Diagnóstico

Dia Nacional da Saúde (5/8): A urgência que o câncer nos impõe

Linha Fina

Fora o impacto na qualidade e na expectativa de vida das pessoas, o câncer atinge todas as classes sociais e afeta fortemente a economia. Avançamos no tratamento, mas pouco evoluímos na prevenção e no cuidado com os sobreviventes

Artigo assinado pelo Doutor Victor Piana de Andrade, Diretor Geral do A.C.Camargo, e publicado originalmente na revista Veja


Cientistas da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), baseados em Lyon, na França, estimam um aumento de 100% de novos casos por ano no mundo entre 2020 e 2070 – de 17 milhões para 34 milhões ao ano. 

Quanto menor o índice de desenvolvimento humano do país, mais graves tendem a ser os casos.

Atribuímos essa tendência ao envelhecimento das populações e aos já conhecidos fatores de risco, como obesidade, sedentarismo, dieta desequilibrada, fumo, álcool, excesso de sol, infecções etc. Devo ressaltar que a adoção de hábitos saudáveis e a vacinação podem evitar até 40% dessa tragédia.

Nossa população envelhece em alta velocidade: levamos só 21 anos para elevar de 7 para 14% o percentual de pessoas acima de 65 anos no Brasil. 

A obesidade cresce na mesma potência. Em contrapartida, a vacinação para o HPV, ligado a tumores como os de colo de útero, e o rastreamento de diversos tipos de câncer não avançam. 

Esse é o cenário que fará o Brasil provavelmente mais do que dobrar a incidência atual de 625 mil casos por ano até 2070. O câncer colorretal é o exemplo mais dramático. Associado ao excesso de peso, à alimentação não balanceada e ao sedentarismo, deve se expandir 200%. 

Há muita desigualdade entre as cinco regiões do país quanto aos tipos e ao estadiamento dos tumores diagnosticados. As ações, portanto, precisam ser personalizadas. Informação, políticas públicas e protocolos adaptados a cada região, assim como a capacitação técnica dos profissionais e o foco em tecnologias custo-efetivas de rastreamento e tratamento, salvariam muitas vidas se somados aos planejamentos e aos recursos do Estado e das empresas privadas. 

Essas vidas salvas, se reabilitadas física e mentalmente, continuariam produtivas para a sociedade, em vez de reduzir a massa de trabalhadores ativos.

O câncer mata todos os anos mais do que a pandemia de Covid-19. A economia brasileira perdeu 4,6 bilhões de dólares em 2012 como efeito direto das mortes precoces pelo câncer. Mas o que vem pela frente pode inviabilizar o sistema de saúde e a previdência social. Como na Covid-19, precisamos nos unir contra o inimigo.

Pelo bem da nossa sociedade, é fundamental definirmos onde e como investir tempo e recursos: prevenção, detecção precoce, tratamento custo-efetivo e reabilitação dos sobreviventes. E identificarmos as áreas carentes de infraestrutura e profissionais a fim de melhorar a assistência e evitar redundâncias injustificadas pelos dados epidemiológicos.

Está em nossas mãos criar um novo ecossistema público-privado e estabelecer uma agenda responsável pelo antes, o durante e o depois do câncer. O tempo urge, e conhecimento não nos falta. Os pacientes e a sociedade como um todo agradecem. Nossa consciência e atitude podem evitar a tragédia anunciada.


Para saber mais sobre o tema, assista à entrevista do Doutor Victor Piana para o podacast Rádio Cancer Center: 

 

Doutor Victor, branco, de terno
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Atribuímos à tendência ao envelhecimento das populações e aos fatores de risco como obesidade, sedentarismo, dieta desequilibrada, fumo, álcool, excesso de sol etc. Mas a adoção de hábitos saudáveis e a vacinação podem evitar até 40% dessa tragédia.
Doutor Victor Piana de Andrade, Diretor Geral do A.C.Camargo

Navegar é preciso

Artigo assinado pelo Doutor Victor Piana de Andrade, Diretor Geral do A.C.Camargo, e publicado originalmente na revista Veja

Imagine você descobrir que amanhã, se quiser viver, terá que cruzar o Atlântico em um barco. E não tem como adiar. Você não se sente capacitado, mas não tem escolha. Não sabe por onde começar, nem mesmo tem tempo de pensar. Como fica seu trabalho? Seus filhos? Seus outros planos? Um paciente recém-diagnosticado com câncer se sente assim: perdido, desorientado, cheio de incertezas, sem saída.

Cruzar o Atlântico amanhã sem experiência e com segurança vai requerer que você seja um tripulante em meio a uma equipe experiente, que já fez essa viagem muitas vezes, conhece as melhores rotas e os perigos, sabe bem a hora de içar velas e quando recolhê-las para esperar a tempestade passar… 

Claro, você terá responsabilidades a bordo, mas com orientações contínuas. Parece melhor agora?  Ah sim! Já ia me esquecendo... A viagem será paga por você e, portanto, não podemos exagerar no tamanho do barco, nem no número de tripulantes, somente o necessário e adequado para otimizar a segurança e a chance de sucesso.  

Cuidar do câncer e de várias outras doenças complexas é assim. Requer um time de especialistas com vivências, organização, planos claros e bem comunicado. Quando o paciente chega aterrorizado, nós explicamos, apresentamos o plano, transmitimos segurança, esclarecemos os riscos, lembramos dos inúmeros sucessos. E convidamos o paciente a se integrar na equipe.

Sim, agora o “Dr. Você” é parte importante da equipe. “Dr. Você” precisa dizer tudo que sabe ao grupo, alertar sobre sinais e sintomas, estar atento aos eventos adversos, zelar pela sua segurança e de todos no barco, expor as suas preocupações. Nenhuma decisão é tomada sem o “Dr. Você” participar. 

Há espaço inclusive para adequar a velocidade, o trajeto e suas preferências.  Nada sobre você acontece sem você – afinal, a travessia do oceano só se justifica porque você precisa chegar lá.

A oncologia cresce em complexidade a cada dia: mais alternativas terapêuticas, mais detalhes, mais genômica, mais personalização. O tratamento é longo, com anos de idas e vindas a médicos e múltiplos profissionais. Aliás, há cada vez mais especialistas de diferentes origens na tripulação: os que fazem o diagnóstico, os que preparam para suportar o tratamento, os que tratam, os que controlam os sintomas da doença e dos eventos adversos, os que organizam a reabilitação física e mental, os que cuidam da nutrição ao longo da jornada, os que garantem a segurança de todos os medicamentos, os que acolhem os sentimentos nas horas difíceis, aqueles que ajudam a voltar às atividades do cotidiano. 

Todos são excepcionais no que fazem, mas alguém precisa garantir a comunicação entre essa equipe e gerenciar o plano coletivo. Chamamos esse profissional de Navegador de Pacientes. É uma profissão que pode ser exercida por qualquer pessoa que se capacite, mas vemos, mais frequentemente, enfermeiros se especializando nesse tema pela capacidade de integrar conceitos clínicos de segurança, eficácia, eficiência, coordenação de pessoas e acolhimento. É um especialista na coordenação do cuidado, entre todos aqueles que mais vão ficar ao lado do “Dr. Você” na travessia, ajudando na transição entre as etapas e entre os especialistas.

A Navegação de Pacientes remove barreiras que atrapalhariam o plano de ação. O profissional coordena as consultas e exames com a pessoa certa, na hora certa, sem desperdício de tempo ou recursos.  Há metas de tempo para iniciar o tratamento que aumentam as chances de sobrevida; há momentos importantes para se medir se o benefício esperado do tratamento está acontecendo; há pausas para discussões entre especialistas sobre situações não previstas. Navegar é preciso; a vida precisa.  A relevância é tanta que está em trâmite na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 4171/21, que cria o Programa Nacional de Navegação de Paciente, com o objetivo específico de treinar profissionais de saúde para orientar, tratar, acompanhar e monitorar pacientes com câncer de mama no Sistema Único de Saúde (SUS). 

Em 2005, o National Cancer Institute dos Estados Unidos investiu 25 milhões de dólares para implantar um Programa de Navegação de pacientes oncológicos. Desde então, o Medicare e Medicaid, o Affordable Care Act e o Colégio Americano de Cirurgiões recomendam a navegação desses pacientes. O Programa Nacional de Acreditação de Centros de Referência em Câncer de Mama dos Estados Unidos exige a navegação de pacientes para emitir certificado no nível de excelência.  

Os estudos reportam que pacientes navegados iniciaram o tratamento mais rápido, aderiram mais ao plano de tratamento, passaram menos tempo internados, fizeram menos à emergência e, por fim, relataram mais bem-estar, equilíbrio emocional e satisfação com o cuidado. 

Mais chance de sucesso com menos esforço e sofrimento do paciente. Lembra do custo? Ao evitar que o paciente busque descobrir sozinho os caminhos do seu cuidado, a navegação evita redundância de consultas, exames e procedimentos. Com isso, reduz os custos para quem paga a conta. Sem falar nos custos indiretos de não aderir ao plano de cuidado. A navegação no tratamento do câncer é a antítese do que dizia o poeta: navegar é preciso, viver é ainda mais preciso.

Podcast Rádio Cancer Center #63 - "Como diagnostiquei e curei um câncer de cabeça e pescoço"

Linha Fina

Ouça este episódio e inspire-se com história de nossa paciente

O câncer de cabeça e pescoço é um dos mais comuns mundo afora.

No meio de uma pandemia, ele acometeu a jornalista Maria Cleidejane Esperidião. Foram tumores na amígdala e no pescoço, sendo que agora ela faz apenas consultas para acompanhamento.

Aqui, Maria fala como diagnosticou e tratou no A.C.Camargo, onde fez quimioterapia e cirurgia robótica.

Ela também dá dicas de como detectar um câncer de forma precoce e convoca as pessoas a adotarem hábitos de prevenção para evitar um eventual tumor.   

Saiba tudo neste podcast:
 

 

Se preferir, ouça este podcast em nossos agregadores de streaming: Spotify, SoundCloud, Google Podcasts e Deezer.

 

Julho Verde: um guia de prevenção e diagnóstico precoce para tumores de cabeça e pescoço

Linha Fina

No Dia Mundial de Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço, aprenda a se proteger e a identificar um problema cedo, algo que aumenta muito a chance de cura

Julho Verde, uma campanha de conscientização mundial sobre os tumores de cabeça e pescoço, vai chegando ao fim.

O A.C.Camargo, que ano a ano dissemina informações de qualidade para a comunidade e é altamente especializado em prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação para esses tipos de tumores, preparou um guia especial para este Dia Mundial de Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço.

A seguir, para fazer um eventual diagnóstico de forma precoce, algo que aumenta muito as chances de sucesso no tratamento, você confere fatores de risco, sinais e sintomas que merecem investigação em um médico. Falamos dos seguintes órgãos:

  • Tireoide
  • Boca
  • Garganta 
  • Laringe
  • Faringe
  • Paratireoide
  • Traqueia 
  • Sinonasal
  • Hipófise

Confira:

 

A estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA) indica que em 2022 haverá 13.780 novos casos de câncer de tireoide no Brasil, sendo 1.830 em homens e 11.590 em mulheres, o que o torna o sexto mais comum entre o sexo feminino. Esses números demonstram com evidência que esse tipo de câncer é muito mais frequente em mulheres do que em homens. 

A tireoide é uma glândula que fica na frente do pescoço e tem a forma de uma borboleta, com dois lobos de cada lado da traqueia unidos pelo istmo.

Nódulos na tireoide são bastante comuns e, por causa de sua localização, os médicos, e muitas vezes os pacientes, conseguem senti-los com uma simples apalpação. Felizmente, entre 90% e 95% desses nódulos são benignos. Além disso, os cânceres de tireoide podem ser detectados precocemente e o sucesso do tratamento pode chegar a 97% dos casos. 


Sinais e sintomas

Várias doenças benignas e outros cânceres de pescoço podem ter os mesmos sintomas que o câncer de tireoide. Por isso, é preciso consultar um médico se você tiver:

  • Nódulo no pescoço, que às vezes cresce muito depressa
  • Dor na parte da frente do pescoço, que pode irradiar para os ouvidos
  • Rouquidão ou mudança no timbre de voz que não passa com o tempo
  • Dificuldade para engolir
  • Dificuldade para respirar, como se você estivesse respirando por um canudinho
  • Tosse que não passa e não é causada por gripe


Fatores de risco

Vale lembrar que fatores de risco aumentam o seu risco de desenvolver câncer de tireoide, mas isso não quer dizer que você vai ter câncer de tireoide.

Idade: pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais comum na faixa dos 30 aos 50 anos.

Sexo: a incidência em mulheres é três vezes maior que a incidência em homens.

Exposição à radiação: crianças que fizeram tratamento com radiação na região da cabeça e do pescoço ou radioterapia para câncer, como linfoma de Hodgkin, também correm maior risco de ter câncer de tireoide mais tarde. Isso não ocorre com adultos que fazem radioterapia.

Doenças hereditárias: Algumas doenças como síndrome de Gardner e polipose familial aumentam o risco de câncer em vários órgãos, inclusive tireoide. A doença de Cowden, que é rara, também aumenta o risco de câncer de tireoide. Algumas famílias, que representam 5% dos casos, apresentam incidência incomum de carcinoma papilífero.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que, em 2022, o País terá 15.190 novos casos de câncer de boca, 11.180 em homens e 4.010 em mulheres, sendo o sexto mais comum para o sexo masculino. O tabagismo, em todas as suas formas (cigarro, cachimbo, charutos, rapé e fumo mascado), e o consumo de bebidas alcoólicas são os principais fatores de risco para o câncer de boca.

Mas a doença pode ocorrer mesmo em pessoas que nunca fumaram ou beberam. Por causa da localização, um número significativo de casos câncer de boca pode ser identificado por dentistas ou até mesmo pelo próprio paciente. No entanto, infelizmente, a maioria é diagnosticada em estádios avançados e mais difíceis de tratar.

O câncer de boca ou câncer oral inclui tumores que podem se desenvolver em várias partes da boca, em seu revestimento interno (mucosa), nas gengivas, na parte visível da língua, no soalho bucal (a parte que fica embaixo da língua), no palato (céu da boca) e na área atrás dos dentes do siso, que os médicos chamam de trígono retromolar.


Sinais e os sintomas

Eles variam de pessoa para pessoa e muitos deles são comuns a várias doenças benignas. No entanto, como a detecção precoce é fator decisivo para o sucesso do tratamento, é importante consultar um dentista ou um especialista em otorrinolaringologia ou em cabeça e pescoço se apresentar algum dos sintomas abaixo.

  • Ferida na boca que não cicatriza (sintoma mais comum)
  • Dor na boca que não passa (comum em fases mais avançadas do câncer)
  • Nódulo persistente ou espessamento de qualquer local da boca
  • Área vermelha ou esbranquiçada de qualquer local da boca
  • Dificuldade para abrir a boca ou para mastigar
  • Dificuldade para mover a mandíbula ou a língua
  • Dormência da língua ou de outra área da boca
  • Inchaço da mandíbula que faz dentadura ou prótese desencaixar ou incomodar
  • Dentes que ficam moles ou frouxos na gengiva ou dor em torno dos dentes ou da mandíbula
  • Sangramento na boca
  • Mau hálito persistente
  • Perda de peso inexplicável


Fatores de risco

Fumo: fumantes de cigarro, cachimbo (associado ao câncer de lábio), charuto ou narguilé, pessoas que mascam fumo (associado ao câncer da parte interna dos lábios, das bochechas e das gengivas) representam 90% dos casos de câncer de boca e o risco é proporcional à quantidade de fumo consumida. Ou seja, quanto maior o consumo, maior o risco. A chance de essas pessoas desenvolverem câncer de boca é de seis a 16 vezes maior que entre as não fumantes. Fumo passivo também é fator de risco.

Álcool: sozinho, o consumo de bebidas alcoólicas já é um fator de risco importante, particularmente entre os chamados bebedores pesados, que bebem mais de 21 doses de álcool por semana. O risco é seis vezes maior para quem bebe do que para quem não bebe. Combinado com o fumo, o risco se multiplica.

Idade: metade dos pacientes com câncer de boca tem mais de 60 anos, mas pode aparecer em idades mais jovens, inclusive na adolescência.

Sexo: dois terços dos pacientes são homens.

Sexo oral e HPV: o papilomavírus humano (HPV), que pode ser transmitido por meio de relações sexuais desprotegidas, é uma das causas da doença. Por isso, é importante utilizar preservativo, inclusive durante a prática de sexo oral.

Irritações da mucosa bucal: dentaduras, pontes e coroas que não estão bem ajustadas e dentes fraturados podem traumatizar cronicamente a mucosa e causar câncer. Por isso, essas próteses precisam ser avaliadas periodicamente pelo dentista; as dentaduras devem ser removidas e limpas todas as noites.

Imunossupressão: pessoas que tomam drogas imunossupressoras, para evitar a rejeição de um transplante, por exemplo, também podem ter risco aumentado para câncer de boca.

Exposição ao sol: mais de 30% dos pacientes de câncer de lábio são profissionais que trabalham ao ar livre, expostos à radiação ultravioleta do sol. Protetor labial com filtro solar ajuda na prevenção.

Alimentação: dietas pobres em frutas, legumes e verduras também estão associadas a maior risco de câncer de boca.

O câncer de garganta, também conhecido como orofaríngeo, desenvolve-se na parte da garganta que fica logo atrás da boca, que os médicos chamam de orofaringe. Ela inclui a base da língua (a parte posterior da língua), o palato mole, as amígdalas, os pilares, as paredes laterais e posterior da garganta.

Como a boca, a garganta participa da respiração, fala, alimentação e deglutição, contendo vários tipos de células e tecidos, nos quais diferentes tipos de tumores podem se desenvolver.


Sinais e sintomas

Os sintomas de câncer de garganta variam de pessoa para pessoa. Porém, os sintomas iniciais mais comuns são:

  • Mudanças na voz (como se tivesse uma "batata na garganta”)
  • Dificuldade para engolir ou sensação de que alguma coisa está presa na garganta
  • Irritação da garganta que não passa
  • Dor de ouvido
  • Caroço no pescoço
  • Tosse
  • Dificuldade para respirar
  • Perda de peso inexplicável


Fatores de risco

Conheça os fatores que aumentam a probabilidade de desenvolver câncer de garganta.

Fumo: ainda é o principal fator de risco para o câncer de garganta.

Álcool: sozinho, o consumo de bebidas alcoólicas já é um fator de risco importante, particularmente entre os chamados bebedores pesados. Combinado com o fumo, o risco se multiplica.

Idade: pode ocorrer em qualquer idade e o risco aumenta com o passar dos anos. Até recentemente, metade dos pacientes tinha mais de 65 anos. Nos últimos anos, tem se observado muitos casos em pacientes mais jovens, que não bebem e não fumam, mas geralmente associados a infecção pelo vírus do HPV.

Sexo: a maioria dos pacientes são homens.

Sexo oral e HPV: o papilomavírus humano (HPV), que pode ser transmitido por meio de relações sexuais desprotegidas, é uma das causas da doença. Por isso, é importante utilizar preservativo, inclusive durante a prática de sexo oral.

Produtos químicos: a exposição a substâncias como níquel, amianto e gases de ácido sulfúrico também aumenta o risco de câncer de garganta.

História familiar: há maior risco de câncer de garganta para pessoas com familiares que tiveram este tipo de câncer.

De acordo com estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA) são esperados 6.470 novos casos de câncer de laringe em homens e 1.180 em mulheres para cada ano do triênio 2020-2022, sendo o nono mais comum para o sexo masculino.

A laringe (onde estão localizadas as cordas vocais) é o órgão da voz e fica entre a parte posterior da língua e a traqueia. Além da fala, ela é importante para a proteção dos brônquios e pulmões de partículas de alimentos durante a deglutição. A laringe é dividida em:

  • Supraglote, que fica acima das cordas vocais e contém a epiglote, responsável por fechar a laringe durante a deglutição, encaminhando o alimento para o esôfago e impedindo a passagem de partículas para os pulmões.
  • Glote, onde estão as cordas vocais;
  • Subglote, localizada abaixo das cordas vocais.

Por isso, um tumor da laringe pode afetar a voz, a deglutição ou a respiração.  


Sinais e sintomas

Rouquidão e mudança de voz persistentes são os principais sinais do câncer de laringe quando atingem as cordas vocais, o que facilita a detecção precoce. Porém, quando os tumores na laringe não começam nas cordas vocais, a rouquidão e a mudança de voz aparecem em estádios mais avançados. Por isso, algumas vezes, eles só são diagnosticados quando já se disseminaram para os gânglios linfáticos, quando o paciente nota um caroço no pescoço.

Outros sinais:

  • Irritação ou dor de garganta que piora com a deglutição e não passa em duas semanas
  • Rouquidão e mudança de voz, que persistem por mais de 15 dias
  • Aparecimento de nódulo no pescoço
  • Pigarro ou tosse constante
  • Dor ou dificuldade para engolir
  • Dificuldade para respirar
  • Perda de peso inexplicável


Fatores de risco

Conheça os fatores que aumentam a probabilidade de desenvolver câncer de laringe.

Fumo: é o principal fator de risco para o câncer de laringe.

Álcool: sozinho, o consumo de bebidas alcoólicas já é um fator de risco importante. Combinado com o fumo, o risco se multiplica. Essa combinação aumenta bastante o risco para vários tipos de câncer.

Idade: o risco aumenta com a idade; a maioria dos pacientes tem mais de 55 anos.

Sexo: homens e mulheres podem apresentar a doença, mas a maioria dos pacientes são homens.

Sexo oral e HPV: o papilomavírus humano (HPV), que pode ser transmitido por meio de relações sexuais desprotegidas, poucas vezes é uma das causas da doença. Mas, é importante utilizar preservativo, inclusive durante a prática de sexo oral, pois o HPV está muito associado a outro tumor da região, o da orofaringe.

Refluxo gastroesofágico: quando o suco gástrico sobe para o esôfago e alcança a laringe, provocando uma inflamação crônica.

A faringe é uma importante estrutura comum ao aparelho digestivo e respiratório, formada por três diferentes regiões:

  • Nasofaringe (ou rinofaringe): parte superior das vias aéreas, localizada atrás do nariz e acima do palato mole
  • Orofaringe: inclui a base da língua, o palato mole, as amígdalas e a parede posterior da faringe (a parte da garganta logo atrás da boca)
  • Hipofaringe: estende-se a partir do osso hioide, para baixo, conectando-se ao esôfago e à laringe


Sinais e sintomas

Nas fases iniciais, o câncer de faringe pode apresentar pouco ou nenhum sintoma. Nos estádios mais avançados, pode presentar:

  • Dor ou dificuldade para engolir
  • Dor de ouvido ou infecções recorrentes de ouvido em adultos
  • Sensação de congestão ou obstrução nasal, que acomete um lado e, depois de algum tempo, os dois lados
  • Alteração da fala ou até mesmo rouquidão
  • Aparecimento de nódulos (caroços) no pescoço
  • Sensação de que algo está preso na garganta
  • Engasgos com alimentos
  • Falta de ar
  • Secreção ou sangramento nasal
  • Tosse com sangue
  • Perda de peso inexplicável


Fatores de risco

Conheça os fatores que aumentam a probabilidade de desenvolver câncer de faringe.

  • Sexo: grande parte dos casos ocorrem em homens.
  • Fumo: é fator de risco para o câncer de faringe, principalmente da orofaringe e da hipofaringe.
  • Álcool: sozinho, o consumo de bebidas alcoólicas já é um fator de risco importante. Combinado com o fumo, o risco se multiplica. Essa combinação aumenta bastante o risco para vários tipos de câncer.
  • Alimentação: algumas pesquisas indicam que populações que consomem muitos alimentos preservados em sal têm maior risco para desenvolver câncer de faringe e que o consumo de frutas, legumes e hortaliças pode reduzir o risco de desenvolver a doença.
  • Infecções virais: o vírus de Epstein-Baar (EBV) associa-se ao risco de câncer da nasofaringe. Já o HPV associa-se ao câncer da orofaringe.

As paratireoides são quatro glândulas que ficam no pescoço, atrás da tireoide, cuja função é controlar os níveis de cálcio no sangue por meio da produção do hormônio paratireoideano ou paratormônio (PTH).

Quando há produção excessiva de PTH, os níveis de cálcio no sangue sobem, causando uma condição chamada hipercalcemia. Em 85% dos casos, esse quadro chamado hiperparatireoidismo é causado por tumores benignos (adenomas), por hiperplasia (crescimento anormal, mas benigno da glândula). Em 1% dos casos, é resultado de um câncer raro, o carcinoma de paratireoide.

Se não for tratado, tanto as doenças benignas quanto o câncer podem causar osteoporose, fraturas e cálculos renais. Essas doenças atingem igualmente homens e mulheres, geralmente acima dos 30 anos e, costuma ser descoberto por meio de exames de sangue que mostram elevação dos níveis de cálcio.


Sinais e sintomas

A maior parte dos adenomas e hiperplasias são assintomáticas por longos períodos. Nos casos mais avançados e de câncer de paratireoide, como consequência da hipercalcemia, pode-se observar:

  • Dor nos ossos e no corpo
  • Osteoporose
  • Fraturas espontâneas
  • Massa palpável no pescoço
  • Desidratação
  • Náusea e vômito
  • Cólica renal
  • Pedras nos rins
  • Insuficiência renal
  • Arritmia cardíaca
  • Fraqueza muscular
  • Cansaço
  • Perda de peso
  • Confusão mental


Fatores de risco

As causas do adenoma e do câncer das paratireoides não são conhecidas. As hiperplasias estão associadas à insuficiência renal.

Segundo o INCA, o câncer de traqueia, numa estatística conjunta a brônquios e pulmões, é o quarto mais comum entre os homens, com projeção de 17.760 novos casos neste ano.

A traqueia é um tubo oco formado por cartilagens e músculos, localizada entre a laringe e os brônquios e responsável por conduzir o ar do ambiente externo para dentro dos pulmões.

Por isso, tumores que atingem a traqueia, benignos ou malignos, causam o estreitamento desse órgão, dificultando a passagem de ar para os pulmões.


Sinais e sintomas

Problemas respiratórios podem ser causados por várias doenças, como asma e bronquite, mas também podem estar associados ao câncer da traqueia. Por isso, não devem ser ignorados e merecem uma consulta ao médico:

  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Tosse, com ou sem sangue, que não passa
  • Sibilo ou zumbido, barulhos que acompanham a respiração quando há obstrução da passagem de ar
  • Infecções frequentes das vias aéreas
  • Rouquidão
  • Dificuldade para engolir, que pode indicar que o crescimento do tumor está pressionando o esôfago


Fatores de risco

Alguns fatores aumentam o risco de desenvolver câncer, mas isso não quer dizer que você vai ter câncer de traqueia.

Fumo: o tabagismo é o principal fator de risco para o câncer de traqueia.

O câncer sinonasal, um tumor de incidência baixa no Brasil, assim como nos Estados Unidos, representa cerca de 2% das neoplasias do trato respiratório.

Essa raridade faz com que muitos centros tenham pouca experiência no tratamento desse grupo complexo de doenças. Uma das maiores experiências nacionais é a do A.C.Camargo, onde cerca de 100 pacientes por ano são tratados pela equipe multidisciplinar.


Sinais e sintomas

O crescimento de tumores nasossinusais pode ser lento ou muito rápido, dependendo do tipo de tumor. 

Geralmente, não há manifestação detectável nas fases iniciais – o diagnóstico é feito em fases avançadas de evolução da doença – e o tipo de manifestação clínica depende das estruturas envolvidas

A obstrução nasal unilateral com secreção sanguinolenta ou com pus misturado com sangue são os principais sintomas.

Outros sinais:

  • Alterações visuais (olho saltado, visão dupla, perda visual)
  • Lacrimejamento
  • Assimetria facial
  • Amortecimento da região malar (maçã do rosto)
  • Amolecimento e má oclusão dentária
  • Abaulamento do palato, de gengiva superior ou externamente a ela
  • Dificuldade de abertura da boca (trismo)
  • Perda do olfato (anosmia)
  • Dor de cabeça (cefaleia) 
  • Dor facial

Doenças comuns, como resfriado, gripe e sinusite, podem causar sintomas semelhantes, mas eles são de curta duração e geralmente comprometem os dois lados do nariz. 

Pelo contrário, em tumores, os sintomas começam de um lado só, pioram progressivamente e só na fase mais avançada comprometem os dois lados.
 

Fatores de risco

Tumores nasossinusais não apresentam relação com tabagismo e consumo de bebidas alcoólicas. 

Descreve-se um maior risco para pessoas que trabalham em indústria metalúrgica que utiliza níquel e aquelas que são expostas ao pó de serra na indústria madeireira. 

Outros riscos ocupacionais são descritos em pessoas que trabalham no processamento de couros, ou foram expostas a gás mostarda, isopropanol e à radiação ionizante pelo radium. 

O papel de sinusites crônicas é muito controverso.

A hipófise ou pituitária regula outras glândulas, como a tireoide, as adrenais, os testículos e os ovários.

Além disso, ela sintetiza uma série de hormônios, como o do crescimento, a prolactina, que estimula a produção do leite materno, a vasopressina, também chamada de hormônio antidiurético, fazendo com que os rins mantenham a água do organismo, e a oxitocina, que estimula a contração do útero durante o parto.


Sinais e sintomas

Nem todos os tumores de hipófise ou pituitária causam sintomas e alguns podem ser descobertos por acaso, quando o paciente faz uma tomografia ou ressonância por algum motivo. Adenomas funcionais, porém, geralmente produzem um dos hormônios da pituitária em excesso e macroadenomas podem causar sintomas neurológicos como:

  • Fraqueza muscular no olho, de forma que os dois olhos não se movem na mesma direção ao mesmo tempo
  • Visão dupla ou embaçada
  • Perda da visão periférica
  • Cegueira repentina
  • Dor de cabeça
  • Dor ou dormência no rosto
  • Tontura
  • Desmaios

Macroadenomas e os raros carcinomas de pituitária também podem pressionar e destruir áreas normais da glândula, reduzindo a produção de um ou mais hormônios, causando sintomas como:

  • Náuseas
  • Fraqueza
  • Perda ou ganho de peso inexplicável
  • Perda de pelos corporais
  • Sensação de frio
  • Alteração do ciclo menstrual ou ausência de menstruação
  • Disfunção erétil
  • Crescimento de tecido mamário em homens
  • Perda do desejo sexual, principalmente em homens
  • Diabetes insipidus: tumores muito grandes podem pressionar a parte posterior da hipófise, reduzindo a produção de vasopressina, o hormônio antidiurético, o que pode levar a um quadro de diabetes, em que a pessoa urina muito e sente muita sede.

Adenomas somatotróficos, que aumentam muito a produção do hormônio do crescimento, causam sintomas e quadros diferentes em crianças e adultos. Nas crianças, eles estimulam o crescimento de todos os ossos do corpo, causando gigantismo, cujos sintomas são:

  • Altura muito superior à média da idade
  • Crescimento muito acelerado
  • Dor nas juntas
  • Sudorese, isto é, aumento na produção de suor

Nos adultos, cujos ossos longos dos braços e das pernas já cresceram, eles causam acromegalia, com crescimento dos pés, das mãos e dos ossos da face. Os sintomas são:

  • Crescimento dos pés, mãos e crânio
  • Mudança do rosto, por causa do crescimento dos ossos da face
  • Espaçamento dos dentes e protuberância da mandíbula, por causa do crescimento da mandíbula
  • Dor nas juntas
  • Aumento nas taxas de glicemia (açúcar no sangue) ou diabetes mellitus
  • Pedras dos rins
  • Problemas cardíacos
  • Dor de cabeça e alterações da visão

Adenomas corticotróficos, que aumentam a produção de ACTH, fazem com que as glândulas adrenais elevem a síntese de hormônios como o cortisol, na chamada síndrome de Cushing, cujos sintomas são:

  • Ganho de peso inexplicável, principalmente no rosto, tórax e abdome
  • Aumento de pelos no rosto, tórax e abdome
  • Acne
  • Inchaço e vermelhidão no rosto
  • Acumulação de gordura atrás do pescoço
  • Aumento nas taxas de glicemia (açúcar no sangue) ou diabetes mellitus
  • Pressão alta
  • Alterações da visão
  • Perda de interesse sexual
  • Enfraquecimento dos ossos, que pode causar osteoporose ou mesmo fraturas

Adenomas lactotróficos, que estimulam a síntese de prolactina, podem causar redução na frequência dos ciclos menstruais ou sua interrupção e produção anormal de leite. Em homens, pode causar crescimento das mamas e disfunção erétil. Em ambos os sexos, esses adenomas também podem causar:

  • Infertilidade
  • Perda de interesse sexual
  • Osteoporose

Adenomas tireotróficos, que elevam a produção de TSH, causam sintomas de hipertireoidismo como:

  • Batimento cardíaco acelerado ou irregular
  • Tremores
  • Perda de peso
  • Aumento do apetite
  • Suor excessivo
  • Dificuldade para dormir
  • Ansiedade
  • Aumento do número de evacuações


Fatores de risco

Poucos fatores de risco são conhecidos para os tumores de pituitária e todos eles são genéticos, ou seja, não há fatores ambientais ou comportamentais que aumentem as chances de alguém desenvolver tumores de pituitária ou hipófise. No entanto, algumas síndromes genéticas aumentam o risco de tumores de pituitária:

Neoplasia endócrina múltipla Tipo I (MEN1): é uma doença hereditária com alto risco de desenvolvimento de tumores em três glândulas: pituitária, paratireoide e pâncreas, causada por mutação no gene MEN1, que é transmitida para metade dos filhos do portador.

Neoplasia endócrina múltipla Tipo IV (MEN4): essa síndrome, causada por mutação no gene CDKN1B, é rara, mas aumenta o risco de tumores da pituitária.

Síndrome de McCune-Albright: essa condição é causada por mutação no gene GNAS, que não é hereditária, mas ocorre durante a formação do feto. A pessoa afetada apresenta manchas de cor marrom na pele, problemas ósseos e também pode ter distúrbios hormonais e tumores de pituitária.

Complexo de Carney: é uma síndrome rara, em que o portador apresenta problemas cardíacos, de pele e de adrenais e tem risco ampliado de desenvolver vários tumores, entre eles os tumores de pituitária.

Cigarro eletrônico é droga?

Linha Fina

Neste infográfico, confira as características deste dispositivo

Como alternativa – não para a saúde, mas para o comércio – cresceu nos últimos anos o uso do cigarro eletrônico, conhecido pela abreviação e-cigs.

Sua função é imitar o cigarro convencional ao oferecer o "tragar" sem a presença de algumas substâncias prejudiciais ao organismo.

A promessa de que o e-cigs "não faz mal" e de ser uma forma de substituir o cigarro, porém, pode não ser verdadeira. 

A seguir, conheça neste infográfico como funciona este aparelho, sua reação no organismo e os possíveis efeitos que ele pode causar:

Cigarro eletrônico

 

Revitalização do setor de endoscopia: ainda mais qualidade para nossos pacientes

A endoscopia digestiva alta é um exame que consiste na visualização do esôfago, do estômago e do duodeno, permitindo diagnosticar eventuais alterações ou lesões.

É realizada por meio de um aparelho flexível, que conta com um sistema de microchip e captura digital das imagens através de um tubo, que é inserido no paciente por via oral.

Com satisfação, comunicamos que hoje, 13/7, foi entregue a 3ª e última fase da obra de revitalização do setor de serviços endoscópicos do A.C.Camargo, localizado no 1º  andar da unidade Antônio Prudente.

Com a reforma, a partir de agora, contamos com 5 salas equipadas para realizar os exames, sala de refeição para o paciente, 12 boxes de preparo e pós-exames, além de uma central de monitoramento para garantir a segurança dos nossos pacientes. Tudo para proporcionar conforto e um ambiente acolhedor aos pacientes e acompanhantes.

Investir em nossa infraestrutura é aprimorar cada vez mais os nossos espaços para receber nossos pacientes e seus familiares!

Confira as imagens da nova endocopia:

endoscopia

 

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Saiba tudo sobre câncer de pulmão com nosso e-book gratuito

No mundo, o câncer de pulmão está entre os principais em incidência, ocupando a primeira posição entre os homens e a terceira posição entre as mulheres. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), só no Brasil, estima-se 17.760 casos novos em homens e 12.440 em mulheres para cada ano do triênio 2020-2022.

Os principais responsáveis por esse quadro, sem dúvida, são o tabagismo e a exposição passiva ao tabaco. Eles são os maiores fatores de risco para o desenvolvimento da doença e que, felizmente, podem e devem ser evitados. Para contribuir com esse esforço, desenvolvemos este e-book.

Aqui, você poderá conhecer melhor o câncer de pulmão, a relação que o hábito de fumar tem com essa doença e as melhores alternativas para prevenir ou tratar um possível tumor:
 

Monkeypox: informações importantes para o paciente oncológico

Linha Fina

Entenda o impacto do vírus na vida de quem tem câncer

Os sintomas iniciais da Monkeypox assemelham-se a uma virose: febre, dores de cabeça e gânglios aumentados. O período de incubação do vírus (do contágio às primeiras manifestações clínicas) varia entre 5 a 21 dias. 

Apenas após o aparecimento de lesões na pele é que surge a suspeita de Monkeypox. Principalmente, se houve contato com uma pessoa com diagnóstico confirmado da doença. 


Monkeypox e câncer: o A.C.Camargo Cancer Center está preparado

Para a segurança do paciente atendido no A.C.Camargo, um fluxo de atendimento protegido para casos suspeitos e confirmados foi criado.

Na identificação dos sinais e sintomas, o caso será discutido com a nossa equipe de Infectologistas que se mantida a suspeita, exames específicos das lesões de pele serão coletados e enviados para o Instituto Adolfo Lutz para diagnóstico. 

Os pacientes suspeitos serão mantidos em isolamento para proteção da equipe e dos demais pacientes. No momento da alta hospitalar receberá orientações de isolamento domiciliar para minimizar a transmissão da doença na comunidade.

Contamos com a possibilidade de seguimento por telemedicina com a equipe especialista.


Monkeypox e câncer: entenda

As complicações da doença são raras, podendo aparecer mais comumente em pacientes oncológicos. O câncer em si – bem como algumas modalidades de tratamento oncológico – altera a imunidade da pessoa. Dessa forma, ela fica mais propensa a doenças infecciosas, como é o caso da monkeypox.

As complicações incluem infecção bacteriana das lesões de pele, pneumonia e até infecção em sistema nervoso central.

Dentre os grupos que têm maior vulnerabilidade e maior risco de complicações destacam-se:

•   Cânceres hematológicos
•   Tumores sólidos avançados 
•   Pacientes em esquemas mais intensos de quimioterapia


Desafios para o diagnóstico

Uma dificuldade para médicos e pacientes identificarem a Monkeypox é que seus sinais e sintomas são similares aos da sífilis e herpes – apresenta, ainda, abcessos que podem provocar um tempo maior de internação.

Outro desafio é que o vírus permanece até 21 dias incubado e 16 dias ativo.


Fonte: Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do A.C.Camargo

COVID longa e seus efeitos no paciente com câncer

Linha Fina

Entenda como eventuais sequelas tardias podem afetar pessoas em tratamento oncológico 

A COVID longa, também conhecida como síndrome pós-aguda da COVID-19, é relatada por muitas pessoas que foram infectadas pelo Novo Coronavírus, até mesmo algumas que estiveram assintomáticas durante a infecção.

Com os pacientes oncológicos, não é diferente: eles também são afetados, e os efeitos podem durar por tempo indeterminado.


A COVID longa no paciente com câncer

Pesquisas recentes revelaram que pacientes com câncer também são suscetíveis à COVID longa. 

Foi demonstrado em um estudo que 16% dos pacientes com câncer podem apresentar sequelas diversas pós-infecção de COVID-19, até mesmo no caso daqueles que apresentaram forma assintomática da doença.

Entre elas, cansaço persistente, complicações respiratórias e neurológicas.

Sequelas mais comuns:

•    Alterações da memória e do raciocínio
•    Cansaço
•    Fraqueza muscular
•    Falta de ar
•    Perda de paladar e olfato (temporária ou duradoura)
•    Agravamento de problemas de saúde que já existiam
•    Insônia 
•    Depressão 
•    Ansiedade
•    Dor de cabeça
•    Problemas de raciocínio e memória
•    Fibrose nos pulmões 
•    Fibrose nos rins

Se um paciente oncológico se identificar com as características acima, é importante que relate ao seu médico, especialista que pode avaliar o caso de forma personalizada. 

Fonte: Doutor Ivan França, Head de Infectologia do A.C.Camargo 

Julho Verde: os sinais que podem mudar histórias

Linha Fina

Assista ao vídeo e saiba como se prevenir neste mês de conscientização mundial sobre os tumores de cabeça e pescoço

Julho Verde é o mês de conscientização mundial sobre os tumores de cabeça e pescoço, aqueles que atingem tireoide, boca, garganta, laringe, faringe, paratireoide, traqueia e região sinonasal.

A boa notícia é que, quando um câncer é detectado no início, são grandes as chances de sucesso no tratamento.

Assim, assista ao vídeo e entenda mais como se prevenir: