Pacientes com tipo mais comum de câncer de ovário têm direito a teste genético coberto pelo plano de saúde

Publicado em: 12/06/2016 - 21:06:00
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Em lei que vigora desde janeiro, tornou-se obrigatória por parte dos planos privados de saúde a cobertura para realização do teste de mutação nos genes BRCA1 e BRCA2 para todas as mulheres com diagnóstico de câncer de ovário do tipo epitelial, que representa 85% dos tumores ovarianos. Benefício se estende para pacientes diagnosticadas com câncer de mama até os 35 anos e para outros grupos de risco com perfil clínico de síndrome de câncer de mama e ovário hereditários

O câncer de ovário, terceiro tumor ginecológico mais comum entre as mulheres brasileiras, com mais de 6 mil novos casos estimados para 2016, é uma doença silenciosa que, além de não apresentar sintomas desde o início, não conta com um método eficaz de rastreamento. Consequentemente, 75% dos casos de câncer de ovário são descobertos quando a doença já está avançada. Esse tipo de câncer é o tumor feminino com a maior taxa proporcional de mortalidade no país.

A principal estratégia de prevenção está em identificar quais são as pacientes que se enquadram no perfil de grupo de risco para desenvolvimento da doença. Neste cenário, o olhar dos especialistas se volta principalmente para o câncer de ovário do tipo epitelial, que representa 85% dos casos de tumores malignos neste órgão. Isso porque as pacientes diagnosticadas com este subtipo de câncer são mais propensas a serem portadoras de mutação nos genes BRCA1 e BRCA2, uma alteração hereditária que predispõe também um risco aumentado para desenvolvimento, por exemplo, de câncer de mama (inclusive em homens), pâncreas e próstata.

Com base nisso, desde janeiro deste ano uma portaria da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) regulamenta que é obrigatório por parte dos planos privados de saúde garantir a cobertura para realização do teste de mutação nos genes BRCA 1 e BRCA 2 para todas as mulheres com diagnóstico de câncer de ovário do tipo epitelial, independentemente de história prévia pessoal ou familiar da doença. Esse teste é o mesmo realizado pela atriz Angelina Jolie - cuja história foi compartilhada por ela em artigos publicados no jornal The New York Times: http://nyti.ms/JYqfDi e http://nyti.ms/1C6pkHl. Baseando-se em critérios clínicos, Angelina submeteu-se ao teste, descobriu ser portadora de mutação no gene BRCA 1 e optou pela retirada da duas mamas, ovários e trompa de falópio (cirurgias redutoras de risco).

De acordo com o cirurgião oncológico e diretor do Departamento de Ginecologia Oncológica do A.C.Camargo Cancer Center, Glauco Baiocchi Neto, é fundamental que toda paciente com câncer de ovário do tipo epitelial conheça esse direito de ter a cobertura pelo plano. "Estima-se que 1 entre 6 pacientes com esse subtipo de câncer ovariano seja portadora de mutação nos genes BRCA 1 e 2. A identificação desta alteração genômica pode representar para a paciente e também para mãe, filhas ou irmãs, por exemplo, a possibilidade de se diagnosticar a doença em fase inicial, quando é significativamente maior a chance de sucesso no tratamento ou até mesmo evitar a doença", destaca.

No caso do câncer de ovário, o especialista acrescenta que, para esse grupo de risco, é recomendada a realização de exames de imagem e do marcador CA-125 a cada seis meses até que se tenha entre 35 e 40 anos de idade, quando é indicada a retirada dos ovários e trompas. "É necessário que a paciente receba o suporte de um serviço de Oncogenética, que realizará o aconselhamento genético antes e depois do teste genético e estabelecerá a metodologia de seguimento das pacientes, caso a caso (propondo cirurgia de redução de risco e/ou programa de rastreamento)", reforça Glauco Baiocchi.

O A.C.Camargo, por meio dos Departamentos de Ginecologia Oncológica e Oncogenética com integração com outras áreas como Diagnóstico por ImagemAnatomia Patológica, oferece todo o suporte assistencial a estas pacientes. Após aconselhamento genético, a paciente tem sua amostra de sangue coletada e o teste que permite investigar a existência ou não de mutação é feito no Laboratório de Diagnóstico Genômico, na própria Instituição.
 
Quem tem direito garantido ao teste? - A ANS regulamenta a cobertura obrigatória para pacientes com: 
- Câncer de ovário do tipo epitelial independentemente de história prévia familiar ou pessoal da doença;
- Câncer de mama abaixo dos 35 anos;
- Câncer de mama e/ou ovário em familiar de 1º, 2º e 3º antes dos 50 anos;
- Homens com diagnóstico atual ou prévio de câncer de mama em qualquer idade e independente da história familiar;
- Pacientes com câncer de pâncreas;
- Pacientes com câncer de próstata (escore de Gleason = 7) com dois ou mais familiares de 1º, 2º e 3º graus do mesmo lado da família com câncer de mama e/ou ovário e/ou pâncreas ou próstata, dentre outros critérios.

O documento da ANS, na integra, está disponível em http://bit.ly/1NMF4ZM.

Conhecida como HBOC, na sigla em inglês, a síndrome de câncer de mama e ovário hereditários está relacionada à mutação nos genes BRCA1 e BRCA2, localizados respectivamente nos cromossomos 17q e 13p, que estão envolvidos no processo de reparo de DNA.

Quando a mulher tem essa mutação, o risco de desenvolver câncer de mama varia de 40% a 80%, e o de ovário de 15% a 60% durante a vida. A ocorrência de câncer de pâncreas também é um fator de risco. Em casos de detecção dessa síndrome, recomendam-se exames periódicos já a partir dos 25 anos de idade. Os homens também podem ser afetados por essa mutação, que pode aumentar o risco de tumores de próstata e também de mama.

Sobre o A.C.Camargo Cancer Center -  Fundado em 1953 e referência internacional em oncologia, o A.C.Camargo Cancer Center atua na prevenção, tratamento, ensino e pesquisa do câncer. Com serviços de assistência oncológica para a Saúde Suplementar e para o Sistema Único de Saúde (SUS), é uma Instituição privada sem fins lucrativos, mantida pela Fundação Antonio Prudente, um modelo sustentável que combina atuação social e geração de valor.

Em 2015, realizou mais de 3,7 milhões de atendimentos, 62% deles dedicados aos pacientes do SUS. Sua infraestrutura dispõe de rede com 480 leitos hospitalares, serviços de cirurgia oncológica e robótica, radioterapia, quimioterapia, anatomia patológica e diagnóstico por imagem. Sua equipe é composta por aproximadamente 5 mil profissionais, entre eles mais de 650 médicos, equipe especialista multidisciplinar, enfermeiros e nutricionistas.

A formação de especialistas e disseminação do conhecimento científico estão na essência do A.C.Camargo desde o início de sua história. Em 1953, criou o primeiro e maior Programa de Residência Médica em Oncologia do país com mais de mil especialistas formados ao longo de seis décadas. Seu Programa de Pós-graduação, iniciado em 1997, já formou 579 mestres e doutores. Em 1987, foi pioneiro na implantação da primeira escola hospitalar, a Escola Especializada Schwester Heine, para dar continuidade aos estudos das crianças e adolescentes em tratamento.

O A.C.Camargo ocupa o primeiro lugar no ranking mundial do SCIMAGO entre as instituições de saúde brasileiras que mais publicam nas revistas científicas de maior influência e impacto. Em 2015 esse trabalho resultou em 168 artigos publicados.

Possui também certificações e acreditações para os programas de qualidade e segurança assistencial, governança e gestão ambiental, sendo as mais importantes Acreditação ONA nível III - Excelência, Certificação Qmentum International - Padrão Diamante - pelo Canadian Council on Health Services Accreditation e Certificação ISO 14001 pela Fundação Carlos Alberto Vanzolini.

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