Nefrostomia guiada por tomografia é eficaz para melhorar a função renal

Publicado em: 08/10/2019 - 09:10:57
Pesquisa
Tratamento
Exames
Tumores Urológicos

Pesquisa desenvolvida no A.C.Camargo Cancer Center avalia procedimento necessário quando há obstrução das vias urinárias na pelve

A nefrostomia percutânea é a colocação de um dreno diretamente no interior do rim. Esse procedimento é necessário quando há uma obstrução das vias urinárias na pelve, que impede a drenagem normal da urina para a bexiga.

A medida pode ser implementada para pacientes com tumores da bexiga, tumores avançados de útero e próstata. Ou, ainda, quando ocorrem algumas complicações – que exigem cirurgia ou radioterapia – e nos tratamentos de fístulas e infecções. 

“Nesses casos, a nefrostomia melhora a função renal do paciente”, afirma Paula Nicole Barbosa, médica radiologista do departamento de imagem e orientadora da pós-graduação do A.C.Camargo Cancer Center. Ela é uma das líderes do estudo Retrospective Analysis of Computed Tomography-Guided Percutaneous Nephrostomies in Cancer Patients (Análise Retrospectiva de Nefrostomias Percutâneas Guiadas por Tomografia Computadorizada em Pacientes com Câncer).
 

Método e objetivos 

Para a construção dessa pesquisa, que foi publicada na revista científica Radiologia Brasileira, foram revisados os prontuários e os exames de imagem de 201 pacientes que se trataram no A.C.Camargo Cancer Center entre 2014 e 2016. 

“O estudo visou avaliar as taxas de sucesso do procedimento, fatores de risco de complicações ou insucesso, como forma de escolher casos e pacientes que mais devem se beneficiar do uso da nefrostomia”, explica a Dra. Paula Nicole. 

Contratempos ocorreram em 9,5% dos casos, e uma intervenção adicional foi necessária em 36,6% deles – basicamente para reposicionamento do cateter. “Hemorragias e hematomas são as complicações mais comuns, bem como a impossibilidade de posicionamento do cateter, mas em sua maioria elas têm baixa complexidade”, avalia a médica.  
 

Tomografia na nefrostomia

Segundo Paula Nicole, a nefrostomia percutânea pode ser feita guiada por tomografia, ultrassonografia ou ainda pelo uso de raio-X.

“As vantagens da tomografia se mostram diversas: pode-se fazer a drenagem simultânea dos dois rins, reduzindo o tempo de procedimento para o paciente, melhorando a visualização das estruturas e órgãos adjacentes e tornando o procedimento mais seguro. Isso também facilita a identificação de sangramentos ou complicações”, ressalta. 

Conclusão: a nefrostomia percutânea guiada por tomografia computadorizada é um tratamento eficaz nesses casos.

Para conferir o estudo completo (em inglês), clique aqui.

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