Efemérides

Dia Nacional do Laringectomizado: inspire-se com este vídeo do Coral Sua Voz (e com Rogério Flausino do Jota Quest)

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A data reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de laringe, que, se for descoberto e tratado em fase inicial, pode chegar a 90% de chance de cura

Para celebrar o Dia Nacional do Laringectomizado, marcado para 11 de agosto, o A.C.Camargo Cancer Center promoveu um vídeo com o Coral Sua Voz, formado por pacientes que precisaram retirar toda a laringe, o que inclui as cordas vocais, devido a um câncer na região.

A laringe é o órgão da voz e fica entre a parte posterior da língua e a traqueia. Além da fala, ela é importante para a proteger os brônquios e os pulmões de partículas de alimentos durante a deglutição.

Entre os principais fatores de risco para o câncer de laringe está o tabagismo.  

Acompanhados dos(as) fonoaudiólogos(as) que trabalham na reabilitação vocal, os pacientes cantaram a música “Dias Melhores”, da banda Jota Quest.

O vídeo também conta com a participação especial do cantor e compositor Rogério Flausino, vocalista da banda e autor da música, assista:

 

Você sabe porquê o estoque do nosso banco de sangue está frequentemente no limite?

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No Dia Mundial do Doador de Sangue, entenda a importância da doação de sangue para um paciente oncológico

Os bancos de sangue trabalham sempre com os estoques no limite. Devemos considerar que, por mais que a medicina tenha evoluído e a tecnologia proporcione aos pacientes transfusões mais seguras e componentes do sangue mais específicos para cada situação, ainda não se descobriu um substituto tão eficiente e seguro – ou até mesmo uma forma de “fabricar” o sangue.

Até os dias atuais, o paciente que necessita de transfusões para o sucesso de seu tratamento depende completamente da solidariedade do doador voluntário. Por isso, a doação de sangue deve ser estimulada constantemente e é fundamental a conscientização de todos sobre a sua importância.

Doação de sangue para o paciente oncológico

A doação de sangue é essencial para pacientes com câncer. Em muitos casos, eles são tratados com cirurgias de alta complexidade que demandam ampla reposição de sangue.

Há também tratamentos com radioterapia ou quimioterapia que podem afetar a medula óssea e, assim, alterar a produção de sangue, levando a quadros de anemia e níveis baixos de leucócitos e plaquetas.

Estas situações são comuns no cotidiano de um centro especializado em tratamento de câncer, como é o caso do A.C.Camargo Cancer Center. Por isso, é fundamental que nosso banco de sangue seja constantemente abastecido para suprir a demanda.

Faça sua doação: agendamento online

Com o objetivo de oferecer mais segurança e agilidade em nosso Banco de Sangue, é possível fazer o agendamento para a doação por este formulário ou pelo telefone (11) 2189-5000, opção 5.

Essa é mais uma das medidas de segurança que tomamos para garantir os bons níveis do estoque do nosso Banco de Sangue, que, com a evolução da pandemia da Covid-19 e as orientações para que a população permaneça em casa, passaram a diminuir.

Importante: se o doador tomou a vacina da gripe, a doação pode ser feita após 48 horas.

Horário de funcionamento

De segunda a sexta-feira, das 8h às 17h
Sábado, das 8h às 15h
O Banco de Sangue não abre aos domingos e feriados.
Endereço: Rua Castro Alves, 131 – Aclimação, São Paulo (SP)
Telefone: (11) 2189-5000 – opção 5

Para doar, lembre-se de levar um documento oficial com foto.

Qual a relação entre o câncer e o diabetes?

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Neste artigo da coluna “Fala, Doutor!”, o Dr. Daniel Garcia, oncologista clínico, explica como o câncer pode influenciar o diabetes e vice-versa

Por Dr. Daniel Garcia, oncologista clínico

Diabetes é uma doença metabólica caracterizada por níveis elevados de glicose no sangue (ou açúcar no sangue), que pode levar ao longo do tempo a danos em órgãos como o coração, vasos sanguíneos, olhos, rins e nervos. O mais comum é o diabetes tipo 2, geralmente em adultos, que ocorre quando o corpo se torna resistente à insulina ou não produz insulina suficiente. 

Nas últimas três décadas, a prevalência de diabetes tipo 2 aumentou dramaticamente em todo o mundo. Diabetes tipo 1, conhecido como diabetes insulino-dependente, é uma condição na qual o pâncreas produz pouca ou nenhuma insulina. De 90% a 95% dos pacientes com diabetes têm o tipo 2, enquanto 5% a 10% têm o tipo 1.

Fatores de risco e epidemiologia

O câncer e o diabetes têm vários fatores de risco em comum, como obesidade, tabagismo, envelhecimento, sedentarismo e alimentação não saudável. Aproximadamente 1 em cada 5 pacientes com câncer tem diabetes. 

O diabetes, especialmente o tipo 2, também é um fator de risco para o desenvolvimento de algumas malignidades como o câncer de pâncreas, fígado, cólon, mama e endométrio. Uma revisão do tipo “guarda-chuva”, que analisou 27 estudos de metanálise, concluiu que o diabetes tipo 2 aumenta em 10% o risco relativo de desenvolver câncer. Além disso, vários novos tratamentos contra o câncer ou o uso de corticoides podem levar ao diabetes ou agravar o diabetes preexistente. 

Terapias contra o câncer e o diabetes

Nas últimas décadas, o cenário de tratamento da maioria das malignidades mudou com o surgimento das hormonioterapias, imunoterapias e terapias-alvo. Apesar dos avanços - que resultaram em aumento das taxas de cura, sobrevida e qualidade de vida dos pacientes -, estes tratamentos podem causar hiperglicemia. A quimioterapia convencional, por outro lado, tem efeito direto mínimo ou nenhum sobre a hiperglicemia, exceto quando utilizada juntamente com corticoides em doses mais elevadas.

As terapias que bloqueiam os hormônios – chamadas de hormonioterapias – revolucionaram o tratamento do câncer de mama e próstata. No entanto, também estão associadas ao aumento da resistência à insulina e desenvolvimento de diabetes.
Alguns tipos de imunoterapia ativam a imunidade e aumentam a resposta imune contra células malignas. Mas, ao mesmo tempo, podem causar fenômenos autoimunes como hipotireoidismo, hipertireoidismo, insuficiência adrenal e hipofisite. Raramente estão associados ao desenvolvimento de diabetes autoimune, reduzindo a produção de insulina das células β do pâncreas e simulando um diabetes tipo 1.

As terapias-alvo visam inibir a proliferação de células malignas, regulando o ciclo celular ou induzindo à apoptose (morte celular programada) destas células. No entanto, várias terapias-alvo têm sido associadas à hiperglicemia e uma específica pode induzir resistência à insulina semelhante à observada no diabetes tipo 2.

Screening e tratamento

A testagem para diabetes em pacientes com câncer, antes mesmo de iniciar o tratamento, é importante. Até um terço das pessoas com diabetes não são diagnosticadas. Isto é especialmente relevante em pacientes que têm fatores de risco para diabetes, como um alto índice de massa corporal (IMC), inatividade física, história familiar de diabetes e história de diabetes gestacional, ou aqueles que serão tratados com terapias associadas à hiperglicemia. Caso o tratamento indicado induza a um risco significativo de diabetes, o paciente deve ser educado sobre automonitoramento de glicose em seu domicílio.

O manejo do diabetes em pacientes com câncer deve ser idealmente multidisciplinar, envolvendo um especialista em diabetes (como o endocrinologista), nutricionista, farmacêutico e profissional de apoio psicossocial, em colaboração com a equipe de tratamento oncológico. Pacientes diabéticos em terapia anticâncer requerem controle de hiperglicemia com dieta apropriada, exercícios físicos, terapia antidiabética (hipoglicemiantes orais e/ou insulina, entre outros), controle de fluidos e eletrólitos, juntamente com tratamento das possíveis complicações do diabetes. 

 

Referência:
Shahid, R.K.; Ahmed, S.; Le, D.; Yadav, S. Diabetes and Cancer: Risk, Challenges, Management and Outcomes. Cancers 2021, 13, 5735
 

Junho vermelho: doe sangue e ajude a salvar vidas

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Faça parte desse movimento, que busca sensibilizar a população sobre a importância de doar sangue 

A campanha junho vermelho tem o objetivo de conscientizar a todos sobre a importância da doação de sangue para salvar vidas. A escolha do mês está ligada à chegada do inverno e proximidade com as férias de julho, período em que os bancos de sangue registram queda nas doações e ficam com os estoques em baixa.Doar sangue é um ato de amor e você pode ajudar a salvar vidas contribuindo com a sua doação no nosso banco de sangue.

Confira no infográfico abaixo como funciona a doação de sangue no A.C.Camargo:

Infográfico sobre doação de sangue

Dia Internacional da Enfermagem: conheça a curiosa primeira turma de enfermeiras do A.C.Camargo

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Para marcar o dia 12 de maio, saiba também como funciona o trabalho das enfermeiras navegadoras na Instituição e como essa profissão surgiu

O Dia Internacional da Enfermagem é celebrado em 12 de maio em homenagem a Florence Nightingale, uma enfermeira nascida na Itália no mesmo dia, em 1820. Criada na Inglaterra, Florence foi uma das enfermeiras pioneiras no tratamento a feridos de guerra. 

No Brasil, outra profissional que se doou numa guerra foi Ana Néri, enfermeira que se voluntariou para cuidar dos soldados brasileiros na Guerra do Paraguai (1865-1870) – por causa dela, no dia 20 de maio, é comemorado o Dia do Auxiliar e do Técnico de Enfermagem. 

Fato é que a saúde de todos os pacientes passa pela enfermagem. Da prevenção à reabilitação, a equipe de profissionais sempre está a postos para cuidar e para acolher o paciente e seus familiares. 

Dos campos de batalha ao cuidado integral ao paciente, de lá para cá, muita coisa mudou, mas a coragem das pioneiras e a dedicação à vida humana permeiam a profissão até os dias atuais. 


Dia Internacional da Enfermagem: as lendárias Schwestern

A história da profissão também se funde com a própria trajetória do A.C.Camargo. Inaugurada em 23 de abril de 1953, a Instituição teve como primeira equipe de enfermagem um grupo de 35 mulheres alemãs que fizeram história: as lendárias Schwestern. 

Sob o comando da enfermeira-chefe, Marga Kasig, as profissionais foram formadas pela Cruz Vermelha da Alemanha, entidade humanitária que se tornara referência desde a Segunda Guerra Mundial. Como era comum na época, as enfermeiras residiam no hospital, realidade que se manteve até meados dos anos 1970. 


Escola Técnica de Enfermagem 

A valorização da carreira sempre foi uma das bandeiras do A.C.Camargo. De olho nisso, foi criada, em 1987, a Escola de Enfermagem voltada ao ensino técnico, com cursos de especialização em enfermagem oncológica reconhecidos como uns dos mais importantes do país.


Referência em enfermagem oncológica 

O comprometimento alinhado à competência técnica, o atendimento humanizado e apoio psicoemocional se destacam como diferenciais fundamentais da equipe de Enfermagem da Instituição. 

Conhecida como referência em todo o país por ser especializada no atendimento oncológico, hoje é composta por mais de 1.500 profissionais, entre enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, que se dedicam com carinho à vida humana. Destaca-se o programa de navegação.


Programa de navegação: benefícios para pacientes

O processo de tratamento do câncer consiste em várias etapas que compreende exames, consultas e procedimentos, exigindo atenção e conhecimento para que tudo seja realizado de forma coordenada e conjunta. Realizar todo o processo sozinho e o mais rápido possível pode ser um grande desafio.

Com essa perspectiva, o programa de navegação do A.C.Camargo Cancer Center foi iniciado em 2017 e é composto por um grupo de enfermeiros que conduzem o paciente ao longo da jornada de tratamento. O enfermeiro navegador surge como um elo entre as áreas – assistenciais e administrativas, a fim de coordenar as etapas de atendimento de forma sincronizada e ágil, tendo o paciente no centro do cuidado.

Após o diagnóstico de câncer, o paciente é encaminhado ao enfermeiro navegador. O contato inicial é feito pessoalmente nos ambulatórios ou por vias remotas.

São funções do enfermeiro navegador:

  • Promover o bem-estar e favorecer a melhor experiência ao paciente e familiares após o diagnóstico do câncer;
  • Orientar o paciente e a família sobre o diagnóstico e as etapas do tratamento;
  • Conduzir o paciente durante todo o tratamento, auxiliando em todos os processos e etapas que envolvem o combate ao câncer;
  • Atuar na redução dos tempos entre exames, consultas e tratamentos, favorecendo melhores desfechos e sobrevida;
  • Facilitar a comunicação entre o paciente e as equipes de saúde do A.C.Camargo envolvidas no tratamento.

Dia Mundial da Saúde Digestiva: H.pylori pode ter relação com o câncer de estômago – aprenda a diminuir os riscos

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Neste 29 de maio, saiba que controlar bactérias que causam infecções é importante para prevenir doenças e tumores digestivos – assim como evitar álcool, fumo e o consumo em excesso de sal, conservas, defumados e carne vermelha

O Dia Mundial da Saúde Digestiva, que é lembrado em 29 de maio, tem por objetivo destacar a importância do diagnóstico precoce e da prevenção das doenças do aparelho digestivo, que é composto por 10 órgãos: boca, faringe, esôfago, estômago, fígado, pâncreas, intestino delgado, intestino grosso, reto e ânus.‬ ‬

Nos países em desenvolvimento, incluindo o Brasil, os tumores de estômago estão entre os mais incidentes. De acordo com o INCA, é o quarto mais comum entre homens e, em mulheres, é o sexto. 

É importante ficar atento sobre o assunto, já que infecções e hábitos alimentares são os principais fatores para o desenvolvimento de doenças e tumores na região.


Câncer de estômago versus H.pylori

Um dos fatores mais frequentemente relacionados a esse tumor é a infecção pela bactéria H.pylori, que também pode causar gastrite e úlcera.

A bactéria causa um processo infeccioso crônico, que pode levar à modificação das células do estômago, gerando mutações nos genes responsáveis pelo desenvolvimento do tumor.

A contaminação por H.pylori acontece pela ingestão de alimentos contaminados e crus, ou mesmo de pessoa para pessoa. Geralmente, esse contágio acontece na infância e pode acompanhar o paciente a vida toda, sem manifestar sintomas. 

É importante destacar que a maioria das pessoas que possui a bactéria nunca vai desenvolver câncer. O tumor aparece pela combinação de fatores, que incluem uma predisposição genética, hábitos e fatores alimentares também.

Os sintomas do câncer de estômago, no início, podem ser inespecíficos. Por isso, ao sentir dor, queimação, refluxo, indigestão ou qualquer desconforto, é importante procurar ajuda de um médico para uma avaliação e investigação. Há diversos exames para realizar o diagnóstico da bactéria, como endoscopia, exame de sangue e até testes respiratórios.


Dia Mundial da Saúde Digestiva: vida saudável e equilibrada

A prevenção de tumores digestivos começa pela adoção de bons hábitos de vida. Uma alimentação adequada, com sódio reduzido e alimentos pouco ou não processados; a prática de exercícios físicos, além de evitar o fumo, o álcool e a obesidade são medidas eficazes que podem garantir maior qualidade de vida e conter o aparecimento de doenças e tumores.

É importante também manter as vacinas em dia, principalmente contra a hepatite B, que pode levar à cirrose e ao câncer de fígado.

Controlar o diabetes e ficar de olho na gordura do fígado (esteatose hepática) também são medidas importantes para a saúde digestiva.


Fonte: Doutor Felipe Coimbra, líder do Centro de Referência em Tumores do Aparelho Digestivo Alto do A.C.Camargo 

 

Dia Nacional da Segurança do Paciente: entenda como é feita a proteção

O Dia Nacional da Segurança do Paciente é lembrado todos os anos em 1º de abril, mas a verdade é que o importante é a oportunidade de celebrar um assunto amplamente discutido em diversas instituições hospitalares: a segurança de nossos pacientes. 

Os incidentes e eventos adversos, associados ao cuidado em saúde, infelizmente ainda representam uma alta taxa de mobimortalidade em todo o mundo. 

Por esse motivo, com o intuito de conscientizar, reforçar e tornar a cultura de segurança do paciente palpável, no dia 1º de abril de 2013 o Ministério da Saúde implantou o “Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP)”, buscando maior excelência e qualificação de cuidados em saúde em todo território nacional. 

E a grande verdade desse dia é que a segurança do paciente é uma responsabilidade e um compromisso de todos.

Cada dia mais, o A.C.Camargo dedica-se para manter os processos de melhoria visando uma assistência segura, centrada e humanizada. 

Os nossos pacientes, ao longo de sua jornada, passam por diversas áreas e cada uma delas exerce sua importância em promover e garantir que o seu tempo conosco seja o melhor e mais seguro possível. 

Nosso papel é fundamental para que as melhorias aconteçam. Para isso, é importante que os eventos adversos ou os quase erros (near miss) sejam registrados e reportados, na busca de identificar fragilidades que ainda estão presentes em nosso dia a dia.

Somos protagonistas dessas ações que, por mais básicas ou complexas que sejam, garantem uma assistência segura. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece seis metas de cuidados internacionais de segurança para o paciente. Para conhecê-las, clique aqui.

6 dicas de alimentação que ajudam na prevenção do câncer colorretal

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Confira estas dicas para deixar sua vida mais saudável

Você sabia que a alimentação pode ajudar na prevenção dos tumores no cólon e no reto? Confira algumas dicas de hábitos que podem ser mudados para ter uma vida mais saudável e longe do câncer colorretal.

1. Mantenha uma dieta equilibrada

Manter hábitos alimentares ricos em frutas, verduras, legumes e cereais integrais são essenciais, principalmente porque alguns alimentos funcionam como antioxidantes, fornecendo ao organismo substâncias imprescindíveis para combater os radicais livres que atacam as células.

Os antioxidantes estão nas frutas, verduras e legumes. Entre os fundamentais para a manutenção da saúde do organismo estão:

• Vitamina A - Encontrada nos alimentos alaranjados, amarelos e vermelhos. 
• Vitamina C - Encontrada nas frutas cítricas. 
• Vitamina E - Encontrada nos óleos vegetais, grãos e nozes. 
• Zinco - Mineral encontrado nas castanhas. 
• Selênio - Mineral presente nas carnes, leite, nozes e castanhas. 

Sempre que possível, dê preferência a alimentos naturais e integrais e consuma moderadamente os óleos vegetais saudáveis, como óleo de canola e azeite de oliva extravirgem.

2. Aposte nas fibras

Na alimentação diária, as fibras garantem a manutenção do equilíbrio do organismo, o que é muito importante para a prevenção de vários tipos de câncer, especialmente o colorretal. As fibras no intestino ajudam na “limpeza” de substâncias que são consideradas agentes promotores do câncer, já que auxiliam de maneira muito eficiente na eliminação das fezes.

3.Cuidado com o excesso de carne vermelha

Carnes vermelhas como de boi, porco, cordeiro, entre outras, são boas fontes de nutrientes como proteínas, ferro, zinco e vitamina B12. 

No entanto, quando consumidas em excesso, podem facilitar o desenvolvimento de câncer colorretal. O consumo de carnes vermelhas é recomendado em até 500 gramas de carne cozida por semana.

4. Evite carnes processadas e alimentos embutidos

As carnes processadas, categoria que inclui alimentos como bacon, presunto, salame e salsicha, por exemplo, também estão associadas a um risco mais elevado para o câncer colorretal.

O processamento da carne vermelha se dá pelo método de cura, que consiste no acréscimo de sal, açúcar ou nitrato/nitrito. Essas substâncias levam à produção de compostos chamados N-nitrosos (NOC), que, após serem metabolizadas no nosso organismo, geram compostos químicos mutagênicos que lesam o nosso DNA.

Por isso, a palavra-chave é moderação. 

5. Na hora do churrasco, evite a carne chamuscada

No processo de preparo da carne no churrasco, a fumaça gera dois tipos de substâncias: as aminas policíclicas aromáticas (APA) e os hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPA). São substâncias que, após serem metabolizadas no organismo, geram compostos químicos mutagênicos e que danificam o nosso DNA.

De modo geral, na carne bem passada e chamuscada há maiores concentrações de APA e HPA, que podem elevar o risco de desenvolver câncer.

6. Atenção ao preparo das carnes

A forma como preparamos as carnes também são importantes para prevenir o câncer. As melhores formas de preparo são assadas, cozidas e ensopadas. As temperaturas muito elevadas utilizadas para preparar as carnes de forma frita ou grelhada, assim como a fumaça do churrasco, formam compostos químicos que são cancerígenos e aderem à superfície das carnes. 

Atenção para os sinais e sintomas do câncer colorretal

O câncer de cólon não apresenta sintomas em seus estágios iniciais, mas, à medida que progride, pode causar sangramentos e obstruções intestinais. Os sintomas mais comuns são:

• Presença de sangue nas fezes
• Dores abdominais
• Dores ao evacuar
• Diarreia ou prisão de ventre que não passam
• Sensação de empachamento
• Mudanças no apetite
• Perda de peso inexplicável

Um guia para a prevenção do câncer

A prevenção para o câncer não apenas é possível em boa parte dos casos como é algo necessário. Hábitos como não fumar, moderação ao ingerir bebidas alcoólicas e evitar a exposição exagerada ao sol também fazem parte da receita para minimizar os riscos de um câncer.

Pensando nisso, criamos este guia com 47 perguntas e respostas que visam proteger a sua saúde. Clique aqui para acessar.

 

Fonte: Departamento de nutrição do A.C.Camargo Cancer Center
 

Câncer de colo do útero: tem prevenção e tem cura

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No Dia Mundial de Combate ao Câncer de Colo do Útero, saiba como se proteger dessa doença que pode ser curada quando descoberta precocemente

O Dia Mundial de Combate ao Câncer de Colo do Útero traz um alerta: é uma doença que afeta um grande número de mulheres e pode ser prevenida com medidas simples para grande parte dos casos.

Somente no Brasil são esperados 16.590 novos casos de câncer de colo do útero para 2022, com um risco estimado de 15,43 casos a cada 100 mil mulheres. Para 2040, é esperado que esse número cresça para 24,5 mil casos.

Entenda o câncer de colo do útero

O colo é a região mais baixa e estreita do útero, que tem duas partes: o corpo do útero (onde se desenvolvem os bebês) e o colo, que liga o útero à vagina. O câncer que surge no colo, também chamado de câncer cervical, tem início no seu tecido de revestimento e se desenvolve lentamente, com algumas células normais que se tornam pré-cancerosas e, mais tarde, cancerosas.

Quando detectado precocemente, grande parte dos casos de câncer de colo do útero são curáveis.

 

 

Fatores de risco

•    Infecção por HPV: é o principal fator de risco associado ao câncer de colo de útero. O papilomavírus humano (HPV) é um vírus que pode ser transmitido por relações sexuais que infecta pele ou mucosas, podendo causar câncer de colo do útero e também de boca, faringe, vulva, vagina, pênis e canal anal.
•    Infecção por HIV: o vírus da Aids diminui as defesas do organismo e reduz a capacidade dele de combater o vírus e o câncer em seus estágios iniciais.
•    Fumo: mulheres fumantes têm duas vezes mais risco de ter câncer de colo do útero do que aquelas que não fumam.

Sinais e sintomas

No início, a doença não costuma apresentar sintomas. Mas, em casos mais avençados, os sintomas mais comuns são:
•    Secreção, corrimento ou sangramento vaginal incomum.
•    Sangramento vaginal fora do período menstrual.
•    Sangramento ou dor após a relação sexual, ducha íntima ou exame ginecológico.

Prevenção e detecção precoce

A infecção por HPV é muito comum na população e, em grande parte das vezes, não causa nenhuma doença. Mas, em alguns casos, surgem alterações celulares que podem evoluir para um tumor. Para o câncer de colo do útero, o HPV é responsável por cerca de 70% dos casos. 

A boa notícia é que existe vacina contra o HPV. A imunização é distribuída gratuitamente pelo SUS e é indicada para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos; também para um grupo especial, de pessoas que vivem com HIV, pessoas transplantadas de tumores sólidos ou de medula óssea e pacientes oncológicos (mulheres na faixa etária entre 9 e 45 anos e homens dos 9 aos 26 anos).

Já a detecção precoce é feita por um exame conhecido como papanicolau, um procedimento simples que analisa amostras de células recolhidas do colo do útero por meio de raspagem com uma espátula e escovinha. O material é analisado em laboratório e pode detectar lesões pré-cancerosas. Com isso, a paciente pode ser tratada precocemente, antes que a lesão resulte em um câncer.

Todas as mulheres devem fazer o papanicolaou anualmente, dos 25 aos 64 anos. Após dois exames negativos realizados com intervalo de um ano, os próximos devem ser realizados a cada três anos. O rastreamento pode ser interrompido aos 64 anos em mulheres com pelo menos dois exames negativos consecutivos nos últimos cinco anos e sem antecedentes de patologia cervical. 

Mulheres expostas ao HIV ou com problemas no sistema imunológico devem fazer o exame anualmente. Há recomendações nacionais e internacionais com o uso de testes de detecção do HPV, associados à citologia vaginal (papanicolau), em mulheres com 30 anos ou mais. O teste de HPV é mais sensível e tem alto valor preditivo negativo, permitindo aumentar o intervalo entre as coletas, de três para cinco anos, quando ambos os exames forem negativos. 

 


FONTE:
Dra. Andréa Gadêlha, oncologista clínica e vice-líder do Centro de Referência em Tumores Ginecológicos do A.C.Camargo
INCA 
Febrasgo – Recomendações: Rastreio, diagnóstico e tratamento do câncer de colo de útero - 2017 


 

Câncer de rim: conheça os fatores de risco, os sinais e os sintomas

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No Dia Mundial do Rim, alertamos para a importância de detectar a doença precocemente, o que aumenta as chances de cura

O câncer de rim afetou 431 mil pessoas em 2020, segundo estimativas mundiais mais recentes. No Brasil, foram 12 mil casos no mesmo ano. Para 2040, a expectativa é que esse número cresça para 666 mil casos no mundo e para 19,7 mil no Brasil.

São números que chamam atenção para uma doença que pode ter maiores chances de cura quando detectadas precocemente, pois, com exames simples de sangue e urina de rotina é possível detectar alterações na função renal.

Por isso, no Dia Mundial do Rim (10/3), o A.C.Camargo Cancer Center destaca a importância de conhecer os sinais e sintomas da doença, bem como os fatores de risco que aumentam a probabilidade de desenvolver o tumor.

Sinais e sintomas

O sintoma mais comum de câncer de rim é a presença de sangue na urina, chamada de hematúria e também pode ser a causa de outras doeças. Por isso, procure seu médico ao notar sinal de sangue na urina. Os sintomas também podem incluir:
•    Dor lombar, no abdômen ou dos lados do corpo.
•    Febre inexplicável por algumas semanas.
•    Perda de peso rápida e sem explicação.
•    Cansaço.
•    Inchaço dos pés e das pernas.
•    Massa palpável dos lados do corpo ou na região lombar.
•    Hipertensão arterial de difícil controle.

Previna-se contra o câncer de rim

Vale lembrar que fatores de risco aumentam o risco de desenvolver câncer, mas isso não quer dizer que a pessoa vai obrigatoriamente ter câncer de rim.
• Fumo: é o principal fator de risco.
• Idade: a maioria dos casos acontece depois dos 50 anos.
• Sexo: homens têm duas vezes mais chances de ter câncer de rim do que mulheres.
• Obesidade.
• Pressão alta.
• Insuficiência renal e uso prolongado de diálise.
• Histórico familiar de doenças renais.
• Genética: portadores da síndrome de Von Hippel-Lindau e de carcinoma renal papilífero hereditário, que precisam de avaliação de uma equipe de oncogenética e acompanhamento especializado.

Centro de Referência em Tumores Urológicos

O A.C.Camargo conta com um grupo multidisciplinar de profissionais especializados em urologia que utilizam protocolos integrados e um olhar 360° para cada paciente. 

Para os casos mais complexos e que fogem dos protocolos estabelecidos, estes profissionais se reúnem para uma abordagem multidisciplinar em um fórum chamado tumor board, no qual buscam em conjunto o melhor desfecho clínico para o paciente.

 

Fonte:
Dr. Walter Henriques da Costa, urologista do A.C.Camargo Cancer Center
Global Cancer Observatory