Stricto sensu

Edital para o Programa
Institucional de Iniciação
Científica
Edital para o Programa
Institucional de Iniciação
Científica

Este edital conta com 28 vagas para o Programa Institucional de Iniciação Científica, sendo:

  • 14 vagas destinadas à área de pesquisa básica / translacional;
  • 14 vagas destinadas à área de pesquisa clínica / epidemiológica;

Deste total 19 vagas terão bolsa de estudos e 9 não terão bolsa.

Inscrições:

Somente poderão participar do processo seletivo:

  • Candidatos regularmente matriculados em instituição de Graduação reconhecida pelo Ministério da Educação;
  • Candidatos residentes na Grande São Paulo. 

As inscrições serão realizadas no período de 18 de junho de 2019 a 5 de julho de 2019 (até 23h59).

Para a inscrição o candidato deverá apresentar documentos de identificação, currículo cadastrado na Plataforma Lattes, comprovante de matrícula, histórico escolar, e carta de intenção. Na carta de intenção, o candidato deverá apresentar as razões que o levaram a buscar a iniciação científica e experiências anteriores na área. No formulário de inscrição, o candidato poderá optar pela inscrição em até dois projetos de pesquisa. 

Atenção ao preenchimento do formulário e envio da documentação, pois as inscrições que estiverem em desacordo, serão anuladas automaticamente.

 

Seleção

1ª fase:  
A seleção será realizada com base na documentação entregue. Os seguintes critérios serão utilizados para a seleção:

  • Histórico de notas;
  • Experiências anteriores;
  • Domínio da língua inglesa;
  • Disponibilidade de horário;
  • Carta de intenção. 

A lista de aprovados na 1ª fase:

Candidato Aprovado 1ª Fase Horário Entrevista Local
Alícia Maria Nascimento Batista 09h00 Centro Internacional de Pesquisa, CIPE, Rua Taguá, 440
Amanda Rondinelli 09h00 Centro Internacional de Pesquisa, CIPE, Rua Taguá, 440
Anderleia Peixoto Guimarães 14h00 A.C.Camargo Cancer Center, Rua Tamandaré, 764
André Munir Maluf de Amorim 09h00 Centro Internacional de Pesquisa, CIPE, Rua Taguá, 440
Anna Karolyne de Araujo Costa 09h00 A.C.Camargo Cancer Center, Rua Tamandaré, 764
Anna Paula Carreta Ruano 14h00 Centro Internacional de Pesquisa, CIPE, Rua Taguá, 440
Anny Beckmann 09h00 Centro Internacional de Pesquisa, CIPE, Rua Taguá, 440
Beatriz De Oliveira Soares 14h00 A.C.Camargo Cancer Center, Rua Tamandaré, 764
Bianca Naomi Niitsuma 09h00 Centro Internacional de Pesquisa, CIPE, Rua Taguá, 440
Camila Cavalcanti Barcelos Rodrigues 09h00 e 14h00 A.C.Camargo Cancer Center, Rua Tamandaré, 764
Camila Mendes de Souza 09h00 Centro Internacional de Pesquisa, CIPE, Rua Taguá, 440
Camila Vieira Cavalheiro 09h00 A.C.Camargo Cancer Center, Rua Tamandaré, 764
Carlos Hideo Yamaguchi 09h00 A.C.Camargo Cancer Center, Rua Tamandaré, 764
Caroline Santos Machado da Silva 09h00 Centro Internacional de Pesquisa, CIPE, Rua Taguá, 440
Cassandra Borges Alves 14h00 A.C.Camargo Cancer Center, Rua Tamandaré, 764
Dálete Lohannye dos Santos Barcelos 09h00 Centro Internacional de Pesquisa, CIPE, Rua Taguá, 440
Daniel Marczuk Martini 09h00 A.C.Camargo Cancer Center, Rua Tamandaré, 764
Deiwet Ribeiro Silva 09h00 A.C.Camargo Cancer Center, Rua Tamandaré, 764
Diogo Fábio Dias Teixeira 09h00 Centro Internacional de Pesquisa, CIPE, Rua Taguá, 440
Esther Miranda Fracaro da Silva 09h00 A.C.Camargo Cancer Center, Rua Tamandaré, 764
Fernanda Gabriela Ferraz 09h00 Centro Internacional de Pesquisa, CIPE, Rua Taguá, 440
Gabriela De Paiva Ascani 09h00 Centro Internacional de Pesquisa, CIPE, Rua Taguá, 440
Giovanna Zambo Galafassi 09h00 A.C.Camargo Cancer Center, Rua Tamandaré, 764
Guilherme Ferreira de Britto Evangelista 14h00 Centro Internacional de Pesquisa, CIPE, Rua Taguá, 440
Gustavo Moreno Cecilio 09h00 Centro Internacional de Pesquisa, CIPE, Rua Taguá, 440
Íris Verni 09h00 Centro Internacional de Pesquisa, CIPE, Rua Taguá, 440
Isabela Mazzeo Turcatto 09h00 Centro Internacional de Pesquisa, CIPE, Rua Taguá, 440
Jacqueline Aparecida Torres 14h00 Centro Internacional de Pesquisa, CIPE, Rua Taguá, 440
Júlia Cristhina Monteiro Klock 09h00 Centro Internacional de Pesquisa, CIPE, Rua Taguá, 440
Julia Maria Silva De Siqueira 09h00 A.C.Camargo Cancer Center, Rua Tamandaré, 764
Juliana Cristina Duarte Braga 09h00 Centro Internacional de Pesquisa, CIPE, Rua Taguá, 440
Juliana Raya 09h00 Centro Internacional de Pesquisa, CIPE, Rua Taguá, 440
Letícia Bitencourt Santos 09h00 Centro Internacional de Pesquisa, CIPE, Rua Taguá, 440
Leticia Zorante de Lucena 14h00 Centro Internacional de Pesquisa, CIPE, Rua Taguá, 440
Luiza Bitencourt de Carvalho Terci Coimbra 14h00 Centro Internacional de Pesquisa, CIPE, Rua Taguá, 440
Marcela Carneiro Vasconcelos Pavani 09h00 A.C.Camargo Cancer Center, Rua Tamandaré, 764
Márjorie Anção Oliveira Piedade 09h00 Centro Internacional de Pesquisa, CIPE, Rua Taguá, 440
Matheus Pereira de Carvalho 09h00 Centro Internacional de Pesquisa, CIPE, Rua Taguá, 440
Micaela Gutmann Salim 09h00 A.C.Camargo Cancer Center, Rua Tamandaré, 764
Nadla Fontes Veiga 09h00 Centro Internacional de Pesquisa, CIPE, Rua Taguá, 440
Nicoly Domingues da Silva 09h00 Centro Internacional de Pesquisa, CIPE, Rua Taguá, 440
Paola Engelmann Arantes 09h00 Centro Internacional de Pesquisa, CIPE, Rua Taguá, 440
Pedro Henrique Barbosa Pereira 14h00 Centro Internacional de Pesquisa, CIPE, Rua Taguá, 440
Pedro Mastrocinque Pereira Ferreira 09h00 Centro Internacional de Pesquisa, CIPE, Rua Taguá, 440
Pedro Nunes Garcia 09h00 Centro Internacional de Pesquisa, CIPE, Rua Taguá, 440
Rafaella Ormond Sampaio 09h00 Centro Internacional de Pesquisa, CIPE, Rua Taguá, 440
Rozan El- Mafarjeh 09h00 Centro Internacional de Pesquisa, CIPE, Rua Taguá, 440
Vitor Gustavo dos Santos 14h00 A.C.Camargo Cancer Center, Rua Tamandaré, 764


2ª fase: 
Somente os candidatos aprovados na 1ª fase serão convocados para a entrevista presencial realizada no dia 18 de Julho de 2019 (o horário será definido após a definição de alunos aprovados) na secretaria de Pós-Graduação do A.C.Camargo Cancer Center (Rua Tamandaré, 764, Liberdade).

Durante a entrevista, os candidatos serão entrevistados sobre:

  • Histórico de notas; 
  • Experiências anteriores; 
  • Domínio da língua inglesa; 
  • Disponibilidade de horário; 
  • Conhecimento sobre o tema do projeto escolhido

A aprovação no processo seletivo não condiciona, necessariamente, ao recebimento de bolsa de estudos. 

Bolsas:

Este processo seletivo dispõe de 19 bolsas concedidas pelo CNPq, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico:

  • 10 destinadas à área de pesquisa básica / translacional
  • 9 destinadas à área clínica / epidemiológica.

Os alunos aprovados no processo seletivo serão classificados de acordo com os critérios utilizados na entrevista e os 19 melhores classificados receberão as bolsas de estudos. As bolsas PIBIC exigem do aluno dedicação ao projeto de, ao menos, 20 horas semanais. 

Os demais aprovados serão admitidos sem bolsa, respeitando-se o limite total de vagas.

Cronogramas / atividades que serão desenvolvidas:

Todos os aprovados, bolsistas ou não, deverão cumprir o cronograma das atividades propostas pelo Programa de Iniciação Científica, a ser divulgado no início do curso.

Resultado Final 

Será divulgado nesta página no dia 26 de julho de 2019.

Os candidatos aprovados com direito a Bolsas de Estudos, deverão encaminhar as informações bancárias de sua conta no Banco do Brasil (agência e número da conta corrente).  Para o e-mail: ensino.posgrad@accamargo.org.br até o dia 29 de julho de 2019.

Caso não possua conta neste banco, envie uma mensagem para esse mesmo e-mail solicitando uma declaração para abertura de conta no Banco do Brasil.
 

Início das atividades

1º de agosto de 2019.

Para mais informações, entre em contato com a Secretaria de Ensino pelo e-mail: ensino.posgrad@accamargo.org.br


Lista de projetos disponíveis

Orientadora: Giovana Tardin Torrezan

Os avanços recentes na genômica levaram ao reconhecimento de quase uma centena de novos genes de predisposição ao câncer. Embora o rastreamento genético nestes genes esteja atualmente bem estabelecido para os tumores hereditários mais comuns, há uma série de tumores raros, incluindo sarcomas, que podem estar associados a síndromes de câncer hereditário, mas cujas frequências de mutações nestes genes ainda são desconhecidas. Nesse sentido, um trabalho de nosso grupo recentemente avaliou a ocorrência de sarcomas em uma coorte suspeita para Síndrome de Lynch (SL), e identificou três pacientes no qual a etiologia do tumor estava associada a esta síndrome. Neste trabalho identificamos ainda outros onze pacientes como sendo portadores de sarcomas e tumores colorretais no mesmo indivíduo, ou em indivíduos da mesma família.

Assim, o presente estudo tem como objetivo ampliar a investigação da relação entre sarcomas e Síndrome de Lynch. Para isso, realizamos o levantamento de dados clínicos de um grupo de 14 pacientes, já identificados como portadores de sarcoma e câncer colorretal e/ou câncer no mesmo indivíduo, ou em indivíduos da mesma família. Adicionalmente, realizamos um amplo levantamento no banco de dados institucional Recruit para ampliar as buscas de nosso levantamento inicial, desta vez procuramos por pacientes portadores de sarcoma e câncer colorretal, além de outras neoplasias relacionadas à SL, como câncer endometrial, de pelve renal, de ureter, carcinoma sebáceo e/ou sebaceoma, sendo encontrados mais 11 pacientes, totalizando 25 casos que se encaixam nesta pesquisa. Ainda, serão realizadas análises de expressão dos genes de reparo e de instabilidade de microssatélites nos materiais tumorais destes pacientes, e análise de variantes germinativas em DNA de leucócito ou saliva. Esperamos poder contribuir com evidências que consolidem que os sarcomas representam uma rara manifestação clínica em pacientes com SL e demonstrar que análises de características biológicas do tumor podem ser úteis para a definição da etiologia destes tumores.

Orientador: Antonio Cassio Assis Pellizzon

O tratamento radioterápico faz uso de radiação ionizante, com o intuito de aniquilar as células neoplásicas, no entanto, muitas vezes durante o tratamento o paciente pode desenvolver uma reação tecidual, proveniente da interação da radiação com a epiderme, reação essa, denominada de radiodermatite, a qual, possui quatro níveis de evolução. Considerando a existência deste efeito adverso, foram realizados diversos ensaios randomizados em vários lugares do mundo, buscando formas de prevenção.

O presente projeto analisou a porcentagem de adesão ao protocolo de prevenção de radiodermatite no A.C.Camargo, protocolo este, proposto ao paciente no início do seu tratamento, com uma amostragem com 100 pacientes entrevistados.

Orientadora: Ludmilla T. D. Chinen

O câncer colorretal (CCR) é o terceiro mais frequentemente diagnosticado em todo o mundo e a segunda maior causa de morte por câncer. No Brasil, foram 36 mil casos diagnosticados em 2018, tornando o CCR o terceiro mais frequentemente diagnosticado em homens e o segundo em mulheres. Dentre esses números, no Brasil, foram registrados 17.284 óbitos por CCR, sendo 4.968 por câncer de reto. Um fator de risco para a progressão tumoral é a disseminação de células tumorais no sangue. As células tumorais circulantes (CTCs) podem circular no sangue por meses ou até anos antes do desenvolvimento de metástases. É essa circulação espontânea de CTCs que também define o comportamento invasivo do tumor. Geralmente indetectáveis por análise histopatológica e por exames de alta resolução, testes mais sensíveis como ensaios imunocitoquímicos e moleculares têm sido desenvolvidos e vem permitindo a detecção de CTCs. Atualmente, muitos estudos têm focado em analisar a expressão protéica das CTCs em busca de marcadores de invasão e de resistência que possam prever resultados ao tratamento. Um importante marcador de resistência no câncer é a glicoproteína de membrana PD-L1 (ligante de morte programada 1), que é um componente no ciclo de imunidade do câncer, realizando a função de impedir o sistema imunológico de destruir células cancerosas. Sua expressão pode predizer um prognóstico favorável para tratamento com terapia anti-PD-1. Este será um estudo retrospectivo, onde serão analisadas 30 amostras de sangue de pacientes com câncer de reto em dois momentos distintos, antes do início e após o término da quimiorradioterapia neoadjuvante. Esperamos com este estudo, conseguir analisar a expressão de PD-L1 em CTCs encontradas no sangue periférico de pacientes portadores de câncer de reto e estabelecer uma correlação com a evolução clínica. Caso nossa hipótese se confirme, poderemos propor um estudo maior para que esta prática seja adotada na clínica.

Orientador: Alexandre André Balieiro Anastácio da Costa

O câncer de ovário é a sétima neoplasia mais frequente entre as mulheres no mundo, sendo o tumor epitelial (EOC) responsável por 90% dos casos. Estes tumores podem ser divididos em diversos subtipos histológicos, sendo o seroso de alto grau o mais frequente. Os tratamentos incluem cirurgia e quimioterapia, predominantemente baseada em derivados de platina e taxol. Para pacientes diagnosticadas com doença avançada, o prognóstico com os tratamentos disponíveis até o momento é ruim e grande parte dos pacientes apresenta recorrência. Deste modo, a compreensão de mecanismos moleculares associados à tumorigênese em ovário é necessária para o desenvolvimento de modalidades terapêuticas mais eficientes para esta doença.

Estudos recentes que realizaram a caracterização genômica dos EOC serosos de alto grau observaram frequentes mutações em TP53, inativação de BRCA1/2 e amplificação de CCNE110. O gene CCNE1 codifica a proteína Ciclina E, que regula a transição G1-S durante o ciclo celular. A amplificação de CCNE1 leva a uma superexpressão de Ciclina E1, o que promove a entrada não programada na fase S mesmo na presença de p53, interrupção na replicação de DNA, instabilidade genômica e progressão tumoral, correlacionando-se com a resistência a agentes terapêuticos baseados em platina.

O acúmulo de mutações e aumento da instabilidade genômica observados em células com defeitos no checkpoint de G1-S, leva a uma dependência do checkpoint G2-M para evitar a apoptose por catástrofe mitótica. Deste modo, o uso de drogas que inibam a função do chekpoint G2-M configura-se em uma estratégia atrativa para promover a morte celular nos casos em que haja amplificação de CCNE1. Dentro desta estratégia, foi desenvolvido o ADZ1775, inibidor da tirosina quinase Wee1, um dos componentes checkpoint G2-M. Os efeitos do AZD1775 foram bastante promissores em diversos tipos tumorais com mutações em p53.

Deste modo, tendo em vista que a superexpressão de ciclina E1 ocorre em uma parcela dos pacientes portadores de tumores de ovário, superando o checkpoint G1-S, acreditamos que a amplificação de CCNE1 poderia aumentar a sensibilidade ao tratamento com ADZ1775, promovendo catástrofe mitótica. Assim, o objetivo deste projeto é verificar a sensibilidade de células do câncer de ovário superexpressando ciclina E1 ao tratamento com AZD1775 na presença ou ausência de danos ao DNA e mutações em TP53.

Orientadora: Fabiana Baroni Alves Makdissi

A Biópsia percutânea guiada por ultrassonografia é o padrão para diagnóstico pré-operatório de câncer de mama devido a sua precisão e custo-eficácia, especialmente quando comparado à biópsia tradicional de cirurgia aberta (Ciatto et al. 2007). Hoje, o SUS e algumas operadoras de saúde não autorizam a mamotomia, mas autorizam a biópsia por fragmento e os radiologistas da instituição começaram a inserir clipes marcando o leito das biópsias por fragmento guiadas por ultrassonografia. Objetivos: Realizar avaliação de dados de pacientes que realizaram biópsia por fragmento com colocação de clipe guiada por US no A.C.Camargo em um período específico e verificar os custos diretos da biópsia por fragmento com colocação de clipe guiada por ultrassonografia e comparar com os valores em real do mesmo procedimento caso tivesse sido utilizado o método de mamotomia na mesma lesão (padrão ouro).

Método:

Coleta de dados de pacientes que realizaram biópsia por fragmentos, guiadas por ultrassonografia com colocação de clipe metálico, historicamente, no AC Camargo Cancer Center entre outubro de 2016 e dezembro de 2017 (14 meses), dar-se-á por meio de prontuários e laudos de imagem. Para resumir as variáveis quantitativas, qualitativas e associações entre elas será realizada a análise estatística adequada.

Resultados Finais:

Foram avaliados 1439 prontuários e laudos de imagem e destes, 400 se encaixaram nos critérios de inclusão. A idade média encontrada foi de 53,28 anos (20-94) sendo notada prevalência absoluta do sexo feminino. A biopsia de fragmentos por agulha grossa (core biopsy) foi realizada em todos os casos (100%) e o tipo de lesão mais encontrado foram nódulos (366 pacientes – 91,5%), enquanto que área focal hipoecogênica foi encontrada em 27 casos (6,8%) e distorção em 07 casos (1,8%). O de tamanho das lesões variou de 3 – 20 mm. 287 pacientes realizaram mamografia de controle (71,8%) e 113, não realizaram o procedimento (28,3%). Em relação aos achados histológicos, 166 foram benignos, 12 atipias e 223 malignos. Quanto à marcação pré-cirúrgica, 244 pacientes possuíam lesão residual com clipe (61%), 19 apenas presença do clipe (4,75%) e 137 não realizaram o procedimento (34,25%); dentre as que realizaram, 229 utilizaram a ultrassonografia (87,1%) e 34 a mamografia (12,9%) para orientar agulhamento. Das 400 pacientes analisadas, 76 não realizaram cirurgia (19,0%) e 324 realizaram (81,0%), sendo que destas, 224 foram submetidas á quadrantectomia (69,1%) e 100 á mastectomia (30,9%). Apenas 86 pacientes realizaram o controle radiográfico da peça (21,5%) e 314 pacientes não realizaram o procedimento (78,5%); das 86 que realizaram, 74 peças cirúrgicas continham o clipe (84,1%) e 12 não o continham (15,9%). Dentre os achados histológicos da biópsia versus da cirurgia, tivemos 72,2% de concordância.

Conclusão Final:

A colocação do clipe metálico no leito das biópsias realizadas através da core biópsia foi um procedimento viável que resultou em adequada análise anátomo-patológica e adequada marcação para futura cirurgia. Além disso, os custos da core biópsia é significativamente inferior ao da mamotomia tanto via particular, quanto via plano de saúde. Estes resultados nos incentivam a sugerir este procedimento para pacientes com necessidade de realização de biópsia guiada por imagem, principalmente quando lesões maiores que 10 mm, e divulgação desta técnica como barata e que pode ser replicada em centros que não disponham da tecnologia da mamotomia.

Orientadora: Fernanda Cristina Sulla Lupinacci

O câncer de ovário é umas das neoplasias com maior mortalidade por câncer em mulheres, principalmente entre os períodos de menopausa e pós menopausa. A caracterização e identificação do carcinoma epitelial de ovário é de suma importância para um diagnóstico específico. Entretanto, pacientes acometidas com essa doença, em sua maioria, apresentam um quadro clínico assintomático, e quando diagnosticada, a paciente encontra-se em estágio avançado. Apesar dos avanços tecnológicos em relação ao diagnóstico e ao tratamento, as pacientes em sua maioria não resistem à doença. Além disso, descobertas em relação à doença hereditária revelaram a presença de mutações dos genes BRCA1 e BRCA2.

Tumores primários e lesões metastáticas podem liberar na circulação células tumorais circulantes, contendo informações moleculares importantes em relação à biologia tumoral. A análise do conteúdo genético juntamente com as proteínas expressas nestas células pode contribuir para uma análise mais precisa do tumor e assim melhorar a sobrevida das pacientes.

A identificação e a caracterização imunomorfológica destas CTCs pode auxiliar no diagnóstico, sendo assim uma biópsia tumoral líquida, menos invasiva, já que pode ser obtida em uma amostra de sangue periférico. Para a quantificação e identificação das CTCs serão incluídas pacientes com tumor de ovário metastático. O sangue será filtrado no sistema ISET (Isolamento por Tamanho de Células Tumorais Epiteliais, Rarecells, França). Para quantificação e identificação das CTCs será realizada a imunocitoquímica (ICC. As CTCs serão coradas com HE e com anticorpo anti-receptor de melanocortina 1 (anti-MC1R). Os resultados serão correlacionados com o desfecho clínico, podendo auxiliar na identificação do papel dessa proteína na evolução do carcinoma epitelial de ovário.

Orientadora: Maria Paula Curado

O RHC é parte essencial de qualquer programa de controle do câncer, possibilita avaliar e melhorar a assistência prestada ao paciente com câncer, auxilia nas atividades de pesquisa e vigilância epidemiológica, permite identificar o perfil clínico e de sobrevida dos pacientes tratados na instituição. Atualmente o banco de dados com informações sobre características sociodemográficas, epidemiológicas e clínicas esta subutilizado. Este projeto faz parte do projeto estratégico do A.C.Camargo.

Portanto, o objetivo neste estudo é descrever o perfil e a sobrevida dos pacientes tratados no período de 15 anos com Mieloma Múltiplo e Leucemias agudas. Estudo de coorte retrospectiva base hospitalar serão considerados todos os casos de câncer com data de diagnóstico entre 2000 a 2015 e que realizaram tratamento e foram identificados no Registro Hospitalar de Câncer.

Serão calculadas as frequências absolutas (n) e relativas (%), estratificadas em quinquênios. O teste qui-quadrado será aplicado para a associação das variáveis em relação aos períodos estudados e as curvas de sobrevida. Espera-se identificar o perfil clínico e a sobrevida destes pacientes tratados no período, 2000 a 2015.

Orientadora: Maria Nirvana da Cruz Formiga

Apesar de serem responsáveis pela menor parte dos casos de câncer, as síndromes hereditárias de predisposição ao câncer repercutem significativamente não só para o paciente, tendo em vista que os tumores costumam ocorrer em idade mais jovem, progridem de forma mais rápida, necessitam de intervenções mais agressivas e apresentam maior taxa de recidiva e metástases; mas também para a sua família, considerando o risco elevado de recorrência da alteração genética nas diferentes gerações. Os painéis multi-genes consistem em uma sequência de múltiplos genes, podendo compreender genes, com diferentes níveis de penetrância, para identificar variações patológicas de DNA. Os painéis multi-genes têm sido cada vez mais usados por especialistas e mostrado ser uma abordagem com um bom custo benefício para diagnostico de risco de câncer hereditário. O objetivo do estudo é realizar uma caracterização clínica e molecular dos pacientes acompanhados na área de Oncogenética do A.C.Camargo que foram submetidos a investigação de mutações germinativas através de painéis multi-genes, por apresentarem suspeita de síndrome hereditária de predisposição ao câncer sem alterações nos genes padrões associados aos seus tumores.

Orientador: Kenneth Gollob

A imunoterapia tem recebido grande atenção nos últimos anos devido aos seus resultados bastante promissores no controle de tumores agressivos e refratários aos tratamentos convencionais. No entanto, ainda que alguns pacientes apresentem boa resposta, a taxa de falha ao tratamento ainda é elevada. Além disso, a taxa de desenvolvimento de eventos adversos imunomediados também é alta. Esses eventos comprometem a qualidade de vida do paciente e em certas situações podem levar ao óbito. Elucidar os fatores responsáveis pela falha da resposta à imunoterapia, bem como pelo desenvolvimento de eventos adversos imunomediados, é fundamental para caracterizar biomarcadores moleculares e celulares preditivos de resposta que sejam capazes de ser detectados na corrente sanguínea antes e após o tratamento. Nesse estudo, pretendemos realizar um estudo de coorte prospectivo não intervencionista com os pacientes submetidos à imunoterapia no Centro de Imunoterapia do A.C.Camargo Cancer Center. Serão recrutados aproximadamente 30 pacientes com diferentes tipos de tumores, dos quais será feita uma coleta de sangue periférico antes do início do tratamento e em até 2 tempos após o início do tratamento, para determinação do perfil imune de células T e APC, por meio da citometria de fluxo multiparamétrica (utilizando FACSymphony), e do perfil imune de componentes solúveis (utilizando plataforma Bioplex). Com os dados obtidos, pretendemos analisar comparativamente os grupos de pacientes respondedores e não respondedores e grupos de pacientes que desenvolveram efeitos adversos, para identificar o perfil de resposta imunológica de cada caso e mecanismos de regulação relacionadas ao desfecho clínico.

Orientador: Tiago Góss dos Santos

Os sarcomas de partes moles (SPM) são neoplasias raras, com diferentes padrões morfológicos de células mesenquimais e que podem evoluir com altas taxas de morbidade e mortalidade. Os tumores de alto grau, maiores que 10 cm e profundos, possuem um pior prognóstico devido sua elevada capacidade metastática (principalmente para os pulmões), com sobrevida mediana não ultrapassando 15%. A baixa eficácia no tratamento destes tumores em parte está relacionada ao pouco conhecimento existente sobre as características biológicas que governam estes tumores. Portanto, a busca por moléculas capazes de modular a biologia destes tipos tumorais pode trazer melhorias substanciais ao tratamento da doença. Para que o desenvolvimento de novas terapias seja possível, é necessário estudar a função das alterações moleculares peculiares a este grupo de tumores.

Nesse sentido, consórcios como o The Cancer Genome Atlas (TCGA) trazem uma imensa contribuição no sentido de disponibilizar à comunidade científica o panorama completo de alterações moleculares de dezenas de milhares de pacientes com tumores, incluindo os sarcomas. Porém, para que tais iniciativas façam sentido, é necessário que os estudos sejam complementados com a investigação aprofundada sobre a relevância de alterações tumorais específicas, com o intuito de identificar potenciais alvos terapêuticos que beneficiem os pacientes. Portanto, o objetivo desse projeto é estabelecer uma estrutura integrada, convergente e translacional para o estudo de sarcomas de partes moles. A estruturação será baseada na exploração de dados do TCGA, em modelos experimentais pré-clínicos (PDX, patient-derived xenografts e PDO, patient-derived organoids), em amostras de pacientes atendidos no A.C. Camargo Cancer Center e em linhagens celulares. Os alvos identificados que apresentem potencial para aplicação clínica serão avaliados quanto ao seu poder prognóstico, preditivo e terapêutico. Além disso, o A.C.Camargo Cancer Center é reconhecido como instituição de referência para o tratamento de pacientes com sarcoma e com potencial para investigar novas abordagens terapêuticas. Para tanto, o registro de informações clínicas e patológicas dos pacientes precisa estar estruturado e organizado de maneira que seja possível atender às diversas demandas que surgirão no âmbito da pesquisa clínica, básica e translacional da instituição

Orientador: Paulo Roberto Stevanato Filho

A cirurgia minimamente invasiva já é consensual no tratamento cirúrgico do câncer colorretal. Mais recentemente, o uso da tecnologia robótica passou a compor o arsenal disponível para o tratamento particularmente do câncer do reto. O objetivo desse estudo é verificar a curva de tempo e número de cirurgias necessárias para a incorporação dessa nova tecnologia em um hospital de referência oncológica. Métodos: trata-se de um estudo de coorte retrospectiva, a partir de um banco de dados de pacientes submetido a cirurgia radical para tratamento de adenocarcinoma de reto no período de setembro de 2015 a dezembro de 2018. O período corresponde ao início da implantação do programa robótico para câncer colorretal no A.C.Camargo, até o momento mais atual. Os desfechos principais serão: tempo de cirurgia; tempo de internação hospitalar; taxa de complicações em 30 dias; taxa de mortalidade; taxa de reinternação hospitalar em 30 dias. Análises serão realizadas para determinar o número de cirurgias necessárias para se atingir um platô de estabilização dessas variáveis, caracterizando curva de aprendizado e curva de implementação da nova tecnologia. Resultados esperados: espera-se que em um centro de referência, com alto volume de pacientes tratados, a implantação de uma nova tecnologia seja mais rápida e mais segura. Orçamento: por se tratar de levantamento retrospectivo de dados já digitalizados, os custos se restringem a materiais básicos de papelaria de baixo custo.

Orientador: Marcos Duarte Guimarães

A ressonância magnética (RM) da próstata demonstra ser uma ferramenta muito útil no diagnóstico, planejamento de biópsia e detecção de recidiva pós terapêutica, sobretudo em pacientes com elevação de biomarcadores (recidiva bioquímica). Usualmente, é utilizada a técnica multiparamétrica por RM (mpMRI) através das sequências T1, T2, difusão (DWI) e dinâmica com uso de contraste intravenoso paramagnético baseado em gadolíneo (DCE). Embora as reações adversas ocorram em uma menor frequência, quando comparadas com as reações adversas provocadas pelo uso de contraste iodado empregado nos exames de radiografia e tomografia computadorizada, o uso do gadolíneo não é isento de risco. São conhecidas reações idiossincráticas, não idiossincráticas, fibrose nefrogênica sistêmica (FNS) e, mais recentemente, deposição cerebral de partículas deste meio de contraste, sobretudo nos núcleos da base (caudado e puntamen) promovendo lesão destas estruturas.

Disfunções hepáticas, associação com esclerose múltipla e outras doenças já foram descritas na literatura em associação com deposição cerebral do gadolíneo. O presente estudo tem como objetivo avaliar se o estudo bi-paramétrico da próstata através das ponderações T2 e DWI é suficiente para caracterizar lesões prostáticas malignas ou suspeitas de malignidade com o mesmo desempenho da análise multiparamétrica, sem os riscos do uso intravenoso do contraste paramagnético. Será realizado um estudo retrospectivo dos pacientes encaminhados para investigação diagnóstica, vigilância ativa e estadiamento para câncer de próstata, submetidos a mpMRI. Dados demográficos e relacionados a caracterização das lesões serão coletados através do prontuário médico e sistema de arquivamento digital de imagens médicas. Serão elaboradas 2 classificações por exame, uma bi-paramétrica e outra multiparamétrica, através do sistema de classificação do Colégio Americano de Radiologia - PIRADS versão 2.1. Será considerado padrão ouro o estudo histopatológico das lesões submetidas a biópsia, ressecção transuretral ou ressecção cirúrgica.

Orientador: Jeam Haroldo Oliveira Barbosa

Tratamentos modernos de radioterapia que utilizam campos de intensidade modulada de radiação, como IMRT (2000) (sigla em inglês de radioterapia de intensidade modulada) e VMAT (2008) (sigla em inglês de radioterapia em arco modulado volumétrico) exigem um maior controle de qualidade do próprio equipamento para minimizar possíveis erros. Não o bastante, é recomendado pela Agência Internacional de Energia Atômica realizar um controle de qualidade específico para cada paciente de tratamentos de IMRT e de VMAT (ICRU 86). Nesse controle de qualidade é avaliado se a dose planejada para o tratamento é próxima da dose entregue pelo aparelho de radioterapia (em até 3% e 3 mm de diferença na análise gamma). Equipamentos mais recentes como iX (1 instalado na instituição) e True Beam da Varian (1 instalado e outro a ser comprado pela instituição) utilizam dispositivos eletrônicos de leitura de dose planar denominado Portal Dosimetry, os quais são capazes de realizar a medida da dose planejada de forma rápida e com considerável acurácia. Contudo, esses equipamentos de teleterapia possuem limitação de tamanho de campo e torna o processo de planejamento do paciente complexo para tratamentos de região alvo extremamente alongadas e múltiplos alvos de radiação, fazendo com que o controle de qualidade específico também seja complexo. Propõe-se, portanto, um estudo para realizar o controle de qualidade de múltiplos isocentros com o Portal Dosimetry e desenvolver um protocolo para a instituição. Além disso, serão incluídas a realização de medidas experimentais para comprovar a eficácia do protocolo a ser definido. O resultado científico esperado seria uma publicação detalhada do protocolo para servir de modelo para as demais instituições.

Orientadora: Ludmilla T. D. Chinen

Os Tumores Desmóides (TDs) são raros e originam-se de células mesenquimais. Apesar de não formarem metástases, os TDs podem invadir órgãos adjacentes, causando inúmeras complicações, levando a um quadro grave de morbidade, perda de função e até mesmo ao óbito. Apresentam comportamento imprevisível e altamente agressivo e tendem a reaparecer mesmo após cirurgias para ressecção, o que torna o tratamento um desafio. As Células Tumorais Circulantes (CTCs) podem auxiliar no diagnóstico dos pacientes de forma não invasiva, atuando como uma “biopsia líquida”. Os estudos envolvendo CTCs têm mostrado que são promissoras fontes de diagnóstico, de acompanhamento, indicação de tratamento, dentre outros. Há muitos estudos que relacionam as CTCs com diversos tipos de tumores, mas todos com possível comportamento metastático. Diante da distinção encontrada no TD e potencial das CTCs, há o interesse em saber se os pacientes com TD apresentam CTCs. Esse trabalho tem como objetivo detectar CTCs no sangue de pacientes com TD. Metodologia: O estudo será realizado, por meio da coleta de 8ml de sangue de 20 pacientes com tumor desmóide. As amostras serão filtradas no equipamento ISET® (Isolation by Size of Tumor Cells, Rarecells, France) para isolamento e quantificação de CTCs. Após a filtragem, as amostras serão submetidas a imunocitoquímica para análise morfológica em microscópio de campo claro e contagens de células. Resultados esperados: Esperamos com este estudo verificar se os pacientes com TD apresentam CTCs na circulação sanguínea, se a presença pode ser associada ao comportamento clínico da doença. Consideramos o estudo de CTCs em TDs um assunto pouco explorado com uma metodologia pouco invasiva que pode servir de plataforma para futuras análises. Se encontradas, a detecção precoce das CTCs nesses pacientes pode ser uma ferramenta prognóstica importante na condução clínica, além de fornecer novos entendimentos relacionados a biologia tumoral e principalmente sobre o comportamento do tumor desmóide.

Orientador: Fabio Albuquerque Marchi

O câncer colorretal (CCR) é a terceira neoplasia maligna mais comumente diagnosticada e a distinção entre o cólon e o reto tem implicações na terapia e prognóstico. O tratamento com inibidores de checkpoint beneficiou pacientes com alta instabilidade de microssatélite (MSI-H) e recentemente a estimativa da carga mutacional (TMB) surgiu como um potencial biomarcador preditivo de resposta. Entretanto, respostas variáveis ainda são observadas, possivelmente devido a comportamentos distintos no microambiente tumoral (TME). Apesar da participação de fatores de transcrição (TF) e enhancers na ativação e manutenção de fenótipos tumorais a relação desse mecanismo de regulação com o TME e alterações genômicas ainda é pouco explorada e poderia sugerir novos biomarcadores preditivos de resposta a imunoterapia. Com isso, este projeto propõe a investigação da atividade de enhancers-TF em 520 amostras de câncer de cólon e 65 tecidos adjacentes (obtidas do The Cancer Genome Atlas) agrupadas em quatro perfis genômicos distintos: (1) MSI-H e TMB-H (alto); (2) MSI-H e TMB-L (baixo); (3) MSS (estável)/MSI-L (baixo) e TMB-H e (4) MSS/MSI-L e TMB-L. Além da caracterização genômica usando dados de sequenciamento do exoma e SNP array serão obtidos dados de expressão de transcritos (RNA-seq) e metilação de região promotora (Illumina 450K). Para cada amostra serão obtidas assinaturas de células do microambiente tumoral, inferido o perfil de ativação/inibição de vias de sinalização oncogênicas e investigada a expressão de enhancers, TF e seus alvos. Os resultados serão comparados estatisticamente entre sí e os genes selecionados serão associados com a sobrevida dos pacientes. Assim, buscamos compreender a influência da atividade TF-enhancers na sinalização oncogênica do TME de pacientes com perfis genômicos imunoresponsivos e não-responsivos. É esperado que os resultados possam auxiliar a estratificação e seleção de pacientes imunoresponsivos e contribuir com o desenvolvimento de novas estratégicas terapêuticas para o tratamento do câncer de cólon.

Orientadora: Maria Paula Curado

O adenocarcinoma gástrico (AdG) é uma neoplasia maligna com altos índices de mortalidade no mundo. Embora as taxas de incidência estejam em declínio a mortalidade permanece alta. Apesar de possuir patogenia bem determinada, o conhecimento atual dos mecanismos Moleculares que promovem sua gênese e evolução ainda não se traduziu em impacto no diagnóstico, tratamento ou novas modalidades terapêuticas que fossem capazes de alterar o curso natural da doença. Este projeto é um estudo caso-controle que visa aumentar de modo significativo o conhecimento acerca desta patologia, com enfoque na população brasileira, atualizando a sua epidemiologia no Brasil. São investigados os fatores de risco de estilo de vida, consumo de medicamentos e hábitos dietéticos poderão fornecer dados sobre o portador de câncer de gástrico no Brasil e desta forma promover ações de prevenção e diagnóstico precoce.

Orientador: Benedito Jorge Pereira

Estima-se que para o ano de 2016 existam 596.070 novos casos de câncer entre homens e mulheres. Os tratamentos utilizados, os procedimentos cirúrgicos, a radioterapia e a quimioterapia são métodos utilizados para retirada, regressão e/ou tratamento clinico do câncer. Entre os quimioterápicos mais antigos que já foram utilizados, a Cisplatina (cis - diaminocloroplatina II ou CDDP) ainda é empregada no inicio do tratamento de alguns tumores (mama, pulmão, cabeça e pescoço, ovário e testículo) como primeira linha de tratamento, porém seu uso é restrito por sua conhecida nefrotoxicidade.

Objetivos:

Realizar o levantamento sobre a incidência de lesão renal aguda nos pacientes em uso de quimioterapia ambulatorial com cisplatina; avaliar se drogas de uso contínuo podem prevenir a ocorrência de nefrotoxicidade pela cisplatina.

Métodos:

Estudo clínico, de coorte, observacional, prospectivo, para identificar o perfil dos pacientes submetidos ao tratamento com Cisplatina no A.C.Camargo, o uso continuo de fármacos que possam auxiliar na prevenção da Cisplatina, como Imatinibe, Cimetidina, Carvedilol, N-acetil cisteína, Vitamina E e C. Os pacientes serão submetidos a questionário sobre seu estado de saúde e morbidades previas e coletados amostras de urina para avaliação da urina I e estudo de biomarcadores de lesão renal precoce (relação microalbuminúria/Cr urinária), coletados antes do início da terapia com cisplatina, 7 dias e depois de 3 meses. Serão anotados dados do prontuário eletrônico como morbidades associadas, tipo de tumor e tratamento instituído e dados laboratoriais coletados durante o seguimento dos pacientes. A analise estatística será realizada no programa SPSS e os resultados apresentados em média, desvio padrão e porcentagens, sendo considerado significativo quando o P<0,05.

Orientadora: Marina De Brot Andrade

Parâmetros anatomopatológicos tradicionais estão entre os fatores prognósticos em pacientes com câncer de mama (CM). Dentre estes, o status linfonodal axilar é um dos mais relevantes, sendo representado pela presença de metástases em linfonodos (LNs) axilares. A presença de extensão extracapsular (EEC) foi recentemente reconhecida como indicador de pior prognóstico em pacientes com CM linfonodo-positivo, uma vez que a disseminação extracapsular do depósito metastático em LN axilares está associada a aumento das taxas de recidiva locorregional e redução da sobrevida. Além disso, foi demonstrada associação da dimensão da EEC no linfonodo sentinela (LNS) com metástases nos linfonodos axilares não-sentinela.

Objetivos:

Examinar a presença de extensão extracapsular em linfonodos sentinela com metástases e avaliar a sua associação com a sobrevida global e sobrevida livre de doença em pacientes diagnosticados com câncer de mama linfonodo-positivo; determinar, em cada caso selecionado, a maior medida (medida perpendicular ou longitudinal e medida transversal), a maior área e o número total de focos de EEC em linfonodos sentinela metastáticos; avaliar a associação entre as medidas (perpendicular, transversal e área) da EEC em LNs metastáticos com a presença de metástases nos linfonodos axilares não-sentinela e carga tumoral axilar, bem como com dados clínicos, outros parâmetros anatomopatológicos, presença de recidiva locorregional, recidiva à distância, sobrevida global e sobrevida livre de doença.

Material e Métodos:

Selecionaremos pacientes com diagnóstico de CM e metástase axilar submetidos a tratamento cirúrgico com biópsia de linfonodo sentinela no A.C.Camargo Cancer Center entre 2000 e 2020. Dados clínico-patológicos serão obtidos a partir dos arquivos médicos. Lâminas originais serão revistas para avaliar presença e medidas de EEC (maior medida longitudinal da EEC, perpendicular à cápsula linfonodal - PEEC; maior medida transversal da EEC, transversal à cápsula - TEEC; área do maior foco de EEC - AEEC) nos linfonodos sentinela. Análises univariada, multivariada e de sobrevida serão realizadas para avaliar a associação das medidas da EEC nos LNS com a carga tumoral axilar, parâmetros clínico-patológicos, presença de recidiva locorregional e à distância, sobrevidas global (SG) e livre de doença (SLD). Utilizaremos o ponto de corte de 2mm (4mm2 para a área de EEC) previamente descrito na literatura, bem como pontos de corte obtidos a partir dos valores das medianas de EEC encontrados na nossa amostra. Resultados Esperados: No presente estudo, pretendemos demonstrar a associação da presença de extravasamento extracapsular com pior prognóstico em pacientes com câncer de mama linfonodo positivo. Ainda, esperamos determinar que a medida da EEC seria indicativa de maior carga tumoral axilar e maiores taxas de recidiva em pacientes com câncer de mama linfonodo-positivo.

Orientadora: Martin Roffe

"TP53 (p53) é um dos mais estudados supressores tumorais. Mutações germinais no gene que codifica p53 estão associadas com a síndrome de Li-Fraumeni (LFS) [1]. Entre as diferentes possíveis mutações de p53, a que leva à substituição R337H (p53-R337H), é a mais frequente no Brasil [2]. Várias das funções de p53 dependem de sua capacidade de oligomerização, porém, os tetrâmeros que forma p53-R337H são instáveis, o que poderia afetar sua função [3]. Além disso, p53-R337H tem uma tendência para agregar, formando fibrilas amiloides, o que poderia afetar sua localização subcelular e função [4]. Apesar dessas observações, ainda não foi determinado como a mutação R337H afeta a função de p53 em células. Neste projeto pretendemos caracterizar funcionalmente p53-R337H. Para isso estudaremos como se comporta p53-R337H dentro da célula em relação à sua estabilidade, localização, interações moleculares e função. Para isso usaremos a linhagem celular PC-3, a qual foi gerada a partir um tumor de próstata humano. As células PC-3 não expressam o gene TP53. Por isso, iremos reexpressar p53 selvagem ou mutado (R337H) através de tranfecção com os plasmídeos correspondentes. Este modelo nos permitirá responder várias questões relacionadas aos mecanismos moleculares que estão alterados como consequência da mutação R337H. Focaremos no estudo da expressão gênica dependente de p53 e nas interações moleculares da proteína mutante. Os dados gerados serão de extrema importância para entender os mecanismos moleculares relacionados ao tipo de LFS mais comum no Brasil.


1 Li, F. P., Fraumeni, J. F., Mulvihill, J. J., Blattner, W. A., Dreyfus, M. G., Tucker, M. A. and Miller, R. W. (1988) A cancer family syndrome in twenty-four kindreds. Cancer Res. 48, 5358–62.
2 Giacomazzi, J., Graudenz, M. S., Osorio, C. A. B. T., Koehler-Santos, P., Palmero, E. I., Zagonel-Oliveira, M., Michelli, R. A. D., Scapulatempo Neto, C., Fernandes, G. C., Achatz, M. I. W. S., et al. (2014) Prevalence of the TP53 p.R337H mutation in breast cancer patients in Brazil. PLoS One 9, e99893.
3 DiGiammarino, E. L., Lee, A. S., Cadwell, C., Zhang, W., Bothner, B., Ribeiro, R. C., Zambetti, G. and Kriwacki, R. W. (2002) A novel mechanism of tumorigenesis involving pH-dependent destabilization of a mutant p53 tetramer. Nat. Struct. Biol. 9, 12–6.
4 Lee, A. S., Galea, C., DiGiammarino, E. L., Jun, B., Murti, G., Ribeiro, R. C., Zambetti, G., Schultz, C. P. and Kriwacki, R. W. (2003) Reversible amyloid formation by the p53 tetramerization domain and a cancer-associated mutant. J. Mol. Biol. 327, 699–709.

Orientador: Celso Abdon Lopes de Mello

A população brasileira está em processo de envelhecimento, causando mudanças na incidência e prevalência de doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs). Entre as DCNTs, mais de 60% dos diagnósticos de câncer são incidentes entre os idosos, e 70% dos óbitos pela doença ocorrem em idosos. O tratamento de pacientes octogenários é complexo e há dados limitados sobre o diagnóstico e tratamento dessa população.

Objetivo:

Avaliar o perfil clínico e epidemiológico de pacientes octogenários com diagnóstico de neoplasias do trato digestivo (TGI) (estômago, pâncreas e colorretal).

Métodos:

Estudo transversal, retrospectivo e unicêntrico, realizado com prontuários de pacientes longevos que realizaram tratamento para o tumor do trato gastrointestinal (estômago, pâncreas e colorretal) no A.C.Camargo entre 2014 e 2017. Os critérios de inclusão foram: idade ao diagnóstico igual ou superior a 80 anos, diagnóstico de adenocarcinoma, dados clínicos disponíveis no prontuário. As variáveis epidemiológicas estudadas foram sexo, idade, estado civil e tipo de plano de saúde; as variáveis clínicas foram localização do tumor primário, estadiamento clínico TNM, tipo de tratamento e status após o tratamento. A escala de comorbidade de Charlson (CCI) foi usada para avaliar a gravidade, além de polifarmácia e avaliação do status de desempenho (ECOG). Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética da ACCCC (nº 3.052.258). Adotou-se a estatística descritiva e medidas de tendência central e variabilidade para resumir os resultados através do programa SPSS 2.2. Resultados: Um total de 170 prontuários médicos foram identificados. A idade média dos pacientes selecionados foi de 83,3 ± 3,2 anos, com predomínio de mulheres (n = 88, 52%). 74% dos pacientes tinham plano de saúde privado (n = 126) e 31% eram casados (n = 53). O local do tumor primário foi: cólon (n = 70, 41,2%) seguido de estômago (n = 41, 24,1%), reto (n = 32, 19%) e pâncreas (n = 27, 16%). O estágio clínico IV foi o mais prevalente (n = 62, 37%), seguido pelo estágio III (n = 51,30%), II (n = 26, 17%). 61% dos pacientes receberam quimioterapia (n = 103), e FOLFOX foi o mais utilizado, independente do tumor primário (n = 44, 43%). 52% dos pacientes necessitaram de cirurgia (n = 89). 57% dos pacientes não utilizaram polifarmácia (n = 97) e tiveram média de 3 pontos no CCI e 80% ECOG 1.

Conclusão:

A neoplasia do cólon predominou nesta análise e a maioria dos pacientes recebe tratamento quimioterápico. As comorbidades médias foram 3, indicando que esta população longeva apresenta maior risco de complicações do tratamento do câncer. Este estudo pode orientar estudos futuros para identificar as vulnerabilidades e necessidades dos pacientes octogenários, bem como propor uma abordagem terapêutica adequada.

Orientadora: Maria Paula Curado

O câncer gástrico foi a quinta neoplasia mais incidente no mundo em 2018, com 1.033.701 novos casos e a terceira maior causa de morte, atingindo 782.685 pessoas.

Foram estimados para o Brasil, em 2018, 13.540 novos casos em homens e 7.750 em mulheres. O câncer gástrico é a terceira e quinta causa de mortes por câncer em homens e mulheres respectivamente. Estima-se que 70% dos casos morrem nos dois primeiros anos após o tratamento.

Objetivo:

Investigar os fatores preditores de mortalidade no primeiro e terceiro ano após o diagnóstico de câncer gástrico em uma coorte prospectiva em São Paulo no A.C.Camargo.

Métodos:

Estudo de coorte prospectivo, composto por 211 pacientes, de ambos os sexos, entre 18 a 75 anos de idade com diagnóstico de adenocarcinomas parte do projeto multicêntrico “Epidemiologia dos Adenocarcinomas Gástrico no Brasil”. A sobrevida dos casos será estimada pelo produto limite de Kaplan-Meier e a comparação das curvas pelo teste de Log-rank. Os fatores prognósticos serão estimados pelo modelo de regressão de Cox.

Resultados esperados:

A partir deste estudo, pretende-se identificar os fatores prognósticos associados à mortalidade precoce por câncer gástrico e recomendar medidas que visem contribuir para a redução dos óbitos precoces destes pacientes.

Orientador: Benedito Jorge Pereira

A Lesão Renal Aguda (LRA) é uma complicação importante e comum nos pacientes com câncer, sendo associada a altas taxas de morbidade e mortalidade. Novas classes de quimioterápicos, como os inibidores imunes do checkpoint (ICIs), estão associados a toxicidades imuno mediadas, podendo causar nefrites, colites, tireoidites, dermatites e pneumonites.

Objetivos:

Avaliar a incidencia de LRA nos pacientes com neoplasias solidas em uso de ICIs, relacionar fatores clinicos para o surgimento da LRA durante o uso de ICIs.

Métodos:

Estudo clinico, observacional, do tipo coorte retrospectiva para identificar fatores clinicos para a LRA, nos pacientes com neoplasias sólidas em uso dos ICIs (nivolumabe, pembrolizumabe, ipilimumabe, durvalumabe e atezolizumabe), realizado no setor de quimioterapia do A.C.Camargo. Serão coletados dados demográficos: sexo, idade, morbidades como o diabetes, hipertensão, doença pulmonar, hepatopatias, doenças cardiovasculares, tipo de neoplasia, estadiamento tumoral, esquemas quimioterápicos prévios, cirurgias, tipo de ICIs com doses; dados laboratoriais como a função renal (ureia e creatinina), eletrólitos (sódio), função tireoidiana (TSH), VHS, amostras de urina (urina tipo 1), no momento antes da exposição a droga, e em cada ciclo subsequente com avaliação clinica e laboratorial. A análise estatística sera realizada no programa SPSS e os resultados apresentados em média, desvio padrão e porcentagens, sendo considerado significativo quando o p<0,05.

Orientador: Tiago da Silva Medina

Células T CD8 possuem como característica principal a capacidade de eliminar células alvo que apresentem antígenos estranhos. Este processo é fundamental para a eliminação antigênica e para o reestabelecimento da homeostase do organismo. A depender da repetitividade, duração e magnitude da ativação do receptor de células T (TCR), os linfócitos T CD8 podem adquirir um perfil de exaustão celular, tornando-os disfuncionais. A exaustão de linfócitos T CD8 é normalmente acentuada no microambiente tumoral. Neste sentido, a identificação e a caracterização de drogas capazes de modular positivamente a resposta de linfócitos T CD8 são essenciais para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas em cenários complexos como o câncer. Neste projeto, nós avaliaremos a atividade modulatória de um inibidor epigenético específico para a histona metiltransferase DOT1L sobre a função efetora de linfócitos T CD8 humanos. A histona metiltransferase DOT1L, como mecanismo de repressão gênica, deposita dois radicais metil na lisina 79 de histona 3 (H3K79me2). Como sustentáculo da nossa hipótese, mostramos recentemente que o modulador epigenético SGC0946, que impede a ação da metiltransferase DOT1L, regula a atividade de linfócitos T CD4 murinos e humanos, aumentando a produção dos mediadores pró-inflamatórios IFN-alfa e TNF-alfa. Lançamos, portanto, a hipótese de que o inibidor de DOT1L também possa atuar como regulador da resposta de linfócitos T CD8 humanos. Dessa forma, avaliaremos se a inibição de DOT1L modula a atividade pró-inflamatória de linfócitos T CD8 humanos. Por meio de ensaios funcionais, analisaremos se a inibição do marcador H3K79me2 modula a capacidade citotóxica de células T CD8, com efeito direto na morte tumoral. No futuro, analisaremos o perfil de metilação das células T CD8 após a inibição do marcador H3K79me2, com o intuito de avaliar de que forma a metiltransferase DOT1L regula o programa transcricional e epigenético das células T CD8. Acreditamos o SGC0946 tem um enorme potencial para a regulação da resposta efetora de linfócitos T CD8 e que a metiltransferase DOT1L poderá ser usada como alvo terapêutico para o controle tumoral.

Orientadora: Cláudia Malheiros Coutinho Camillo

Os tumores de glândulas salivares compreendem um grupo heterogêneo de lesões, apresentando diferentes características histológicas e comportamento clínico diverso. Esses tumores são classificados em benignos e malignos, e correspondem a cerca de 3% dos tumores de cabeça e pescoço. O adenoma pleomórfico, o carcinoma mucoepidermóide e o carcinoma adenoide cístico correspondem aos tipos histológicos mais frequentes.

A baixa incidência dos tumores de glândula salivar, aliada à grande quantidade de lesões diferentes presentes neste grupo faz do diagnóstico destas lesões uma atividade desafiadora, especialmente quando existe pouco material para ser analisado. Por isso, a identificação de marcadores biológicos é tão importante.

Metabólitos são moléculas orgânicas que incluem peptídeos, oligonucleotídeos, açúcares, nucleotídeos, ácidos orgânicos, cetonas, aldeídos, aminas, aminoácidos, lipídios, esteroides, alcaloides, entre outros. A análise de metabólitos vem se tornando uma ferramenta poderosa na caracterização de doenças, em particular de tumores. A identificação das alterações moleculares, proteicas e metabólicas e a elucidação do papel delas nos tumores de glândula salivar é fundamental, pois permite o delineamento de terapêuticas mais adequadas para cada paciente.

O objetivo desse estudo é a identificação de um perfil metabolômico diferencial entre os tumores benignos e malignos mais frequentes das glândulas salivares. Para tanto, serão coletadas amostras de saliva de 15 pacientes com tumores de glândula salivar (5 de adenoma pleomórfico, 5 de carcinoma adenoide cístico e 5 de carcinoma mucoepidermoide) e 10 indivíduos sem evidência de neoplasia. As amostras serão processadas e analisadas por espectrometria de massas. Os resultados obtidos serão processados e analisados utilizando-se o software MetaboAnalyst. Dados demográficos, clínicos e patológicos de cada caso serão estudados nos prontuários arquivados no SAME do A.C.Camargo.

Orientador: Benedito Jorge Pereira

Introdução:

Entre os quimioterápicos (QT) mais antigos utilizados, a Cisplatina (cis – diaminocloroplatina II ou CDDP) ainda é empregada no início do tratamento de alguns tumores como primeira linha de tratamento, porém devido seu uso restrito decorrente da sua conhecida nefrotoxicidade, utilizamos a carboplatina e oxaliplatina, como opções bem menos nefrotóxicas.

Objetivos:

Avaliar a prevalência da nefrotoxicidade dos pacientes que utilizaram quimioterapia ambulatorial com Carboplatina e Oxaliplatina; avaliar quais os fatores envolvidos na ocorrência de nefrotoxicidade pela Carboplatina e Oxaliplatina.

Métodos:

Estudo clínico, de coorte, observacional, prospectivo, para identificar o perfil dos pacientes submetidos ao tratamento com Carboplatina e Oxaliplatina no A.C.Camargo. Os pacientes serão submetidos a questionário sobre seu estado de saúde e morbidades previas e coletados amostras de urina para avaliação da urina I e estudo de biomarcadores de lesão renal precoce (relação microalbuminúria/Cr urinária), coletados antes do início da terapia com Carboplatina e Oxaliplatina, 7 dias e depois de 3 meses. Serão anotados dados do prontuário eletrônico como morbidades associadas, tipo de tumor e tratamento instituído e dados laboratoriais coletados durante o seguimento dos pacientes. A análise estatística será realizada no programa SPSS e os resultados apresentados em média, desvio padrão e porcentagens, sendo considerado significativo quando o P<0,05.

Orientadora: Maria Nirvana da Cruz Formiga

A síndrome de Li Fraumeni é uma síndrome autossômica dominante que determina risco aumentado de neoplasias ao longo da vida. É relacionada a mutações germinativas no gene TP53. O risco de desenvolver neoplasias nos portadores dessa síndrome pode chegar a 90%, sendo esse risco mais pronunciado nas mulheres, pela incidência de câncer de mama. Os tumores costumam aparecer em idade precoce, sendo os mais característicos: câncer de mama em mulheres pré-menopausadas, sarcomas de tecidos moles e ósseos, tumores de sistema nervoso central e carcinomas adrenocorticais.

A incidência de tumores urológicos não-adrenocorticais é baixa, não fazendo parte dos critérios diagnósticos para a SLF. O objetivo do projeto é avaliar a prevalência de tumores urológicos numa coorte de pacientes brasileiros com a Síndrome de Li Fraumeni.

Orientadora: Glaucia Hajj

Após a transcrição, as moléculas de RNA podem ser quimicamente modificadas, chamadas modificações epigenéticas do RNA. As modificações de RNA afetam quase todas as etapas do metabolismo do RNA, desde o processamento no núcleo até a tradução e decaimento no citoplasma, resultando em um importante mecanismo de controle da expressão gênica. As proteínas que adicionam modificações ao RNA são chamadas “writers”, as enzimas que removem as modificações são chamadas “erasers” e as proteínas que identificam as modificações presentes são as chamadas “readers”. Dados obtidos de bancos de dados públicos (TCGA) sugerem que no carcinoma renal de células claras (CRCC) haja diminuição de expressão de writers e um aumento de expressão de erasers, enquanto no câncer de mama, parece haver um aumento de expressão de writers e readers. Assim, é possível que a alteração de expressão dessas enzimas no câncer cause grande impacto sobre níveis de expressão gênica e sobre os processos biológicos associados à tumorigênese. Neste projeto, pretendemos determinar os níveis de expressão de enzimas modificadoras de RNA e sua correlação com dados clínicos e histopatológicos para CRCC, o que pode nos ajudar a ampliar o conhecimento sobre os mecanismos moleculares associados a estas doenças.

Orientador: Marcos Duarte Guimarães

O câncer de próstata é um dos mais prevalentes no sexo masculino, sobretudo em pacientes idosos. Apesar de muito frequente é um neoplasia considerada indolente, sendo um desafio identificar clinicamente quais subtipos possuem maior agressividade e pior prognóstico. A ressonância magnética (RM) é uma ferramenta de diagnóstico por imagem que evoluiu muito nos últimos anos, sobretudo no seguimento dos pacientes com câncer de próstata considerados de baixo risco e em vigilância ativa, no estadiamento oncológico pré-terapêutico e na detecção de recidiva neoplásica, sobretudo com o advento da avaliação multiparamétrica (MP) através das sequências ponderadas em T2, Difusão e Perfusão.

O Objetivo do presente estudo é avaliar o papel da RM na caracterização do câncer de próstata em pacientes em programa de vigilância ativa, no estadiamento pré-terapêutico e na detecção de recidiva bioquímica. Será desenvolvido um estudo retrospectivo de pacientes com diagnóstico de câncer de próstata submetidos ao exame de RMMP da próstata realizados entre os anos de 2014 e 2019 no Departamento de Imagem do A.C.Camargo por meio da coleta de dados do prontuário eletrônico e do sistema de arquivamento digital de imagens médicas (PACS).

Orientadora: Cecilia Maria Lima da Costa

Os tumores cerebrais são as neoplasias sólidas mais comum na infância. Os sintomas muitas vezes são inespecíficos, dependendo não apenas da localização do tumor, mas também da idade da criança. O objetivo deste estudo será descrever os sintomas mais frequentes ao diagnóstico de crianças e adolescentes com tumores cerebrais, correlacionar esses sintomas com tipo histológico, localização anatômica e idade do paciente. Também será avaliado quais sintomas podem influenciar em atraso no diagnóstico. Será um estudo retrospectivo, com análise de dados contidos em prontuários.

Estarão incluídos na analise pacientes admitidos no departamento de oncologia pediátrica do A.C.Camargo, com idade entre 0 e 18 anos que tiveram tumor cerebral no período de 2008 a 2018.

Orientador: Antonio Paulo Nassar Junior

Nos últimos anos está-se assistindo a melhora no tratamento do câncer. O aperfeiçoamento da estrutura e dos processos têm contribuído para a melhora da sobrevida de pacientes com câncer, especialmente naqueles que precisam de cuidados intensivos. O objetivo do presente estudo é avaliar a sobrevida a longo prazo dos pacientes que internam na unidade de terapia intensiva do A.C.Camargo. Pretende-se comparar as características clínicas e demográficas dos pacientes com câncer de pacientes sem plano de saúde a pacientes com plano saúde. Intenciona-se fazer análise de sobrevivência até um ano após a última internação na unidade de terapia intensiva.

Orientador: Antonio Paulo Nassar Junior

No Brasil e no mundo, os custos com o câncer têm aumentado significativamente ao longo dos anos. Esse aumento deve-se não só à expressão epidemiológica da doença, como também ao processo de incorporação de novas tecnologias de custos crescentes. Avanços nos cuidados dos pacientes com câncer possibilitaram uma maior probabilidade de controle ou cura da doença. O uso de tratamentos quimioterápicos e cirúrgicos mais agressivos, por sua vez, implica diretamente na maior utilização de leitos de UTI.

As Unidades de Terapia Intensiva são setores complexos e altamente especializados. Apesar de corresponderem a apenas 5 a 10% dos leitos hospitalares, são capazes de consumir até 35% dos recursos. É de extrema importância tentar minimizar os custos, mas mantendo-se a qualidade, o que pode ser conseguido com o uso eficiente dos recursos. Uma das maneiras de se avaliar o uso de recursos na UTI é medindo-se o tempo de permanência na UTI (LOS) e o tempo gasto pela equipe de enfermagem na assistência de um determinado paciente, o que podeser realizado através do Nursing Activities Score (NAS).

Estudos têm demonstrado que a capacidade funcional dos pacientes (Performance Status) é um dos fatores preditores de desfecho na UTI, sendo a sobrevida a curto prazo dos pacientes menor quanto mais incapacitados e dependentes eles forem.
Nesse contexto, torna-se essencial avaliar o uso de recursos dentro da UTI e estudar se essa alocação é maior para a população de pacientes com a Performance Status pior e com baixa probabilidade de sobrevida em 1 ano.

O presente estudo, fundamentado na análise prospectiva e descritiva de prontuários de pacientes, com abordagem qualitativa e quantitativa dos dados, tem como objetivo principal avaliar o uso de recursos e a custo-eficiêcia na UTI e sua relação com o Performance Status dos pacientes oncológicos clínicos admitidos nas Unidades de Terapia Intensiva do A.C.Camargo .

Orientador: Antonio Cassio Assis Pellizzon

O escore TEACHH foi desenvolvido para identificar e estimar sobrevida em pacientes com metastases ósseas referidos para radioterapia analgesica. Nosso objetivo sera validar este modelo em um grupo independente de pacientes que receberam radioterapia paliativa na coluna e compará-lo a modelos prognósticos alternativos, bem como analisar a duração do efeito analagesico quando administrado em diferentes fracionamentos