Exames

Revitalização do setor de endoscopia: ainda mais qualidade para nossos pacientes

A endoscopia digestiva alta é um exame que consiste na visualização do esôfago, do estômago e do duodeno, permitindo diagnosticar eventuais alterações ou lesões.

É realizada por meio de um aparelho flexível, que conta com um sistema de microchip e captura digital das imagens através de um tubo, que é inserido no paciente por via oral.

Com satisfação, comunicamos que hoje, 13/7, foi entregue a 3ª e última fase da obra de revitalização do setor de serviços endoscópicos do A.C.Camargo, localizado no 1º  andar da unidade Antônio Prudente.

Com a reforma, a partir de agora, contamos com 5 salas equipadas para realizar os exames, sala de refeição para o paciente, 12 boxes de preparo e pós-exames, além de uma central de monitoramento para garantir a segurança dos nossos pacientes. Tudo para proporcionar conforto e um ambiente acolhedor aos pacientes e acompanhantes.

Investir em nossa infraestrutura é aprimorar cada vez mais os nossos espaços para receber nossos pacientes e seus familiares!

Confira as imagens da nova endocopia:

endoscopia

 

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Microscopia confocal, o exame que aumenta a precisão do diagnóstico do câncer de pele

Linha Fina

Conheça esta tecnologia que também auxilia muito na avaliação de margens cirúrgicas e controle pós-tratamento – ainda raro no Brasil, o método teve o A.C.Camargo como pioneiro no país

A microscopia confocal é um exame que aumenta a precisão do diagnóstico do câncer de pele dos tipos melanoma e não melanoma.

O procedimento ainda minimiza o risco de retirada desnecessária de lesões benignas, além de também auxiliar muito na avaliação de margens cirúrgicas e controle pós-tratamento.


Microscopia confocal: como funciona

A microscopia confocal permite a visualização de estruturas microscópicas da pele (células e núcleos) sem a necessidade de biópsia. Enfim, é um exame não invasivo, que não exige cortes ou injeções.

O exame é feito por meio de um aparelho que emite um laser de baixa potência, que, quando entra em contato com a pele, garante a visualização das células.

Desta forma, a microscopia confocal permite a avaliação de achados microscópicos indicativos de câncer de pele, aumentando a precisão do diagnóstico.


Pioneirismo do A.C.Camargo

No Brasil, o A.C.Camargo foi pioneiro em utilizar a técnica e tem uma grande experiência, com mais de 10 mil casos avaliados, o que deixa para trás muitos grandes centros do mundo.

O aparelho de microscopia confocal foi desenvolvido há pouco mais de 15 anos, ou seja, é uma tecnologia relativamente nova para a medicina, empregada como ferramenta complementar à avaliação clínica dermatológica em muitos países da Europa, além da Austrália e dos Estados Unidos.

Broncoscopia e ecobroncoscopia pulmonar: a endoscopia dos pulmões

Linha Fina

Estes exames permitem visualização e biópsia do sistema respiratório feitas de forma minimamente invasiva. Entenda como são feitos e quais suas indicações 

Fazer biópsia nos pulmões, até pouco tempo atrás, não era algo simples de fazer. Porém, com a chegada de técnicas como a broncoscopia e a ecobroncoscopia pulmonar, a biópsia no sistema respiratório e visualização de seu interior pode ser feita de forma minimamente invasiva.

Entenda o que é a broncoscopia

A broncoscopia é um procedimento de endoscopia no sistema respiratório. O médico especialista utiliza um aparelho semelhante ao equipamento utilizado em uma endoscopia digestiva, que é um tubo bem fino com uma câmera na ponta.
Com o paciente sedado, o médico insere o tubo pelo nariz ou boca até alcançar os pulmões, possibilitando observar lesões e coletar amostras de tecidos para biópsia ou de secreção, que é enviada para análise e cultura. 

Existe também a broncoscopia intervencionista que, além de fazer tudo o que a broncoscopia convencional faz, também realiza procedimentos para ajudar o paciente a respirar melhor. Assim, o médico broncoscopista pode colocar uma prótese no brônquios ou cauterizar um tumor que cresceu para dentro dos brônquios e está impedindo a passagem do ar. É uma medida de urgência para melhorar a qualidade de vida do paciente enquanto continua o tratamento contra o tumor, além de ser o tratamento definitivo de alguns tipos de lesões malignas e pequenas. 

Ecobroncoscopia pulmonar

A ecobroncoscopia pulmonar, conhecida também como EBUS ou ultrassonografia endobrônquica, utiliza um equipamento semelhante ao usado na broncoscopia, porém, com um ultrassom na ponta.

A diferença é que, enquanto a broncoscopia permite que o médico veja apenas a parte de dentro dos “canos” do sistema respiratório, o EBUS permite enxergar também o lado de fora dos “canos” e seus arredores por meio do ultrassom.
Isso permite que o médico tenha visão das paredes dos brônquios e consiga passar uma agulha para fazer coleta para biópsia de tecidos que estão do lado de fora dos “canos”.

Indicação

A broncoscopia é indicada para avaliação de sintomas relacionados à árvore brônquica, como falta de ar, tosse com expectoração ou dor no tórax e saída de sangue no catarro. Também é indicada para fazer a coleta de material para biópsia.

O EBUS é indicado quando há necessidade de visualizar as estruturas entre os dois pulmões, onde existem muitos linfonodos, e quando há necessidade de fazer biópsia nessas estruturas. Neste caso, o EBUS proporciona uma alternativa minimamente invasiva em relação a abordagem convencional, que consiste em fazer um procedimento cirúrgico com um corte no pescoço para alcançar a região que fica por trás dos ossos do tórax. 

Por ser minimamente invasivo, o procedimento com o EBUS permite que o paciente tenha alta no mesmo dia.

Procedimentos endoscópicos no A.C.Camargo

Agora, os nossos pacientes já contam com um novo espaço para a realização de procedimentos endoscópicos, com ainda mais conforto para todos. Em março, foi feita a inauguração da primeira fase da reforma do novo espaço.

Para maior segurança dos pacientes, o espaço dispõe de uma sala com pressão negativa (que evita a dispersão de partículas e micro-organismos) e conta com a presença de um anestesista durante o procedimento.

Sobre o câncer de pulmão

Em 2020, foram estimados cerca de 2,21 milhões de casos de câncer nos pulmões, traqueia e brônquios no mundo. Para 2040, a expectativa é de que esses casos alcancem cerca de 3,50 milhões.

Um tumor no sistema respiratório pode apresentar os seguintes sinais e sintomas:

•    Tosse que não passa ou piora com o tempo
•    Dor no peito que não passa e piora quando a pessoa respira fundo, tosse ou dá risada
•    Dor no braço ou no ombro
•    Tossir sangue ou catarro com cor de ferrugem
•    Falta de ar, chiado no peito ou rouquidão
•    Crises repetidas de bronquite ou pneumonia
•    Inchaço do rosto ou pescoço
•    Perda de apetite ou de peso inexplicáveis
•    Fraqueza ou cansaço

 

A imagem de tomografia à esquerda mostra que a traqueia do paciente estava quase fechada. A imagem à direita mostra a traqueia aberta após colocar uma prótese em um procedimento de broncoscopia intervencionista.
A imagem de tomografia à esquerda mostra que a traqueia do paciente estava quase fechada. A imagem à direita mostra a traqueia aberta após colocar uma prótese em um procedimento de broncoscopia intervencionista.

Papanicolau: exame simples, rápido e eficaz

Linha Fina

Neste infográfico, saiba como esse exame ajuda a proteger contra o câncer de colo do útero, que pode ser curado quando descoberto precocemente

O Papanicolau é o principal exame para detecção precoce do câncer de colo do útero, uma doença que afeta um grande número de mulheres e pode ser prevenida com medidas simples para grande parte dos casos.

Somente no Brasil são esperados 16.590 novos casos de câncer de colo do útero para 2022, com um risco estimado de 15,43 casos a cada 100 mil mulheres. Para 2040, é esperado que esse número cresça para 24,5 mil casos.

O Papanicolau é um procedimento simples que analisa amostras de células recolhidas do colo do útero por meio de raspagem com uma espátula e escovinha. O material é analisado em laboratório e pode detectar lesões pré-cancerosas. Com isso, a paciente pode ser tratada precocemente, antes que a lesão resulte em um câncer.
 

Infográfico com informações do Papanicolaou

Saúde da mulher: atenção para os exames necessários para cada faixa etária

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Fazer os exames de rotina no período adequado e que são indicados para cada fase da vida são essenciais para a detecção precoce de diversos tipos de tumores

Março é o mês da mulher. Então, aproveite este período para focar na sua saúde e no seu bem-estar a longo prazo.

Além de manter hábitos saudáveis como alimentação equilibrada e atividade física, uma forma de proteger sua saúde é realizar estes exames periodicamente. Outros testes de rastreamento podem ser indicados pelo médico, de acordo com a análise do histórico familiar e as queixas de cada paciente.

O A.C.Camargo Cancer Center alerta que quanto mais precocemente um tumor for detectado, maiores são as chances de cura. Por isso, confira os exames recomendados para mulheres em cada faixa etária.

20 a 30 anos

Confira os exames e quando devem ser feitos:
•    Papanicolau: deve ser feito anualmente.
•    Mamografia: conforme orientação médica.
•    Colonoscopia: conforme orientação médica.
•    Exames laboratoriais: conforme orientação médica.
•    Densitometria óssea: conforme orientação médica.
•    Eletrocardiograma: conforme orientação médica.

31 a 45 anos

Confira os exames e quando devem ser feitos:
•    Papanicolau: anualmente.
•    Mamografia: anualmente, a partir dos 40 anos.
•    Colonoscopia: a cada cinco anos a partir dos 45.
•    Exames laboratoriais: conforme orientação médica.
•    Densitometria óssea: conforme orientação médica.
•    Eletrocardiograma: uma vez no período.

Mais de 46 anos

Confira os exames e quando devem ser feitos:
•    Papanicolau: anualmente.
•    Mamografia: anualmente.
•    Colonoscopia: a cada cinco anos a partir dos 45.
•    Exames laboratoriais: conforme orientação médica.
•    Densitometria óssea: uma vez ao ano ou conforme orientação médica.
•    Eletrocardiograma: anualmente.

Finalidade dos exames recomendados

•    Papanicolau: rastreamento do câncer de colo do útero.
•    Mamografia: revelar nódulos, cistos ou tumores nas mamas.
•    Colonoscopia: rastreamento de tumores colorretais.
•    Exames laboratoriais: detectar diversas doenças ao verificar a função renal, os hormônios da tireoide, níveis de glicose, colesterol e triglicérides, entre outros.
•    Densitometria óssea: diagnosticar a osteoporose.
•    Eletrocardiograma: verificar problemas na atividade do coração.

Atenção, fumantes!

A partir dos 55 anos, mulheres fumantes e ex-fumantes com carga tabágica alta precisam de exames adicionais:
•    Tomografia computadorizada de tórax: quem fuma mais de um maço por dia ou deixou de fumar há menos de 15 anos deve fazer esse rastreamento para câncer de pulmão.
•    Exame da cavidade oral: se a pessoa tem o perfil acima e ainda bebe, há maior risco de câncer de boca. Recomenda-se atenção a sinais de alerta, como ferida na boca que não cicatriza (sintoma mais comum) ou nódulo. Nestes casos, investigue com um especialista.

 

Fonte: Dr. Thiago Celestino Chulam, head do Departamento de Prevenção e Diagnóstico Precoce do A.C.Camargo Cancer Center
 

Câncer de pulmão: como fazer o rastreamento

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Entenda se você tem perfil para buscar o diagnóstico precoce

O câncer de pulmão é um dos mais frequentes em todo o mundo. 

No Brasil, estima-se que, neste ano, mais de 30 mil pessoas serão diagnosticadas com câncer de pulmão. Destes casos, cerca de 60% a 80% serão descobertos em estágios localmente avançados ou metastáticos. 

Na maioria das vezes, o câncer de pulmão não apresenta nenhum sintoma nas fases iniciais, ou os sintomas podem ser confundidos com outras doenças, como pneumonia, bronquite, enfisema pulmonar, entre outras. 

Por este motivo, aguardar a presença de sintomas para fazer o diagnóstico leva à descoberta da doença em estágios mais avançados e, consequentemente, com menores chances de cura. 

O rastreamento do câncer de pulmão é realizado para diagnosticar a doença em indivíduos assintomáticos, considerados de alto risco para desenvolver um tumor pulmonar. 

As pessoas com as seguintes características são consideradas de alto risco para ter câncer de pulmão:

1.    Idade acima de 55 anos
2.    Fumante ativo
3.    Ex-fumante que cessou há menos de 15 anos

Os tabagistas ou ex-tabagistas são considerados de risco alto quando tiverem carga tabágica acima de 30 maços/ano (deve-se multiplicar o número de maços de cigarro fumados por dia pelo número total de anos de tabagismo).


Câncer de pulmão: exames 

O exame de rastreamento que deve ser realizado nas pessoas classificadas como de alto risco é uma tomografia computadorizada de baixa dose de radiação. 

É um tipo de tomografia que utiliza pouca radiação, mas que identifica lesões pulmonares que podem ser câncer. 

O objetivo do exame de rastreamento é identificar câncer de pulmão em estágios iniciais, que são curáveis, na grande maioria das vezes. Estudos já demonstraram que realizar tomografia de tórax de baixa dose em indivíduos de risco reduz a chance de se morrer por câncer de pulmão. 

Aconselha-se que os fumantes e os ex-fumantes procurem orientação médica para serem avaliados quanto à necessidade de realizar o exame de rastreamento. 

A interpretação do exame também é muito importante, pois a tomografia pode mostrar muitas alterações e o radiologista deve classificar estes achados conforme o risco de câncer. 

Exames adicionais podem ser necessários para a investigação diagnóstica de lesões pulmonares suspeitas.


Benefícios 

O benefício de realizar o rastreamento em indivíduos assintomáticos de alto risco é aumentar significativamente as chances de cura do câncer de pulmão.

Para aqueles que ainda continuam fumando, é fundamental verificar com o médico sobre a indicação de realizar o exame de rastreamento, mas ainda mais importante é parar de fumar o quanto antes, pois cessar o tabagismo reduz significativamente o risco de morte por câncer de pulmão e por diversas outras doenças causadas pelo consumo de tabaco.


Texto: Dr. Jefferson Gross, líder do Centro de Referência em Tumores de Pulmão e Tórax do A.C.Camargo

Doutor Jefferson Gross, 55 anos, grisalho, magro, de jaleco, trata Câncer de Pulmão

Dermatoscopia, dermatoscopia digital e microscopia confocal, os exames que ajudam a diagnosticar o câncer de pele

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Conheça os procedimentos de imagem que auxiliam na identificação de tumores cutâneos

Dermatoscopia, dermatoscopia digital e microscopia confocal são exames de imagem complementares que auxiliam no diagnóstico do câncer de pele.

Essa associação de técnicas permite a identificação de lesões ainda sem critérios clássicos de um tumor cutâneo, possibilitando o diagnóstico cada vez mais precoce do câncer e, consequentemente, maior possibilidade de cura.


Dermatoscopia

Método diagnóstico não invasivo que auxilia na avaliação das lesões pigmentadas da pele, a dermatoscopia é realizada mediante o emprego do dermatoscópio, instrumento que permite uma visualização precisa de eventuais lesões cutâneas.

Consiste na utilização de uma lente de aumento associada a uma luz potente que permite ao dermatologista visualizar estruturas dentro da pele.

Adotada rotineiramente por todos os dermatologistas da Instituição, a dermatoscopia garante um aumento de precisão no diagnóstico de lesões suspeitas de câncer de pele, tanto melanomas quanto carcinomas, ainda em fases extremamente precoces.

Antes da dermatoscopia, o exame de sinais da pele era realizado sem nenhum auxílio, a olho nu. Isso, muitas vezes, não possibilitava a avaliação detalhada das lesões cutâneas, o que em algumas situações atrasava o diagnóstico de cânceres já instalados.


Dermatoscopia digital

O mapeamento corporal total e a dermatoscopia digital compõem um exame que consiste no armazenamento de imagens macroscópicas e dermatoscópicas das pintas (ou sinais).

Utiliza-se um aparelho com software, que permite armazenar centenas de imagens de diferentes pintas (ou sinais) para compará-las ao longo do tempo.

Nesse exame são realizadas fotos de toda a pele do paciente – o mapeamento corporal total –, permitindo, em exames subsequentes, a identificação de novas pintas ou mudanças no aspecto macroscópico das pintas já documentadas.

São feitas também fotos dermatoscópicas de todas as pintas a serem acompanhadas (dermatoscopia digital). As imagens são armazenadas para comparação ao longo do tempo, algo que pode evidenciar alterações precoces sugestivas de transformação maligna, possibilitando, assim, o reconhecimento precoce dos melanomas e o controle mais detalhado dos pacientes.

O exame é indicado para pacientes com risco de desenvolvimento de melanoma cutâneo: pessoas com muitas pintas, pele clara, cabelos ruivos ou loiros, olhos azuis ou verdes, múltiplas sardas, antecedente de queimadura solar na infância ou adolescência, exposição solar prévia intensa, histórico pessoal de câncer de pele não melanoma, e, principalmente, para pacientes com Síndrome dos Nevos Atípicos e antecedente pessoal e/ou familiar de melanoma.


Microscopia confocal

A microscopia confocal permite a visualização de estruturas microscópicas da pele (células e núcleos) sem a necessidade de biópsia. Ou seja, é um exame não invasivo, que não requer injeções ou cortes.

Tal procedimento é realizado através de um aparelho que emite um laser de baixa potência. Este, quando entra em contato com a pele, garante a visualização das células.

Essa análise permite a avaliação de achados microscópicos indicativos de câncer de pele, aumentando a acurácia do diagnóstico.

O aparelho de microscopia confocal foi desenvolvido há pouco mais de 15 anos, o que é considerado uma tecnologia recente na medicina. É utilizado como ferramenta complementar a avaliação clínica dermatológica em muitos países desenvolvidos da Europa, além de Estados Unidos e Austrália.

No Brasil, o A.C.Camargo foi pioneiro em utilizar a técnica e tem uma grande experiência, com mais de 10 mil casos avaliados, o que supera muitos grandes centros do mundo.


Câncer de pele: outros caminhos

Exames como a tomografia de coerência óptica e o ultrassom também são técnicas estudadas para o diagnóstico do câncer de pele.

No entanto, ainda encontram-se em fase de desenvolvimento e aperfeiçoamento.


Fonte: Doutora Juliana Casagrande, dermatologista do Centro de Referência em Tumores Cutâneos do A.C.Camargo

Dermatoscopia Juliana Casagrande

O câncer de próstata tem cura

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Fique atento aos fatores de risco e aos exames de rastreamento, pois a detecção precoce é fator determinante de sucesso

O diagnóstico precoce aumenta as chances de cura do câncer de próstata. Fique atento aos fatores de risco, formas de prevenção e quais exames são indicados para detectar precocemente o tumor.

Fatores de risco e prevenção

  • Idade: é o fator de risco mais importante. A maioria dos pacientes tem mais de 50 anos e dois terços têm mais de 65 anos. O risco vai aumentando, à medida que o homem envelhece.
  • Histórico familiar: o risco é maior quando parentes próximos, especialmente pai, irmão, avós, tios ou filho têm ou tiveram câncer de próstata, especialmente se eram jovens na época do diagnóstico. Vale destacar ainda que o histórico familiar de câncer de mama (mãe, irmã e tias) também confere maior risco de desenvolvimento de câncer de próstata nos homens.
  • Alimentação: uma dieta gordurosa, especialmente com gorduras de origem animal, com alto teor de cálcio, pode aumentar o risco. Uma alimentação rica em legumes e frutas pode reduzir esse risco.

Manter o peso corporal adequado, alimentação balanceada, praticar atividade física regularmente, exposição ao sol em horários adequados, evitar fumar e consumir bebidas alcoólicas pode reduzir as chances de ter um tumor.

Números do câncer de próstata
  • 1º tipo de câncer com maior incidência em homens no Brasil, em todas as regiões.
  • 97,3 mil casos em 2020 no Brasil.
  • Para 2040, é esperado um crescimento de cerca de 83% de casos.
  • No mundo, foram 1,4 milhão de casos.
  • Para 2040, estima-se 2,43 milhões de casos de câncer de próstata.

Detecção precoce

Os dois exames utilizados para detectar o câncer de próstata são o toque retal e o de sangue.

O exame de toque retal é rápido e indolor, com poucos segundos de duração. Por meio dele, o médico pode identificar alterações suspeitas na glândula prostática, além de estimar o volume do órgão e obter informações que ajudam a escolher o melhor tratamento para cada caso.

O exame de sangue mede os níveis de PSA, sigla em inglês para antígeno prostático específico. O PSA é uma substância produzida normalmente pela próstata. Os níveis de normalidade de PSA variam de acordo com a faixa etária. Nos homens acima de 55 anos, os níveis de PSA devem estar abaixo dos 4 ng/ml (nanogramas por mililitro). Mas, se estiver entre 4 ng/ml e 10 ng/ml, há 1 chance em 4 de diagnóstico de câncer de próstata. Acima de 10 ng/ml, as chances de se diagnosticar câncer vão subindo à medida que aumentam os níveis de PSA. 

Os homens devem iniciar a rotina de exames anuais aos 50 anos. Naqueles pacientes com histórico familiar de câncer de próstata e/ou afrodescendentes, deve-se começar a avaliação preventiva aos 45 anos de idade. Para esses casos, recomenda-se conversar com o urologista para checar a necessidade de se fazer testes genéticos, a fim de verificar se há mutações em genes como o BRCA1, BRCA2 e ATM.

Tratamento do câncer de próstata

O tratamento para cada caso depende de vários fatores, como idade, estado geral de saúde do paciente, os sentimentos em relação aos efeitos colaterais de cada terapia, o estadiamento da doença e a chance de cada tratamento curar o câncer.

As opções mais comuns de tratamento da doença localizada, isto é, que está restrita à próstata e não se espalhou, são a cirurgia e a radioterapia. A cirurgia de remoção da próstata pode ser feita por meio de técnicas diferentes. Recentemente, os métodos minimamente invasivos, como a cirurgia videolaparoscópica e a cirurgia robótica têm ganhado mais espaço devido a menor morbidade e menores riscos de complicações. O A.C.Camargo Cancer Center é o centro com maior volume de cirurgia robótica no tratamento de câncer de próstata da América Latina.

Nos casos em que cirurgia e radioterapia não são uma boa opção de tratamento (quando o câncer se espalha para outros órgãos ou volta depois do tratamento), a hormonioterapia pode ser empregada. É feita com objetivo de baixar os níveis de hormônios masculinos que estimulam o crescimento das células cancerosas, a fim de encolher o tumor e reduzir o seu ritmo de crescimento. A hormonioterapia pode ser usada depois da cirurgia e antes ou depois da radioterapia, principalmente em tumores de maior agressividade. Já o uso de quimioterapia só é empregado em fases mais tardias do tratamento.

Como alguns tipos de câncer de próstata crescem devagar, certos pacientes, que apresentam tumores de baixa agressividade, podem nunca precisar de tratamento, especialmente quando eles são idosos ou têm outros problemas de saúde. Mesmo pacientes jovens, com tumores pequenos e pouco agressivos e que desejam preservar suas atividades sexuais e padrões de micção, podem ser acompanhados por meio de consultas regulares, teste de PSA e toque retal regulares e, se necessário, novas biópsias e exames por imagem. Esse procedimento se chama vigilância ativa e, se o crescimento do tumor se acelerar, médico e paciente discutem a forma de tratamento.

Para saber mais detalhes sobre tratamentos, clique aqui.

 

Fonte: Dr. Walter Henriques da Costa, urologista do A.C.Camargo Cancer Center

Tudo sobre colonoscopia

A colonoscopia é um exame que avalia o intestino grosso e a parte final do intestino delgado.

É recomendada para pacientes que apresentam sintomas de origem intestinal como sangramento nas fezes, diarreia, intestino preso e dor abdominal.

Para a população sem sintomas, com o objetivo de prevenir um câncer colorretal, o ideal é fazer o exame a partir dos 45 anos e repeti-lo a cada 10 anos. Para aqueles que possuem histórico de câncer de intestino na família, essa periodicidade e o seu início podem mudar, caso a caso.

Quanto à duração, a colonoscopia é um procedimento realizado em alguns minutos e o paciente é sedado durante todo o exame.

Nesta página, você encontra todas as informações necessárias sobre a colonoscopia: são 26 perguntas e respostas, além de dois podcasts que têm a ver com o tema, um vídeo, um livro digital gratuito (e-book) e até mesmo uma sugestão de cardápio para a véspera do exame.

Confira a seguir:

 Entendendo a colonoscopia

É um exame que permite a visualização de todo o intestino grosso, além da parte final do intestino delgado, por meio de um aparelho flexível com iluminação e uma câmera na extremidade.

Realizado geralmente sob sedação endovenosa, o exame permite que o paciente durma e não sofra nenhum desconforto durante o procedimento. 

O aparelho, que é introduzido pelo ânus, pode avaliar possíveis lesões na superfície interna do intestino, como tumores ou pólipos.

O exame detecta possíveis lesões na superfície interna do intestino grosso e no final do intestino delgado, como tumores e pólipos.

Geralmente, o médico indica este exame quando o paciente apresenta alguma sintoma relacionado ao intestino, caso de uma alteração no hábito intestinal, presença de sangue nas fezes ou dor abdominal.

Uma outra indicação é para a prevenção do câncer de intestino, mesmo para pessoas sem sintomas.

Quando necessário, uma biópsia ou a remoção de lesões, como pólipos, podem ser realizadas durante a colonoscopia.

Sim. É muito importante realizar uma limpeza intestinal adequada, deixando o intestino totalmente livre de resíduos fecais e, assim, permitindo a visualização de toda a superfície da mucosa interna intestinal.

A administração de medicamentos como Manitol, Dulcolax (ambos laxantes) e também a ingestão de, no mínimo, 2 litros de líquidos de coloração clara auxiliam no preparo adequado do intestino para o exame.

No momento da colonoscopia, o paciente é sedado para não sentir qualquer tipo de dor ou desconforto que o exame possa trazer.

Conheça os medicamentos que devem ser suspensos com consentimento médico:

  • Pausa 7 dias antes do exame: Warfarina (Marevan e Coumadin), Clopidogrel, Prasugrel, Ticlopidina, Ticagrelor 
  • Pausa 48 horas antes do exame: Dabigatrana, Xarelto, Apixabana e Sulfato ferroso
  • Pausa 24 horas antes do exame: Enoxaparina (Clexane) 


Ácido acetilsalicílico (AAS e Aspirina) pode ser tomado normalmente, se fizer uso de até 200 mg ao dia. Caso utilize doses maiores, a suspensão deverá ocorrer 5 dias antes do exame.

Todos os medicamentos acima citados necessitam de pausa, pois há a possibilidade da realização de biópsia e/ou de remoção de pólipos durante o exame, e a manutenção deles aumenta o risco de sangramentos.

Se for portador de diabetes, no dia do exame, suspenda o uso de hipoglicemiantes (medicamentos para o diabetes), devido ao tempo prolongado de jejum.

Para investigar quaisquer sinais e sintomas do câncer de intestino ou de outras doenças intestinais que apareçam,  assim como para prevenção e detecção precoce do câncer do intestino e de lesões pré-malignas (pólipos intestinais), mesmo em pessoas sem qualquer sintoma.

Neste caso, a prevenção com a colonoscopia se inicia aos 45 anos de idade. 

Sim. É ministrada uma sedação para dormir ou uma anestesia para evitar o desconforto na hora do exame.

Após o efeito da medicação, o paciente está liberado para ir para casa, com acompanhante e com restrição para a condução de veículos e atividades que necessitem de atenção, para o resto do dia.

O exame, propriamente dito, dura em média de 30 a 40 minutos. 

Eventualmente haverá a necessidade de realizar procedimentos durante o exame, e isso pode acarretar uma maior duração. Considerando o período de recuperação da sedação e a realimentação, o tempo total de permanência no setor pode se tornar de duas a três horas. 

Após a realização do exame, o paciente é encaminhado para a sala de recuperação, onde permanecerá em repouso por, em média, 40 minutos, podendo variar de pessoa para pessoa e conforme a resposta à medicação sedativa.

Depois de despertar, ofereceremos um lanche e será liberada a alta hospitalar, desde que o paciente esteja com seu acompanhante. 

Em geral, não é necessário, exceto nos casos em que o paciente necessite de algum suporte médico ou de enfermagem especial, podendo ser necessária a internação hospitalar ou a modalidade denominada como preparo hospitalar, conforme a orientação médica na solicitação.

Isso ocorre devido à administração de sedativos (medicamentos para dormir). É que essas medicações causam sonolência e alteram a atenção e o equilíbrio do paciente. 

A colonoscopia só é realizada mediante um acompanhante maior de 18 anos e capaz, que deve permanecer durante todo o período do exame no hospital.

Crianças e menores de 18 anos necessitarão da presença dos pais (mãe ou pai) ou responsável legal, que poderá permanecer na sala apenas até o momento da sedação da criança.

O exame avalia todo o intestino grosso, que é uma região de elevada frequência de um tipo de câncer que está relacionado ao estilo de vida da pessoa, de acordo com o tipo de alimentação, o tabagismo e o consumo de álcool.

O câncer do intestino grosso (ou de cólon e reto) vem se tornando um dos principais tipos de tumores em número de casos e de mortes no Brasil, chegando a ser apontado como um problema de saúde pública.

Uma das principais funções da colonoscopia é a prevenção do câncer do intestino grosso, sendo que ela é normalmente indicada a partir dos 45 anos de idade em pessoas sem sintomas, com o objetivo de detecção e retirada de lesões pré-malignas (pólipos), além de também diagnosticar tumores mais precocemente. 

Não há uma contraindicação absoluta, mas pacientes com debilidade clínica podem necessitar de maiores cuidados para o preparo intestinal, a sedação e durante o exame.

Devem ser pesados os benefícios e os riscos do exame pela equipe médica.

Pacientes com obstrução intestinal podem apresentar restrição para o preparo intestinal convencional, por via oral. 

Colonoscopia: orientações gerais
  • Pacientes com IMC > OU = 40 devem realizar o procedimento com um anestesista (é necessário informar no ato do agendamento);
  • Pacientes com doenças crônicas descompensadas ou consideradas em condições de risco pela equipe médica poderão ter seu exame suspenso e/ou reagendado para ser realizado durante sua internação, de acordo com a avaliação médica;
  • Quando o exame for realizado em condições insatisfatórias, ou seja, quando ainda houver presença de fezes no intestino, será emitido um laudo parcial e, provavelmente, o paciente terá a necessidade de reagendar o exame;
  • Os pacientes com agendamento de preparo hospitalar são programados para o primeiro horário do dia. Eles são acomodados num quarto e iniciamos a medicação. Por não saber ao certo o horário que o cólon (intestino) ficará em condição ideal para a realização do exame, não é possível informar com precisão o horário da realização do exame. Normalmente, as colonoscopias começam a partir das 14 horas.

Não. O ideal é que retorne às atividades normais somente no dia seguinte.

Sim. Poderá reintroduzir a dieta normalmente. Dê preferência a alimentos mais leves e com menos gordura.

Sim. As complicações são raras, porém podem ocorrer sangramentos, reações adversas aos medicamentos e, em casos extremos, perfurações intestinais.

As complicações após os exames podem ser imediatas ou tardias. Caso após a alta para casa o paciente sinta dores fortes na região abdominal ou distensão abdominal (barriga mais inchada), ele deve procurar o nosso serviço de emergência.

As mais comuns são: dores abdominais, cólicas, presença de flatos (gases), fezes com presença de sangue e diarreia.

Endoscopia: é um exame para a visualização do esôfago, do estômago e do duodeno, que investiga eventuais alterações ou lesões. É realizada por meio de um aparelho flexível com uma microcâmera na ponta de um tubo, que é inserido no paciente por via oral.

Colonoscopia: é um exame que visualiza o intestino grosso até chegar ao delgado. É recomendado em caso de sintomas como sangramento nas fezes, diarreia, intestino preso e dor abdominal. Para a população sem sintomas, o ideal é fazer o exame a partir dos 45 anos e repeti-lo a cada 10 anos.

Não existem sintomas após a colonoscopia. Após o efeito do sedativo, o paciente está liberado para seguir com suas atividades normais.

Os pacientes costumam ter medo da dor e do desconforto. Contudo, o exame é feito com anestesia.

A parte mais desconfortável é o preparo, feito com um laxante indicado.

O intestino funciona por algumas horas e é recomendado que o paciente beba bastante líquido.

Sim. É feita ambulatorialmente. O paciente chega para fazer o exame e vai embora no mesmo dia.

Quando o paciente faz o preparo no hospital, ele chega pela manhã e estará liberado até o final da tarde.

Há mais de 50 anos. Dispomos de equipamentos de última geração que permitem detecção e detalhes a partir da excelente qualidade de imagem.

O A.C.Camargo também forma médicos com especialização nas partes alta e baixa do sistema digestivo em nossa residência médica.

A colonoscopia não é apenas um exame diagnóstico: ela permite a remoção de lesões.

Essas lesões podem ser, por exemplo, os pólipos, que são pequenas verrugas que podem ser milimétricas ou até mesmo grandes.

Durante o exame, muitas vezes, é possível removê-las. Quando as lesões são maiores, é necessário que seja em ambiente hospitalar, pois há risco de sangramento e outras intercorrências.

Geralmente sai no mesmo dia. Às vezes, existe a necessidade de coleta de material durante o exame para uma análise patológica.

Esse material é levado para um estudo patológico, que avalia se há células tumorais ou não.

O resultado demora, em média, entre dois e três dias, mas o laudo sai no mesmo dia.

Não aumentam. Ao adotar as medidas de segurança indicadas, realizar o seu procedimento torna-se uma prática segura.

Dada a particularidade e a especificidade de cada caso, porém, é fundamental que o paciente discuta diretamente com seu médico oncologista a melhor escolha a ser feita no momento.

#QuemTemCâncerTemPressa e estamos prontos para acolher nossos pacientes, assistindo-os de forma segura em todas as fases de seu tratamento.

Dessa forma, estabelecemos o Atendimento Oncológico Protegido – um conjunto de processos para o paciente prosseguir com seu tratamento, em tempos de pandemia.

Todas as práticas adotadas estão de acordo com as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde.

Sugestão de cardápio para a véspera da colonoscopia

Café da manhã

  • Sem restrições até as 8h da manhã do dia anterior ao exame

Lanche da manhã 

  • Frutas sem casca, sem bagaço e sem caroço/sementes: maçã, pera, melão e/ou banana
  • Suco de fruta processado ou natural coado e de coloração clara (ex: maracujá, laranja e limão), água de coco, guaraná, água mineral e isotônico 

Almoço

  • Arroz papa ou macarrão sem molho (ex: alho e óleo ou manteiga) ou purê de batata ou mandioquinha
  • Ovo mexido, cozido ou pochê 
  • Gelatinas de cor clara (abacaxi, pêssego, limão ou maracujá)
  • Suco de fruta processado ou natural coado e de coloração clara (ex: maracujá, laranja e limão), água de coco, guaraná, água mineral e isotônico 

Lanche da tarde

  • Bolacha maizena ou torradas ou pão de forma sem fibras e sem casca, ou biscoito polvilho 
  • Frutas sem casca, sem bagaço e sem caroços/sementes: maçã, banana, pera e melão
  • Picolé de frutas claras (sem leite): limão, abacaxi e tangerina

Jantar

  • Caldos de legumes batidos e coados ou sopas instantâneas com baixo teor de gordura
  • Gelatinas de cor clara (ex: abacaxi, pêssego, limão ou maracujá)
  • Suco de fruta processado ou natural coado e de coloração clara (ex: maracujá, laranja e limão), água de coco, guaraná, água mineral e isotônico 
Um senhor de origem oriental de braços cruzados. Ele tem os cabelos pretos, usa óculos e está de camisa social, gravata e jaleco do A.C.Camargo. Ele está de braços cruzados olhando para a câmera.
"
A colonoscopia detecta possíveis pólipos, lesões ou tumores na parede do intestino grosso. O médico avalia qualquer anormalidade e, se necessário, leva uma amostra do tecido celular para avaliação patogênica.
Doutor Wilson Toshihiko Nakagawa, Head de Endoscopia do A.C.Camargo

O autoexame das mamas não pode substituir a mamografia

Linha Fina

Entenda a relação entre essas duas formas de detectar o câncer de mama e quando elas devem ser feitas

Uma das dúvidas mais frequentes das mulheres relacionadas ao câncer de mama é sobre o autoexame. Afinal, ele pode ou não substituir a mamografia?

A resposta é não. Mas, o autoexame é um complemento à mamografia, que é capaz de detectar precocemente lesões muito pequenas ou pré-malignas, aumentando as chances de cura para cerca de 95%. 

Já o autoexame - ou autoconhecimento - é importante para que a mulher conheça a própria mama e possa identificar sinais de alerta fora do momento em que sua consulta estaria programada. 

Mulheres com menos de 40 anos não têm indicação de exames de mamografia de rotina, exceto se tiverem famílias com alto risco de tumores hereditários. Sendo assim, conhecer as mamas é fundamental e o médico poderá ser consultado em caso de dúvida.

Além disso, em casos de risco hereditário, apesar de raro, pode existir o chamado tumor de intervalo, ou seja, tumor que pode aparecer e crescer entre os intervalos de exames recomendado para a mulher. 

Como fazer o autoexame das mamas

Não é preciso método nem periodicidade estipulada para o autoexame.

A orientação é a mulher apalpar as mamas, incluindo as axilas, quando se sentir confortável, seja no banho ou durante uma troca de roupa, por exemplo.

Quando fazer a mamografia

A mamografia, como forma de rastreamento do câncer, é indicada anualmente para mulheres acima dos 40 anos, como recomendação da nossa Instituição e da Sociedade Brasileira de Mastologia. O Ministério da Saúde recomenda a cada dois anos entre os 50 e 69 anos. 

Abaixo dos 40 anos, a mamografia pode ser indicada para mulheres com suspeita de síndromes hereditárias ou para complementar o diagnóstico, em caso de nódulos palpáveis e se o médico determinar essa necessidade.  

Em caso de mamas muito densas, o médico poderá solicitar exames complementares, como o ultrassom. Em nossa Instituição, em caso de mama densa, faz parte do protocolo fazer o ultrassom complementar de rotina.
 

Confira dicas para tornar a mamografia menos desconfortável
  • Programe a sua mamografia: evite a semana que antecede a menstruação, pois, como a mama estará mais inchada, as dores podem ser maiores. Por isso, dê preferência para fazer o exame após o ciclo menstrual.
  • Pacientes com mamas muito sensíveis podem conversar com o médico: ele pode indicar um analgésico para tomar antes do exame para aliviar a dor.
  • Alguns alimentos podem tornar a mama mais sensível. Por isso, se você percebe que você tem maior sensibilidade nas mamas quando ingere café, chocolate, bebidas energéticas ou outros alimentos com cafeína, evite-os próximo da data do seu exame. 
  • Tente relaxar. Com uma postura tensa, os músculos do peitoral podem ficar contraídos e tornar o exame mais dolorido. Respire fundo e tente manter a postura ereta, com ombros e braços relaxados.
  • Fique de olho na sua posição. Qualquer movimentação pode interferir na captura da imagem e, se for necessário, o técnico pode pedir para repetir a mesma posição.
  • Prefira roupas com duas peças, como blusa com calça ou saia, pois é preciso ficar nua da cintura para cima, usando apenas o avental fornecido pela equipe de enfermagem.
     
O câncer de mama em números

88,5 mil novos casos de câncer de mama em 2020 no Brasil.

Para 2025, a expectativa é de 99,8 mil novos casos. Esse número salta para 130 mil em 2040.

1º câncer mais frequente em mulheres em todas as regiões brasileiras (sem considerar os tumores de pele não melanoma).

Independentemente da condição socioeconômica do país, a incidência desse câncer se configura entre as primeiras posições das neoplasias malignas femininas.

2,2 milhões de novos casos de câncer de mama no mundo.

Para 2040, a expectativa é de 3,19 milhões de novos casos.

Fonte: INCA e Global Cancer Observatory