Pênis | A.C.Camargo Cancer Center

Pênis

O câncer de pênis é evitável, já que suas principais causas são a falta de higiene e a fimose. As primeiras alterações que levam ao câncer de pênis são perceptíveis. No início, o câncer de pênis se apresenta na forma de células malignas concentradas nas camadas superficiais do pênis, principalmente na glande, a cabeça do pênis.

HPV: vacina previne vários tipos de câncer

Linha Fina

No Dia Internacional de Conscientização sobre o HPV (4/3), saiba como a imunização contra o papilomavírus humano pode evitar o desenvolvimento de tumores de colo do útero, vagina e pênis, entre outros – e como o desconhecimento e as fake news impedem que vidas sejam salvas

O HPV, também conhecido como papilomavírus humano, é uma doença sexualmente transmissível (DST).

Esse vírus pode ser transmitido por relações sem proteção e infectar pele ou mucosas.

A boa notícia é que há uma vacina para inibir o HPV, mas o problema é que existe muito desconhecimento e preconceito sobre essa imunização.

Embora haja consolidados programas nacionais de imunização em boa parte do Brasil e da América Latina, eles seguem sendo pouco utilizados. 

É que, para conseguir uma melhor proteção, a vacina deve ser aplicada cedo.

Se isso não é feito, há um terreno fértil para a infecção por HPV, que pode desencadear, em casos extremos, vários tipos de câncer. 


HPV e os tipos de câncer relacionados

A infecção pelo HPV é comum, mas regride espontaneamente na maioria das vezes. 

Quando a infecção persiste e é causada por um tipo viral oncogênico, ocasionalmente acontecem lesões precursoras. Estas, se não identificadas e tratadas, podem evoluir para um câncer. 

Ocorre principalmente no colo do útero, mas também na vagina, vulva, ânus, pênis e orofaringe.


Por que vacinar tão cedo?

Em 2014, o Ministério da Saúde implantou no SUS a vacinação gratuita tetravalente contra o HPV em meninas entre 9 e 13 anos. Na época, a recomendação era de três doses.

Tal faixa etária foi eleita por ser a que apresenta maior benefício pela grande produção de anticorpos e por ter sido menos exposta ao vírus por meio de relações sexuais.

Em 2017, o esquema vacinal do SUS foi ampliado para meninos de 11 a 14 anos, e as garotas de 14 anos também foram incluídas – passaram a ser recomendadas duas doses com intervalo de seis meses. Mulheres e homens com imunossupressão até 26 anos de idade também foram incluídos. Em março de 2021, o Ministério da Saúde ampliou esta proteção para mulheres imunossuprimidas até os 45 anos. No setor privado, a vacina já está disponível para mulheres de 9 a 45 anos e homens de 9 a 26 anos, independentemente de ser ou não imunodeprimido.

A dificuldade de alcançar crianças e adolescentes, que já não vão aos postos de saúde regularmente, como faziam na primeira infância, está longe de ser o maior problema para combater o HPV. 

 

Barreiras: desconhecimento e fake news

Vários são os obstáculos para a adesão à vacinação contra o HPV, mas dois são os principais:

  • Desconhecimento: se trata de uma vacina que previne alguns tipos de câncer, mas as pessoas não sabem;
  • Fake news: além de alguns grupos relacionarem vacinas a eventos adversos muitas vezes de forma errônea, há aqueles que associam a vacinação contra o HPV como estímulo ao início precoce da atividade sexual, algo que não é verdade.

É importante desmistificar esses conceitos equivocados e ratificar que a criança deve ser imunizada contra o HPV da mesma forma que ocorre com outras vacinas. Essa imunização é segura e deve ser realizada idealmente antes do início da atividade sexual, pois ainda não ocorreu a exposição ao HPV e se garante uma maior resposta protetora da vacina.

Se tiver outras dúvidas sobre o tema, clique aqui ou ouça o podcast abaixo, que foi dividido em duas partes.

Parte 1:

Parte 2:


Fonte: Doutora Andréa Gadêlha, oncologista clínica e vice-líder do Centro de Referência em Tumores Ginecológicos do A.C.Camargo

Novembro Azul: uma seleção de conteúdos para você saber tudo sobre tumores urológicos (e se prevenir)

Linha Fina

Separadas pelas temáticas de prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação, pilares que definem a jornada do paciente no A.C.Camargo, confira dezenas de publicações (textos, vídeos e podcasts) que abordam a saúde masculina

Novembro Azul, o mês de conscientização para a saúde masculina. Uma campanha que reafirma a importância de focar a atenção nos tumores urológicos. 

O assunto não se resume ao câncer de próstata, embora ele seja o primeiro mais comum para os homens (exceto câncer de pele não melanoma), com previsão, segundo o INCA, de 65.840 novos casos para 2021, algo que representa 29,2% da população masculina brasileira.

Novembro Azul também tem como premissa o cuidado com os tumores de bexiga, o oitavo mais comum para os homens, com estimativa de 7.590 novos casos neste ano.

E, claro, as pautas do mês também giram em torno de tumores de pênis, rim e testículos.

Para que você saiba mais sobre o universo da campanha Novembro Azul, o A.C.Camargo Cancer Center apresenta a seguir dezenas de publicações.

Elas foram divididas pelas temáticas de prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação, os pilares que definem a jornada do nosso paciente na Instituição.

Tem textos, vídeos, podcasts... Confira:

 

Podcast - Tumores urológicos: prevenção e diagnóstico precoce
Neste Novembro Azul, a Rádio Cancer Center #29 tem dicas para minimizar os riscos

Câncer de testículo é altamente curável e predominante em jovens
Tudo sobre fertilidade, atividade sexual, fatores de risco, indícios e formas de diagnóstico

Função sexual e câncer urológico: mitos e verdades
Impotência, fertilidade e outras questões que geram dúvidas 

Novembro Azul: uma live que vai além do câncer de próstata
Os especialistas do Centro de Referência em Tumores Urológicos debatem a saúde do homem

6 informações essenciais sobre o câncer de pênis
Uma delas é que a água e o sabonete são fundamentais para a prevenção

Câncer de rim: atividade física ajuda a reduzir este risco
A adoção de hábitos saudáveis ainda atua na melhoria de problemas cardiovasculares ou diabetes

Podcast Rádio Cancer Center - Um guia de prevenção
Ouça o episódio, adote estes hábitos simples e proteja a sua saúde

HPV, a vacina vital que previne vários tipos de câncer
Segura, essencial e subutilizada, a imunização pode evitar tumores como os de pênis, entre outros 

O manual sobre o câncer de pênis
O problema é evitável, já que suas principais causas são a falta de higiene e a fimose 

Novembro Azul em tirinhas
Cartunistas deixam a piada de lado para conscientizar sobre o câncer de próstata

Prevenção primária e prevenção secundária
É importante conhecer as formas de proteção para cuidar bem da saúde

Mitos e verdades: a função urinária e o tratamento oncológico 
Esclareça suas principais dúvidas sobre incontinência e afins

Câncer de rim: pesquisa do A.C.Camargo recebe prêmio internacional
Com base em xenoenxertos, conheça esta técnica importante para a oncologia personalizada 

Coluna Fala, Doutor: o câncer de próstata
Saiba mais sobre as mutações genéticas e como se antecipar ao problema

Câncer de pênis: estudo mostra alta infecção por HPV na Amazônia
Trabalho apoiado pelo A.C.Camargo Cancer Center analisou tecidos de pacientes da região 

A detecção precoce do câncer de testículo salva vidas
É importante o homem conhecer o corpo para, caso perceba alterações no órgão, procurar um médico

Novembro Azul: atente-se ao diagnóstico precoce
Fique ligado nos exames que você deve fazer para monitorar a próstata

Mitos & verdades sobre o câncer de próstata
7 fatos que informam a população neste Novembro Azul

Um manual sobre o câncer de bexiga
Sinais, sintomas, fatores de risco, tratamentos e reabilitação

Um manual sobre o câncer de próstata
Sinais, sintomas, fatores de risco, tratamentos e reabilitação

Um manual sobre o câncer de rim
Sinais, sintomas, fatores de risco, tratamentos e reabilitação

Um manual sobre o câncer de testículos 
Sinais, sintomas, fatores de risco, tratamentos e reabilitação

Câncer de rim: pesquisa é reconhecida internacionalmente
Projeto visa descobrir biomarcadores de prognóstico usando xenoenxertos em camundongos

O câncer de rim e sua relação com a renina
A nova perspectiva sobre a função endócrina: este hormônio seria fator prognóstico para câncer?

No A.C.Camargo Cancer Center, a tecnologia salva vidas
Conheça as vantagens tecnológicas que operam a serviço do paciente e garantem as melhores práticas no combate ao câncer 

Câncer de rim: estudos do A.C.Camargo são o trunfo para personalizar ainda mais o tratamento
Saiba como o modelo integrado de um Cancer Center, que une assistência, ensino e pesquisa, está produzindo achados inéditos mundialmente 

Transplante de medula óssea para tratamento contra o câncer de testículo
Saiba como este tratamento contribui no combate à doença

Vantagens da cirurgia robótica para câncer de próstata
Redução no número de complicações é uma das diversas vantagens

Podcast Rádio Cancer Center - Tumores urológicos: as evoluções no tratamento
Ouça esta conversa e conheça as novidades que salvam vidas

Podcast Rádio Cancer Center - Tumores urológicos: os avanços em radioterapia
Uma conversa objetiva que mostra as vantagens desse tipo de terapia

Novembro Azul: é possível “não tratar” um câncer de rim ou de próstata
Saiba quando a melhor alternativa é apenas monitorar um tumor urológico 

Vídeo: tendências no tratamento do câncer de próstata
Assista e conheça as possibilidades para o segundo tumor mais comum entre os homens

Vídeo: o Novembro Azul e a evolução no tratamento sistêmico
Assista e saiba sobre avanços como a imunoterapia para tumores urológicos

Vídeo: a radioterapia para tumores urológicos
Assista e compreenda como esta terapia age durante o tratamento

Covid-19: A.C.Camargo ajuda a definir condutas oncológicas nacionais e internacionais
Corpo clínico participou da elaboração de diretrizes em especialidades como a urologia

Vídeo: o Novembro Azul e os caminhos para tratar o câncer de rim
Assista e entenda as tendências terapêuticas para os tumores renais

Tumores renais: a excelência em pesquisa no A.C.Camargo
Estudos analisam técnicas minimamente invasivas como a cirurgia robótica

Transplante de medula óssea pode ajudar no tratamento de um tumor de testículo
Oncologista explica sobre este tipo de câncer, que é mais comum em jovens entre 15 e 35 anos

Teranóstica, a medicina nuclear no tratamento do câncer
Inovador, este conceito usa materiais radioativos para obter informações sobre tumores 

Imunoterapia: medicamento para o câncer renal é aprovado pela ANVISA
Outros dois tratamentos se mostram eficazes para o combate a tumores de rim

Terapia-alvo é um dos pilares contra o câncer de rim
Pesquisa identificou biomarcadores tumorais que determinam se o tratamento é indicado

A.C.Camargo Cancer Center, um especialista em cirurgia robótica
Mais precisa, ela reduz o tempo no hospital e o tamanho de cicatrizes, entre outras vantagens

Nefrostomia guiada por tomografia é eficaz para melhorar a função renal
Pesquisa avalia procedimento necessário quando há obstrução das vias urinárias na pelve

Os principais trabalhos da ASCO 2020 em tumores urológicos
As novidades em tratamento apresentadas no congresso norte-americano

Estudo consolida benefício da terapia hormonal combinada no câncer de próstata metastático 
Apresentada na ASCO, a análise envolveu 1125 pacientes divididos em dois grupos

Os avanços no tratamento do câncer de próstata metastático 
Pesquisa internacional que envolve o A.C.Camargo mostra melhora significativa 

“Depois de 18 anos curado de um câncer, quero viver uma vida mais leve”
Conheça a história do Adelso, que tratou e curou um tumor de próstata no A.C.Camargo

Podcast Rádio Cancer Center - Tumores urológicos e atividade física
Você não precisa virar maratonista para ter prevenção e reabilitação: vale até passear com o cachorro

Fisiatra, o médico que promove mobilidade e qualidade de vida
Conheça este profissional de essencial importância para o “ir e vir”

A qualidade de vida e a reabilitação do paciente oncológico
Um olhar sobre o papel da fisioterapia na vida das pessoas

Dia do Oncologista: entenda a atuação deste profissional no modelo Cancer Center do A.C.Camargo

Linha Fina

Trabalhar na Instituição exige não apenas o domínio de todos os aspectos técnicos da oncologia, mas também que o médico pratique humanização e empatia com os pacientes, além de estar integrado ao que acontece em ensino e pesquisa, o que garante o melhor tratamento

O Dia do Oncologista, que é celebrado em 9 de julho, exalta este profissional responsável pelo diagnóstico e pelo tratamento do câncer. 

Além de adquirir e manter um conhecimento técnico extenso das melhores práticas de combate ao câncer, o oncologista precisa desenvolver habilidades comportamentais para garantir um cuidado humanizado para pacientes e seus familiares.

“Somos o primeiro Cancer Center do Brasil, nos moldes dos melhores do mundo. Temos um corpo clínico fechado, departamentalizado e praticamos um atendimento multidisciplinar e humanizado, o que garante os melhores resultados. Esta filosofia de combater o câncer, paciente a paciente, também é algo que se se aprende em todos os nossos programas de ensino”, afirma o Prof. Ademar Lopes, cirurgião oncologista e vice-presidente institucional do A.C.Camargo.

“Um dos pontos altos deste modelo é a discussão dos casos clínicos, principalmente os mais complexos, nos ‘tumor boards’, que conta com profissionais de diferentes especialidades, como cirurgia, oncologia clínica, radioterapia, patologia, imagem, biologia molecular... A equipe coloca o paciente no centro do cuidado para se tomar a melhor conduta” analisa o Dr. Ademar. 


Oncologista + pesquisa: benefício para os pacientes  

O A.C.Camargo conta com o Centro Internacional de Pesquisas (CIPE), um prédio inteiro dedicado à biologia molecular do câncer.  

Há uma grande integração dos cientistas da área básica e da anatomia patológica com os pesquisadores das áreas clínica e cirúrgica, o que permite a produção de importantes trabalhos científicos, que fazem os tratamentos avançarem. 

Parte dos pesquisadores da Instituição também é do corpo clínico, e isso se reflete em benefícios nos tratamentos dos pacientes.

“Os grandes avanços havidos na patologia e biologia molecular do câncer nos últimos tempos permitiram o tratamento personalizado da maioria dos tumores, aumentado muito as taxas de cura e sobrevida, além de diminuir os efeitos colaterais em ralação a muitos tratamento do passado”, conta o Prof. Ademar, que está no A.C.Camargo há 48 anos.

Um bom exemplo dessa integração foi o trabalho de doutorado do Dr. Ademar Lopes, que foi utilizado pelo AJCC (Comitê Conjunto Americano de Estadiamento de Câncer) para mudar o estadiamento do câncer de pênis em sua fase inicial, e, com isto, mudar o tipo de tratamento, trazendo grandes benefícios a estes pacientes. 

Antes deste estudo, quase todos os pacientes com tumores no estádio clínico 1 eram submetidos à linfadenectomia inguinal – retirada dos gânglios linfáticos da virilha –, cirurgia que trazia uma série de complicações para o paciente, principalmente o linfedema (inchaço) do membro inferior. 

“Este trabalho permitiu a divisão do estádio 1 em 1A e 1B, sendo que, no estádio 1A, a cirurgia deixou de ser necessária, pois o trabalho mostrou que esses pacientes não têm gânglios comprometidos”, explica o especialista. 
“Somos o hospital privado que mais publica artigos científicos com seletiva política editorial em câncer no Brasil, é um orgulho muito grande”, acrescenta. 


Oncologista integrado desde a residência  

O A.C.Camargo, hoje Cancer Center, foi o primeiro hospital brasileiro concebido para assistência, ensino e pesquisa em câncer. 

No cotidiano, o residente convive com as tantas pesquisas em andamento, seja como integrante da equipe do estudo, revisando prontuários ou em outras atividades.

“O A.C.Camargo também foi a primeira residência médica em oncologia do país. Creio que formamos mais de um terço dos oncologistas brasileiros, em áreas como cirurgia oncológica, oncologia clínica, radioterapia, oncologia pediátrica, imagem, além das residências multiprofissionais. São profissionais que estão espalhados por quase todos estados brasileiros, além de termos formado vários residentes estrangeiros que retornaram às suas origens, principalmente na América Latina. Prudentinos são todos aqueles que, como eu, fizeram residência, no A.C.Camargo, mantido pela Fundação Antonio Prudente, e isto nos enche de orgulho”, encerra o Dr. Ademar Lopes.

Doutor Ademar Lopes, careca, cabelo e pele branca, sorri de jaleco

Urologia em Oncologia: Programa de Aperfeiçoamento (Fellow)

Linha Fina

Assista ao vídeo e conheça os diferenciais do A.C.Camargo Cancer Center 

Urologia em oncologia: uma especialidade fundamental.

A começar pelo cuidado com o câncer de próstata, o segundo mais comum para os homens, com previsão, segundo o INCA, de 65.840 novos casos para 2020, algo que representa 29,2% da população masculina brasileira.

Tem ainda o câncer de bexiga, o oitavo mais comum para os homens, com estimativa de 7.590 novos casos neste ano.

E, claro, a urologia prevê ainda cuidar de tumores de pênis, rim e testículos.

Por isso, o Dr. Stênio Zequi, líder do Centro de Referência em Tumores Urológicos, destaca os principais diferenciais do nosso Programa de Aperfeiçoamento na área de Urologia em Oncologia.

Assista:


Mais:

- Agende sua consulta

HPV: tudo o que você queria saber da doença, mas tinha vergonha de perguntar

Linha Fina

Quatro de março é Dia Internacional de Conscientização sobre HPV e selecionamos as dúvidas mais frequentes sobre o papilomavírus humano, sem tabus

O HPV ou papilomavírus humano é um vírus que pode ser transmitido por relações sexuais sem proteção e infectar pele ou mucosas, como boca, vulva, vagina, colo do útero e pênis.

É considerado uma infecção sexualmente transmissível (IST) e é a causa de mais de 70% dos casos de câncer de colo de útero (os tipos mais frequentes que culminam em tumores são o HPV 16 e o 18).

A principal forma de prevenção é através da vacina, disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para meninos e meninas de 11 e 9 anos, respectivamente. A vacinação disponível no SUS é a quadrivalente e protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18.

Além disso, manter bons hábitos de higiene e praticar sexo seguro também ajudam a prevenir o HPV.

No Dia Nacional de Conscientização sobre o HPV, convidamos a Dra. Andréa Gadêlha, oncologista clínica do A.C.Camargo Cancer Center, e o Dr. Glauco Baiocchi Neto, líder do Centro de Referência em Tumores Ginecológicos da Instituição, para tirar as principais dúvidas sobre a doença. Confira:

- Toda verruga na área genital é HPV? Devo me preocupar?
Nem toda verruga na área genital é HPV. Cada caso deve ser avaliado com seu médico ginecologista/urologista, que pode pedir exames mais detalhados (como biópsia) para investigar melhor.

- Por que algumas pessoas apresentam lesões somente uma vez na vida enquanto outras pacientes relatam lesões insistentes, com tratamento mais demorado?
O HPV reage de formas diferentes em cada organismo. O vírus pode "desaparecer" espontaneamente em algumas pessoas, enquanto em outras podem necessitar de tratamentos recorrentes. É importante ressaltar que isso não se dá, necessariamente, por algum tipo diferente do vírus. Um histórico de imunossupressão, HIV ou coinfecção por outros agentes sexualmente transmissíveis, como clamídia e gonorreia, podem estar relacionados a essas recorrências.

- Tenho HPV, posso fazer depilação íntima? Qual a recomendação?
Se estiver na fase ativa de uma verruga genital, não é recomendado depilar a área, pois há um processo inflamatório local, que pode machucar e aumentar o risco de contaminação em outras áreas. É importante ficar atento, pois, às vezes, a lesão pode não ser visível.

- Compartilho brinquedos sexuais com outras pessoas. Posso me contaminar com HPV?
Sim. Há estudos que relatam a presença do papilomavírus humano (HPV) mesmo 24 horas após a lavagem de brinquedos eróticos – e até mesmo na ponta dos dedos. Os acessórios devem ser lavados com água e sabão sempre após o uso e devem ser guardados secos e longe da sujeira.

- Estou com HPV, posso engravidar?
Não há um impeditivo, mas é recomendável engravidar após o tratamento do HPV.

- Já tive HPV, sou imune?
Não. É possível se recontaminar pelo HPV várias vezes na vida.

- Já tive HPV, mas não os tipos cancerígenos. Posso estar mais propensa a desenvolver câncer?
A propensão e contaminação não está relacionada à infecção prévia, mas sim à exposição sexual sem proteção.

- Idosos podem ser contaminados pelo vírus?
Sim, ainda que seja mais frequente na população mais jovem, por conta da maior exposição sexual, os idosos podem desenvolver a doença.

Previna-se contra o HPV
Para evitar uma possível infecção pelo papilomavírus humano (HPV), a vacinação é a medida eficaz para prevenção. A imunização é distribuída gratuitamente pelo SUS e é indicada para: meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos; pessoas que vivem com HIV e pessoas transplantadas na faixa etária entre 9 e 26 anos.

Confira nossa página especial sobre o sinais e sintomas do câncer, informe-se e compartilhe com suas amigas! Em caso de dúvidas, marque uma consulta com algum de nossos especialistas. Quem tem câncer, tem pressa.
 

Câncer de pênis: estudo mostra alta infecção por HPV na Amazônia

Linha Fina

Trabalho apoiado pelo A.C.Camargo Cancer Center analisou tecidos de pacientes da região Amazônica do Brasil, que possui alto índice de câncer de pênis

Em pesquisa divulgada na revista científica PLoS One, cientistas de diversas instituições e universidades brasileiras analisaram a presença da proteína p16INK4a como biomarcador para infecção por HPV em pacientes com câncer de pênis.

O tumor no órgão genital representa 2% de todos os tipos de cânceres que atingem os homens. Apesar de raro, a incidência da doença é alta nas regiões norte e nordeste do Brasil.

HPV e câncer

“A pesquisa demonstrou que os pacientes diagnosticados com HPV apresentaram tumores de baixo grau, no geral.

A superexpressão de p16INK4a está relacionada à detecção de HPV 16, o que reforça a hipótese de que a proteína pode ser usada como um marcador para infecção de HPV de alto risco”, explica a Dra. Stephania Martins Bezerra, médica patologista do A.C.Camargo.

Alguns fatores contribuem para o surgimento da doença, como baixas condições socioeconômicas de algumas regiões brasileiras aliado à má higiene íntima.

Homens que não se submeteram à circuncisão, tabagismo e a prática de zoofilia (ato sexual com animais), assim como doenças sexualmente transmissíveis, como a infecção pelo papilomavírus humano (HPV), também são outros pontos de atenção.

Pesquisa e ciência

O estudo busca entender a biologia dos tumores, assim como seus processos moleculares envolvidos no aparecimento e progressão da doença.

“Pensando no tratamento do câncer paciente a paciente, nosso foco é pensar em estratégias de prevenção, melhorar métodos diagnósticos e possibilitar melhores tratamentos”, explica a especialista.

O Departamento de Anatomia Patológica do A.C.Camargo foi responsável pela construção de um Tissue Microarray (um bloco de parafina no qual foram inseridas as amostras teciduais de todos os pacientes incluídos do estudo), o que facilitou a realização e a avaliação do estudo imuno-histoquímico.

O laboratório de imuno-histoquímica cuidou da realização e interpretação das reações de p16INK4a realizadas nos casos incluídos nesta pesquisa importante.

 

Foto de meio corpo da Dra. Stephania Martinz Bezerra, que usa um jaleco branco.

Novembro Azul: uma live que vai além do câncer de próstata

Linha Fina

Os especialistas do Centro de Referência em Tumores Urológicos do A.C.Camargo debatem a saúde do homem; assista

Novembro Azul, o mês de conscientização para a saúde masculina. Uma campanha que reafirma a importância de focar a atenção nos tumores urológicos. 

O assunto não se resume ao câncer de próstata, embora ele seja o segundo mais comum para os homens, com previsão, segundo o INCA, de 65.840 novos casos para este 2020, algo que representa 29,2% da população masculina brasileira.

Novembro Azul também tem como premissa o cuidado com os tumores de bexiga, o oitavo mais comum para os homens, com estimativa de 7.590 novos casos neste ano.

E, claro, as pautas do mês também giram em torno de tumores de pênis, rim e testículos.

Neste Novembro Azul, saiba tudo sobre os tumores urológicos e a saúde do homem no vídeo:

 

Wilson Bachega Jr

Sobre

Ensino Superior em Medicina, concluído em 1985, na Faculdade de Medicina de Santo Amaro

Mestrado em Oncologia, concluído em 2000, no A.C.Camargo Cancer Center

Registro
CRM 53560
Especialidade
Urologia
Departamento
Urologia
Centro de Referência
Tumores Urológicos
Wilson Bachega Jr

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Walter Henriques da Costa

Sobre

Ensino Superior em Medicina, concluído em 2001, na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa

Mestrado em Oncologia, concluído em 2011, no A.C.Camargo Cancer Center

Doutorado em Oncologia, concluído em 2013, no A.C.Camargo Cancer Center

Especialização em Urologia, concluída em 2006, na Sociedade Brasileira de Urologia

 

Contato para candidatos a mestrado e doutorado

[email protected]

 

Registro
CRM 105567
Especialidade
Urologia
Departamento
Urologia
Centro de Referência
Tumores Urológicos
Walter Henriques da Costa

Avaliações deste médico

 

Victor Espinheira Santos

Sobre

Ensino superior em Medicina, concluído em 2009, na Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública

Especialização em Cirurgia Geral e Urologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo

Fellowship em Uro-Oncologia, Laparoscopia e Robótica, concluído em 2017, no A.C.Camargo Cancer Center

Membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia - SBU

Registro
CRM 146590
Especialidade
Urologia
Departamento
Urologia
Centro de Referência
Tumores Urológicos
Victor Espinheira Santos

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