Tipos de Câncer

Paratireoide
Paratireoide

Publicado em: 23/07/2020 - 16:57

As paratireoides são quatro glândulas que ficam no pescoço, atrás da tireoide, cuja função é controlar os níveis de cálcio no sangue por meio da produção do hormônio paratireoideano ou paratormônio (PTH).

Quando há produção excessiva de PTH, os níveis de cálcio no sangue sobem, causando uma condição chamada hipercalcemia. Em 85% dos casos, esse quadro chamado hiperparatireoidismo é causado por tumores benignos (adenomas), por hiperplasia (crescimento anormal, mas benigno da glândula). Em 1% dos casos, é resultado de um câncer raro, o carcinoma de paratireoide.

Se não for tratado, tanto as doenças benignas quanto o câncer podem causar osteoporose, fraturas e cálculos renais. Essas doenças atingem igualmente homens e mulheres, geralmente acima dos 30 anos e, costuma ser descoberto por meio de exames de sangue que mostram elevação dos níveis de cálcio.

 

As causas do adenoma e do câncer das paratireoides não são conhecidas. As hiperplasias estão associadas a insuficiência renal.

A maior parte dos adenomas e hiperplasias são assintomáticas por longos períodos. Nos casos mais avançados e de câncer de paratireoide, como consequência da hipercalcemia, pode-se observar:

  • Dor nos ossos e no corpo
  • Osteoporose
  • Fraturas espontâneas
  • Massa palpável no pescoço
  • Desidratação
  • Náusea e vômito
  • Cólica renal
  • Pedras nos rins
  • Insuficiência renal
  • Arritmia cardíaca
  • Fraqueza muscular
  • Cansaço
  • Perda de peso
  • Confusão mental

O diagnóstico se inicia pela investigação da hipercalcemia por meio de exames de sangue, raio-X, cintilografia óssea, cintilografia de paratireoides e tomografia computadorizada. Alguns tumores malignos das paratireoides somente são descobertos após cirurgia para tratamento da hipercalcemia e análise microscópica da amostra de tecido, que indica se houve invasão ou não do tecido saudável por células cancerosas.

O tratamento das doenças de paratireoide é cirúrgico, quando são retirados a glândula e os tecidos vizinhos afetados pela doença. Por isso, é importante que esse procedimento seja feito por médico especializado em cabeça e pescoço, já que a suspeita pré-operatória de câncer e a capacidade de reconhecer a doença durante a cirurgia são fundamentais para o sucesso do tratamento.

A complementação do tratamento, nos casos de câncer, é feita com radioterapia, mas só é necessária em casos avançados da doença. O paciente precisa ser acompanhado por endocrinologista posteriormente.

O estadiamento é uma forma de classificar a extensão do tumor e se ou quanto ele afetou os gânglios linfáticos ou outros órgãos. Para isso, é usada uma combinação de letras e números: T de tumor, N de nódulos (ou gânglios linfáticos) e M de metástase, além de números que vão de 0 (sem tumor, sem gânglios afetados ou sem metástase) a 4, este último indicando maior acometimento.