Avanços na Oncogenética

Publicado em: 26/06/2021 - 16:06:56
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Saiba como é possível fazer testes genéticos no A.C.Camargo e saber se você tem um risco aumentado para um eventual câncer 

A Oncogenética é uma forma de se antecipar a um eventual tumor.

Também pudera: estima-se que de 5% a 10% dos tumores malignos sejam de origem hereditária. Para isso, medidas de rastreamento podem ser adotadas, como explicou o Dr. José Claudio Casali da Rocha, head do Departamento de Oncogenética do A.C.Camargo, no Next Frontiers to Cure Cancer

Durante a aula Painel Multigênico para Cânceres Comuns, o especialista reafirmou a importância de identificar pessoas que tenham risco aumentado de desenvolver câncer devido a alterações genéticas, muitas vezes em função da grande incidência da doença na família, ou de doenças que causem essa predisposição como as síndromes de Lynch e de Li-Fraumeni.

“Precisamos nos preparar para um novo momento da Oncogenética visando a Prevenção de Precisão. Precisamos garantir a inclusão genética da maior parte da nossa população. Ao identificar mutações, a gente consegue monitorar o paciente com um risco aumentado para câncer”, afirma o Dr. Casali. 


Testes genéticos 

Os testes genéticos para identificação de síndromes hereditárias de predisposição a câncer já se tornaram mais acessíveis, com valores mais em conta, embora ainda sejam considerados exames de alto custo, não disponíveis, por exemplo, na rede pública. 

O preço, porém, não é a única barreira.

O maior desafio é o conhecimento das síndromes, a capacidade de fazer o aconselhamento pré e pós-teste, tendo competência para interpretar os resultados e passar para o paciente.


Oncogenética e seus desafios

Segundo o Dr. José Claudio Casali, o aconselhamento genético é um processo contínuo, que começa antes da consulta com o geneticista.

“As mutações hereditárias são causadas por genes dominantes, mas ainda conhecemos pouco dos genes recessivos. Mas, com o avanço da investigação genética, vamos descobrindo novos genes, inclusive recessivos, alguns raríssimos”, explica.

O Dr. Casali lembra ainda que as diferenças regionais do Brasil baseadas nos riscos particulares devem ser consideradas nas indicações de testagem genética. 

“Além de fatores de risco como os genes BRCA 1 e 2, muito associados ao câncer de mama, é importante entender questões sobre fatores ambientais, entender porque algumas pessoas são mais sensíveis a fatores ambientais do que outras”, acrescenta.

Por fim, algo importante para ser descoberto é qual protocolo adotar se a pessoa tiver duas mutações patogênicas. “Não sabemos se esses dois genes mutados, ao interagirem, criam fenótipos diferentes”, encerra.

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