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Leucemia - Adulto

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De acordo com as projeções do Instituto Nacional do Câncer (Inca), em 2018, 10.800 brasileiros devem receber o diagnóstico de leucemia, sendo 5.940 homens e 4.860 mulheres. Leucemia é o câncer que tem origem na medula óssea, onde são produzidas as células do sangue. Muita gente diz que a leucemia é o câncer dos glóbulos brancos, as células de defesa do organismo, mas a doença pode atingir outros tipos de célula também. Da medula, essas células atingem o sangue e, a partir dele, podem atingir os gânglios linfáticos, o baço, o fígado, o sistema nervoso central (cérebro e coluna vertebral), os testículos e outros órgãos. Para entender o que acontece de errado no sangue quando a pessoa tem leucemia, é importante entender o que faz sangue e medula serem normais. 

Glóbulos vermelhos, também chamados de eritrócitos, constituem a maior parte do sangue e transportam oxigênio e gás carbônico pelo corpo. A hemoglobina é a proteína dos glóbulos vermelhos responsável pelo transporte desses gases. Quando a medula óssea (o tutano dos ossos) é saudável, a quantidade de glóbulos vermelhos no sangue é normal. Isso não acontece, por exemplo, nos casos de anemia, quando essa quantidade diminui. Tanto a leucemia como a quimioterapia usada para tratá-la podem causar anemia, que se manifesta por fraqueza, cansaço, dor de cabeça e dificuldade para respirar. 

Existem vários tipos de glóbulos brancos, cada um com uma função específica para proteger o organismo contra vírus e bactérias. Os três tipos principais são os neutrófilos, também chamados de granulócitos, que destroem a maioria das bactérias estranhas ao organismo; os monócitos, que também destroem microrganismos, e os linfócitos, que combatem vírus e controlam o sistema de defesa.  

A contagem absoluta de neutrófilos (ANC) é a medida dos glóbulos brancos que você tem para combater infecções. Esse valor é obtido multiplicando o número total de glóbulos brancos pela porcentagem de neutrófilos. Indivíduos saudáveis têm entre 2.500 e 6.000 neutrófilos por microlitro (µL) de sangue. Abaixo disso, o organismo fica sujeito a infecções. Geralmente, esse número cai quando começa a quimioterapia, mas volta ao normal em três ou quatro semanas depois. O sangue contém ainda as plaquetas, que atuam na coagulação. 

A medula óssea é o tecido do interior dos ossos e todas as células do sangue têm sua origem ali como células-tronco, que vão amadurecendo e se especializando. Células-tronco são imaturas e, quando o corpo precisa, elas recebem sinais químicos para que amadureçam e se tornem glóbulos vermelhos, brancos ou plaquetas. Por isso, a medula contém células em diferentes etapas de amadurecimento (ou especialização), que vão para o sangue quando estão totalmente maduras. 

Na leucemia isso muda. A medula passa a produzir uma quantidade muito grande de células anormais e imaturas chamadas linfoblastos, que tomam o lugar das outras células sanguíneas na medula, no sangue e no sistema linfático.  

Os tipos de leucemia são determinados pelo tipo de célula afetada e pela velocidade da proliferação dessas células, que podem ser agudas ou crônicas. As leucemias agudas envolvem a o crescimento rápido de células muito imaturas e isso significa que elas não deixam espaço para que células maduras e normais evitem infecções, anemia e sangramentos. O diagnóstico de leucemia aguda é feito quando 20% ou mais das células da medula são imaturas.

Há dois tipos principais de leucemias agudas, a Leucemia Linfocítica Aguda (LLA), que é mais comum entre crianças e adolescentes, mas pode ocorrer também em adultos, e a Leucemia Mieloide Aguda (LMA), mais frequente em adultos. 

Na Síndrome Mielodisplásica (MDS), a medula não produz células sanguíneas normais e alguns casos podem evoluir com o tempo para Leucemia Mieloide Aguda (LMA). Na Neoplasia Mieloproliferativa, a medula produz células sanguíneas demais. Algumas vezes, a doença evolui lentamente e precisa de pouco tratamento, mas em outras ela também progride para Leucemia Mieloide Aguda (LMA). 

Nas leucemias crônicas, o que ocorre é uma proliferação excessiva de células maduras do sangue, o suficiente para evitar sangramentos e infecções. Elas são mais comuns em pessoas na faixa dos 40 aos 70 anos e os tipos mais comuns são a Leucemia Linfocítica Crônica (LLC) e a Leucemia Mieloide Crônica (LMC). 

Para classificar a leucemia, o patologista observa características das células da medula no microscópio e examina também os cromossomos e sua aparência. 

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