A reabilitação de pacientes com câncer de mama

Publicado em: 30/10/2019 - 16:10:35


Dra. Fabiana Makdissi explica as diferentes formas de reabilitação para as mulheres com este tipo de tumor


Todo paciente com câncer passa pela reabilitação. As pacientes com câncer de mama, em especial,  passam por diversas etapas reabilitadoras, entre elas a física, social e emocional. 
 
“Na maioria das vezes, a cirurgia é indicada como parte importante do tratamento, e operar significa modificar tecidos. Por isso, a reabilitação é tão necessária”, explica Dra. Fabiana Makdissi, head do Centro de Referência de Tumores da Mama do A.C.Camargo Cancer Center.

 
As fases da reabilitação

Antes da cirurgia
Sempre que for possível, é preciso pensar na reabilitação antes do início do tratamento. “Hoje, já faz parte do nosso protocolo encaminhar para a fisioterapia antes do procedimento a paciente que vai fazer pesquisa de linfonodo sentinela ou esvaziamento axilar. Essa primeira consulta e orientação antes da cirurgia é importante para que ela passe de forma mais suave pelo processo de aprendizado de como é viver com este novo corpo”, conta Dra. Fabiana. 
 
Reabilitação física
A fisioterapia é muito importante para que a paciente aprenda como se comportará o corpo após a cirurgia, quais são as limitações e como superá-las. A cirurgia reparadora também é uma forma de recuperação física e, se recomendada, pode ser feita imediatamente após a mastetomia. A atividade física não pode ser esquecida: a terapia por exercício específico de fortalecimento, mobilização e alongamento, sempre que recomendada, é importante para restaurar a função da região afetada.
 
Reabilitação emocional
Resgatar a confiança e a autoestima das mulheres que passam por cirurgia de retirada da mama é fundamental. Não só a cirurgia reparadora, mas acompanhamento com psicólogo ou psiquiatra pode fazer toda a diferença no processo de recuperação. Com uma autoestima elevada, a mulher tem mais disposição para concluir o tratamento e a reabilitação até o processo de cura.
 
Reabilitação social
A dor pode interferir nas atividades cotidianas e sociais da paciente. Por isso, é preciso não subestimá-la e tratá-la adequadamente. O manejo correto para aliviar as dores, aliado à recuperação das funções físicas por meio da fisioterapia, são essenciais para que a paciente retome suas atividades rotineiras. “A prática da reabilitação nos mostra que o papel do médico ou de qualquer especialista não termina quando a doença é vencida, mas quando a paciente aprende a viver da melhor forma possível o seu dia a dia com seu novo corpo”, finaliza Dra. Fabiana.

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