Epidemiologia

Monkeypox: informações importantes para o paciente oncológico

Linha Fina

Entenda o impacto do vírus na vida de quem tem câncer

Os sintomas iniciais da Monkeypox assemelham-se a uma virose: febre, dores de cabeça e gânglios aumentados. O período de incubação do vírus (do contágio às primeiras manifestações clínicas) varia entre 5 a 21 dias. 

Apenas após o aparecimento de lesões na pele é que surge a suspeita de Monkeypox. Principalmente, se houve contato com uma pessoa com diagnóstico confirmado da doença. 


Monkeypox e câncer: o A.C.Camargo Cancer Center está preparado

Para a segurança do paciente atendido no A.C.Camargo, um fluxo de atendimento protegido para casos suspeitos e confirmados foi criado.

Na identificação dos sinais e sintomas, o caso será discutido com a nossa equipe de Infectologistas que se mantida a suspeita, exames específicos das lesões de pele serão coletados e enviados para o Instituto Adolfo Lutz para diagnóstico. 

Os pacientes suspeitos serão mantidos em isolamento para proteção da equipe e dos demais pacientes. No momento da alta hospitalar receberá orientações de isolamento domiciliar para minimizar a transmissão da doença na comunidade.

Contamos com a possibilidade de seguimento por telemedicina com a equipe especialista.


Monkeypox e câncer: entenda

As complicações da doença são raras, podendo aparecer mais comumente em pacientes oncológicos. O câncer em si – bem como algumas modalidades de tratamento oncológico – altera a imunidade da pessoa. Dessa forma, ela fica mais propensa a doenças infecciosas, como é o caso da monkeypox.

As complicações incluem infecção bacteriana das lesões de pele, pneumonia e até infecção em sistema nervoso central.

Dentre os grupos que têm maior vulnerabilidade e maior risco de complicações destacam-se:

•   Cânceres hematológicos
•   Tumores sólidos avançados 
•   Pacientes em esquemas mais intensos de quimioterapia


Desafios para o diagnóstico

Uma dificuldade para médicos e pacientes identificarem a Monkeypox é que seus sinais e sintomas são similares aos da sífilis e herpes – apresenta, ainda, abcessos que podem provocar um tempo maior de internação.

Outro desafio é que o vírus permanece até 21 dias incubado e 16 dias ativo.


Fonte: Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do A.C.Camargo

COVID longa e seus efeitos no paciente com câncer

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Entenda como eventuais sequelas tardias podem afetar pessoas em tratamento oncológico 

A COVID longa, também conhecida como síndrome pós-aguda da COVID-19, é relatada por muitas pessoas que foram infectadas pelo Novo Coronavírus, até mesmo algumas que estiveram assintomáticas durante a infecção.

Com os pacientes oncológicos, não é diferente: eles também são afetados, e os efeitos podem durar por tempo indeterminado.


A COVID longa no paciente com câncer

Pesquisas recentes revelaram que pacientes com câncer também são suscetíveis à COVID longa. 

Foi demonstrado em um estudo que 16% dos pacientes com câncer podem apresentar sequelas diversas pós-infecção de COVID-19, até mesmo no caso daqueles que apresentaram forma assintomática da doença.

Entre elas, cansaço persistente, complicações respiratórias e neurológicas.

Sequelas mais comuns:

•    Alterações da memória e do raciocínio
•    Cansaço
•    Fraqueza muscular
•    Falta de ar
•    Perda de paladar e olfato (temporária ou duradoura)
•    Agravamento de problemas de saúde que já existiam
•    Insônia 
•    Depressão 
•    Ansiedade
•    Dor de cabeça
•    Problemas de raciocínio e memória
•    Fibrose nos pulmões 
•    Fibrose nos rins

Se um paciente oncológico se identificar com as características acima, é importante que relate ao seu médico, especialista que pode avaliar o caso de forma personalizada. 

Fonte: Doutor Ivan França, Head de Infectologia do A.C.Camargo 

A varíola do macaco e o câncer

Linha Fina

Entenda o impacto do vírus monkeypox na vida do paciente oncológico

A varíola do macaco e o câncer: como esta doença poderia ter impacto na vida do paciente oncológico?

É uma questão que vem à cabeça graças a um caso confirmado – um homem de 41 anos, residente em São Paulo, que viajou para Portugal e Espanha e se encontra internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas.


A varíola do macaco e o câncer: o que você precisa saber

O câncer em si – bem como algumas modalidades de tratamento oncológico – altera a imunidade da pessoa. Assim, ela fica mais propensa a complicações por doenças infecciosas, como é o caso da varíola do macaco. 

As complicações dessa doença incluem superinfecção bacteriana das lesões da pele, pneumonia, sepse e encefalite.

Entre os grupos que têm mais vulnerabilidade em termos de imunidade baixa e apresentam um maior risco de complicações por doenças infecciosas, destacam-se:

•    Cânceres hematológicos
•    Tumores sólidos avançados 
•    Pacientes em esquemas mais intensos de quimioterapia

Os mesmos cuidados para evitar contrair a covid-19, como distanciamento social e uso de máscaras, auxiliam na prevenção.


Varíola do macaco: sinais e sintomas

Geralmente, o monkeypox virus se inicia com sinais não muito específicos, que lembram uma virose comum: febre, dores de cabeça e garganta e gânglios aumentados em até 15 dias após a pessoa contrair a varíola do macaco. 

Apenas com o aparecimento de lesões na pele, que são bolhas que formam feridas depois de se romperem, é que pode haver suspeita de diagnóstico de varíola do macaco.


Fonte: Doutora Anna Paula Romero de Oliveira, infectologista do A.C.Camargo

Webinar: O HPV e o câncer de colo do útero

O HPV e o câncer de colo do útero: segundo o INCA, o Brasil deve registrar cerca de 16 mil novos casos de câncer de colo do útero em 2022. Sua principal causa é a infecção persistente pelo Papilomavírus Humano (HPV), transmitido pelo contato sexual. Mesmo existindo algumas medidas simples que podem evitar a doença, a desinformação e as fake news impedem que muitas pessoas se previnam. 

Pensando nisso, preparamos uma live explicativa com a participação do Dr. Glauco Baiocchi, líder do Centro de Referência de Tumores Ginecológicos do A.C.Camargo, e o Dr. Ivan França, Head de Infectologia do A.C.Camargo, 

Falamos, entre outras coisas, um pouco mais sobre a importância da vacinação, exames para a detecção precoce e outras medidas preventivas.

Assista ao papo e saiba como isso funciona no A.C.Camargo:


+ Podcast A.C.Camargo
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Dengue em pacientes com câncer: um manual de prevenção

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Quais tipos de tumores exigem mais cuidados? Como evitar a contaminação? Quem pode tomar a vacina? Regras para utilizar o repelente? Como saber se tenho dengue? Descubra tudo a seguir 

A dengue em pacientes com câncer é uma questão que pede a atenção de todos, ainda mais para tumores hematológicos (leucemias, linfomas e mieloma múltiplo) e no fígado.

Há um perigo sobretudo se a dengue atingir sua forma mais grave, a hemorrágica. 

É que a dengue hemorrágica diminui as plaquetas de forma que o sangue passa a ter dificuldade de coagulação, então a doença causa muitos sangramentos – e risco de vida. 


Perigo para tumores hematológicos e no fígado 

No caso dos pacientes com um câncer hematológico ou hepático com alteração de função no fígado, já existe algum tipo de distúrbio de baixa de plaquetas ou anemia, por causa da doença crônica.

E a dengue pode agravar tudo isso, além de causar eventos hemorrágicos graves.

A dengue também pode acometer as células do fígado e provocar lesões hepáticas, algo mais perigoso para quem tem um câncer de fígado e uma disfunção do órgão do que para a população comum.


Dengue em pacientes com câncer: como prevenir

Primeiramente, sabendo que você vive em uma área endêmica, que abriga o Aedes aegypit, mosquito que espalha a dengue pela picada e que já se disseminou pelas regiões urbanas, redobre os cuidados para não favorecer sua multiplicação.

Como se defender: 

  • Não permitia água parada nos vasos de planta, pneus, no quintal e na piscina, por exemplo;
  • Use repelente: existem alguns comprovadamente eficazes contra o mosquito, compostos por ao menos 20% de icaridina;
  • O Aedes aegypit costuma circular mais durante o final da tarde, período do dia em que o paciente oncológico não pode se esquecer de repassar o repelente.

 

Como utilizar o repelente 

Os repelentes com icaridina são recomendados por comprovação de eficácia e proteção, porém, se o produto não for tolerado, também podem ser aplicados na pele aqueles à base de DEET, IR3535 e óleo de citronela.

Já os repelentes com vitamina B e óleo de alho não se mostraram eficazes para insetos e devem ser evitados.

Regras para a aplicação do repelente:

  • Durante o tratamento oncológico, a pele tende a ficar mais ressecada e o uso diário de hidratante é muito importante, pois ajuda no restauro da pele, evita pequenas fissuras e mantém o manto lipídico, evitando que o repelente cause irritações;
  • Cuidado para não passar o repelente na região dos olhos, mucosas e áreas com feridas;
  • O repelente deve ser aplicado sobre a roupa e não na pele que será coberta. Exemplo: se for colocar uma calça, vista essa peça de roupa e somente depois aplique o repelente sobre a calça. Nas áreas que não serão cobertas pelas roupas, basta aplicar o repelente sobre a pele descoberta;
  • O aparecimento de uma alergia causada pelo uso de repelente é raro, mas pode acontecer. Ao sinal de prurido (coceira) e urticária (placas vermelhas pelo corpo), suspenda o uso do repelente e fale com o seu médico. 

 

Vacina para a dengue? Quem pode tomar?

Para começar, saiba que só uma pessoa que já teve dengue pode tomar a vacina contra a dengue, seja ela paciente oncológico ou não. 
A vacina da dengue contém o vírus vivo atenuado, então ela é contraindicada para pessoas com qualquer tipo de imunossupressão, caso dos pacientes oncológicos com doença ativa – por exemplo, em tratamento de quimioterapia ou radioterapia.

Essas pessoas só podem tomar a vacina contra a dengue em pelo menos seis meses após o tratamento de controle do câncer. 

Se esse é o seu caso, ainda assim, não deixe de consultar seu médico antes de tomar a vacina.


Como saber se tenho dengue?

Um dos sinais mais comuns é a febre, acompanhada de dores de cabeça, no corpo e nas articulações.

A dor de cabeça costuma aparecer na região atrás dos olhos, mas pode ocorrer de outras maneiras, a depender do paciente. O surgimento de lesões avermelhadas na pele com descamação residual pode acontecer em alguns casos.

Não há como prevenir ou tratar as manifestações cutâneas, que tendem a regredir com a resolução da doença.

Também podem haver manifestações hemorrágicas discretas como pontos avermelhados, sangramento nasal e gengival. Se isso acontecer, vá ao serviço médico para uma reavaliação.


Fontes: Doutora Anna Claudia Turdo, infectologista do A.C.Camargo + Doutor Marco Antonio de Oliveira, dermatologista do A.C.Camargo
 

HPV: vacina previne vários tipos de câncer

Linha Fina

No Dia Internacional de Conscientização sobre o HPV (4/3), saiba como a imunização contra o papilomavírus humano pode evitar o desenvolvimento de tumores de colo do útero, vagina e pênis, entre outros – e como o desconhecimento e as fake news impedem que vidas sejam salvas

O HPV, também conhecido como papilomavírus humano, é uma doença sexualmente transmissível (DST).

Esse vírus pode ser transmitido por relações sem proteção e infectar pele ou mucosas.

A boa notícia é que há uma vacina para inibir o HPV, mas o problema é que existe muito desconhecimento e preconceito sobre essa imunização.

Embora haja consolidados programas nacionais de imunização em boa parte do Brasil e da América Latina, eles seguem sendo pouco utilizados. 

É que, para conseguir uma melhor proteção, a vacina deve ser aplicada cedo.

Se isso não é feito, há um terreno fértil para a infecção por HPV, que pode desencadear, em casos extremos, vários tipos de câncer. 


HPV e os tipos de câncer relacionados

A infecção pelo HPV é comum, mas regride espontaneamente na maioria das vezes. 

Quando a infecção persiste e é causada por um tipo viral oncogênico, ocasionalmente acontecem lesões precursoras. Estas, se não identificadas e tratadas, podem evoluir para um câncer. 

Ocorre principalmente no colo do útero, mas também na vagina, vulva, ânus, pênis e orofaringe.


Por que vacinar tão cedo?

Em 2014, o Ministério da Saúde implantou no SUS a vacinação gratuita tetravalente contra o HPV em meninas entre 9 e 13 anos. Na época, a recomendação era de três doses.

Tal faixa etária foi eleita por ser a que apresenta maior benefício pela grande produção de anticorpos e por ter sido menos exposta ao vírus por meio de relações sexuais.

Em 2017, o esquema vacinal do SUS foi ampliado para meninos de 11 a 14 anos, e as garotas de 14 anos também foram incluídas – passaram a ser recomendadas duas doses com intervalo de seis meses. Mulheres e homens com imunossupressão até 26 anos de idade também foram incluídos. Em março de 2021, o Ministério da Saúde ampliou esta proteção para mulheres imunossuprimidas até os 45 anos. No setor privado, a vacina já está disponível para mulheres de 9 a 45 anos e homens de 9 a 26 anos, independentemente de ser ou não imunodeprimido.

A dificuldade de alcançar crianças e adolescentes, que já não vão aos postos de saúde regularmente, como faziam na primeira infância, está longe de ser o maior problema para combater o HPV. 

 

Barreiras: desconhecimento e fake news

Vários são os obstáculos para a adesão à vacinação contra o HPV, mas dois são os principais:

  • Desconhecimento: se trata de uma vacina que previne alguns tipos de câncer, mas as pessoas não sabem;
  • Fake news: além de alguns grupos relacionarem vacinas a eventos adversos muitas vezes de forma errônea, há aqueles que associam a vacinação contra o HPV como estímulo ao início precoce da atividade sexual, algo que não é verdade.

É importante desmistificar esses conceitos equivocados e ratificar que a criança deve ser imunizada contra o HPV da mesma forma que ocorre com outras vacinas. Essa imunização é segura e deve ser realizada idealmente antes do início da atividade sexual, pois ainda não ocorreu a exposição ao HPV e se garante uma maior resposta protetora da vacina.

Se tiver outras dúvidas sobre o tema, clique aqui ou ouça o podcast abaixo, que foi dividido em duas partes.

Parte 1:

Parte 2:


Fonte: Doutora Andréa Gadêlha, oncologista clínica e vice-líder do Centro de Referência em Tumores Ginecológicos do A.C.Camargo

Passaporte da Vacina: comunicado importante para visitantes, acompanhantes e cuidadores de nossos pacientes

Passaporte da Vacina: nós, do A.C.Camargo Cancer Center, em busca de oferecer ambientes mais seguros dentro das nossas unidades, passamos a pedir a apresentação da comprovação da situação vacinal dos acompanhantes, cuidadores e visitantes, para permitirmos suas permanências dentro das nossas dependências.

Por sermos um centro de excelência em oncologia e convivermos com pacientes fragilizados, precisamos seguir vigilantes e aumentarmos a segurança. 

Cientes das melhores práticas e, em convergência com os melhores centros oncológicos do mundo, compreendemos que essas medidas ajudam a mitigar situações adversas e que possam oferecer riscos aos pacientes oncológicos.

Quando vier até uma de nossas unidades, lembre-se de trazer o seu comprovante vacinal. 

Serão aceitos os comprovantes impressos ou via aplicativos oficiais.

Como obter os seus registros vacinais

O Certificado Nacional de Vacinação covid-19 é um documento que comprova a vacinação do cidadão contra a covid-19. 

O Ministério da Saúde disponibiliza, por meio do Conecte SUS Cidadão, a possibilidade de visualizar, salvar e imprimir o seu certificado. 

Também é possível utilizar o aplicativo e-saúdeSP, disponibilizado pela prefeitura de São Paulo.


Passaporte da Vacina: confira o passo a passo

1. Acesse a loja de compras do seu celular e digite no campo de busca: e-saúdeSP ou Conecte SUS. Ambos são gratuitos.

2. Baixe um dos dois aplicativos, aceite os termos de uso e faça um cadastro com o número de seu CPF, data de nascimento, nome completo, e-mail, telefone com DDD e, depois, crie uma senha.

3. Após realizar o login, é possível acessar o Passaporte da Vacina.

Para baixar o Conecte SUS na Play Store, clique aqui.

Para baixar o Conecte SUS na Apple Store, clique aqui.

Para baixar o e-saúdeSP na Play Store, clique aqui.

Para baixar o e-saúdeSP na Apple Store, clique aqui.


Mais conteúdos do A.C.Camargo:

Atenção: para vir ao A.C.Camargo como acompanhante ou visitante, você deve mostrar os comprovantes da vacinação impressos ou via aplicativos oficiais.

Quarta dose para pacientes com câncer: informações importantes sobre a vacina contra a covid-19

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Tire suas dúvidas sobre o processo de imunização para quem está em tratamento oncológico

Quarta dose para pacientes com câncer: é hora de comunicar à população a importância de as pessoas se vacinarem contra a covid-19 pela quarta vez, sobretudo quem está em um tratamento oncológico no A.C.Camargo.

Confira a seguir os pontos mais relevantes sobre a vacina.


Já tomei a terceira dose da vacina contra a covid-19. Quando poderei tomar a quarta dose?

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) indica que as pessoas tomem a quarta dose da vacina contra a covid-19 quatro meses após a terceira dose, ou seja, cerca de 120 dias depois.


A quarta dose para pacientes com câncer pode ser de qualquer marca? Ou a vacina tem de ser de uma marca diferente das que eu já tomei?

Para adultos, para esta quarta dose, são oferecidas as vacinas da Pfizer, AstraZeneca ou CoronaVac
Preferencialmente, será aplicada uma vacina diferente da que o paciente recebeu nas duas primeiras doses.  

No caso de adolescentes imunocomprometidos, apenas a da Pfizer é oferecida.


O que pode acontecer se uma pessoa com câncer não tomar a quarta dose da vacina?

Nunca é demais enfatizar que, para o paciente em tratamento de um câncer, a quarta dose é fundamental, uma vez que, nesta população, o quadro de covid-19 pode apresentar sintomas mais graves.

E, mesmo em casos pouco sintomáticos, o tratamento oncológico precisa ser interrompido por 21 dias, então não deixe de se vacinar.


Pessoas com alto grau de imunossupressão: há recomendações especiais para a quarta dose? 

A lógica é mesma que já foi mencionada acima. Lembrando que são consideradas pessoas com alto grau de imunossupressão aquelas que:

•    Estão fazendo quimioterapia
•    Passaram por transplante de órgão sólido ou de células tronco hematopoiéticas (TCTH) e estão em uso de drogas imunossupressoras
•    Usam corticoides em doses ≥20 mg/dia de prednisona, ou equivalente, por ≥14 dias
•    Tomam medicamentos que modificam a resposta imune
•    Têm imunodeficiência primária grave
•    Estão em terapia renal substitutiva (hemodiálise)
•    Sofrem com doenças intestinais inflamatórias
•    Têm doenças imunomediadas inflamatórias crônicas
•    Vivem com HIV/Aids

Para saber mais sobre a quarta dose, confira aqui o comunicado oficial da prefeitura de São Paulo.

Fonte: Doutor Ivan França, infectologista do A.C.Camargo 

Aumento de casos de Covid-19 e Influenza não é justificativa para pacientes oncológicos interromperem o tratamento

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Atendimento Oncológico Protegido garante a segurança de pacientes que precisam seguir com acompanhamento médico, sessões de quimioterapia, radioterapia e/ou cirurgias 

A pandemia do novo coronavírus causou um efeito perigoso para pacientes com doenças graves, como o câncer. Há fortes indícios de que pacientes com suspeita ou em tratamento estejam postergando a ida aos hospitais, preocupados com a contaminação. E esse cenário volta a preocupar, com o aumento dos casos por conta da variante ômicron, o surto de influenza e o risco de contaminação dupla, a chamada “flurona”. 

Muitos tumores têm comportamento agressivo e adiar o plano terapêutico pode significar a redução do sucesso do tratamento. Há também tumores que apresentam crescimento lento que, a depender do estágio da doença, das condições do paciente e do momento da pandemia, podem ser postergados sem prejuízo. Somente o médico pode avaliar e recomendar a cada paciente o que fazer, dentro da segurança desejada em cada caso. 

O sucesso do tratamento oncológico está atrelado ao diagnóstico e tratamento precoce. Tratar o câncer até 30 dias do início dos sintomas ou do diagnóstico é um dos fatores que aumenta a chance de cura. Em todos os países do mundo os cancer centers tentam ser ágeis nestas primeiras fases de diagnóstico e estadiamento para permitir o início do tratamento em até 30 dias. 

O A.C.Camargo Cancer Center adotou o Atendimento Oncológico Protegido e está preparado para atender os pacientes oncológicos, sendo eles com resultados positivos para Covid-19 ou não, seguindo os parâmetros estabelecidos pela própria Instituição, pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde. Além de monitorar a temperatura através de totens e fornecer máscara cirúrgica na entrada, a instituição disponibiliza uma entrada separada no pronto atendimento para sintomas gripais, realiza uma triagem virtual para que os pacientes oncológicos com sintomas de Covid-19 se desloquem até a Unidade apenas se realmente houver necessidade e testa todos os pacientes e a equipe antes de realizar cirurgias.

Estas medidas foram tomadas porque os pacientes oncológicos em tratamento constituem grupo de risco para Covid-19, apresentando mais complicações. Além disso, mantém uma segregação completa entre os pacientes Covid-19 e demais pacientes. E, atualmente, a taxa de ocupação das unidades de internação, destinadas aos pacientes com câncer, se mantém estável, resguardando o cuidado ao paciente oncológico e suas especificidades. 

Tecnologia para salvar vidas 

Com o objetivo de ajudar no combate ao novo coronavírus, o A.C.Camargo Cancer Center firmou uma parceria com a startup de inteligência artificial LAURA para oferecer aos seus pacientes oncológicos um serviço de triagem virtual que esclarece dúvidas sobre os sintomas correspondentes à Covid-19 e indica se é necessário o deslocamento até a Unidade. 

O paciente oncológico está muito mais vulnerável e conseguir acompanhar a evolução dele em casa faz muita diferença. Com essa ferramenta, é possível proteger os pacientes com sintomas leves em isolamento domiciliar e preservar a capacidade de atendimento em pronto atendimento para os casos mais graves. 

Como funciona  

Ao acessar a assistente virtual o paciente responde uma série de perguntas. Depois que a inteligência artificial analisa as informações, se o caso não for considerado crítico, o paciente recebe orientações de prevenção e acompanhamento. Se os sintomas forem de gravidade, o paciente recebe um alerta automático para comparecer à Unidade e depois, ao confirmar sua ida, imediatamente, aparece a informação na plataforma de previsão de demanda do A.C.Camargo Cancer Center. Além disso, caso o paciente não compareça à Instituição no prazo de seis horas, a equipe entra em contato para dar suporte, assim como nos casos em que o paciente recebe o alerta, mas não confirma o comparecimento à emergência. 

Os pacientes que comparecem à Emergência Oncológica do A.C.Camargo Cancer Center e são considerados menos graves recebem a recomendação para cumprirem o isolamento social com monitoramento remoto da progressão dos sintomas pelo P.A. 

Consultas de retorno via telemedicina 

As consultas via telemedicina já estão disponíveis no A.C.Camargo e são recomendadas quando não há necessidade de uma avaliação clínica presencial no paciente. Consultas de retorno podem ser realizadas de casa, usando o celular ou computador. Assim, evita-se o deslocamento e a exposição desnecessária. Caso o médico precise checar algum exame, o envio pode ser realizado através do aplicativo da telemedicina. 

 

Fonte: Dra. Raquel Marcondes Bussolotti, Diretora Técnica e de Operações do A.C.Camargo Cancer Center

Vacinação contra covid-19 para crianças

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Confira um guia rápido sobre o tema com as principais perguntas e respostas

No início de 2022, o Ministério da Saúde anunciou a inclusão de crianças da faixa etária de 5 a 11 anos no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO). Estima-se que esse público seja de 20 milhões de crianças.

Confira abaixo as principais perguntas e respostas para a vacinação de crianças contra a covid-19.

1. Todas as crianças podem tomar a vacina?

Sim, todas podem. A vacina da Pfizer usa uma parte de RNA sintético, feito em laboratório. Não usa o vírus inteiro. Por isso, é segura para qualquer tipo de criança, seja com a imunidade baixa, com outras doenças inflamatórias, crônicas, entre outras.

Por questão de segurança e indicação, a prioridade são as crianças com algum tipo de doença e imunidade comprometida, pois elas têm um grande risco de contrair a forma grave da covid-19 e a vacina ajuda a reduzir muito esse risco.

2. Pacientes pediátricos oncológicos em tratamento com quimioterapia e radioterapia também podem tomar a vacina?

Sim. Mesmo para a criança em tratamento oncológico (imunossuprimida), que tenha doença ativa ou não, a vacina é indicada. É recomendado que os responsáveis pela criança conversem com o oncologista para saber o melhor momento da vacinação, para que a resposta imunológica proporcionada pela vacina seja a melhor possível. 

Crianças com o sistema imune muito debilitado, por exemplo, podem não aproveitar todo o potencial de imunização da vacina. Também vem sendo avaliado doses de reforço para essa população, devido à chance de falha de imunização com esquema convencional pela menor produção de anticorpos.

3. A vacina contra a covid-19 oferece algum risco para as crianças?

Não. A vacina que será aplicada nas as crianças é a da Pfizer, uma vacina muito segura e eficaz na população em geral e também para as crianças. Estudos iniciais com mais de 4.500 crianças não relataram efeitos colaterais graves. 

4. Quando não é recomendado que as crianças tomem a vacina?

A única contraindicação seria se a criança tiver uma reação alérgica muito grave na primeira dose, como um choque anafilático, por exemplo. Nesse caso, seria contraindicada a segunda dose.

5. Quais são os possíveis efeitos colaterais?

Dor e vermelhidão no local da aplicação, febre e dor no corpo. Geralmente, duram até 48h após aplicação. Se os efeitos colaterais passarem de 72h, é importante procurar o atendimento pediátrico.

6. A vacina é a mesma do adulto? 

O tipo de vacina é o mesmo, mas foi feita uma dosagem mais adequada para faixa etária do público infantil, com menos RNA na composição. 

7. Porque vacinar crianças se tivemos menos casos em comparação com a população adulta?

Mesmo que o número em crianças contaminadas seja menor, existem casos de crianças que adquiriram a forma grave da doença e de morte. Além de proteger a saúde dos pequenos, a vacinação em massa ajuda a parar a circulação do vírus, pois quanto maior o número de pessoas vacinadas, mais barreiras contra a circulação viral teremos. Também é uma proteção indireta para familiares considerados como grupo de risco.

8. Quantas doses as crianças vão tomar?

Inicialmente, serão duas doses, com intervalo mínimo de 21 dias.

9. Como a vacinação pode ajudar o paciente pediátrico oncológico?

Estudos indicam que uma pessoa imunizada tem menor tempo de transmissibilidade do vírus e menor carga viral. Dessa forma, reduz a capacidade de infectar o próximo, sobretudo um paciente em terapia oncológica que não pode receber o imunizante.

Mesmo as infecções se mostrando menos letais do que na faixa etária dos adultos, foram registrados mais de 300 óbitos com idade pediátrica no Brasil. Com a vacinação para crianças a partir de 5 anos de idade, essa taxa de letalidade deve reduzir, sobretudo nos indivíduos imunossuprimidos que são os mais vulneráveis. 

Paciente imunizado tende a ter menor tempo de duração dos sintomas e maior chance de permanecer assintomático durante a infecção. Com isso, é possível reduzir tanto os atrasos nos tratamentos quanto a alteração de protocolos terapêuticos.

10. Os efeitos colaterais da vacina podem ser diferentes no paciente oncológico?

Até o momento, não existe evidência de maior ocorrência ou maior intensidade dos efeitos colaterais dentre os relatados para paciente oncológico pediátrico.

11. Existe algum cuidado especial que deve ser tomado?

É importante seguir a programação das segundas doses ou de reforço, se houver, além de manter o uso de máscara, higienização das mãos e evitar aglomerações.

 

Fontes:
Dra. Anna Claudia Turdo, infectologista do A.C.Camargo Cancer Center
Dr. Carlos Eduardo Ramos Fernandes, pediatra do A.C.Camargo Cancer Center