Ilustração de mama bege com o laço da campanha outubro rosa

Mamografia e covid-19: posso tomar a vacina e fazer o exame?

Publicado em: 20/10/2021 - 11:10:21
Diagnóstico
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Seu médico(a) pode recomendar o melhor momento; Sociedade Brasileira de Mastologia sugere intervalo de quatro semanas após a vacinação 

A mamografia é o exame mais importante para se diagnosticar o câncer de mama.

Realizada via mamógrafo, um equipamento de raio-x, a mamografia é capaz de identificar lesões nos estágios iniciais.

Mas, em tempos de covid-19, é preciso ter atenção em relação ao momento de realizar a mamografia para que o resultado não cause nenhuma confusão.


Mamografia e vacina: entenda 

De acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), a mamografia deve ser feita em torno de quatro semanas após a mulher receber a segunda dose da vacina contra a covid-19 – ou a dose única. 

A explicação é que a ação imunológica da vacina poderia atrapalhar o resultado desse exame de rastreamento para o câncer de mama, pois alguns imunizantes ativam linfonodos no corpo e poderiam causar uma reação adversa chamada linfonodopatia na axila. 

Pequenos nódulos que temos espalhados pelo corpo, os linfonodos atuam como filtros do nosso organismo. Apesar de mais comuns na região cervical, axilas e virilha, eles estão pelo corpo todo e, quando identificam algo que pode fazer mal ao organismo, os linfonodos produzem anticorpos. 

Quando produzem esses anticorpos, eles aumentam de volume – são as populares “ínguas”. E, quando a gente tem alguma ferida ou lesão nas pernas, esses linfonodos ficam aumentados na virilha. 

Ou seja, os linfonodos crescem de tamanho quando estão frente a um processo inflamatório e/ou infeccioso, mas também crescem quando se trata de um câncer. Por isso é preciso o intervalo para a mamografia, para que os sinais não se confundam.  

De qualquer forma, o importante é que a paciente converse com seu médico(a) sobre o melhor momento de realizar a mamografia. 


Mamografia: quando fazer

Para mulheres acima dos 40 anos, a mamografia deve ser feita anualmente, segundo a recomendação do A.C.Camargo Cancer Center e da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM). 

Já o Ministério da Saúde indica o exame a cada dois anos para quem tem entre 50 e 69 anos.

Abaixo dos 40 anos, a mamografia pode ser recomendada para mulheres com suspeita de síndromes hereditárias ou para complementar o diagnóstico, em caso de nódulos palpáveis e se o médico determinar essa necessidade.  

Em caso de mamas muito densas, o médico poderá solicitar exames complementares, como o ultrassom. No A.C.C., em caso de mama densa, faz parte do protocolo fazer o ultrassom complementar de rotina.


Outubro Rosa: mês de conscientização 

O câncer de mama é o segundo tipo de tumor mais frequente entre as brasileiras, com estimativa de 66.280 novos casos para cada ano do triênio 2020-2022.

O A.C.Camargo reafirma que informação e mamografia podem evitar muito sofrimento. Avançamos muito e, se o câncer de mama for diagnosticado precocemente, salvamos 98,7% das pacientes, segundo um estudo feito com mais de 5 mil mulheres, e as devolvemos para uma vida produtiva – clique aqui para ver esse estudo na íntegra (em inglês). Daí a importância do rastreamento precoce.

Assim, Outubro Rosa bate na tecla da conscientização para o diagnóstico precoce do câncer de mama, mas você tem de se cuidar o ano todo para preveni-lo. Inclua alimentos mais saudáveis nas refeições, faça atividade física e não deixe de realizar os exames médicos. 

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