O autoexame das mamas não pode substituir a mamografia

Publicado em: 29/10/2021 - 15:10:33
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Entenda a relação entre essas duas formas de detectar o câncer de mama e quando elas devem ser feitas

Uma das dúvidas mais frequentes das mulheres relacionadas ao câncer de mama é sobre o autoexame. Afinal, ele pode ou não substituir a mamografia?

A resposta é não. Mas, o autoexame é um complemento à mamografia, que é capaz de detectar precocemente lesões muito pequenas ou pré-malignas, aumentando as chances de cura para cerca de 95%. 

Já o autoexame - ou autoconhecimento - é importante para que a mulher conheça a própria mama e possa identificar sinais de alerta fora do momento em que sua consulta estaria programada. 

Mulheres com menos de 40 anos não têm indicação de exames de mamografia de rotina, exceto se tiverem famílias com alto risco de tumores hereditários. Sendo assim, conhecer as mamas é fundamental e o médico poderá ser consultado em caso de dúvida.

Além disso, em casos de risco hereditário, apesar de raro, pode existir o chamado tumor de intervalo, ou seja, tumor que pode aparecer e crescer entre os intervalos de exames recomendado para a mulher. 

Como fazer o autoexame das mamas

Não é preciso método nem periodicidade estipulada para o autoexame.

A orientação é a mulher apalpar as mamas, incluindo as axilas, quando se sentir confortável, seja no banho ou durante uma troca de roupa, por exemplo.

Quando fazer a mamografia

A mamografia, como forma de rastreamento do câncer, é indicada anualmente para mulheres acima dos 40 anos, como recomendação da nossa Instituição e da Sociedade Brasileira de Mastologia. O Ministério da Saúde recomenda a cada dois anos entre os 50 e 69 anos. 

Abaixo dos 40 anos, a mamografia pode ser indicada para mulheres com suspeita de síndromes hereditárias ou para complementar o diagnóstico, em caso de nódulos palpáveis e se o médico determinar essa necessidade.  

Em caso de mamas muito densas, o médico poderá solicitar exames complementares, como o ultrassom. Em nossa Instituição, em caso de mama densa, faz parte do protocolo fazer o ultrassom complementar de rotina.
 

Confira dicas para tornar a mamografia menos desconfortável
  • Programe a sua mamografia: evite a semana que antecede a menstruação, pois, como a mama estará mais inchada, as dores podem ser maiores. Por isso, dê preferência para fazer o exame após o ciclo menstrual.
  • Pacientes com mamas muito sensíveis podem conversar com o médico: ele pode indicar um analgésico para tomar antes do exame para aliviar a dor.
  • Alguns alimentos podem tornar a mama mais sensível. Por isso, se você percebe que você tem maior sensibilidade nas mamas quando ingere café, chocolate, bebidas energéticas ou outros alimentos com cafeína, evite-os próximo da data do seu exame. 
  • Tente relaxar. Com uma postura tensa, os músculos do peitoral podem ficar contraídos e tornar o exame mais dolorido. Respire fundo e tente manter a postura ereta, com ombros e braços relaxados.
  • Fique de olho na sua posição. Qualquer movimentação pode interferir na captura da imagem e, se for necessário, o técnico pode pedir para repetir a mesma posição.
  • Prefira roupas com duas peças, como blusa com calça ou saia, pois é preciso ficar nua da cintura para cima, usando apenas o avental fornecido pela equipe de enfermagem.
     
O câncer de mama em números

88,5 mil novos casos de câncer de mama em 2020 no Brasil.

Para 2025, a expectativa é de 99,8 mil novos casos. Esse número salta para 130 mil em 2040.

1º câncer mais frequente em mulheres em todas as regiões brasileiras (sem considerar os tumores de pele não melanoma).

Independentemente da condição socioeconômica do país, a incidência desse câncer se configura entre as primeiras posições das neoplasias malignas femininas.

2,2 milhões de novos casos de câncer de mama no mundo.

Para 2040, a expectativa é de 3,19 milhões de novos casos.

Fonte: INCA e Global Cancer Observatory

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