Menos casos e maior sobrevida: a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de pulmão | A.C.Camargo Cancer Center Pular para o conteúdo principal
 
Publicado em:
 

Menos casos e maior sobrevida: a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de pulmão

Publicado em

Apesar da previsão de mais de 26 mil novos casos em 2016, no Brasil, o câncer de pulmão é uma doença potencialmente evitável. O seu desenvolvimento, em cerca de 90% dos casos, está relacionado ao consumo de tabaco – em todas as suas formas, inclusive narguilé, charuto, cachimbo, entre outros. Eliminar ou evitar esse hábito é fundamental para a prevenção de tumores pulmonares, que, segundo o INCA, é o tipo com maior taxa de mortalidade no Brasil.

Em levantamento realizado pelo A.C.Camargo Cancer Center, cerca de 80% dos mais de 1.000 pacientes diagnosticados com câncer de pulmão, a partir dos anos 2000, são ou foram fumantes por muitos anos. "São números que reforçam o tabagismo como o principal fator de risco para o desenvolvimento dessa doença", ressalta Dr. Jefferson Gross, cirurgião oncológico e diretor do Núcleo de Pulmão e Tórax do A.C.Camargo.

Se a prevenção pode diminuir o número de casos, o diagnóstico precoce pode resultar em um tratamento mais eficiente: as chances de sobrevida após cinco anos nesses casos podem ser de mais de 70%. No entanto, apenas um entre quatro casos costuma ser descoberto em fase inicial, e mais da metade dos pacientes são diagnosticados já com metástase (quando o tumor atinge outros órgãos), quando a porcentagem de sucesso do tratamento diminui consideravelmente. Para a detecção precoce da doença, a tomografia é o principal exame de rastreamento.

Não existem manifestações clínicas específicas do câncer de pulmão. Os sintomas costumam ser semelhantes a reações comuns ao ato de fumar, como tosse, pigarro e secreção, caracterizando-se como o principal motivo da detecção tardia da doença. "O fumante está acostumado a lidar com esses sintomas e não se atenta ao possível surgimento de um tumor", analisa Dr. Jefferson. Por isso, recomenda-se a consulta com um especialista anualmente a partir dos 55 anos, caso seja tabagista ou tenha parado de fumar há menos de 15 anos.

Queda da prevalência do tabagismo e outros fatores
Com a proibição da propaganda do cigarro e as campanhas de conscientização sobre seus males, o índice de fumantes no Brasil caiu para cerca de 15% da população – menos da metade em relação há duas décadas, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Esse avanço, porém, deve ser acompanhado por um aviso: o tabagismo não é o único fator de risco para o câncer de pulmão. A poluição atmosférica é outro ponto de alerta, principalmente as de fábricas industriais e agrícolas e dos gases emitidos por veículos automotivos.

Dr. Jefferson Luiz Gross - CRM 68099
Diretor do Núcleo de Pulmão e Tórax
Especialista em Cirurgia Torácica - RQE nº 3502

Quer agendar uma consulta? Fale pelo WhatsApp

WhatsApp

Você também pode se interessar por

Exame de tireoide
Novos exames de imagem multiparamétrica para avaliação de…
Novos exames de imagem multiparamétrica para avaliação de nódulos de tireoide A avaliação dos nódulos de tireoide ganhou...
Diagnóstico, Prevenção
Ilustração de um computador e um smartphone
Telemedicina: mais segurança e conforto para os pacientes…
Pensando na segurança e no conforto dos nossos pacientes em tempos de Covid-19, lançamos a plataforma de Telemedicina do...
Diagnóstico, Prevenção
Mulher utilizando um cigarro eletrônico
Saiba tudo sobre câncer de pulmão com nosso e-book gratuito
No mundo, o câncer de pulmão está entre os principais em incidência, ocupando a primeira posição entre os homens e a...
Diagnóstico, Prevenção