Reto

O câncer de reto tem características muito semelhantes às do câncer de cólon: ele também começa nas células de revestimento e, na maioria das vezes (90% dos casos), é um adenocarcinoma. Ele tem início como um pólipo e não costuma apresentar sintomas em seus estágios iniciais. 

O resultado inesperado de um estudo sobre câncer: remissão em todos os pacientes

Linha Fina

O estudo foi pequeno e especialistas dizem que precisa ser replicado. A head de oncologia clínica do A.C.Camargo aponta que este será o novo protocolo adotado a partir de hoje

Foi um pequeno teste, apenas 18 pacientes com câncer de reto, onde cada paciente tomou o mesmo medicamento imunoterápico. Mas os resultados foram surpreendentes. O câncer desapareceu em todos os pacientes, indetectável por exame físico, endoscopia, PET ou ressonância magnética.

Dr. Luis A. Diaz Jr., do Memorial Sloan Kettering Cancer Center, autor de um artigo publicado neste domingo (05), no New England Journal of Medicine, descrevendo os resultados da pesquisa, disse que não conhecia nenhum outro estudo em que um tratamento eliminou completamente um câncer em cada paciente testado. "Acredito que esta é a primeira vez que isso acontece na história do câncer", destaca.

O tratamento revelado no congresso da ASCO (Sociedade Americana de Oncologia Clínica), que termina na próxima terça-feira (07), em Chicago, mostrou um tumor que desapareceu completamente em todos os pacientes testados.

“Um tratamento de imunoterapia em pacientes com câncer de reto localizado (sem metástases) levou a resolução de 100% dos casos. Esses pacientes deixaram de receber radioterapia, quimioterapia e não precisaram ser operados”, explica a Dra. Rachel Riechelmann, head de oncologia clínica do A.C.Camargo Cancer Center.

Apesar da amostra ser considerada pequena, 100% de resposta é um resultado inédito e chama a atenção da comunidade médica mundial. “Quanto submetido a uma cirurgia, a maioria dos pacientes fica com uma bolsa de colostomia definitiva. A partir de hoje, esse deve ser o novo padrão de tratamento”, aponta a oncologista.

Esses pacientes com câncer retal enfrentavam tratamentos extenuantes – quimioterapia, radiação e, muito provavelmente, cirurgias que podem resultar em disfunção intestinal, urinária e sexual.

Eles entraram no estudo pensando que, quando terminasse, teriam que passar por esses procedimentos porque ninguém esperava realmente que seus tumores desaparecessem.

Mas eles tiveram uma surpresa: nenhum tratamento adicional foi necessário.

"Houve muitas lágrimas de felicidade", disse a Dra. Andrea Cercek, oncologista do Memorial Sloan Kettering Cancer Center e autora do artigo, que foi apresentado domingo na reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica.

Em média, um em cada cinco pacientes tem algum tipo de reação adversa a medicamentos como o que esses pacientes tomaram, o dostarlimabe, conhecido como inibidor de marcações. A medicação foi dada a cada três semanas durante seis meses e custou cerca de US$ 11.000 por dose. Ele desmascara as células cancerosas, permitindo que o sistema imunológico as identifique e destrua.

Embora a maioria das reações adversas seja facilmente gerenciada, de 3% a 5% dos pacientes que tomam inibidores apresentam complicações mais graves que, em alguns casos, resultam em fraqueza muscular e dificuldade em engolir e mastigar.

Em um editorial que acompanha o artigo, a Dra. Hanna K. Sanoff, do Lineberger Comprehensive Cancer Center da Universidade da Carolina do Norte, que não esteve envolvida no estudo, o chamou de “pequeno, mas atraente”. Ela acrescentou, porém, que não está claro se os pacientes estão curados.

"Muito pouco se sabe sobre a duração do tempo necessário para descobrir se uma resposta clínica completa ao dostarlimabe equivale à cura", disse o Dr. Sanoff no editorial.

Dr. Kimmie Ng, especialista em câncer colorretal da Harvard Medical School, disse que, embora os resultados fossem “notáveis” e “sem precedentes”, eles precisariam ser replicados.

A inspiração para o estudo do câncer retal veio de um ensaio clínico que o Dr. Diaz liderou em 2017. Envolveu 86 pessoas com câncer metastático que se originou em várias partes de seus corpos. Mas todos os cânceres compartilhavam uma mutação genética que impedia as células de reparar danos no DNA. Essas mutações ocorrem em 4% de todos os pacientes com câncer.

Os pacientes nesse estudo tomaram um inibidor de marcação por até dois anos. Os tumores encolheram ou estabilizaram em cerca de um terço a metade dos pacientes, e eles viveram mais. Os tumores desapareceram em 10% dos participantes do estudo.

Isso levou o Dr. Cercek e o Dr. Diaz a perguntarem: o que aconteceria se a droga fosse usada muito mais cedo no curso da doença, antes que o câncer tivesse a chance de se espalhar?

Eles promoveram um estudo de pacientes com câncer retal avançado – tumores que se espalharam no reto e às vezes para os gânglios linfáticos, mas não para outros órgãos. O Dr. Cercek notou que a quimioterapia não estava ajudando uma parte dos pacientes que tinham as mesmas mutações que afetaram os pacientes no estudo de 2017. Em vez de encolher durante o tratamento, seus tumores retais cresceram.

Talvez, Dr. Cercek e Dr. Diaz raciocinaram, a imunoterapia com um inibidor de checkpoint permitiria que tais pacientes evitassem quimioterapia, radiação e cirurgia.

O Dr. Diaz começou a perguntar às empresas que fabricavam inibidores de marcação se eles patrocinariam um pequeno teste. Eles o recusaram, dizendo que era muito arriscado. Ele e o Dr. Cercek queriam dar a droga a pacientes que poderiam ser curados com tratamentos padrão. O que os pesquisadores estavam propondo pode acabar permitindo que os cânceres cresçam além do ponto em que possam ser curados.

"É muito difícil alterar o padrão de atendimento", disse o Dr. Diaz. “Todo o maquinário de tratamento padrão quer fazer a cirurgia.”
Finalmente, uma pequena empresa de biotecnologia, concordou em patrocinar o estudo. 

Seu primeiro paciente foi Sascha Roth, então com 38 anos. Ela notou um sangramento retal pela primeira vez em 2019, mas se sentiu bem - ela é uma corredora e ajuda a administrar uma loja de móveis da família em Bethesda, Maryland.

Durante uma rodada de exames, ela lembrou, seu gastroenterologista disse: “Ah, não. Eu não esperava isso!”

No dia seguinte, o médico ligou para a Sra. Roth. Ele havia feito uma biópsia do tumor. “Definitivamente é câncer”, ele disse a ela. "Eu derreti completamente", disse ela.

Logo, ela estava programada para começar a quimioterapia na Universidade de Georgetown, mas um amigo insistiu que ela visse primeiro o Dr. Philip Paty no Memorial Sloan Kettering. Dr. Paty disse a ela que estava quase certo de que seu câncer incluía a mutação que tornava improvável que respondesse bem à quimioterapia. Descobriu-se, porém, que a Sra. Roth era elegível para entrar no ensaio clínico. Se ela tivesse começado a quimioterapia, ela não estaria.

Não esperando uma resposta completa ao dostarlimab, a Sra. Roth tinha planejado se mudar para Nova York para radioterapia, quimioterapia e possivelmente cirurgia após o término do teste. Para preservar sua fertilidade após o tratamento de radiação esperado, ela teve seus ovários removidos e colocados de volta sob as costelas.

Após o julgamento, o Dr. Cercek deu-lhe a notícia.

"Nós analisamos seus exames", disse ela. “Não há absolutamente nenhum câncer.” Ela não precisou de mais nenhum tratamento.

“Eu contei para minha família”, disse Roth. “Eles não acreditaram em mim.” Mas dois anos depois, ela ainda não tem nenhum traço de câncer.

*Conteúdo adaptado do texto de Gina Kolata, publicado no The New York Times em 5 de junho. Gina escreve sobre ciência e medicina. Ela foi duas vezes finalista do Prêmio Pulitzer e é autora de seis livros, incluindo “Mercies in Disguise: A Story of Hope, a Family's Genetic Destiny, and The Science That Saved Them”.

Tudo sobre colonoscopia

A colonoscopia é um exame que avalia o intestino grosso e a parte final do intestino delgado.

É recomendada para pacientes que apresentam sintomas de origem intestinal como sangramento nas fezes, diarreia, intestino preso e dor abdominal.

Para a população sem sintomas, com o objetivo de prevenir um câncer colorretal, o ideal é fazer o exame a partir dos 45 anos e repeti-lo a cada 10 anos. Para aqueles que possuem histórico de câncer de intestino na família, essa periodicidade e o seu início podem mudar, caso a caso.

Quanto à duração, a colonoscopia é um procedimento realizado em alguns minutos e o paciente é sedado durante todo o exame.

Nesta página, você encontra todas as informações necessárias sobre a colonoscopia: são 26 perguntas e respostas, além de dois podcasts que têm a ver com o tema, um vídeo, um livro digital gratuito (e-book) e até mesmo uma sugestão de cardápio para a véspera do exame.

Confira a seguir:

 Entendendo a colonoscopia

É um exame que permite a visualização de todo o intestino grosso, além da parte final do intestino delgado, por meio de um aparelho flexível com iluminação e uma câmera na extremidade.

Realizado geralmente sob sedação endovenosa, o exame permite que o paciente durma e não sofra nenhum desconforto durante o procedimento. 

O aparelho, que é introduzido pelo ânus, pode avaliar possíveis lesões na superfície interna do intestino, como tumores ou pólipos.

O exame detecta possíveis lesões na superfície interna do intestino grosso e no final do intestino delgado, como tumores e pólipos.

Geralmente, o médico indica este exame quando o paciente apresenta alguma sintoma relacionado ao intestino, caso de uma alteração no hábito intestinal, presença de sangue nas fezes ou dor abdominal.

Uma outra indicação é para a prevenção do câncer de intestino, mesmo para pessoas sem sintomas.

Quando necessário, uma biópsia ou a remoção de lesões, como pólipos, podem ser realizadas durante a colonoscopia.

Sim. É muito importante realizar uma limpeza intestinal adequada, deixando o intestino totalmente livre de resíduos fecais e, assim, permitindo a visualização de toda a superfície da mucosa interna intestinal.

A administração de medicamentos como Manitol, Dulcolax (ambos laxantes) e também a ingestão de, no mínimo, 2 litros de líquidos de coloração clara auxiliam no preparo adequado do intestino para o exame.

No momento da colonoscopia, o paciente é sedado para não sentir qualquer tipo de dor ou desconforto que o exame possa trazer.

Conheça os medicamentos que devem ser suspensos com consentimento médico:

  • Pausa 7 dias antes do exame: Warfarina (Marevan e Coumadin), Clopidogrel, Prasugrel, Ticlopidina, Ticagrelor 
  • Pausa 48 horas antes do exame: Dabigatrana, Xarelto, Apixabana e Sulfato ferroso
  • Pausa 24 horas antes do exame: Enoxaparina (Clexane) 


Ácido acetilsalicílico (AAS e Aspirina) pode ser tomado normalmente, se fizer uso de até 200 mg ao dia. Caso utilize doses maiores, a suspensão deverá ocorrer 5 dias antes do exame.

Todos os medicamentos acima citados necessitam de pausa, pois há a possibilidade da realização de biópsia e/ou de remoção de pólipos durante o exame, e a manutenção deles aumenta o risco de sangramentos.

Se for portador de diabetes, no dia do exame, suspenda o uso de hipoglicemiantes (medicamentos para o diabetes), devido ao tempo prolongado de jejum.

Para investigar quaisquer sinais e sintomas do câncer de intestino ou de outras doenças intestinais que apareçam,  assim como para prevenção e detecção precoce do câncer do intestino e de lesões pré-malignas (pólipos intestinais), mesmo em pessoas sem qualquer sintoma.

Neste caso, a prevenção com a colonoscopia se inicia aos 45 anos de idade. 

Sim. É ministrada uma sedação para dormir ou uma anestesia para evitar o desconforto na hora do exame.

Após o efeito da medicação, o paciente está liberado para ir para casa, com acompanhante e com restrição para a condução de veículos e atividades que necessitem de atenção, para o resto do dia.

O exame, propriamente dito, dura em média de 30 a 40 minutos. 

Eventualmente haverá a necessidade de realizar procedimentos durante o exame, e isso pode acarretar uma maior duração. Considerando o período de recuperação da sedação e a realimentação, o tempo total de permanência no setor pode se tornar de duas a três horas. 

Após a realização do exame, o paciente é encaminhado para a sala de recuperação, onde permanecerá em repouso por, em média, 40 minutos, podendo variar de pessoa para pessoa e conforme a resposta à medicação sedativa.

Depois de despertar, ofereceremos um lanche e será liberada a alta hospitalar, desde que o paciente esteja com seu acompanhante. 

Em geral, não é necessário, exceto nos casos em que o paciente necessite de algum suporte médico ou de enfermagem especial, podendo ser necessária a internação hospitalar ou a modalidade denominada como preparo hospitalar, conforme a orientação médica na solicitação.

Isso ocorre devido à administração de sedativos (medicamentos para dormir). É que essas medicações causam sonolência e alteram a atenção e o equilíbrio do paciente. 

A colonoscopia só é realizada mediante um acompanhante maior de 18 anos e capaz, que deve permanecer durante todo o período do exame no hospital.

Crianças e menores de 18 anos necessitarão da presença dos pais (mãe ou pai) ou responsável legal, que poderá permanecer na sala apenas até o momento da sedação da criança.

O exame avalia todo o intestino grosso, que é uma região de elevada frequência de um tipo de câncer que está relacionado ao estilo de vida da pessoa, de acordo com o tipo de alimentação, o tabagismo e o consumo de álcool.

O câncer do intestino grosso (ou de cólon e reto) vem se tornando um dos principais tipos de tumores em número de casos e de mortes no Brasil, chegando a ser apontado como um problema de saúde pública.

Uma das principais funções da colonoscopia é a prevenção do câncer do intestino grosso, sendo que ela é normalmente indicada a partir dos 45 anos de idade em pessoas sem sintomas, com o objetivo de detecção e retirada de lesões pré-malignas (pólipos), além de também diagnosticar tumores mais precocemente. 

Não há uma contraindicação absoluta, mas pacientes com debilidade clínica podem necessitar de maiores cuidados para o preparo intestinal, a sedação e durante o exame.

Devem ser pesados os benefícios e os riscos do exame pela equipe médica.

Pacientes com obstrução intestinal podem apresentar restrição para o preparo intestinal convencional, por via oral. 

Colonoscopia: orientações gerais
  • Pacientes com IMC > OU = 40 devem realizar o procedimento com um anestesista (é necessário informar no ato do agendamento);
  • Pacientes com doenças crônicas descompensadas ou consideradas em condições de risco pela equipe médica poderão ter seu exame suspenso e/ou reagendado para ser realizado durante sua internação, de acordo com a avaliação médica;
  • Quando o exame for realizado em condições insatisfatórias, ou seja, quando ainda houver presença de fezes no intestino, será emitido um laudo parcial e, provavelmente, o paciente terá a necessidade de reagendar o exame;
  • Os pacientes com agendamento de preparo hospitalar são programados para o primeiro horário do dia. Eles são acomodados num quarto e iniciamos a medicação. Por não saber ao certo o horário que o cólon (intestino) ficará em condição ideal para a realização do exame, não é possível informar com precisão o horário da realização do exame. Normalmente, as colonoscopias começam a partir das 14 horas.

Não. O ideal é que retorne às atividades normais somente no dia seguinte.

Sim. Poderá reintroduzir a dieta normalmente. Dê preferência a alimentos mais leves e com menos gordura.

Sim. As complicações são raras, porém podem ocorrer sangramentos, reações adversas aos medicamentos e, em casos extremos, perfurações intestinais.

As complicações após os exames podem ser imediatas ou tardias. Caso após a alta para casa o paciente sinta dores fortes na região abdominal ou distensão abdominal (barriga mais inchada), ele deve procurar o nosso serviço de emergência.

As mais comuns são: dores abdominais, cólicas, presença de flatos (gases), fezes com presença de sangue e diarreia.

Endoscopia: é um exame para a visualização do esôfago, do estômago e do duodeno, que investiga eventuais alterações ou lesões. É realizada por meio de um aparelho flexível com uma microcâmera na ponta de um tubo, que é inserido no paciente por via oral.

Colonoscopia: é um exame que visualiza o intestino grosso até chegar ao delgado. É recomendado em caso de sintomas como sangramento nas fezes, diarreia, intestino preso e dor abdominal. Para a população sem sintomas, o ideal é fazer o exame a partir dos 45 anos e repeti-lo a cada 10 anos.

Não existem sintomas após a colonoscopia. Após o efeito do sedativo, o paciente está liberado para seguir com suas atividades normais.

Os pacientes costumam ter medo da dor e do desconforto. Contudo, o exame é feito com anestesia.

A parte mais desconfortável é o preparo, feito com um laxante indicado.

O intestino funciona por algumas horas e é recomendado que o paciente beba bastante líquido.

Sim. É feita ambulatorialmente. O paciente chega para fazer o exame e vai embora no mesmo dia.

Quando o paciente faz o preparo no hospital, ele chega pela manhã e estará liberado até o final da tarde.

Há mais de 50 anos. Dispomos de equipamentos de última geração que permitem detecção e detalhes a partir da excelente qualidade de imagem.

O A.C.Camargo também forma médicos com especialização nas partes alta e baixa do sistema digestivo em nossa residência médica.

A colonoscopia não é apenas um exame diagnóstico: ela permite a remoção de lesões.

Essas lesões podem ser, por exemplo, os pólipos, que são pequenas verrugas que podem ser milimétricas ou até mesmo grandes.

Durante o exame, muitas vezes, é possível removê-las. Quando as lesões são maiores, é necessário que seja em ambiente hospitalar, pois há risco de sangramento e outras intercorrências.

Geralmente sai no mesmo dia. Às vezes, existe a necessidade de coleta de material durante o exame para uma análise patológica.

Esse material é levado para um estudo patológico, que avalia se há células tumorais ou não.

O resultado demora, em média, entre dois e três dias, mas o laudo sai no mesmo dia.

Não aumentam. Ao adotar as medidas de segurança indicadas, realizar o seu procedimento torna-se uma prática segura.

Dada a particularidade e a especificidade de cada caso, porém, é fundamental que o paciente discuta diretamente com seu médico oncologista a melhor escolha a ser feita no momento.

#QuemTemCâncerTemPressa e estamos prontos para acolher nossos pacientes, assistindo-os de forma segura em todas as fases de seu tratamento.

Dessa forma, estabelecemos o Atendimento Oncológico Protegido – um conjunto de processos para o paciente prosseguir com seu tratamento, em tempos de pandemia.

Todas as práticas adotadas estão de acordo com as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde.

Sugestão de cardápio para a véspera da colonoscopia

Café da manhã

  • Sem restrições até as 8h da manhã do dia anterior ao exame

Lanche da manhã 

  • Frutas sem casca, sem bagaço e sem caroço/sementes: maçã, pera, melão e/ou banana
  • Suco de fruta processado ou natural coado e de coloração clara (ex: maracujá, laranja e limão), água de coco, guaraná, água mineral e isotônico 

Almoço

  • Arroz papa ou macarrão sem molho (ex: alho e óleo ou manteiga) ou purê de batata ou mandioquinha
  • Ovo mexido, cozido ou pochê 
  • Gelatinas de cor clara (abacaxi, pêssego, limão ou maracujá)
  • Suco de fruta processado ou natural coado e de coloração clara (ex: maracujá, laranja e limão), água de coco, guaraná, água mineral e isotônico 

Lanche da tarde

  • Bolacha maizena ou torradas ou pão de forma sem fibras e sem casca, ou biscoito polvilho 
  • Frutas sem casca, sem bagaço e sem caroços/sementes: maçã, banana, pera e melão
  • Picolé de frutas claras (sem leite): limão, abacaxi e tangerina

Jantar

  • Caldos de legumes batidos e coados ou sopas instantâneas com baixo teor de gordura
  • Gelatinas de cor clara (ex: abacaxi, pêssego, limão ou maracujá)
  • Suco de fruta processado ou natural coado e de coloração clara (ex: maracujá, laranja e limão), água de coco, guaraná, água mineral e isotônico 
Um senhor de origem oriental de braços cruzados. Ele tem os cabelos pretos, usa óculos e está de camisa social, gravata e jaleco do A.C.Camargo. Ele está de braços cruzados olhando para a câmera.
"
A colonoscopia detecta possíveis pólipos, lesões ou tumores na parede do intestino grosso. O médico avalia qualquer anormalidade e, se necessário, leva uma amostra do tecido celular para avaliação patogênica.
Doutor Wilson Toshihiko Nakagawa, Head de Endoscopia do A.C.Camargo

Reto

O reto é a parte final do intestino grosso, que se divide em cólon e reto, cuja porção final se conecta ao ânus, por onde saem as fezes. O reto funciona como um depósito temporário das fezes e suas paredes se expandem à medida que ele se enche e, quando isso acontece, os nervos dessa região estimulam a vontade de defecar. Se a pessoa não vai ao banheiro, esse material retorna ao cólon, onde recebe mais água e o processo recomeça. 

O câncer de reto tem características muito semelhantes às do câncer de cólon: ele também começa nas células de revestimento e na maioria das vezes (90% dos casos) é um adenocarcinoma. Ele tem início como um pólipo e não costuma apresentar sintomas em seus estágios iniciais. 

Os sintomas de câncer de reto variam de pessoa para pessoa, mas se você apresentar alguns destes sintomas por mais de duas semanas é aconselhável procurar um médico:

  • Presença de sangue nas fezes
  • Dores abdominais
  • Dores ao evacuar
  • Diarreia ou prisão de ventre que não passam
  • Sensação de empachamento
  • Mudanças no apetite
  • Perda de peso inexplicável

FATORES DE RISCO

A maioria dos fatores de risco para o câncer de reto está associada à alimentação e a hábitos de vida inadequados. Portanto, é possível preveni-lo.

Alimentação: dietas ricas em carnes vermelhas, carnes processadas e carnes expostas a calor intenso, como nos churrascos, encabeçam a lista dos fatores de risco, seguidas por uma dieta pobre em fibras (frutas, legumes e verduras).

Sedentarismo a prática regular de exercícios físicos também ajuda a combater a OBESIDADE, que é outro fator de risco para esse tipo de câncer.

Fumo: é um sério fator de risco.

Álcool: sozinho, o consumo de bebidas alcoólicas já é um fator de risco importante, particularmente entre os chamados bebedores pesados. Combinado com o fumo, o risco se multiplica.

Doenças inflamatórias intestinais: as formas severas dessas doenças são raras, mas, como são crônicas, aumentam o risco de câncer de reto. Entre elas, estão a colite ulcerativa e a doença de Crohn. Portadores dessas doenças precisam ter acompanhamento específico para detecção precoce do câncer.

Histórico familiar de casos de câncer colorretal e pólipos.

Síndromes familiais de câncer: algumas pessoas têm uma história familiar de câncer de cólon e reto, com várias pessoas afetadas pela doença e antes dos 50 anos. Nesses casos, é importante consultar um médico e um oncogeneticista para fazer uma avaliação de risco e verificar qual a melhor forma de acompanhamento. Duas síndromes principais afetam o reto: o câncer colorretal hereditário não poliposo (HNPCC) ou síndrome de Lynch e a polipose adenomatosa familial (FAP).

As recomendações atuais para o rastreamento do câncer de cólon e de reto incluem todas as pessoas acima dos 50 anos de idade, independentemente de apresentarem sintomas. O médico pode pedir uma série de exames para confirmar ou descartar a suspeita de câncer de reto. A colonoscopia é o principal exame para o rastreamento do câncer de reto, permitindo ainda que o médico observe o cólon e remova pólipos, que costumam ser enviados para a biópsia.

Confirmado o câncer, o próximo passo é a realização de exames para estadiamento da doença, para identificar a sua extensão. Nesses casos, estão incluídos os exames físicos, laboratoriais, radiografias, tomografias, ressonância magnética e, algumas vezes, o PET-CT.

ESTADIAMENTO

O estadiamento é uma forma de classificar a extensão do tumor e se, ou quanto, ele afetou os gânglios linfáticos ou outros órgãos. Para isso, é usada uma combinação de letras e números: T de tumor, N de nódulos (ou gânglios linfáticos) e M de metástase, e números que vão de 0 (sem tumor, ou sem gânglios afetados ou sem metástase) a 4, este último indicando maior acometimento.

Há várias opções de tratamento para o câncer de reto, e a escolha vai depender de vários fatores, entre eles: a localização do tumor no reto, seu estágio, se ele se espalhou e o estado geral de saúde do paciente. A cirurgia é o principal tratamento para o câncer de reto e ela pode ser precedida por radioterapia para reduzir o tumor ou ser seguida por ela, na chamada terapia adjuvante.

Atualmente, muitas cirurgias para tratamento de câncer colorretal são realizadas por videolaparoscopia, técnica que permite incisões menores e recuperação mais rápida. Em muitos casos de tumores do reto, pode ser necessária a realização de uma colostomia ou ileostomia para a saída de fezes, que são coletadas numa bolsa fora do corpo. Na grande maioria das vezes, a colostomia ou a ileostomia são provisórias, mas às vezes podem ser definitivas. A necessidade desse procedimento depende de vários fatores, sendo o principal deles a proximidade do tumor em relação ao ânus.

Avanços nas técnicas cirúrgicas, assim como na radioterapia e na quimioterapia, têm permitido a ampliação das possibilidades de preservação da função evacuatória por via anal.