Nutrição do paciente após cirurgia de câncer colorretal

Publicado em: 27/03/2017 - 21:03:00
Notícias

Hoje em dia, dietas são bastante populares e geralmente associadas ao emagrecimento. Porém, uma dieta nada mais é que uma readequação alimentar. E para a grande maioria dos pacientes oncológicos, o acompanhamento de um nutricionista é fundamental, antes ou depois de uma cirurgia, durante a químio ou até mesmo a radioterapia.

Especificamente em pacientes com câncer colorretal, a alimentação é essencial para uma recuperação adequada no pós-operatório, pois auxilia na cicatrização e mantém o estado nutricional mais saudável.

 

De forma geral, os alimentos são reinseridos na rotina gradativamente, conforme aceitação e tolerância de cada paciente. Sempre que possível, em até 24 horas após a cirurgia, o nutricionista libera uma dieta líquida, evoluindo para pastosa e, finalmente, sólida.

Entretanto, alguns alimentos são restritos até a completa evolução da consistência da dieta, por exemplo, os fibrosos e que provocam muitos gases, como feijões, lactose e ovos.

Normalmente, após todo esse processo, os pacientes voltam a comer todos os tipos de alimentos, sem intercorrências.

 

Suplemento nutricional

Suplementos nutricionais no pós-operatório são bem-vindos para a maioria dos casos.

O uso de suplementos com nutrientes imunomoduladores no pré-operatório pode beneficiar pacientes também no pós-operatório, auxiliando na reposição de nutrientes, redução do risco de infecções e do tempo de internação.

Caso o paciente esteja mais debilitado, o uso de suplemento nutricional rico em proteína é uma boa opção para auxiliar na cicatrização e recuperação do estado nutricional.

 

Colostomia e Ileostomia

A dieta para pacientes com colostomia é parecida com a de quem realiza cirurgias intestinais, ou seja, o consumo de alimentos é liberado gradativamente. Já em pacientes que realizam ileostomia, a restrição para alguns alimentos fibrosos e formadores de gases é restrita por um período mais longo, pois a falta de utilização do intestino grosso impede a formação de fezes. Vale ressaltar que, mesmo nesses casos, após tolerância e aceitação do organismo do paciente, a alimentação é regularizada.

 

Thais Manfrinato Miola - CRN 24947
Titular da equipe de Nutrição e Dietética do A.C.Camargo Cancer Center

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