Tratamento oncológico

Imunoterapia
Imunoterapia

Principal avanço no tratamento do câncer nos últimos anos, a imunoterapia estimula o organismo a identificar as células cancerosas e atacá-las com medicamentos que modificam a resposta imunológica. 

As maneiras mais comuns de administrar os medicamentos são: 

  • Intravenosa: administrado diretamente na veia
  • Subcutânea: por injeção no tecido subcutâneo

A imunoterapia age de forma distinta daquela promovida por qualquer outro tipo de tratamento oncológico. Enquanto os mecanismos de ação contra o tumor oferecidos pela quimioterapia e pelas drogas de alvos moleculares baseiam-se em atacar as células tumorais diretamente, a imunoterapia auxilia o próprio sistema imunológico do paciente a identificar e combater o câncer.

A imunoterapia não se aplica a todos os casos. A indicação tem relação com o tipo de tumor e o momento do tratamento em que o paciente se encontra. A diferença de ação da imunoterapia em relação à quimioterapia pode ocasionar reações adversas distintas. É importante que você conheça os possíveis efeitos específicos da imunoterapia e informe à equipe multiprofissional se observar esses efeitos.

Para saber mais sobre a Imunoterapia e os efeitos colaterais, acesse a nossa Cartilha de Imunoterapia.

Centro de Imunoterapia

Nosso Centro de Imunoterapia conta com uma equipe de 70 colaboradores, incluindo oncologistas clínicos, patologistas, radiologistas, radioterapeutas, pneumologistas, dermatologistas, endocrinologistas, intensivistas e médicos em atendimento de emergência, além de enfermeiros dedicados, responsáveis pelo acompanhamento de pacientes.

Boa parte desses profissionais especializados já tem experiência com o tratamento em imunoterapia graças aos sete anos de tratamento de pacientes em testes clínicos realizados aqui no A.C.Camargo. "Futuramente, nós pretendemos estender esse treinamento para médicos e profissionais de saúde de todo o país", diz o Dr. Victor Piana, Diretor Médico do A.C.Camargo Cancer Center.

Integração com pesquisa - Grupo de Imuno-Oncologia Translacional

Alguns pacientes respondem muito bem à imunoterapia, e outros, não. Para aprofundar o conhecimento sobre alternativas individualizadas de tratamento que incentive o sistema de defesa do corpo humano a destruir as células tumorais, criamos o Grupo de Imuno-Oncologia Translacional, liderado pelo imunologista norte-americano Kenneth Gollob e conduzido também pelo oncologista clínico Vladmir Lima. No futuro, o A.C.Camargo fará suas pesquisas em terapia genética a partir desse grupo.

Essa área de pesquisa vai utilizar um Citômetro de Fluxo de última geração – somos os primeiros na América Latina a ter um citômetro digital de 50 parâmetros, um equipamento com separador de células capaz de purificar populações e também células individuais. É a mesma tecnologia usada em centros como o MD Anderson, no Texas, e no Centro de Imunotecnologia do National Institute of Health. Isso nos faz um Centro Internacional de Excelência em Citometria de Fluxo. Seu uso será integrado entre as linhas de assistência, pesquisa e ensino.

Pacientes elegíveis

Existem vários medicamentos imunoterápicos e, no Brasil, vários destes estão aprovados pela Agência Nacional de Saúde para pacientes com melanoma metastático, câncer de bexiga, câncer de pulmão de células não pequenas, linfomas de Hodgkin e, mais recentemente, tumores de cabeça e pescoço e câncer gástrico. Porém, vários estudos clínicos estão em andamento e espera-se que, nos próximos períodos, pacientes com outros tipos de tumores, como câncer gástrico e colorretal, também possam se beneficiar da imunoterapia. Apesar das aprovações, a definição terapêutica de tratamento será mais bem definida pelo médico oncologista. Até o momento, a terapia não está disponível para pacientes do Sistema Único de Saúde.