Genômica, a ciência que faz diferença

Publicado em: 19/11/2019 - 16:11:58

 

Assista ao vídeo e entenda melhor como ela contribui para o combate ao câncer

A Genômica é uma prova que, ao longo dos anos, os avanços científicos não apenas proporcionaram um maior número de tratamentos contra o câncer, mas também uma maior personalização, que considera as peculiaridades de cada pessoa.  

No A.C.Camargo Cancer Center, cientistas e médicos dedicam-se a estudar os genes dos pacientes e de seus tumores para identificar alterações associadas ao câncer. Isso apoia o aconselhamento genético e o diagnóstico de síndromes que aumentam o risco de um tumor. 

Entre as doenças genéticas conhecidas que aumentam a chance de desenvolver câncer estão: Síndrome de Li-Fraumeni, Síndrome de Câncer de Mama e Ovário Hereditários, Síndrome de Lynch, Melanoma Familial, entre outras.

Para identificar essas doenças, a Instituição disponibiliza alguns testes genéticos:
•    Teste dos genes BRCA1 e BRCA2 – indicado para suspeita de Síndrome de Câncer de Mama e Ovário Hereditários 
•    Teste do gene TP53 (Síndrome de Li-Fraumeni) – indicado para suspeita de síndrome de predisposição a múltiplos tumores, casos de mama e sarcomas 
•    Teste dos genes de reparo (MLH1, MSH2, PMS2, MSH6) – suspeita de Síndrome de Câncer Colorretal e Endométrio Hereditários

Esses testes são indicados para pacientes com vários casos de câncer na mesma família ou com câncer em idade mais precoce que a usual, além de tumores múltiplos de origens diferentes. O mais importante é que as pessoas com suspeita de síndromes hereditárias passem por uma avaliação com um especialista em Oncogenética.


A Genômica na personalização do tratamento

Para o paciente em tratamento de câncer, identificar alterações genéticas associadas ao tumor é extremamente importante. Com essa informação em mãos, o oncologista clínico pode indicar o tratamento com as chamadas terapias-alvo, que agem em moléculas específicas do tumor, ou determinar a necessidade de um tratamento que seja ou não mais agressivo. 

É possível acompanhar a resposta ao tratamento com as chamadas biópsias líquidas, um exame realizado com fluidos do corpo, sem necessidade de se submeter a uma nova biópsia cirúrgica.

Com a biópsia líquida, o médico pode acompanhar a evolução da doença verificando a presença de algum fragmento do tumor – DNA, célula, entre outros – nos fluidos do corpo. O acompanhamento pode evitar medicamentos que o paciente desenvolveu resistência.

Veja este vídeo da série Ciência que faz Diferença e entenda melhor como funciona a Genômica no A.C.Camargo Cancer Center:

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