?
•    Existe algum estudo clínico que eu possa fazer parte?
•    Como saberemos se este tratamento está funcionando?
•    Posso buscar uma segunda opinião?

Para saber mais, baixe gratuitamente o PDF que dá mais detalhes sobre esses questionamentos e leve em sua próxima consulta.


O Dia Mundial do Câncer de Rim e os estudos clínicos

Outro ponto importante da campanha são os estudos clínicos, pesquisas que visam descobrir tratamentos inovadores. 

O principal objetivo de um estudo clínico é gerar conhecimento médico-científico, protegendo o participante da pesquisa, enquanto busca-se avaliar se o medicamento realmente apresenta a eficácia a que se propõe.

Muitos pacientes não querem participar porque têm medo de serem “cobaias”, mas não é o caso: além de poderem se beneficiar de um medicamento mais moderno e das melhores alternativas terapêuticas existentes, eles podem sair do estudo quando quiserem.

Seu médico pode convidar você a participar se notar que você está dentro dos critérios de elegibilidade para um determinado estudo. 
Você também pode perguntar diretamente a ele sobre a possibilidade de participar de um estudo. 

Para saber se você está apto integrar algum de nossos estudos clínicos, mande um e-mail para [email protected]. Nosso time irá avaliar a mensagem e responder com todos os esclarecimentos.


Fonte: Doutor Stênio Zequi, líder do Centro de Referência em Tumores Urológicos do A.C.Camargo, membro do Medical Advisory Board da IKCC e coordenador do Latin American Renal Cancer Group (LARCG)

Cirurgia robótica: o futuro da medicina chegou e veio para ficar

Linha Fina

Procedimento minimamente invasivo traz diversos benefícios para pacientes com tumores gastrointestinais quando comparado à cirurgia convencional

É um fato que a cirurgia robótica veio para ficar e revolucionou a forma de operar pacientes. Cerca de 1,2 milhão de cirurgias robóticas são realizadas anualmente no mundo. 

No Brasil, onde a técnica começou em 2008, o número de operações por robô se aproxima dos 40 mil, com estimativa de aumento de 20% ao ano, de 2022 em diante. 

A percepção da equipe especializada em tumores gastrointestinais do A.C.Camargo é de que os pacientes já têm ciência de que a cirurgia robótica pode trazer benefícios em relação ao procedimento convencional e perguntam pelo procedimento antes mesma da indicação do cirurgião.

Benefícios da cirurgia robótica

Para o paciente, a cirurgia robótica proporciona diversos benefícios por ser minimamente invasiva, pois os cortes são pequenos. Dessa forma, ocorre menor perda de sangue – o que reduz a necessidade de transfusão sanguínea, menos dor no pós-operatório, recuperação mais rápida e cicatrizes menores. 

Para os pacientes com tumores gastrointestinais, além de todos os benefícios já citados, a cirurgia robótica permite a reconstrução do caminho do alimento de forma mais simples e segura, proporcionando agilidade na retomada da dieta, além de recuperação e retorno às atividades diárias de forma mais rápida. É importante destacar que o método também aumenta a chance de que o paciente inicie mais rapidamente a quimioterapia ou a radioterapia após a cirurgia.

A cirurgia robótica permite manipulação mais cuidadosa dos tecidos, o que contribui para a diminuição do risco de disseminação do tumor, e uma limpeza melhor dos gânglios (linfadenectomia), que é um dos pontos considerados importantes para o sucesso de uma cirurgia de tumores gastrointestinais.

Diferencial do A.C.Camargo

O A.C.Camargo Cancer Center é um dos principais centros da América Latina especializados em cirurgia robótica para o câncer. Além de especialista em oncologia, a experiência em robótica torna a instituição uma referência neste tipo de procedimento para tratamento de tumores. 

Porém, para aproveitar o máximo potencial da cirurgia robótica, é preciso uma equipe multidisciplinar de especialistas em oncologia que atuam de forma integrada. Por isso, esse tipo de procedimento desse levar em consideração também o contexto de tratamento e como os demais profissionais, como nutricionistas e fisioterapeutas, por exemplo, estão capacitados.

O trabalho destes profissionais na preparação do paciente para o procedimento também é importante. O preparo físico, nutricional e psicológico antes da cirurgia são essências para que o paciente tenha uma recuperação mais segura e eficiente.

Pacientes eletivos para cirurgia robótica de tumores gastrointestinais

O câncer abdominal engloba tumores de esôfago, estômago, pâncreas, fígado, vesícula biliar, metástases hepáticas, tumores gastrointestinais, neuroendócrinos, entre outros. Umas das principais indicações da cirurgia robótica para tumores abdominais são para aqueles localizados no trato digestivo alto, já que a técnica permite dissecções mais precisas e melhor acesso às áreas mais profundas.

A exceção é para os casos em que o tumor é muito grande, o que impede a adequada movimentação dos braços do robô, sendo indicada a cirurgia convencional. Por isso, o médico avalia cada caso para indicar a melhor opção: cirurgia convencional, por vídeo ou robótica, pois precisa ser a melhor possível, independentemente da técnica.

Tudo sobre cirurgia robótica

Essa técnica empreende alta tecnologia e realiza procedimentos cirúrgicos por meio de pequenas incisões. Braços mecânicos completamente articulados e com precisão absoluta, somados o uso de microcâmeras de alta definição que transmitem imagens ampliadas das estruturas corpóreas em três dimensões, realizam a cirurgia comandada pelo cirurgião especialista.  

Se você quer saber mais sobre o tema, clique aqui e confira as respostas para as principais perguntas sobre cirurgia robótica.

 

 

FONTE: Dr. Felipe Coimbra, especialista em cirurgia oncológica do abdômen e líder do Centro de Referência de Tumores do Aparelho Digestivo Alto do A.C.Camargo Cancer Center
 

Atividade física e câncer: preparação pré-cirúrgica traz inúmeras vantagens aos pacientes

Linha Fina

Condicionamento orgânico ajuda a reduzir o risco de eventuais complicações e o tempo de internação, além de facilitar a reabilitação de quem opera órgãos como o fígado, o esôfago e o estômago 

Atividade física e câncer. Nem todos sabem, mas o bom condicionamento físico pode contribuir de forma significativa para o sucesso de uma cirurgia de tumores no aparelho digestivo alto – por exemplo, no fígado, pâncreas, esôfago e estômago.

Essa já é uma recomendação praticada pelo grupo de Cirurgia Abdominal do A.C.Camargo e em grandes Cancer Centers mundo afora. 

Segundo o Dr. Felipe Coimbra, cirurgião oncológico e líder do Centro de Referência em Tumores do Aparelho Digestivo Alto do A.C.Camargo, é muito importante este preparo muscular, nutricional, cardiológico e respiratório antes da cirurgia.

“A chamada pré-habilitação é essencial sobretudo para os pacientes mais idosos. Uma vez condicionada, a pessoa suporta melhor a cirurgia e tem uma recuperação mais rápida”, explica o Dr. Felipe. 

Ou seja, diminui-se o tempo de internação, eventuais complicações e mortalidade, entre outras vantagens.


Atividade física e câncer: a preparação para a cirurgia

A chamada pré-habilitação funciona com lógica parecida à de quem vai se preparar para uma corrida, por exemplo, pois leva em conta aspectos multidisciplinares, além de visar afastar os maus hábitos, como o tabagismo e a bebida alcoólica.

“A gente orienta a fazer caminhada, procurar uma academia, realizar exercícios respiratórios, além de avaliações pelas equipes de fisioterapia e nutrição. É uma avaliação geral, com suporte nutricional, motor, físico e psicológico”, afirma o médico.

“O objetivo é que após o tratamento oncológico, o paciente ganhe qualidade de vida e fique, se possível, numa condição mais saudável do que era antes”, complementa o médico.


Cirurgias em tempos de Covid-19

Muitas vezes, essas cirurgias em tumores do aparelho digestivo alto são realizadas após tratamento com quimioterapia, por exemplo – que pode durar poucas semanas ou mesmo alguns meses, períodos em que acontecem esse condicionamento físico. 

Ademais, mesmo nos casos em que a cirurgia deve ser realizada primeiro, normalmente ainda é possível uma boa orientação e um preparo inicial para a cirurgia.

Quanto ao preparo nos dias atuais, além de todos os cuidados com o uso correto das máscaras, a lavagem das mãos e a vacinação (se disponível), recomenda-se o isolamento social rigoroso nas semanas que antecedem a cirurgia e a testagem para a Covid-19, alguns dias antes do procedimento. 

Já nos casos em que a pessoa é diagnosticada com a Covid-19, para as cirurgias não emergenciais, ela tem de esperar cerca de seis semanas para a realização do procedimento. 

Cirurgia robótica para câncer de pulmão: 7 vantagens

Linha Fina

Técnica é utilizada em tumores pulmonares malignos e benignos, além do mediastino e da parede torácica

A cirurgia robótica para câncer de pulmão é um tratamento que apresenta inúmeras vantagens se compararmos à intervenção convencional ou por videolaparoscopia.

Trata-se de uma forma de tratamento importante, já que o câncer de pulmão vai atingir cerca de 30 mil brasileiros neste ano, de acordo com a projeção do Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Saiba mais neste infográfico:

Cirurgia robótica para câncer de pulmão: as vantagens

Radioterapia: aceleradores lineares de partículas do A.C.Camargo representam o que há de mais moderno em tratamento

Linha Fina

Instituição possui equipamentos que podem encurtar a duração das sessões e diminuir efeitos colaterais, entre outras formas de alcançar os melhores resultados

Se você ou alguém próximo vai fazer radioterapia, já pode ter ouvido sobre um acelerador linear de partículas. Mas você sabe o que é este equipamento e como ele melhora o tratamento?

Trata-se da mais alta tecnologia desenvolvida para emitir radiação de fótons ou elétrons, que são utilizadas nos tratamentos para combater ou diminuir o desenvolvimento do câncer.

Benefícios para pacientes: o A.C.Camargo tem um parque tecnológico com quatro diferentes aceleradores lineares, além do Intrabeam, que é utilizado para a realização de radioterapia intraoperatória e da braquiterapia – permitem uma maior personalização do tratamento e, muitas vezes, encurtar a duração da radioterapia e diminuir efeitos colaterais. 

 

Radioterapia: o que há de melhor

Conheça os aceleradores lineares de partículas disponíveis em nosso serviço de radioterapia:

  • Elekta Versa HD: este novo equipamento (foto a seguir) usa a inteligência artificial e agiliza o tratamento do câncer, reduzindo o número de sessões em até 80%, graças às técnicas de hipofracionamento.

É que, por meio de técnicas modernas de imagens em alta definição, é possível entregar maiores doses de radiação para o tumor, minimizando as doses recebidas pelos tecidos circundantes normais, diminuindo os efeitos colaterais.

O tamanho reduzido de lâminas virtuais permite também o tratamento de múltiplos alvos simultaneamente.

A tecnologia é aplicada em casos selecionados, em uma dose única de radiação, reduzindo o tempo do tratamento para 30 minutos - o modelo convencional dura entre 5 e 6 semanas.

  • TrueBeam: é um acelerador linear de alta precisão que vem acoplado a um equipamento que captura imagens, o Conebeam. A cada sessão de radioterapia é feita uma rápida tomografia, o que possibilita ao médico acompanhar se houve qualquer mínima alteração no paciente (perda ou ganho de líquidos, por exemplo). 

O equipamento possui uma mesa robótica, que faz correções dos ângulos da aplicação, avisa se o paciente se movimentou levemente, entre outras funções, possibilitando maior flexibilidade para tratar cada caso.

Essa tecnologia envolve muito mais o médico, que vai à mesa diariamente, e do próprio console. O médico consegue fazer as alterações necessárias rapidamente.

Além disso, com a visualização precisa do tumor e dos tecidos normais ao redor, em tempo real, pode-se aumentar a dose de radiação por sessão, assim, reduzindo a quantidade, além de preservar ao máximo os tecidos saudáveis.

O Acelerador Linear, uma máquina branca com uma maca para fazer radioterapia; no teto, uma paisagem de campo para relaxar pacientes

Fonte: Dr. Antônio Cassio Pellizzon, head do Departamento de Radioterapia do A.C.Camargo

7 passos para pacientes com câncer manterem a mente calma

Linha Fina

A imagem no espelho, família, amigos, trabalho, relacionamentos... Apresentamos maneiras para quem descobriu um tumor aquietar o coração e seguir firme no tratamento – as dicas servem também para quem faz parte do círculo desta pessoa

Pacientes com câncer são afetados em qualquer idade.

Existem, porém, formas de eles se manterem calmos e positivos, conforme se vê nas dicas abaixo.

São ideias que valem não apenas para quem está em tratamento, mas também para quem faz parte desses pacientes com câncer, sejam essas pessoas familiares, amigos ou colegas. 


1. Tudo bem não estar tudo bem

O momento do diagnóstico do câncer é muito difícil, pois a pessoa está tocando a vida dela e, de repente, vem um achado num exame de rotina ou a partir de um sintoma – há uma ruptura com o momento dela. 

Não resta dúvida que a positividade é importante no tratamento, mas a paciente deve respeitar aquilo que está sentindo naquele momento. 

É natural haver oscilações: não existe a pessoa estar sempre forte nem estar sempre se sentindo derrotada. 

Podemos pensar no câncer em fases: o diagnóstico traz um forte impacto, medo, insegurança, angústia. Depois, com o início do tratamento, muitos medos são superados, pois o paciente sente que está fazendo alguma coisa por si, e isso traz positividade.


2. A imagem no espelho 

Vejamos o exemplo do câncer de mama, que tem relação profunda e íntima com o “ser mulher”. A mama tem uma representação da feminilidade, sexualidade e maternidade, desde o primeiro sutiã, então a questão psíquica é forte neste contexto.

A mastectomia e a perda de cabelo devido à quimioterapia são alguns dos temas mais relevantes que as pacientes levam às terapeutas.

A mastectomia, por exemplo, é algo abrupto, tem de ser feito rapidamente, a mulher vai para o centro cirúrgico e sai diferente. 

Assim, é normal que a paciente se olhe no espelho e haja um luto. Todo processo de luto leva um tempo para se acomodar dentro da gente, e esse tempo deve ser respeitado.

Quanto ao cabelo, ela tem de decidir se vai usar lenço, peruca ou nada para que ela se sinta melhor no contexto do irremediável, pois o cabelo vai cair e ela vai ter que lidar com isso, assimilar primeiro dentro dela e depois para os outros. Ela precisa entender como quer ser vista pelo outro, e essas coisas não são do dia pra noite.

É uma questão muito pessoal de cada uma dessas pacientes, mas o fato é que elas jamais devem se sentir menos femininas. Elas apenas vão vivenciar um outro conceito de beleza. A beleza vai persistir – isso vem de dentro pra fora – e, quando esta mulher estiver mais segura dentro de si, vai conseguir lidar melhor com o aspecto externo.


3. Trabalho: o planejamento para lidar com curiosidades

O trabalho tem um papel importante na vida das pessoas e, ao retornar, esses pacientes conseguem autoconfiança, pois estão voltando a um lugar conhecido, do qual se afastaram por conta do tratamento. 

Também é bom pela questão social: conversas, almoço, hora do cafezinho. No entanto, é uma questão que precisa ser trabalhada em termos psicológicos.

Muitas vezes, os colegas vão fazer perguntas, querer saber como foi o tratamento, como a pessoa se sentiu, se ela já está bem, ainda mais se o cabelo estiver diferente. 

Tudo isso leva à curiosidade dos colegas, então o paciente precisa saber lidar, e isso é algo muito pessoal. Alguns pacientes vão ficar felizes em relatar como foi, mas outros não vão querer falar sobre isso.

Ajuda se o paciente fizer um planejamento interno se preparando para situações e perguntas que podem ser feitas. Muitos procuram terapia após o tratamento justamente para preparar esse retorno.

É importante que ele se planeje também em relação à fadiga, já que está retomando a rotina após o tratamento.

O essencial é que se sinta confortável em socializar com outras pessoas do ponto de vista físico e emocional.  


4. Família e amigos: apoio a questões práticas

O suporte às questões práticas também é muito importante para pacientes com câncer, que, assim, terá preocupações a menos para lidar.

No caso, atividades de rotina, como cozinhar, dirigir, lavar o carro, ajudar a limpar a casa e buscar os filhos na escola, tarefas estas difíceis de se executar após uma quimioterapia ou no período pós-cirúrgico.

Ainda no caso de os pacientes ter filhos pequenos: o cabelo pode cair, então essas pessoas do entorno podem até ajudar a comunicar isso para as crianças, dando carinho a elas. 


5. Família e amigos: apoio a questões emocionais

Sem dúvida, o suporte familiar e dos amigos é relevante, sobretudo do ponto de vista emocional, já que podem oferecer amparo a este paciente com câncer, que vai se sentir mais protegido sabendo que pode contar com essas pessoas mais próximas.

O papel principal dessas pessoas é estar ao lado do paciente: ouvir, conversar, respeitar os momentos em que ele quer ficar mais quieto, acompanhá-lo em consultas e na quimioterapia (se este for o desejo dele).

Se mostrar disponível já ajuda, pois ele saberá que não está sozinho.


6. Câncer em jovens: lidar com a interrupção 

Normalmente, estes pacientes jovens estão vivendo uma fase de ascensão profissional e acadêmica, por vezes com uma vida social agitada, namoros...

Muitas também pensam em ter filhos. Aí vem o câncer mexer com todos os planos de forma intensa e inesperada, os interrompendo.

Por causa de uma cirurgia ou quimioterapia, os pacientes acabam perdendo sua autonomia, por isso, às vezes, os jovens sentem até mais o diagnóstico. 

O importante é seguir fazendo planos para o futuro. No caso de mulheres que querem ter filhos, congelar os óvulos é uma decisão vital e que deve ser tomada rapidamente. Os homens podem optar por um banco de sêmen. 

O apoio psicológico serve como espaço de reflexão para enxergar perspectivas de futuro, o retorno ao trabalho, construir relações afetivas sólidas, ser mãe, ser pai... A terapia atua para que essas interferências negativas ganhem um sentido diferente.


7. O importante é compartilhar: em terapia, em grupos de apoio, nas redes sociais...

Sentir-se forte é algo que tem de vir de dentro pra fora, não é algo que se possa impor.

Há dias em que a pessoa com câncer está mais forte, e há outros em que está mais desanimada. Isso é natural.

O importante é a pessoa ter boa aderência ao tratamento, dividir esses sentimentos com alguém e, principalmente, sentir-se respeitada nos seus sentimentos.

Terapia ajuda muito, pois o paciente pode falar tudo o que sente, sem julgamentos. Por exemplo, ele não precisa se preocupar se estão pensando se ele está mal naquele dia, ele pode ser 100% sincero, sem medo de preocupar ninguém.

Existem grupos online de pessoas com câncer que conversam muito nas redes sociais. Elas falam sobre o tratamento, sobre como estão se sentindo... Para algumas, isso é positivo, mas há outras pessoas que preferem ficar mais introspectivas. 


Fonte: Doutora Christina Haas Tarabay, head de psicologia do A.C.Camargo