Triplo negativo, câncer de mama e imunoterapia

Publicado em: 10/02/2020 - 18:02:06

Conheça os resultados de um estudo realizado com 902 pacientes metastáticas

Recentemente, uma nova opção terapêutica foi aprovada para pacientes com câncer de mama triplo negativo metastático nos Estados Unidos, a imunoterapia

No estudo clínico Impassion130, que foi publicado na U.S. National Library of Medicine, foram avaliadas 902 pacientes diagnosticadas com câncer de mama triplo negativo que havia se tornado metastático. 

Durante a pesquisa, metade das mulheres recebeu apenas a quimioterapia, e a outra metade recebeu quimioterapia e imunoterapia. 

Entre as participantes que receberam os dois tratamentos, a sobrevida média foi superior quando comparada com o grupo que foi tratado apenas com quimioterapia, tendo sido demonstrado benefício clínico evidente com o emprego da imunoterapia utilizando uma droga anti-PD-L1. 

Além disso, os achados apontaram que mulheres cujos tumores eram positivos para o biomarcador conhecido como PD-L1 em suas células neoplásicas apresentaram a maior sobrevida. A avaliação da expressão de PD-L1 no CMTN também é realizada pelo médico patologista.


Triplo negativo, um raro tumor de mama

A coordenadora do Biobanco e patologista do departamento de Anatomia Patológica do A.C.Camargo Cancer Center, Dra. Marina De Brot, explica que o câncer de mama triplo negativo representa, em média, 15% dos casos de câncer de mama no mundo. 

Comparado a outros subtipos, ele é mais frequente em mulheres jovens: enquanto a média de idade é de 55 a 60 anos para os demais, nos CMTNs predomina a faixa etária abaixo de 50 anos, sendo a sua prevalência maior em mulheres com menos de 35 anos. 

Triplo negativo Doutora Marina De Brot