Enfermeira jovem e morena conversa com um paciente idoso com a prancheta na mão, ambos brancos

Câncer de cólon e reto: conheça os fatores de risco, sinais e sintomas

Publicado em: 08/09/2021 - 14:09:17
Linha Fina

Uma vez feito o diagnóstico precoce, este tipo de tumor, que é o terceiro mais comum no Brasil entre homens e mulheres, apresenta 90% de chance de cura

O câncer de cólon e reto é o terceiro mais comum entre os homens e mulheres no Brasil – um tipo de tumor que, inclusive, foi diagnosticado naquele que é considerado o maior jogador de futebol de todos os tempos, o “Atleta do Século”.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a estimativa para 2020 foi de 40.990 novos casos, dos quais, 20.520 em homens e 20.470 em mulheres.

O intestino grosso é a parte final do tubo digestivo, entre o intestino delgado e o ânus, e é dividido em cólon e reto

O cólon, por sua vez, é composto por: 

  • Cólon ascendente: inclui o ceco e se localiza na parte direita do abdome
  • Cólon transverso: atravessa a parte superior do abdome da direita para esquerda
  • Cólon descendente: fica na parte esquerda do abdome
  • Cólon sigmoide: tem forma de S e se conecta ao reto, na parte inferior esquerda do abdome

Esse câncer tem origem na mucosa que reveste o intestino, é chamado de adenocarcinoma e pode levar anos para se formar. 

A maioria dos carcinomas de cólon tem origem em pequenas lesões chamadas pólipos adenomatosos que, apesar de benignos, são precursores do câncer. 

É por isso que os pólipos removidos durante uma colonoscopia são habitualmente enviados para biópsia.  

O câncer de cólon tem desenvolvimento lento e, além disso, pode ser rastreado, isto é, descoberto precocemente, através de colonoscopias periódicas. 

"O reto, por sua vez, é a parte final do intestino, com função de reservatório, que termina no esfíncter anal", explica o Dr. Samuel Aguiar Junior, cirurgião oncológico e líder do Centro de Referência em Tumores Colorretais do A.C.Camargo Cancer Center.

Câncer de cólon: fatores de risco

A prevenção do câncer de cólon está associada à alimentação saudável e a bons hábitos regulares. A seguir, confira os fatores de risco:

  • Alimentação: dietas ricas em carnes vermelhas, carnes processadas e carnes expostas a calor intenso, como nos churrascos, encabeçam a lista dos fatores de risco, seguidas por uma dieta pobre em fibras (frutas, legumes e verduras).
  • Sedentarismo: a prática regular de exercícios físicos também ajuda a combater a obesidade, que é outro fator de risco para este tipo de câncer.
  • Fumo: é um fator de risco sério também para este tipo de câncer.
  • Álcool: sozinho, o consumo de bebidas alcoólicas já é um fator de risco importante, particularmente entre os chamados bebedores pesados. Combinado com o fumo, o risco se multiplica.
  • Doenças inflamatórias intestinais: as formas severas dessas doenças são raras, mas, como são crônicas, podem aumentar o risco de câncer de cólon. Entre elas estão a colite ulcerativa e a doença de Crohn. Portadores dessas doenças precisam ter acompanhamento específico para detecção precoce do câncer.
  • Síndromes familiais de câncer: algumas famílias têm um histórico de câncer de cólon, com várias pessoas afetadas pela doença e antes dos 50 anos. Nesses casos, é importante consultar um médico e um oncogeneticista para fazer uma avaliação de risco e verificar qual a melhor forma de acompanhamento. Duas síndromes principais afetam o cólon, o câncer colorretal hereditário não poliposo (HNPCC) ou síndrome de Lynch e a polipose adenomatosa familial (FAP).


Câncer de cólon: sinais e sintomas

Geralmente, não apresenta sintomas em seus estágios iniciais, mas, conforme progride, pode causar sangramentos e obstruções intestinais. Os sintomas mais comuns são:    

  • Presença de sangue nas fezes
  • Dores abdominais
  • Dores ao evacuar
  • Diarreia ou prisão de ventre que não passam
  • Sensação de empachamento
  • Mudanças no apetite
  • Perda de peso inexplicável

Caso você note algum dos sintomas acima, marque uma consulta.

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Em seus estágios iniciais, o câncer de cólon apresenta 90% de chance de cura

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