Mama

O câncer de mama é um crescimento descontrolado de células (células dos lobos, células produtoras de leite, ou dos ductos, por onde é drenado o leite), que adquirem características anormais, causadas por uma ou mais mutações no seu material genético.

Outubro Rosa: uma seleção de conteúdos para você saber tudo sobre o câncer de mama

Linha Fina

São dezenas de publicações divididas pelas temáticas de prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação, pilares que definem a jornada do paciente no A.C.Camargo Cancer Center

Outubro Rosa: o Instituto Nacional de Câncer (INCA) projeta 66.280 novos casos de câncer de mama para cada ano do triênio 2020-2022, sendo o segundo mais comum entre as mulheres, atrás apenas dos tumores de pele não melanoma.

Sim, o Outubro Rosa, que é um mês de conscientização, está aí, mas você tem de se cuidar o ano todo. 

Por exemplo, inclua alimentos mais saudáveis nas refeições, faça atividade física e não deixe de realizar os exames médicos. 

Para que você saiba mais sobre o universo Outubro Rosa, o A.C.Camargo Cancer Center apresenta a seguir dezenas de publicações.

Elas foram divididas pelas temáticas de prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação, os pilares que definem a jornada do nosso paciente na Instituição.

Tem textos, vídeos, podcasts... Confira:

Podcast Rádio Cancer Center – Inspire-se com a nossa paciente Michelly Zullo
Conheça a história desta mulher alto astral; ouça também a Dra. Solange Sanches, oncologista clínica

Podcast Rádio Cancer Center - Sinais e sintomas do câncer de mama
Ouça um papo descomplicado e aprenda a reconhecer os alertas que pedem uma consulta médica

Outubro Rosa: poderei engravidar após o tratamento de um câncer?
Mulheres diagnosticadas com tumores de mama podem recorrer ao congelamento dos óvulos

Outubro Rosa em vídeo: prevenção e diagnóstico precoce no câncer de mama
É o tumor mais comum entre as mulheres, atrás apenas do câncer de pele não melanoma

Amamentação e câncer de mama
Além de ser um ato de amor, traz vários benefícios e pode prevenir o surgimento de um tumor

Ingestão de álcool contribui para a formação de tumores
Entenda como a bebida alcoólica pode agir em diferentes partes do corpo

Obesidade é fator de risco para câncer
Saiba como o excesso de peso contribui para a formação de tumores 

Outubro Rosa: a oncogenética no câncer de mama
Assista ao vídeo e entenda como ela pode ser uma aliada no diagnóstico e no tratamento

Mitos & verdades sobre o câncer de mama
A informação correta é uma arma contra a enfermidade

A preservação da fertilidade em pacientes com câncer
Discussão buscou aproximar oncologistas e fertileutas

O futuro da oncologia por métodos genômicos e moleculares
Nesta conversa, saiba mais sobre prevenção e tratamento contra os tumores

Câncer de mama: um infográfico com todas as etapas de diagnóstico e tratamento
Entenda tudo que pode acontecer durante a jornada da paciente no A.C.Camargo

Infográfico: sinais e sintomas do câncer de mama
Reconhecer os alertas é importante para ajudar na detecção precoce deste tipo de tumor

Reduza o desconforto durante a mamografia
Confira as táticas para tornar o exame mais tranquilo

Câncer de mama também atinge homens
Eles representam apenas 1% dos casos; apesar de raro, é importante ficar de olho  

Mitos & verdades sobre a mamografia
As principais dúvidas ao redor desse importante exame que ajuda a detectar o câncer de mama

Outubro Rosa: cuidados aos 40 e aos 50 anos
Não deixe para depois: a hora de fazer seus exames pode ser agora

Outubro Rosa: tomografia computadorizada é uma aliada na biópsia da mama
Raramente usada para exames na mama, ela ajuda a garantir o melhor planejamento terapêutico

A.C.Camargo Cancer Center apresenta a cartilha sobre o câncer de mama
Material contém informações simples e didáticas sobre diagnóstico, sintomas, exames, tipos... 

Os exames essenciais para diagnosticar o câncer de mama em mulheres com alto risco
Pesquisador publica artigo que discute os papéis da mamografia e da ressonância magnética

Inteligência artificial poderá auxiliar no diagnóstico de câncer de mama
Algoritmo pode prever qual a categoria de densidade mais provável do tumor mamário

Genômica, a ciência que faz diferença
Assista ao vídeo e entenda melhor como ela contribui para o combate ao câncer

Ressonância magnética auxilia no prognóstico do câncer de mama em mulheres jovens
Análise ratificou a eficiência do Centro de Referência em Tumores de Mama do A.C.Camargo

Mamografia associada a outros exames ajuda o diagnóstico precoce do câncer de mama
Procedimento se comprova um dos protagonistas no avanço na saúde da mulher

Tudo sobre a mamografia
Confira a importância do exame para diagnóstico precoce dos tumores de mama

Cistos e alterações benignas na mama?
Por vezes, o acompanhamento pode ser suficiente

Estudo mostra que o PEM é capaz de detectar tumores com precisão
Mamografia por emissão de pósitron pode câncer em mulheres com microcalcificações na mama

O programa de navegação
Esta equipe de enfermagem contribui para diminuir a ansiedade em relação ao tratamento

O Outubro Rosa e a importância da saúde mental
5 dicas para pacientes com câncer de mama manterem o equilíbrio emocional

O Outubro Rosa e a visão 360º do tratamento do câncer de mama
Uma equipe multidisciplinar atua para que as melhores práticas e decisões prevaleçam

Outubro Rosa em vídeo: a radioterapia no câncer de mama
Assista e conheça as possibilidades terapêuticas desse procedimento

Câncer de mama metastático: como o peso impacta o tratamento com hormonioterapia
Mulheres com sobrepeso podem se beneficiar sem comprometer a qualidade de vida

Interações medicamentosas: avanços na investigação
Artigo analisa impactos de se associar inibidores da bomba de prótons ao tratamento

Vídeo: a doença metastática no câncer de mama
Neste Outubro Rosa, assista e conheça mais sobre o tema

Touca de resfriamento colabora com a autoestima
Outra vantagem: ajuda a preservar a privacidade das pacientes

A terapia-alvo para câncer de mama em pacientes idosas
Artigo analisa os tratamentos disponíveis e a importância de haver mais ensaios clínicos 

O que o paciente com câncer deve saber sobre interações medicamentosas?
Chás e alguns medicamentos podem interferir na ação dos quimioterápicos 

O câncer de mama em tempos de Covid-19
Estudo mostra como o A.C.Camargo elege os casos cirúrgicos com eficiência

Discussão sobre os benefícios da cirurgia para pacientes com câncer de mama metastático
Alguns estudos evidenciam que operar ajuda na sobrevida; já outros mostram que não

Triplo negativo, um atípico tumor de mama
Embora possa ser agressivo, ele apresenta perspectivas de cura quando descoberto precocemente

Radioterapia hipofracionada semanal: boas perspectivas no tratamento do câncer de mama
Estudo demonstrou bons resultados em relação à toxicidade e à ausência de recidiva local 

Estudos retrospectivos em parceria elevam qualidade dos resultados
Com maior número de casos, colaborações entre instituições tornam os achados mais precisos

Pesquisa avalia tolerância de medicamentos em 430 mulheres idosas com câncer de mama
Trabalho do A.C.Camargo analisou a eficácia de tratamentos com Trastuzumab e Lapatinib

Inibidores de PARP: estamos vivendo uma mudança de paradigma?
Medicamento atua inibindo enzimas relacionadas às mutações BRCA1 e BRCA2 

Triplo negativo, câncer de mama e imunoterapia
Conheça os resultados de um estudo realizado com 902 pacientes metastáticas

Estudo com mais de 5 mil mulheres revela sobrevida duplicada em casos de câncer de mama
Havia pacientes com metástase e em estágio inicial; todas foram tratadas no A.C.Camargo 

Câncer de mama, estudos e seus achados
Confira os resultados promissores de três publicações realizadas pelos especialistas do A.C.Camargo

Imunoterapia para o câncer de mama triplo negativo metastático
O uso desse recurso foi avaliado em estudo apresentado na ASCO 2020

Mama: atualização de seguimento de conduta terapêutica
Estudo apresentado na ASCO 2020 teve base na assinatura genética mammaprint

“Com o diagnóstico da doença, passei a ver a vida diferente e a focar ainda mais na família”
Conheça a história da Fernanda Poli, paciente do A.C.Camargo que enfrentou o câncer de mama

Outubro Rosa: prática de atividade física é benéfica durante e após o tratamento oncológico
Incluir exercícios ao longo da rotina faz bem ao organismo e ajuda no combate ao câncer

Podcast - A vida pós-tratamento do câncer de mama
Neste Outubro Rosa, ouça e saiba sobre os caminhos da reabilitação da reinserção social

“Manter o emocional é importante, inclui ter um tempo para se cuidar ou ficar sem fazer nada”
Enxergue pelo olhar do Fábio, esposo da Fernanda, paciente que trata um câncer de mama no A.C.C.

“A vida, para mim, está apenas começando! E eu estou cheia de planos!”
Conheça a história da paciente Diana Zaraya, professora que trata um câncer de mama no A.C.C.

Fisiodança ajuda na reabilitação de pacientes com câncer de mama
Projeto contribui para o bem-estar e a qualidade de vida de mulheres em tratamento 

A reabilitação de pacientes com câncer de mama
Doutora Fabiana Makdissi explica as diferentes possibilidades

Exercícios durante ou após a quimioterapia em pacientes com câncer
Estudo holandês apresentado na ASCO 2020 analisou o impacto da atividade física

Fisioterapia contribui para a qualidade de vida de mulheres com câncer
Pacientes com tumores de mama e ginecológicos podem prevenir o acúmulo de líquido

Reabilitação em câncer de mama no Brasil: onde estamos e futuros desafios
O cuidado precoce, multidisciplinar e global é necessário para a qualidade de vida das pacientes

Histórias reais sobre o câncer: conheça Gisele Gengo
Assista a este depoimento inspirador de uma mulher que venceu o problema 

Histórias reais sobre o câncer: conheça Cintia Makino
Veja mais um capítulo da série de vídeos com experiências inspiradoras 

Câncer de mama - estudo: SGNTUC-028

O estudo SGNTUC-028 é um estudo randomizado, duplo-cego, de fase 3 de tucatinibe ou placebo em combinação com trastuzumabe e pertuzumabe como terapia de manutenção para câncer de mama HER2 + metastático (HER2CLIMB-05)

Tratamento

Esquema de tratamento do estudo SGNTUC-028

População

Participantes com câncer de mama HER2 + metastático.

Objetivo

Avaliar e eficácia e segurança da medicação tucatinibe em combinação com trastuzumabe e pertuzumabe como terapia de manutenção em participantes com câncer de mama HER2+ avançado.

 

Publicação autorizada pelo CEP FAP - A.C.Camargo Cancer Center em 11 de maio de 2022.

Doença de Paget: conheça este tipo de câncer de mama

Linha Fina

Neste Outubro Rosa, saiba identificar sinais e sintomas e, se for o caso, fazer o diagnóstico precoce 

Considerada um tipo de câncer de mama raro, a Doença de Paget, descoberta em 1877 pelo médico inglês, Sir James Paget, atinge o mamilo e a aréola do seio e tem uma incidência variável entre 0,4% e 5% dos casos de câncer de mama.

A doença, que leva o nome do primeiro médico que a tratou, é mais comum em mulheres na faixa-etária dos 60 aos 70 anos e raramente atinge homens.

Neste tipo de câncer, ainda em estágio inicial, a pele do mamilo e da aréola se torna mais espessa, podendo apresentar irritação (vermelhidão e coceira). A maioria das mulheres diagnosticadas com doença de Paget podem apresentar também adenocarcinoma (câncer) de mama ductal, in situ (restrito ao local) ou invasivo. 

Nesses casos, tanto as células de Paget (células cancerosas), quanto as células tumorais do interior da mama podem apresentar receptores hormonais positivos como Estrogênio e Progesterona e também receptor Her2, este último pode se expressar em 20-30% dos casos de câncer de mama. 


É raro, mas exige atenção 

É importante lembrar que o surgimento do câncer de mama é raro em mulheres jovens, mas isso não descarta a realização do autoexame e outras medidas preventivas. Sua incidência aumenta com a idade e a maior parte dos casos ocorre em mulheres a partir dos 50 anos.

As estimativas divulgadas pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) mostram que, em 2022, são esperados 66.280 novos casos de câncer de mama no Brasil. 


Fatores de risco, sinais e sintomas da Doença de Paget

•    Vermelhidão no mamilo e aréola
•    Coceira
•    Espessamento da pele do mamilo e aréola
•    Descamação da pele nessa região
•    Sensação de queimação no mamilo e aréola
•    Sangramento do mamilo

Sexo: a doença de Paget é mais comum em mulheres.

Idade: esse tipo de câncer é raro geralmente aparece na faixa dos 60 aos 70 anos.

Diagnóstico: a realização do autoexame além de mamografia, ultrassonografia e ressonância magnética também são recomendadas para complementar o diagnóstico avaliando se a neoplasia é pura ou se está associada a um carcinoma da mama.

Fonte: Dra. Marina de Paula Canal, mastologista do A.C.Camargo Cancer Center

Os diferentes tipos de mastectomia

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Existem desde as cirurgias mais simples, capazes de preservar músculo, pele e aréola, quanto as mais radicais, que podem remover além de toda a glândula mamária, músculo peitoral e também pele, aréola, mamilo e os linfonodos axilares

A mastectomia é uma das opções existentes para o tratamento do câncer de mama. Este procedimento é adotado quando a paciente não pode ser tratada com cirurgia conservadora, que remove apenas o setor mamário em que o tumor se encontra. 

É importante destacar que, todo e qualquer procedimento ou conduta de tratamento, após o diagnóstico, deve ser discutido com o médico que, além de esclarecer todas as dúvidas, conduzirá o tratamento mais eficiente para o tipo de câncer diagnosticado. 

Existem diversos tipos de mastectomia, desde as mais simples, capazes de preservar músculo, pele e aréola, quanto as mais radicais que podem remover além de toda a glândula mamária, músculo peitoral e também pele, aréola, mamilo e os linfonodos axilares.

Conheça a seguir.

Mastectomia radical à Halsted: pouco frequente nos dias de hoje, é utilizada para tratar tumores muito grandes com infiltração da musculatura e que não tiveram resposta ao tratamento com quimioterapia ou possuem alguma contraindicação a radioterapia. Neste tipo, são retirados toda glândula mamária, pele, aréola, mamilo, músculos peitorais maior e menor e linfonodos axilares em monobloco. 

Mastectomia radical modificada: são retirados toda a mama, pele, aréola, mamilo e os linfonodos axilares e preserva-se músculos peitoral maior e menor. 

Mastectomia simples: nessa opção, o cirurgião retira toda a mama, incluindo aréola, mamilo e pele. Em determinados casos, alguns linfonodos axilares podem ser removidos também. A alta, hospitalar, na maioria dos casos, ocorre um dia após a cirurgia.

Mastectomia poupadora da pele: ao contrário da opção anterior a maior parte da pele da mama pode ser preservada. No entanto, parte do tecido mamário, mamilo e aréola também são removidos. Nesse tipo de procedimento, para a reconstrução da mama, são utilizados implantes ou tecidos retirados de outras partes do corpo da paciente. No entanto, a cirurgia pode não ser recomendada em caso de tumores maiores ou que comprometem a pele. 

Mastectomia poupadora do mamilo: é um procedimento similar a mastectomia poupadora de pele e é considerada uma opção para pacientes com tumores localizados mais distantes da pele e do mamilo. O tecido mamário é removido, porém a pele da mama e o mamilo são preservados e o procedimento de reconstrução é realizada na sequência. É importante destacar que, nesse tipo de procedimento, pode haver alguns problemas como a deficiência no suprimento de sangue para o mamilo, fazendo com que ele fique “murcho” ou deformado. Além disso, a perda de sensibilidade total ou parcial pode ocorrer, uma vez que os nervos dessa parte do corpo são seccionados durante o procedimento cirúrgico.


Fonte: Dra. Fabiana Makdissi, líder do Centro de Referência em Tumores da Mama

Reconstrução mamária com expansor: entenda tudo

Linha Fina

Neste Outubro Rosa, saiba mais sobre esta possibilidade de tratamento e reabilitação para pacientes com câncer de mama 

A reconstrução mamária com expansor de mama é uma técnica muito empregada em mulheres que fazem a mastectomia, tanto logo depois da retirada da mama como de forma posterior. 

Normalmente, os resultados estéticos são satisfatórios e a recuperação costuma ser relativamente rápida.


Primeiramente, o que é o expansor?

O expansor é parecido com uma prótese de mama. Na verdade, é como se fosse um balão. É feito de silicone, como as próteses, mas o conteúdo, ao invés de ter silicone, vem vazio. 

Depois, o cirurgião vai fazendo o preenchimento desse interior com soro fisiológico – de maneira progressiva, vai preenchendo, em sessões, através de uma válvula que fica por baixo da pele. 

Essa válvula, geralmente, fica próxima à região da mama ou, às vezes, é incluída dentro do próprio expansor, e isso é feito ambulatorialmente – ocorre uma punção com uma agulha em um processo que costuma ser indolor. 

Em alguns casos, algumas pacientes podem sentir um leve desconforto na área no momento da expansão ou algumas horas depois. É um desconforto parecido como se elas tivessem feito um esforço físico um pouco mais intenso, mas que costuma ceder naturalmente ou, em alguns raros casos, com medicações analgésicas comuns.


Casos indicados para reconstrução mamária com expansor 

A escolha do uso dos expansores na reconstrução da mama vai depender de vários fatores. Entre eles:

  • O principal: a qualidade do retalho, que seria a pele e a musculatura remanescentes que vão ser utilizadas para fazer uma cobertura dessa prótese. Então, em alguns casos, quando a pele e a musculatura ou não possuem o volume adequado ou não estão fortes o suficiente, é preciso usar o expansor para fazer o estiramento gradual dessa pele e dessa musculatura. 
  • Nos casos em que a paciente tem um volume de mama maior e gostaria de mantê-lo: como grandes volumes exigem uma musculatura mais forte e um maior espaço, o expansor também estaria indicado. 
  • Quando as pacientes precisam retirar uma maior quantidade de pele durante a mastectomia: por conta disso, por essa falta de tecido que fica remanescente, é preciso usar o expansor.
  • A preferência de alguns cirurgiões: eles acabam analisando o quadro e optando pelo uso do expansor ao invés dos implantes de mama. 


Vantagem

A principal vantagem dos expansores é a possibilidade de se fazer um estiramento, uma mobilização dessa musculatura de uma maneira mais gradual, tanto da musculatura quanto da pele, aos poucos, diferentemente de quando se coloca o implante de uma vez só. 

É como se fosse uma musculação de dentro para fora: tem de fortalecer essa musculatura para propiciar o uso do implante depois, no volume necessário. 


Cuidados especiais

A princípio, o expansor não precisa de um cuidado específico. O importante é evitar qualquer trauma muito intenso na região, como uma batida muito forte, para não causar um rompimento do expansor, por exemplo.

De resto, a paciente pode levar uma vida normal com o expansor. Ela pode fazer atividade física, só deve prevenir esse trauma mais intenso na região. 

Se o expansor sofrer uma ruptura, não há motivo para muita preocupação porque o soro fisiológico é absorvido pelo organismo. A única desvantagem, se isso acontecer, é que perde-se ali todo o processo de expansão, de volume – a mama murcha.

Mas, tirando esse fator, não há motivos para grandes preocupações.


Fonte: Dra. Priscilla da Rocha Pinho Gaiato, cirurgiã plástica do A.C.Camargo + Dra. Fabiana Makdissi, líder do Centro de Referência em Tumores da Mama
 

Câncer de mama em homens: sinais, sintomas, diagnóstico e tratamento

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Apesar de ser muito raro, é preciso atenção aos sinais e sintomas que indicam este tipo de tumor em homens

Câncer de mama em homens: sim, eles também podem ter câncer de mama, já que têm glândulas mamárias e hormônios femininos, ainda que em quantidade pequena.

"A mama masculina é um órgão pequeno e o câncer de mama em homens é bem mais raro, mas acontece", explica a Dra. Fabiana Makdissi, mastologista e líder do Centro de Referência em Tumores da Mama do A.C.Camargo Cancer Center.

Enquanto o câncer de mama é o mais frequente nas mulheres, apenas 1% do total de casos de câncer de mama é masculino.

Normalmente, ele aparece em homens mais velhos, acima dos 60 anos, e pode ser mais frequente em homens cujas famílias apresentam muitos casos de câncer de mama (mesmo que em mulheres) e câncer de ovário (neste caso, a idade de aparecimento pode ser em homens mais jovens). 


Câncer de mama em homens: diagnóstico

Justamente por ser mais raro, não existe rastreamento de câncer de mama (ou seja, não há recomendação para fazer a mamografia de rotina), a não ser que cheguem ao médico com alguma queixa na mama. Portanto, o mais importante: que cada homem preste atenção ao seu corpo.

Ao primeiro sinal de um caroço na mama e alterações no mamilo, é bom agendar uma consulta com um mastologista. O aumento da mama no homem, ou mesmo o caroço, pode ser só uma ginecomastia – o que é mais comum –, que significa um aumento totalmente benigno da glândula mamária do homem, sem risco para câncer de mama.


Sintomas

  • Surgimento de um caroço próximo ao mamilo
  • Retração do mamilo
  • Dor unilateral na mama
  • Secreção pelo mamilo


Tratamento do câncer de mama em homens

Como a mama masculina é pequena e os nódulos são atrás do mamilo, geralmente não é possível fazer cirurgias conservadoras (que retiram apenas parte da mama). A cirurgia costuma ser a retirada de toda a mama com a aréola e o mamilo (mastectomia total), com a cirurgia axilar (retirada de um gânglio – linfonodo sentinela – ou de vários gânglios da axila) no mesmo tempo cirúrgico.

Outros tratamentos podem ser necessários, como nas mulheres: quimioterapia, radioterapia ou bloqueio dos hormônios, dependendo do tamanho do tumor e de suas características biológicas.

Mitos e verdades sobre o câncer de mama

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Para desmitificar alguns conceitos, confira as dúvidas mais comuns

O câncer de mama é um tumor frequente: até o fim de 2022, são esperados mais de 60 mil novos casos, mas a informação correta é uma arma contra a doença

É tempo de Outubro Rosa, movimento mundial para a conscientização sobre o câncer de mama. A campanha, criada em 1997 nos Estados Unidos, enfatiza a importância de disseminar informações e adotar medidas de prevenção da doença, a fim ajudar as pessoas a terem um diagnóstico precoce, estratégia crucial para o sucesso do tratamento do tumor.

Embora grande parcela da população já tenha ouvido falar sobre a doença, o câncer de mama ainda envolve muito tabu, assim como informações equivocadas.

Para desmitificar alguns conceitos, confira os mitos e verdades mais comuns:

Câncer de mama só aparece em quem tem histórico familiar

Mito. A maioria das mulheres acometidas pelo câncer de mama não tem familiares com a doença. As estimativas mostram que aproximadamente 10 % dos casos têm origem hereditária.

A história familiar, porém, influencia quando o parentesco é de primeiro grau, ou seja, se a mãe, a irmã ou a filha foram diagnosticadas. E ainda mais quando o tumor apareceu antes dos 40 anos. Nessas situações, a mulher deve redobrar a atenção e procurar o médico para a orientação da conduta adequada, inclusive com a realização de rastreamento genético.

Os principais fatores de risco para a doença incluem o tabagismo, a obesidade, o alcoolismo e o envelhecimento. Portanto, algumas medidas preventivas podem começar muito cedo, ainda na infância. Fique atenta! 

Câncer de mama é uma doença só

Mito. São vários os tipos e cada um tem nome e sobrenome. Por essa razão, as respostas às terapias e a evolução da doença são diferentes. Há desde os tumores restritos à mama, até aqueles que escapam para outros tecidos. Existem os que crescem de maneira rápida e os que se desenvolvem lentamente, entre outras peculiaridades.

Graças aos avanços das últimas décadas, hoje também é possível classificar subtipos de acordo com estruturas da superfície celular e que estão envolvidas na divisão e multiplicação de células cancerosas. A partir dessa identificação, o médico elege drogas que agem direto no alvo e barram esse processo.

Amamentar protege contra o câncer de mama

Verdade. Especialmente se a gestação for antes dos 30 anos de idade. Também deve se considerar o período de aleitamento. Há evidências de que quanto mais prolongado, maior a proteção.

Esse elo se dá porque a amamentação reduz o número de ciclos menstruais e, consequentemente, da exposição a certos hormônios femininos que podem estar por trás do surgimento de tumores, caso do estrógeno. 

Ressalte-se que existem vários outros fatores que levam ao câncer e que, infelizmente, para algumas mulheres o fato de amamentar não determina prevenção.

O câncer de mama pode ser causado por um trauma (batida) nos seios

Mito. A batida não é capaz de desencadear o tumor. Não é por causa de um trauma que as células malignas vão se multiplicar de maneira desenfreada.

Entretanto, os machucados e hematomas ajudam despertar a atenção da mulher para essa região do seu corpo. Ela tende a examinar com mais cautela a mama e pode deparar com nódulos já existentes.

Desodorante pode causar câncer de mama 

Mito. Tudo indica que essa história começou por causa da presença de sais de alumínio nas formulações dos antitranspirantes – produtos que inibem a transpiração. Mas a Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária – assegura que não existe relação entre a substância e o tumor.

Parte dessa crença também se deve ao fato de que os desodorantes são aplicados na axila, região próxima ao tecido mamário. Mas não há dados na literatura científica que comprovem o elo. O mesmo vale para as hastes de metal que sustentam o bojo de alguns sutiãs. Não existe qualquer relação.

Se eu fizer o autoexame todos os meses, não preciso fazer a mamografia 

Mito. Embora seja um aliado para despertar a consciência corporal, o autoexame, na grande maioria das vezes, não é capaz de flagrar o início de um tumor, na fase em que as lesões são muito pequenas. A palpação detecta caroços maiores.

Então, por mais que seja desconfortável, a mamografia é fundamental para o diagnóstico precoce. Ela revela microcalcificações, nódulos menores e outras irregularidades. Toda mulher, após os 40 anos de idade, deve realizar.

Também é importante estar atenta a alguns sinais, como diferenças consideráveis entre o tamanho dos seios, alterações nos mamilos e na pele da mama, inchaços incomuns na área, presença de secreções ou mesmo sangue, entre outros.

Câncer de mama tem cura

Verdade. Aqui muitos fatores devem ser considerados. Um dos mais importantes é o diagnóstico precoce. Quanto menor a lesão identificada, maior a chance de cura. Entretanto, há que se ressaltar as diferenças entre os tipos de tumor. Cada paciente é única.

Também é fundamental destacar, que mesmo para os casos sem cura, os saltos da oncologia e o leque de opções terapêuticas, com medicamentos e tecnologias modernas, permitem o controle da doença e resultam em qualidade de vida.

Dor no seio significa câncer de mama

Mito. Geralmente, nódulos benignos na mama provocam dor ou desconforto, pois costumam ser causados por uma inflamação ou infecção no seio. No entanto, nódulos na mama doloridos também podem ser um indício de tumor na mama.

Tomar qualquer vacina da covid-19 aumenta os seios e pode desencadear em câncer de mama

Mito. A vacina pode causar inchaço nos linfonodos axilares (conhecido como "íngua"), que nada mais é que uma reação à inflamação causada pela injeção. Esse inchaço dos linfonodos é transitório e eles voltam ao normal após um tempo da vacinação. Confira tudo sobre vacinação contra covid-19 e câncer neste especial.

Silicone pode causar câncer e próteses mais antigas podem causar a doença

Mito, considerando o carcinoma, que é o câncer mais comum da mama (mais de 95% dos casos). Próteses de silicone talvez estejam associadas com um tipo de câncer muito raro (chamado de linfoma de grandes células da mama).

Todo caroço na mama é um câncer

Mito. Pelo contrário, nódulos mamários são comuns e a maioria é benigna (ou seja, não são nem viram câncer).

Chás, "gummy bears", shots da imunidade, remédios e outros “milagres” ajudam a prevenir câncer de mama

Mito. A melhor maneira de prevenir o câncer de mama é ter uma vida saudável, com atividade física regular, dieta pobre em gordura e peso adequado para altura. Existe boa evidência científica que isto reduz o risco de câncer de mama.

Os únicos medicamentos que podem reduzir o risco da doença são os chamados bloqueadores hormonais (como tamoxifeno, por exemplo), mas que devem ser utilizados apenas em casos muito específicos e com indicação médica.

Usar anticoncepcionais desde a infância pode desencadear câncer

Mito. Os anticoncepcionais têm uma dose muito pequena de hormônios, são medicamentos seguros. 

Tristeza, depressão e ansiedade são fatores de risco para o câncer de mama

Mito. Depressão não é um fator de risco para câncer, porém pode atrapalhar na manutenção de uma rotina saudável.

Bi-Rads: entenda esta classificação que estima os riscos de um câncer de mama

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Sistema Breast Imaging Reporting and Data System é obtido a partir da realização de exames de imagem como mamografia, ultrassonografia e ressonância magnética

Bi-Rads é um sistema de padronização de laudos de exames de imagem da mama (mamografia, ultrassonografia e ressonância magnética), no qual o resultado de cada exame é classificado em uma categoria que determina qual é o risco desse exame evidenciar um câncer de mama.

Sigla para Breast Imaging Reporting and Data System (Sistema de Laudos e Registro de Dados de Imagem da Mama), o sistema Bi-Rads classifica o exame em categorias de 0 a 6. Confira:

Bi-Rads de 0 a 6


Bi-Rads: a ajuda na investigação 

Esse sistema não evidencia o tipo de tumor de mama (se é triplo negativo ou de outro tipo, por exemplo) nem seu potencial de crescimento: ele projeta a chance de ser ou não câncer. 

Com a classificação em mãos após o exame de imagem, seu médico irá definir se existe a necessidade de realizar um outro exame para determinar o diagnóstico. 

Não havendo, a paciente segue sua vida até o ano seguinte, quando deve realizar uma nova mamografia.


A relevância da mamografia

A mamografia é uma das principais formas de detecção precoce do câncer de mama, quando a taxa de cura é muito alta.

O exame é indicado a partir dos 40 anos para todas as mulheres para detectar o câncer em estágio inicial não palpável. 

A mamografia também é recomendada para avaliar eventuais alterações clínicas, como palpação de nódulo ou qualquer modificação nas mamas.

Mitos e verdades sobre a mamografia

Linha Fina

Confira as principais dúvidas ao redor deste importante exame, que ajuda a detectar o câncer de mama

A mamografia é um procedimento não invasivo que pode diagnosticar precocemente o câncer de mama, aumentando as chances de cura.

Por isso, é muito importante se informar bem sobre esse exame e sua importância. Confira alguns mitos e verdades sobre o assunto, esclarecidos pelo Dr. Renato Cagnacci Neto, mastologista do A.C.Camargo Cancer Center. 


Posso fazer a mamografia menstruada.

Verdade. Mas é recomendado evitar a semana que antecede a menstruação. Como a mama estará mais inchada, as dores podem ser maiores.

 

A radiação da mamografia faz mal para a saúde.

Mito. Este exame utiliza raios-X em quantidade tão pequena que não faz mal. Abaixo dos 30 anos, é recomendado fazer apenas em caso de suspeita de nódulo na mama.

 

A mamografia deve ser feita por todas as mulheres

Verdade. Para rastreamento do câncer de mama, o ideal é que todas as mulheres, ao menos em uma etapa da vida, façam a mamografia periodicamente. A equipe do A.C.Camargo Cancer Center e a Sociedade Brasileira de Mastologia recomendam fazer anualmente a partir dos 40 anos de idade. O Ministério da Saúde recomenda a cada dois anos entre os 50 e 69 anos de idade.

 

Dói para fazer a mamografia.

Verdade. Mas depende da percepção de dor de cada pessoa. Para fazer o exame, é necessário comprimir a mama e algumas pacientes sentem dor, enquanto outras, não.

 

Quanto maior a mama, maior a dor ao fazer o exame.

Mito. Isso depende da tolerância de cada pessoa para dor.

 

Qualquer mulher pode fazer mamografia com tomossíntese. 

Verdade. A tomossíntese é indicada para mulheres com mamas muito densas ou em caso de dúvida diagnóstica. Não é um procedimento usado nos exames de rotina ou de rastreamento, pois utiliza uma dose de radiação maior que a mamografia convencional.

 

A tomossíntese dói muito mais para fazer do que a mamografia comum. 

Mito. A mamografia com tomossíntese é feita da mesma forma que o exame convencional. É aplicada uma compressão menor e, por isso, tende a doer menos.

 

É preciso sempre utilizar protetor de tireoide.

Mito. O Colégio Brasileiro de Radiologia esclarece que não há necessidade do protetor, pois esse exame não prejudica a tireoide. 

 

Mulheres com silicone não podem fazer mamografia.

Mito. O silicone não prejudica o exame, que, por sua vez, também não causa nenhum risco para a paciente ou de danos à prótese.

 

Mulheres com mama densa sempre precisam de exames complementares.

Mito. Os exames complementares, como ultrassom ou tomossíntese, são solicitados caso o médico avalie que a densidade da mama está atrapalhando a avaliação do resultado. No A.C.Camargo Cancer Center, em caso de mama densa, o ultrassom complementar de rotina faz parte do protocolo.

 

Homens também podem fazer mamografia.

Verdade. Mas esse exame é solicitado apenas quando o paciente apresenta alguma queixa, como um nódulo. Não existe rastreamento para câncer de mama em homens, por ser uma doença rara.

Câncer de mama - estudo: Tropion - 01

O estudo Tropion - 01 é um estudo de fase 3, aberto, randomizado de Dato-DXD versus escolha do investigador de quimioterapia em participantes da pesquisa com câncer de mama Her2-negativo, receptor hormonal-positivo, inoperável ou metastático que foram tratados com uma ou duas linhas anteriores de quimioterapia sistêmica.

Tratamento

Ilustração do tratamento do estudo Tropion-01

População

Pacientes com câncer de mama Her2-negativo, receptor hormonal-positivo, inoperável ou metastático que foram tratados com uma ou duas linhas anteriores de quimioterapia sistêmica.

Objetivo

Avaliar se a medicação do estudo é melhor do que a quimioterapia padrão.

 

Publicação autorizada pelo CEP FAP - A.C.Camargo Cancer Center em 11 de maio de 2022.