Tumores renais: a excelência em pesquisa no A.C.Camargo Cancer Center

Publicado em: 17/06/2020 - 19:06:24
Pesquisa
Tratamento
Cirurgia robótica
tumores urológicos

Conheça o trabalho desenvolvido pelo corpo clínico

O A.C.Camargo Cancer Center tem um papel de relevância e liderança no âmbito da pesquisa sobre tumores renais. 

“Somos o centro que mais produz literatura científica sobre câncer renal na América Latina, o que mais publica, uma tradição estabelecida nos últimos dez anos”, analisa o Dr. Walter Henriques da Costa, urologista do Centro de Referência em Tumores Urológicos do A.C.Camargo.

Algo que comprova essa expertise é a atuação do Dr. Walter, juntamente com o Dr. Stênio Zequi, em um artigo publicado no Journal of Cancer Research and Clinical Oncology, intitulado Advanced Renal Cell Carcinoma (RCC) Management: an Expert Panel Recommendation from the Latin American Cooperative Group (LACOG) and the Latin American Renal Cancer Group (LARCG) – em tradução livre, Manejo Avançado do Carcinoma de Células Renais: uma Recomendação do Painel de Especialistas do Grupo Latino-Americano de Cooperação (LACOG) e do Grupo Latino-Americano de Câncer Renal (LARCG).

Eles se reuniram com os demais membros desses dois grandes grupos, que envolvem oncologistas clínicos e urologistas dos mais relevantes centros envolvidos no tratamento do câncer renal na América Latina e na Espanha, e estabeleceram um guia de orientação para o tratamento da doença em todos os seus estágios, aplicando práticas terapêuticas que devem ser padronizadas nesses países.

Para tumores pequenos e localizados, do ponto de vista cirúrgico, consolidaram-se as técnicas minimamente invasivas, que ajudam a preservar o órgão, principalmente a cirurgia robótica. “Há casos em que é possível se realizar uma nefrectomia parcial, removendo apenas o tumor, e não o rim todo. Isso traz uma grande vantagem ao paciente, que é a preservação da função renal a longo prazo”, explica o Dr. Walter. 

“Já para o câncer renal metastático e avançado, existe uma série de medicações sistêmicas que têm mostrado bons resultados, como esquemas associando imunoterápicos”, acrescenta.

O Dr. Walter lembra que os médicos do A.C.Camargo, juntamente com os membros do LARCG, lideram uma série de estudos no sentido de tentar identificar marcadores prognósticos, ou seja, características tumorais que ajudam a discernir quais são os tumores mais ou menos agressivos. Um exemplo importante foi a pesquisa liderada por ele e publicada em 2019 na relevante revista científica Urologic Oncology.

“Em pacientes metastáticos, analisamos dois marcadores teciduais prognósticos e conseguimos mostrar que, a depender do padrão de expressão dos marcadores, é possível identificar pacientes que responderão melhor à determinada medicação sistêmica”, conta o médico.

Para conferir o artigo (em inglês) que estabelece os padrões de tratamento renal, clique aqui

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