“Flurona”: um guia rápido para esclarecer as dúvidas sobre o tema

Publicado em: 06/01/2022 - 16:01:27
Linha Fina

Confira as principais questões sobre sintomas, formas de transmissão, vacinação e cuidados para o paciente oncológico

Nos últimos dias, o termo “flurona” ganhou destaque na imprensa. Para entender melhor o tema e esclarecer as dúvidas que podem surgir, confira esse guia rápido para saber como se proteger.

O que é flurona?

É a infecção simultânea pelos vírus influenza (causador da gripe) e SARS-CoV-2 (causador da covid-19). 

Quais são os sintomas?

Os sintomas de influenza e de covid-19 são semelhantes: febre, calafrios, dor de garganta, dor de cabeça, tosse, coriza, distúrbios olfativos ou distúrbios gustativos.

Como acontece a infecção?

Os dois vírus são transmitidos por gotículas de saliva e secreções respiratórias eliminadas quando tossimos, espirramos ou falamos.

Como saber se tenho flurona?

Só é possível saber se ocorreu a dupla contaminação ao fazer testes para os dois vírus, que são feitos de forma semelhante.

É importante esclarecer que quando são solicitados testes para doenças infecciosas não é incomum a ocorrência de exames positivos para mais de um agente, cabendo ao julgamento médico interpretar a relevância desses resultados.

A dupla contaminação é mais grave do que a apenas a influenza ou a covid-19?

Apresentar resultados positivos para os dois agentes não significa, necessariamente, que os dois vírus estejam causando danos ao organismo. É muito comum nessas situações que apenas um deles seja o protagonista.

Não há dados da literatura médica até o momento que indiquem que a dupla infecção seja mais grave, ou seja, resulte em maior risco de insuficiência respiratória. 

Acredita-se, também, na possibilidade de que esta dupla infecção ocorra com mais frequência do que o constatado, lembrando que durante a maior parte da pandemia as pessoas foram testadas unicamente para covid-19.

Como devo me proteger contra flurona?

O contato próximo entre pessoas sem o uso de máscaras ainda é a principal via de transmissão. Por isso, o uso de máscaras e a higienização das mãos são as medidas mais eficazes de prevenção. 

Evitar ambientes mal ventilados e tocar em superfícies que podem estar contaminadas com secreções também são formas de se proteger. 

Quais são as recomendações de cuidado para o paciente oncológico?

O paciente oncológico deve seguir à risca todas as recomendações de cuidados que são feitas para a população em geral, assim como sua família, por estar em contato com uma pessoa mais vulnerável à infecção e às formas graves destas doenças.

O que o paciente oncológico deve fazer ao notar os sintomas?

Ao identificar esses sintomas, o paciente deve acessar o nosso Pronto Atendimento Digital para fazer a triagem virtual, seguindo os parâmetros estabelecidos pela própria Instituição, pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde. Após a avaliação dos sintomas, o paciente saberá se é necessário procurar a emergência, evitando deslocamentos desnecessários.

Por que está acontecendo esse aumento repentino dos casos?

Apesar do termo flurona estar em alta neste momento, a infecção simultânea pelos vírus influenza e SARS-Cov-2 já vem ocorrendo ao longo da pandemia, com registro de 110 casos no Estado de São Paulo em 2021, segundo dados da Secretaria de Saúde. 

Mas, estamos vindo de um período em que houve redução do número de casos da covid-19 concomitante à chegada das confraternizações de fim de ano. Com isso,as pessoas reduziram o uso de máscaras, especialmente entre família, amigos e colegas de trabalho durante confraternizações. Por isso, é importante reforçar as medidas de segurança mais importantes: uso de máscaras, higienização das mãos e distanciamento social sempre que possível. 

Quais são as orientações em relação à vacinação contra covid-19 e influenza? 

A vacinação é a principal forma de evitar o surgimento de novas cepas e desenvolver a doença de forma grave.
Neste momento, está disponível a terceira dose da vacina contra a covid-19 para maiores de 18 anos que receberam a última dose há, pelo menos, quatro meses.

A quarta dose da vacina está disponível apenas para pessoas com alto grau de imunossupressão e é administrada quatro meses após a terceira dose. 

A vacinação contra influenza foi reiniciada para todas as pessoas a partir dos seis meses de idade. Todos que não receberam o imunizante em 2021 podem ser vacinados.

Há vacina para essa nova cepa de influenza?

A vacina contra a gripe que está sendo aplicada não é especifica para a cepa H3N2 Darwin, responsável por este surto atual, mas confere algum grau de proteção.  Por isso, é importante estar com a situação vacinal sempre atualizada de acordo com o calendário do Ministério da Saúde.

O que muda para as crianças em relação à vacinação? 

Em 5 de janeiro de 2022, o Ministério da Saúde incluiu crianças de 5 a 11 anos no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Ccovid-19. Porém, a data de início de aplicação ainda não foi definida. Já a vacinação contra influenza foi reiniciada para todas as faixas etárias, a partir dos seis meses de idade.

Como devem agir os pacientes oncológicos com sintomas gripais e que ainda estão em tratamento (com quimioterapia, radioterapia, imunoterapia, entre outros)?

O paciente não deve fazer nenhuma alteração no tratamento por conta própria, pois somente o seu médico poderá avaliar e orientar se será necessário interromper ou adiar o plano terapêutico.

É seguro ir ao A.C.Camargo neste momento de surto?

Para receber com segurança todos os pacientes e os profissionais da Instituição, foi criado o Atendimento Oncológico Protegido, que é um conjunto de processos para garantir que o paciente prossiga em segurança com seu tratamento em tempos de pandemia. 

Todas as práticas adotadas estão de acordo com as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde.

Por isso, estamos preparados para receber e cuidar de nossos pacientes com total segurança, excelência e agilidade.

Clique aqui e conheça as nossas principais medidas.
 

Fonte: Dra. Anna Paula Romero de Oliveira, médica infectologista do Serviço de Controle de Infecções Relacionadas à Saúde do A.C.Camargo.

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