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A.C.Camargo Cancer Center apresenta nova torre na Aclimação, anuncia unidades Itaim e Tatuapé e ampliação em Santo André

Linha Fina

Com investimento de R$ 360 milhões, rede de unidades ambulatoriais reorganiza os serviços no modelo cancer center para melhorar acesso, conforto e comodidade do paciente. Complexo hospitalar na Liberdade passa a concentrar alta complexidade.

O A.C.Camargo Cancer Center apresentou em agosto a nova unidade Pires da Mota, na Aclimação, e anunciou seu programa de expansão de unidades ambulatoriais em rede na região metropolitana para proporcionar melhor acesso, comodidade e conforto aos pacientes que se deslocam para o atendimento médico e multiprofissional especializado, além de diagnóstico, infusão de medicamentos (quimioterapia), cirurgias ambulatoriais, reabilitação e radioterapia em ambiente ambulatorial. Ainda em 2019 e nos próximos anos, outras três novas unidades serão inauguradas nos bairros da Aclimação, Itaim e Tatuapé. Em funcionamento há dez anos, a unidade Santo André, que atende sobre tudo a região do ABC, passará por modernização e ampliação das instalações e dos serviços.

Atendimento de pacientes em consultório na nova unidade Pires da Mota

Ao todo serão oito unidades, sendo quatro em operação e quatro novas unidades: Pires da Mota, Castro Alves, Itaim e Tatuapé. Juntas, adicionam à estrutura existente 161 consultórios, 67 salas de infusão,43 salas de exames diagnósticos e 18 salas cirúrgicas de pequena e média complexidade, além de dois complexos de radioterapia com equipamentos de última geração. Desde 2017 estão sendo investidos R$ 360 milhões na estratégia de reorganização da rede e expansão das novas unidades ambulatoriais.

“Na prática, com essa ampliação da rede buscamos proporcionar maior acesso e capilaridade aos serviços, melhorando acentuadamente a experiência do paciente. Além disso, duplicaremos nossa capacidade de atendimento ambulatorial trazendo maior integração e agilidade às diversas etapas do tratamento oncológico, que exige uma sequência de visitas dos pacientes”, afirma Marcos Cunha, Superintendente Executivo de Negócios.

O complexo hospitalar da rua Prof. Antonio Prudente, que já ampliou sua ala de transplantes hematológicos, também receberá investimentos para ampliação e modernização de leitos, pronto atendimento e infraestrutura de suporte. As áreas ambulatoriais serão transferidas para a rede e nela ampliadas e melhor adaptadas.

A nova Unidade Pires da Mota já oferece a integração da jornada de tratamento do paciente, com maior eficiência dos processos e melhoria da qualidade dos serviços, iniciando com os Centros de Referência em Tumores Cutâneos, Ginecológicos e de Mama. Os demais Centros de Referência dos Tumores de Cabeça e Pescoço, Aparelho Digestivo Alto, Colorretais, Urológicos, Hematológicos, de Tórax, Pediátricos e do Sistema Nervoso Central, que atualmente recebem seus pacientes em áreas do complexo hospitalar, também serão transferidos para a rede de unidades ambulatoriais a partir da inauguração das novas unidades.

Médicos analisando imagens de exames em monitores

As práticas do modelo, como o Tumor Board (fóruns multidisciplinares de discussão de casos) e as enfermeiras navegadoras vêm se consolidando nos últimos anos para todos os centros de referência da rede. A nova estrutura será implementada de forma a descentralizar os diferentes tipos de cuidado. A ideia é que os atendimentos de menor complexidade e volume sejam distribuídos paulatinamente para as unidades avançadas e que a assistência mais complexa e de emergência fique concentrada na Unidade Central. Este modelo não apenas dá mais agilidade e dinamiza a logística do serviço, como pulveriza o cuidado oncológico e facilita o acesso a quem não vive no centro.

Modelo cancer center

Há seis décadas o modelo cancer center, desenvolvido pelo National Cancer Institute, dos Estados Unidos, vem sendo implantado como instituições de referência internacional, com 71 instituições naquele país e mais de uma centena espalhados pelo Canadá, Europa e Ásia. “Os resultados já publicados demonstram melhor efetividade no desfecho dos casos, melhoria significativa das curvas de sobrevida de pacientes, padronização de conduta terapêutica embasada em ciência e redução do desperdício dos recursos. Atualmente é o modelo de maior sucesso para diagnosticar e tratar a doença, melhor qualidade e custo-efetividade do tratamento oncológico. Estimamos que com a prática do modelo e o acompanhamento dos indicadores nos próximos ciclos, outras instituições no Brasil poderão também avançar em sua adoção, e o A.C.Camargo promoverá esse movimento”, afirma Vivien Rosso, Superintendente Geral do A.C.Camargo Cancer Center.

Com o tratamento integrado por protocolos e processos racionalizados, é oferecido o tratamento adequado e seguro para cada caso e etapa, da forma mais eficiente, humanizada e conveniente para cada paciente. Os maiores especialistas em suas áreas de atuação e o corpo assistencial dedicam seu conhecimento a esta Instituição, que é referência internacional há mais de seis décadas no diagnóstico, tratamento, ensino e pesquisa do câncer. “A medida que novos conhecimentos e tecnologias surgem, as pesquisas clínicas são oferecidas, novos tratamentos são implantados para permitir o avanço do tratamento e melhores resultados clínicos aos pacientes”, complementa Vivien.

Unidade Pires da Mota: arquitetura funcional e adaptada ao modelo

A unidade Pires da Mota foi desenhada a partir do conceito healing spaces, em tradução livre “espaços que curam”. Isso significa que ela foi pensada para humanizar o atendimento desde a recepção até os leitos, os consultórios, as salas de espera e a recepção. A arquitetura valoriza a iluminação natural garantindo o bem-estar dos pacientes. Com investimento de aproximadamente R$ 120 milhões, a unidade oferece serviços integrados aos prestados no complexo hospitalar, localizado à Rua Antônio Prudente, que conta com infraestrutura para atender cirurgias de alta complexidade, leitos hospitalares e dedicados aos transplantes de órgão e medula óssea, pronto atendimento e radioterapia. As novas instalações oferecem a mais avançada tecnologia, com destaque para:

  • Centro de Diagnósticos com serviço da coleta de análises clínicas e equipamentos de última geração para ressonância magnética, tomografia, mamografia, densitometria, ecocardiografia, ultrassonografia, dermatoscopia, entre outros;
  • 70 consultórios para acomodar os pacientes nas especialidades de cirurgia oncológica, oncologia clínica e radioterapia, além de especialistas multidisciplinares que atuam na assistência integrada do paciente, como cardiologistas, endocrinologistas, psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas e outros;
  • Serviço de Anatomia Patológica integrado a todas as etapas do cuidado, permitindo a entrega de resultados críticos no menor tempo possível;
  • Centro de infusão com 25 estações de aplicação privativas;
  • Centro Cirúrgico Ambulatorial com nove salas voltadas às cirurgias em pacientes de baixo risco anestésico e cirúrgico, que é maioria dos casos diagnosticados precocemente (estádios I e II), com 18 leitos para recuperação;
  • Espaços de convivência para os pacientes e familiares e sessões de orientação e reabilitação psicossocial.
  • Programa de Expansão: saiba mais sobre as outras três novas unidades

A unidade Castro Alves Assistencial, na Aclimação – que além de serviços ambulatoriais vai abrigar o novo Banco de Sangue com capacidade ampliada e maior conforto aos doadores – tem previsão de iniciar suas atividades em novembro desse ano. Esta unidade atenderá também os pacientes ambulatoriais da rede SUS, reiterando a função social da instituição e sua parceria com a Secretaria Municipal de Saúde.

Exame de ressonância magnética

Já a unidade Itaim, na av. Brig. Luís Antônio, tem a previsão de iniciar os atendimentos de consultas em dezembro desse ano. A unidade Tatuapé, que ficará próxima à av. Radial Leste, será construída a partir de planta especialmente concebida para seu funcionamento e tem previsão de estar pronta para receber os pacientes da região no final de 2022.Por fim, a unidade Santo André, que passará por modernização e ampliação dos serviços integrados, inicia suas obras no mês de outubro e tem previsão de ser reaberta em julho de 2020.

Centro de Referência: o paciente no centro do cuidado

O A.C.Camargo vem trabalhando na consolidação e expansão de sua atuação no modelo Cancer Center por meio da implantação dos Centros de Referência (CR), grupos multidisciplinares que entregam um diagnóstico mais preciso e um tratamento personalizado para a necessidade de cada paciente. Inovação no modelo de tratamento do câncer no Brasil, o Centro de Referência é adotado nos principais cancer centers em todo o mundo.

O conceito proposto pelo CR é o de que um grupo multiprofissional de especialistas – cirurgiões oncológicos, oncologistas clínicos, radioterapeutas, patologistas, enfermeiros, nutricionistas, pesquisadores, entre outros profissionais - estejam integrados no atendimento ao paciente, decidindo em conjunto o que cada um fará nas diferentes fases do tratamento. Isso permite a otimização de consultas e exames, garantindo menor tempo possível e menos visitas à unidade médica.

Paciente iniciando seu atendimento na recepção da Unidade Pires da Mota

Outro destaque fica por conta dos enfermeiros navegadores que acompanham e orientam o paciente durante toda a jornada de cuidados, facilitando o fluxo de informações na transição entre os vários profissionais envolvidos no processo de atendimento.

A adoção de protocolos clínicos que asseguram a excelência e padronizam o tratamento por evidência científica em todas as etapas é outro grande benefício da organização em centros de referência. Além disso, os casos mais complexos e sem protocolos disponíveis são encaminhados para fóruns multidisciplinares de discussão, os tumor boards, que ainda permitem o acesso a novos tratamentos por meios dos clinical trials, que testam os avanços da oncologia.

Centro de Referência de Tumores da Mama: projeto pioneiro - O novo modelo teve início com a implementação do CR de Mama, em 2017, que reúne 17 especialidades como: cirurgia, anestesia, oncologia clínica, radioterapia, anatomia patológica, radiologia, fisioterapia, psicologia, nutrição, entre outras. De lá para cá, a Instituição já observa grandes avanços: redução de mais de 20% no tempo entre a primeira consulta e o início do tratamento, além do aumento da satisfação do paciente.

Sobre o A.C.Camargo Cancer Center

Referência internacional em oncologia, o A.C.Camargo Cancer Center é um dos mais importantes centros especializados e integrados de diagnóstico, tratamento, ensino e pesquisa do câncer. A instituição provê assistência integrada, de alta complexidade, humanizada e centrada nas necessidades e segurança dos pacientes, em todas as etapas, desde o diagnóstico até a reabilitação.

No A.C.Camargo, médicos e cientistas atuam em conjunto no desenvolvimento de pesquisas que serão aplicadas no futuro da oncologia, resultando nas melhores alternativas terapêuticas e, consequentemente, no aumento dos índices de cura e de sobrevida do paciente. Possui o mais importante centro privado de Pesquisa sobre o Câncer do país, o CIPE. No Ensino, é a principal Instituição formadora de especialistas, residentes, mestres e doutores em oncologia do país, aptos a compartilhar o conhecimento e atuar no combate ao câncer em benefício de toda a sociedade.

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A.C.Camargo especialista em cirurgia robótica - Mais de 2 mil procedimentos em diversos tipos de tumores

Utilizada há cinco anos na Instituição para o tratamento de diversos tipos de câncer, inclusive tumores pediátricos, a cirurgia robótica traz eficácia e conforto ao paciente e muda a face da cirurgia oncológica.

A cirurgia robótica para o tratamento do câncer reduz mutilações, traz maior conforto, cicatrizes menores, menos chance de transfusão sanguínea ou UTI e tem eficácia terapêutica equivalente à cirurgia aberta, além de permitir retorno dos pacientes às suas atividades habituais mais precocemente. Essa é uma das constatações dos especialistas do A.C.Camargo Cancer Center, que esta semana alcançou a marca de 2 mil cirurgias realizadas em cinco anos, com a diversidade de aplicação como diferencial: "Além das cirurgias já realizadas com grande frequência em todo o mundo, como as cirurgias para os cânceres de próstata ou de rim, podemos empregar a cirurgia robótica em pacientes com tumores diversos, inclusive em situações em que era mais complexo realizar a cirurgia pelas vias convencionais", diz Stenio Zequi, cirurgião oncológico e coordenador do Programa de Cirurgia Robótica da Instituição. As pinças robóticas permitem acesso a regiões estreitas e proporciona angulações difíceis de obter com a mão humana.

É o caso de cirurgias de cabeça e pescoço, área em que o A.C.Camargo é pioneiro na América Latina e referência mundial. "Podemos alcançar tumores da faringe e laringe, de forma mais direta e menos invasiva, com melhores resultados oncológicos e funcionais. Além disso, podemos também realizar cirurgias de pescoço, como esvaziamentos cervicais e tireoidectomias, sem deixar as conhecidas cicatrizes visíveis nesta região", diz Renan Bezerra Lira, cirurgião oncológico do Núcleo de Cirurgia de Cabeça e Pescoço da Instituição.

Em tumores de cólon, "é melhor alternativa para pacientes com sobrepeso, de ambos os sexos, e para os homens em geral", explica Samuel Aguiar Jr., cirurgião oncológico e Líder do Núcleo de Tumores Colorretais. Na cirurgia torácica, a robótica pode ser utilizada para ressecções pulmonares e mediastinais. "É uma técnica minimamente invasiva que proporciona recuperação pós-operatória mais rápida e com menos desconforto para os pacientes", afirma Jefferson Luiz Gross, cirurgião oncológico e Líder do Núcleo de Pulmão e Tórax. 

Na pediatria, o A.C.Camargo é também pioneiro no Brasil: "Fizemos a retirada da próstata em um menino e a extração do rim em duas crianças, todos os procedimentos realizados como parte fundamental do tratamento de crianças portadoras de câncer. Essas técnicas já são aplicadas com igual sucesso em adultos", disse Maria Lúcia de Pinho Apezzato, cirurgiã oncológica e Líder do Núcleo de Cirurgia Pediátrica. Além de menor tempo de internação, com o emprego da técnica, são esperados menos efeitos adversos tanto para crianças quanto para adultos.

Entre as 2 mil cirurgias robóticas realizadas, as mais frequentes são: próstata, coloprocto, cabeça e pescoço e ginecológicas.

Veja abaixo (dados até 25/6):

Departamento 2013 2014 2015 2016 2017 2018 Total
Ginecologia 2 12 20 33 40 18 125
Urologia 62 230 358 377 360 166 1562
Cabeça e Pescoço 0 4 36 33 35 19 128
Abdome 0 5 5 5 14 1 30
Oncologia Cutânea 0 1 1 0 0 0 2
Coloprocto 3 22 38 38 26 12 139
Tórax 0 0 3 9 2 3 17
Pediatria 0 0 0 0 2 2 4
TOTAL             2007

 

Sobre o A.C.Camargo Cancer Center

Referência internacional em oncologia, o A.C.Camargo Cancer Center é um dos mais importantes centros especializados e integrados de diagnóstico, tratamento, ensino e pesquisa do câncer. A Instituição provê assistência integrada, de alta complexidade, humanizada e centrada nas necessidades e segurança dos pacientes, em todas as etapas, desde o diagnóstico até a reabilitação.

No A.C.Camargo, médicos e cientistas atuam em conjunto no desenvolvimento de pesquisas que serão aplicadas no futuro da oncologia, resultando nas melhores alternativas terapêuticas e, consequentemente, no aumento dos índices de cura e de sobrevida do paciente. Possui o mais importante centro privado de pesquisa sobre o câncer do país. No ensino, é a principal Instituição formadora de especialistas, residentes, mestres e doutores em oncologia do país, aptos a compartilhar o conhecimento e atuar no combate ao câncer em benefício de toda a sociedade.

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Informações à imprensa

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7 entre 10 casos de câncer de Cabeça e Pescoço são diagnosticados em fase avançada da doença, alerta A.C.Camargo Cancer Center

Negligencia dos sintomas e demora no encaminhamento por parte de dentistas, médicos e demais profissionais da saúde são alguns dos fatores que retardam o diagnóstico de tumores na região de Cabeça e Pescoço

Os tumores de cabeça e pescoço, segundo o Globocan 2012, levantamento da Organização Mundial de Saúde, representam o nono tipo de câncer mais comum no mundo, com maior prevalência nos países em desenvolvimento. Incluindo todas as áreas da cavidade oral, como a língua e boca e localizações como laringe, faringe, seios paranasais, cavidade nasal e glândulas salivares, são registrados aproximadamente 700 mil novos casos anualmente. No Brasil, segundo o INCA, estima-se para 2017 que cerca de 22 mil brasileiros receberão o diagnóstico dos dois tipos mais comum de câncer na região, que são cavidade oral e laringe.

De acordo com o levantamento SEER do NIH (https://seer.cancer.gov/statfacts/html/oralcav.html) cerca de 70% a 80% dos tumores na região de Cabeça e Pescoço são descobertos em fase avançada da doença, o que resulta em pior qualidade de vida, maiores taxas de morbidade e mortalidade, maior risco de mutilação e maior complexidade no tratamento e na reabilitação do paciente.

Quem chama a atenção para este cenário, fazendo alusão ao Julho Verde - mês de conscientização mundial sobre o combate ao câncer de Cabeça e Pescoço -, é o cirurgião oncologista e diretor do Departamento de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e Otorrinolaringologia do A.C.Camargo Cancer Center, Luiz Paulo Kowalski. "Infelizmente o país enfrenta esta triste realidade. Mas há uma boa notícia: é possível reverter esse cenário conjugando os esforços de diferentes profissionais da saúde para identificar precocemente as lesões pré-cancerosas. Dentistas, médicos e demais profissionais da saúde podem fazer a diferença e a doença passar a ser diagnosticada mais precocemente", ressalta.

O mais incidente dos tumores de Cabeça e Pescoço é o câncer de cavidade oral, quinto mais comum entre os homens no país, sendo que maior parte dos pacientes apresenta doença avançada ao diagnóstico possivelmente pela ausência de programas de rastreamento e de políticas de educação em saúde. É importante a sociedade saber, ressalta Kowalski, que é possível prevenir e fazer diagnóstico precoce de câncer oral na cadeira do cirurgião-dentista. "Esse profissional é capaz de detectar sinais como placas esbranquiçadas, lesões avermelhadas e feridas. Quando essas lesões não cicatrizam em menos de 15 dias, uma investigação mais acurada é necessária", reforça.

É importante também, acrescenta Kowalski, que o profissional que atua na saúde primária saiba investigar a possível ocorrência de um câncer. "É bastante comum que o tumor esteja em locais de difícil visualização como a borda posterior da língua, o palato mole e outros. É preciso conhecer para saber diagnosticar essas lesões", explica.

 

NOVO PERFIL DO PACIENTE - Historicamente, os cânceres de cavidade oral afetam, sobretudo, homens mais velhos, que fumam e consomem bebidas alcoólicas. Esse permanece sendo o perfil mais comum de paciente que recebe o diagnóstico da doença, mas um novo perfil está ganhando corpo, conforme explica Kowalski.  "Hoje esses tumores também atingem os mais jovens (entre 30 e 45 anos), que não fumam e nem bebem em excesso. Isso porque é cada vez mais conhecida a relação desses tumores com a contaminação pelo vírus HPV, que pode ser transmitido pelo sexo oral desprotegido. Os profissionais da assistência primária precisam conhecer esse novo perfil de paciente", ressalta.

Estudo publicado pelo A.C.Camargo na revista científica International Journal of Cancer aponta que 32% dos tumores de boca em jovens têm associação com o papilomavírus (HPV). Além disso, outro estudo da instituição mostra que em amígdala até 80% dos casos estão associados ao vírus. "Há dez anos, essa associação existia em apenas 25% dos casos, representando um crescimento superior a 300%", acrescenta Kowalski.

 

PRECISAMOS FALAR SOBRE PREVENÇÃO - Diferente de muitos tipos de câncer, em que as principais etiologias (causas) não são conhecidas, o fato do câncer de Cabeça e Pescoço ter os seus principais fatores de risco bem estabelecidos abre caminhos para medidas que previnam o surgimento da doença. Recomenda-se não fumar e beber com moderação. Além disso, a mais nova etiologia identificada pela ciência, que é o vírus HPV, dispõe de vacinas na rede pública de saúde.

Desde janeiro deste ano, o Ministério da Saúde inclui no calendário nacional de vacinação a proteção de meninos de 12 e 13 anos contra o vírus HPV. Essa medida se soma à imunização que já ocorria desde 2014 nas meninas de 9 a 13 anos. A faixa etária entre os meninos, segundo o Ministério, será gradativamente aumentada até 2020, quando abrangerá os garotos a partir dos 9 anos.

As vacinas anti-HPV protegem contra os 2 subtipos do vírus mais associados com câncer e outras doenças nos genitais. Há cerca de 40 tipos de HPV que infectam a região genital, sendo que 14 estão relacionados com o câncer. Porém, os do tipo 16 e 18 são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo de útero e também os mais frequentes em tumores relacionados ao HPV na população masculina. A vacina não protege pessoas já infectadas pelo vírus. Por isso, o momento ideal de recebê-la é antes do início da vida sexual.

De acordo com Luiz Paulo Kowalski, falar com a sociedade sobre a segurança e eficácia da vacina é o melhor caminho para se desconstruir mitos que dificultam a adesão às campanhas de vacinação. "O investimento em vacinação trará seus efeitos positivos em alguns anos. É um investimento seguro que poupará vidas, sofrimento e gastos com a saúde. Precisamos levar essa informação, com clareza, para toda a população", afirma.

 

ATENÇÃO AOS SINAIS E SINTOMAS - A existência de qualquer dos sinais e sintomas abaixo pode sugerir a existência de câncer, cabendo ao médico avaliar a necessidade de se pedir outros exames para confirmar ou não o diagnóstico. Muitos desses sinais e sintomas podem ser causados por outros tipos de câncer ou por doenças benignas. É importante consultar o médico ou o dentista se qualquer desses sintomas persistir por mais de 2 semanas. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico e iniciado o tratamento, maiores são as chances de sucesso: 

 

Sinais e Sintomas

  • Ferida na boca que não cicatriza (sintoma mais comum)
  • Dor na boca que não passa (também muito comum, mas em fases mais tardias)
  • Nódulo persistente ou espessamento na bochecha
  • Área avermelhada ou esbranquiçada nas gengivas, língua, amígdala ou revestimento da boca
  • Irritação na garganta ou sensação de que alguma coisa está presa ou entalada na garganta
  • Dificuldade para mastigar ou engolir
  • Dificuldade para mover a mandíbula ou a língua
  • Dormência da língua ou outra área da boca
  • Inchaço da mandíbula que faz com que a dentadura ou prótese perca o encaixe ou incomode
  • Dentes que ficam frouxos ou moles na gengiva ou dor em torno dos dentes ou mandíbula
  • Mudanças na voz
  • Nódulos ou gânglios aumentados no pescoço
  • Perda de peso
  • Mau hálito persistente

 

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A.C.Camargo Cancer Center e Institut Curie firmam acordo de colaboração para pesquisa do câncer e os primeiros alvos são os sarcomas e radioterapia

Acordo de colaboração científica entre o A.C.Camargo Cancer Center e um dos principais centros europeus de pesquisa do câncer, o Institut Curie, que traz o nome da cientista Marie Curie, responsável pela descoberta dos efeitos da radioatividade e única mulher a receber dois prêmios Nobel. Os primeiros estudos abrangerão sarcomas e radioterapia. A iniciativa contemplará colaboração em pesquisa, intercâmbio e treinamento de médicos, residentes e cientistas.

Dois dos principais centros de pesquisa do câncer no mundo, o A.C.Camargo Cancer Center, de São Paulo, e o Institut Curie, da França, assinam na capital paulista na terça, 31, um acordo que prevê colaborações de pesquisa, intercâmbio e treinamento de médicos, residentes e cientistas. Representando a instituição francesa, estarão presentes a diretora do Serviço de Sarcomas e Tumores Complexos Sylvie Bonvalot e o diretor de relações institucionais Pierre Anhoury. Representando o A.C.Camargo, estarão a cientista e superintendente de pesquisa Vilma Regina Martins; o cirurgião pélvico e vice-presidente Ademar Lopes e o oncologista clínico Celso Abdon de Mello. O consulado francês será representado por Gerard Perrier, responsável pela área de Ciência e Tecnologia do Consulado Geral da França em São Paulo.

SARCOMAS – Os sarcomas são caracterizados como uma doença heterogênea, sendo divididos em cerca de 70 subtipos. São tumores que podem acometer qualquer uma das estruturas denominadas como partes moles, caso dos músculos, da gordura, dos tendões e dos nevos periféricos, que são áreas que representam cerca de 50% de todo o peso do corpo humano. Além disso, podem acometer também os ossos, os osteossarcomas.

O estudo dos sarcomas é uma das linhas estratégicas de pesquisa do A.C.Camargo e do Institut Curie, que tem o intuito de buscar avanços para diagnóstico precoce e tratamento dessa doença. "Vamos iniciar a parceria por meio de estudos relacionados aos sarcomas, que é uma das áreas na qual somos reconhecidos como um centro de excelência. Recebemos um grande número de pacientes com essa doença, o que nos permite desenvolver estudos clínicos, moleculares e epidemiológicos", destaca Vilma Martins.

De acordo com a cientista, a união do conhecimento científico dos dois centros de pesquisa do câncer deverá proporcionar inovação e maior eficácia no diagnóstico e tratamento desse tão complexo grupo de doenças e também colaboração para outras linhas de pesquisa que serão agregadas futuramente. "Além disso, com o intercâmbio e treinamento de médicos, residentes e cientistas, pretendemos ampliar ainda mais o nosso nível de excelência na abordagem clínica e científica e as melhores práticas no manejo dos pacientes", ressalta Vilma Martins.

RADIOTERAPIA – Outra importante linha de pesquisa da primeira fase do acordo entre A.C.Camargo e Institut Curie envolve o avanço do setor de Radioterapia. O A.C.Camargo, detentor do nível máximo de Acreditação pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), órgão das Nações Unidas (ONU), se unirá ao centro francês nessa que é considerada a área responsável por seu nascimento. Isso porque o Institut Curie leva o nome da cientista polonesa naturalizada francesa Marie Curie, que foi a responsável por isolar os elementos químicos polônio e rádio, além de descrever os efeitos da radioatividade, inclusive a sua aplicação clínica.

Englobando sarcomas e radioterapia, o Centro Internacional de Pesquisa (CIPE) do A.C.Camargo Cancer Center, e seus cientistas especialistas em Biologia Tumoral, Vilma Martins, Tiago Góss, Glaucia Hajj e Ludmilla Chinen, Genômica e Biologia Molecular, Dirce Carraro, Epidemiologia, Maria Paula Curado, Bioinformática, Israel Silva, e Patologia Investigativa, Isabela Werneck da Cunha. Participarão também os cirurgiões oncologistas Ademar Lopes e Samuel Aguiar Junior, do Departamento de Tumores Colorretais e Sarcomas, da Radioterapia, Antônio Cássio Pellizzon e, da Oncologia Pediátrica, Cecilia Costa. "Pretendemos estender o escopo dessa colaboração a diversas áreas e especialidades do A.C.Camargo", acrescenta Vilma Martins.

Os projetos serão estruturados e alguns já possuem financiamento previsto por meio do programa do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT), cofinanciado pela FAPESP e pelo CNPq. O A.C.Camargo coordena o INCT de Oncogenômica e Inovação Terapêutica (INCITO-INOTE). Além disso, são previstos investimentos advindos da própria Instituição, assim como de outras fontes de fomento nacionais e internacionais.

Sobre o A.C.Camargo Cancer Center

Referência internacional em oncologia, o A.C.Camargo Cancer Center é um dos mais importantes centros especializados e integrados de diagnóstico, tratamento, ensino e pesquisa do câncer. A instituição provê assistência integrada, de alta complexidade, humanizada e centrada nas necessidades e segurança dos pacientes, em todas as etapas, desde o diagnóstico até a reabilitação.

No A.C.Camargo, médicos e cientistas atuam em conjunto no desenvolvimento de pesquisas que serão aplicadas no futuro da oncologia, resultando nas melhores alternativas terapêuticas e, consequentemente, no aumento dos índices de cura e de sobrevida do paciente. No ensino, é a principal Instituição formadora de especialistas, residentes, mestres e doutores em oncologia do país, aptos a compartilhar o conhecimento e atuar no combate ao câncer em benefício de toda a sociedade.

Sobre o Institut Curie

O Institut Curie é uma fundação privada sem fins lucrativos criada por Marie Curie, única mulher duas vezes ganhadora do Prêmio Nobel, em 1909. É dedicado à pesquisa, ao ensino e à assistência. É o principal centro de referência francês na luta contra o câncer. 

Localizado em um dos centros de pesquisa mais famosos do mundo, onde está também um hospital de alta tecnologia, classificou-se como número 1 no tratamento de câncer de mama, tumores oculares, câncer pediátrico e sarcomas.

Ele oferece a maior plataforma de radioterapia, com 12 aceleradores e um centro de protonterapia classificado como número 4 em todo o mundo. Mais de 50 mil pacientes são admitidos todos os anos. 
Mais de 3.400 pesquisadores, médicos e cuidadores trabalham no Instituto. Em 2016, eles publicaram mais de 700 artigos em revistas de revisão de pares.

Uso de ômega 3, probióticos e glutamina em pacientes oncológicos é pauta em painel de Nutrição de Congresso promovido pelo A.C.Camargo Cancer Center

Quando indicar a suplementação de Ômega 3, probiótico e glutamina para um paciente com diagnóstico de câncer? Quais são os riscos e benefícios? Suplementação in natura, em pó ou por comprimidos? Essas são as principais questões que estarão em discussão no Painel de Nutrição do Next Frontiers to Cure Cancer, evento internacional que ocorre de 20 a 22 de abril, em São Paulo

A avaliação e o acompanhamento nutricional são importantes para o paciente oncológico em todas as etapas do tratamento. O impacto da suplementação de ômega 3, probióticos e glutamina, assim como os potenciais benefícios e efeitos adversos desse consumo para o paciente oncológico, são assuntos que estarão em pauta no painel de Nutrição do Next Frontiers to Cure Cancer, congresso promovido pelo A.C.Camargo Cancer Center, que acontecerá de 20 a 22 de abril no Hotel Renaissance, em São Paulo.

Voltado a nutricionistas, médicos nutrólogos, e também aos estudantes de graduação e de pós-graduação na área de Nutrição, o painel debaterá as evidências científicas e as novas fronteiras quanto à indicação dos três nutrientes seja pelo consumo de alimentos naturais, de suplemento em pó ou em comprimido. Durante o evento, haverá a apresentação de recentes estudos de alto impacto e as novas fronteiras das diretrizes que apontam para quais grupos de pacientes a suplementação alimentar pode ser indicada.

"Essa é uma dúvida muito comum entre os profissionais da área de Nutrição, principalmente entre os que não trabalham com Oncologia em sua rotina clínica. O evento é uma ótima oportunidade para um debate de alto nível em torno dos protocolos em nutrição voltada ao paciente com câncer", explica a coordenadora de Nutrição Clinica do Serviço de Nutrição do A.C.Camargo, Thaís Manfrinato Miola.

 

GLUTAMINA - Um tipo de aminoácido existente em nosso corpo, a glutamina atua em síntese de proteína, no ciclo celular, no músculo esquelético e é a principal fonte de alimento para as células do intestino. Em outras palavras, ela tem o potencial de atuar como protetora do intestino, regularizando a flora intestinal, diminuindo o risco de infecções e de desenvolvimento de câncer. Quando o paciente está em tratamento de câncer, pode haver perda de imunidade e de massa magra, situações que afetam negativamente a produção de glutamina.

A indicação de suplementação dependerá do resultado da avaliação nutricional.  "É levado em conta se o paciente apresenta desnutrição leve, moderada ou grave e se, apesar de estar com sobrepeso ou obeso, ele perdeu bastante peso em pouco tempo. Esse pode ser um indicativo de que ele está com depleção de massa magra e a reposição de glutamina se torna recomendável", explica Thaís Manfrinato.

O tema é alvo de controvérsias. Segundo a nutricionista, alguns estudos in vitro mostram que não há benefícios para o paciente oncológico, enquanto que outros trabalhos mostram, por exemplo, que a glutamina reduz efeitos colaterais da qumioterapia e radioterapia, sem inteferir na sobrevida livre de doença e na sobrevida global dos pacientes estudados.

De acordo com Thaís Manfrinato, as evidências mais robustas apontam para a redução de mucosite quando a suplementação de glutamina é oferecida ao paciente que recebe radioterapia na região de Cabeça e Pescoço. Por sua vez, em quimioterapia convencional, não há indicativos desse benefício.

A glutamina é encontrada em fontes de proteínas como carnes, frangos, peixe, leites e derivados. Porém, em situações de estresse, como no caso do paciente oncológico, a alimentação pode estar deficiente, pelos efeitos colaterais do tratamento, e ele ainda pode não conseguir absorver toda a glutamina necessária. Em razão disso, a suplementação dos pacientes em tratamento de câncer se mostra mais eficaz em pó, sempre com orientação de um nutricionista.

 

ÔMEGA 3 - Presente em peixes de água gelada e salgada e na linhaça, o ômega 3 é, classicamente, indicado para pacientes que apresentam desnutrição. No entanto, conforme explica Thaís Manfrinato, essa suplementação pode ser mais precoce, para prevenção desse quadro, pois ele tem ação antiinflamatória e, com isso, potencial para auxiliar na prevenção de câncer de mama e de próstata, por exemplo.

"Outros paradigmas também estão mudando. Estudos apontam que a qualidade de vida do paciente com desnutrição grave pode reduzir com o uso da suplementação de ômega 3, pois os pacientes estudados apresentaram náusea após o consumo desse nutriente. Com isso, há discussão se, nos pacientes com desnutrição grave, o ômega 3 apresente tanto benefício", alerta Thaís.

Porém, em linhas gerais, o que se preconiza hoje é que o paciente em tratamento de câncer, independentemente do seu estado nutricional, pode apresentar alguma resposta positiva, sendo que a suplementação por cápsulas é a mais eficaz.

Na alimentação in natura, ressalta Thaís, a equipe clínica não consegue garantir que o paciente conseguirá absorver a quantidade adequada de ômega 3. Isso porque há vários fatores envolvidos, dentre eles saber se o peixe é de água salgada de fato ou se é de cativeiro, saber qual é o tipo de linhaça, pois entre as linhaças há variações de ômega 3, dentre outros. Já para o paciente que não está em tratamento, mas sim em segmento, é factível manter o ômega 3 por meio da alimentação, principalmente pelo consumo de linhaça.

 

PROBIÓTICOS - A utilização dos probióticos (bactérias do bem) se dá tanto na prevenção de tumores e na regularização da flora intestinal, como também pode ser eficaz como abordagem auxiliar ao tratamento de pacientes com câncer colorretal. No âmbito da prevenção, os probióticos podem ser encontrados na forma in natura em leites fermentados e iogurtes. Eles ajudam a manter o intestino mais saudável, gerando menos inflamação que pode levar ao desenvolvimento de tumores.

Para os pacientes em tratamento oncológico, os probióticos não são indicados para aqueles que apresentam imunidade baixa. Nesse grupo de pacientes, mesmo se tratando de uma bactéria benéfica, o probiótico pode sofrer uma translocação bacteriana (tornar-se maléfica), colonizar, entrar na corrente sanguínea e até levar a um quadro de sepse. A boa notícia é que muitos pacientes, mesmo em quimioterapia, podem estar com uma imunidade adequada, que é medida pelo valor de leucócitos. Com isso, são elegíveis para a suplementação de probióticos.

De acordo com Thaís Manfrinato, o paciente faz uso de antibióticos que soltam o intestino e os probióticos ajudam a regularizar a flora intestinal. Há também, segundo ela, outros benefícios. "Os pacientes que vão receber radioterapia na região do intestino ou no colo do útero, que também acaba afetando o intestino, pode desenvolver uma grave inflamação chamada enterite actínica. Quando há o uso de probióticos, esse processo pode ser impedido. Além disso, o probiótico reduz tanto a gravidade quanto a incidência de diarréia durante a radioterapia e também o risco de que o paciente desenvolva uma enterite actínica após o tratamento", explica a nutricionista.

Em quimioterapia, os probióticos ajudam a reduzir quadros de diarréia principalmente em quem usa irinotecano. Também há evidências, explica a especialista, do benefício do uso de probióticos na cirurgia de câncer de intestino. "O paciente fica menos tempo internado e, com mais rapidez, recupera a flora intestinal e volta a se alimentar normalmente", acrescenta Thais Manfrinato.

Assim como ocorre com glutamina e omêga 3, a suplementação mais adequada para os pacientes em tratamento é por meio de cápsulas ou em pó, o que é mais comum. "É difícil que o paciente tenha garantido o seu consumo de probióticos com a devida absorção, em se tratando de alimentos in natura, pois eles sofrem alterações quando são levados do supermercado para casa e quando são retirados da geladeira, por exemplo. A mudança de temperatura reduz a quantidade de probióticos do produto. Portanto, o consumo em cápsula ou em sache é mais adequado".

 

OUTRAS ABORDAGENS - A programação do Painel de Nutrição do Next Frontiers to Cure Cancer destaca também a avaliação nutricional por métodos de imagem. Uma nova fronteira na prática clínica, essa análise ocorre com auxílio da tomografia computadorizada. De acordo com Thaís Manfrinato, quando o paciente é submetido à tomografia para fazer o estadiamento da doença, aproveita-se para avaliar o seu nível de massa magra. É um método com grande acurácia e mais objetivo, quando comparado à avaliação tradicional, que usa fita métrica e adipômetro. "Há estudos que apontam que pacientes que aparentam ter o mesmo biotipo, quando são submetidos à tomografia, apresentam diferentes níveis de massa magra", observa.

O desafio, segundo ela, está em responder como adotar essa avaliação na rotina clínica, qual deve ser o valor de referência, dentre outras questões. Haverá aulas também sobre calorimetria indireta, dieta para radioterapia na região pélvica, adoção ou não do jejum nos exames de imagem e resultados referentes aos protocolos de recuperação precoce dos pacientes tratados no A.C.Camargo. A programação completa está disponível em http://www.nextfrontiers.com.br/.

 

NEXT FRONTIERS TO CURE CANCER - Nesta que é a sua segunda edição, o Next Frontiers to Cure Cancer acontece de 20 a 22 de abril no Hotel Renaissance, em São Paulo. Com o olhar atento ao presente e futuro da oncologia, o A.C.Camargo Cancer Center reúne palestrantes de renomadas instituições nacionais e internacionais de mais de 16 especialidades para falar sobre os avanços e novas fronteiras no combate ao câncer.

Participam palestrantes internacionais do MD Anderson Cancer Center, Memorial Sloan Kettering Cancer Center, Mayo Clinic, Harvard Medical School, National Cancer Institute (NIH), Winona State University, University of Miami (Estados Unidos), Heidelberg University (Alemanha), University of Torino (Itália), Universidad de Buenos Aires (Argentina) e Princess Margaret Cancer Center - University Health Network (Canadá).

Com o tema central a "Perspectiva multidisciplinar no diagnóstico, tratamento e pesquisa do câncer", o Congresso enfatizará os avanços nesta tríade em câncer de mama e tumores gastrointestinais, ósseos, urológicos e ginecológicos e também em sarcomas de partes moles e na pesquisa translacional em oncologia. Também serão discutidos os efeitos tardios do tratamento do câncer, a abordagem cardiológica no tratamento e seguimento do paciente oncológico (onco-cardiologia), a epidemiologia e questões ligadas à enfermagem, farmácia, nutrição, fisioterapia e psicologia, sempre voltadas para o paciente oncológico. Serão seis salas simultâneas para acomodar todos os temas.

 

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