O Dia do Oncologista
e a excelência em
ensino do A.C.Camargo
O Dia do Oncologista e a excelência em ensino do A.C.Camargo

Publicado em: 08/07/2019

Esse profissional da medicina tem um diferencial no processo de formação: a humanização

 

Nove de julho é o Dia do Oncologista. Trata-se de uma especialidade peculiar da medicina, pois esse profissional é responsável pelo diagnóstico e pelo tratamento do câncer. Há um aspecto adicional que é trabalhado em sua formação: a habilidade comportamental.

Durante o treinamento dos médicos oncologistas, três habilidades devem ser desenvolvidas: a cognitiva (conhecimento), a técnica e a comportamental. “Dos três pilares de desenvolvimento, a habilidade comportamental é o maior diferencial do médico oncologista. Não basta ter conhecimento profundo da oncologia ou saber realizar com perfeição um procedimento técnico. É preciso que o médico oncologista saiba se colocar no lugar do paciente e dos familiares, em um exercício diário de empatia. E isso é muito valorizado na formação dos nossos residentes”, afirma José Humberto Fregnani, superintendente de ensino do A.C.Camargo.

“O médico oncologista frequentemente se vê diante de casos complexos em que há sofrimento e angústia. Isso faz parte do seu dia a dia. Cabe a ele resgatar a esperança e trazer o conforto necessário aos pacientes que chegam angustiados e com medo do diagnóstico de câncer. Desenvolver a parte comportamental é tão importante quanto saber diagnosticar e tratar os tumores. Claro que isso é necessário para qualquer especialidade médica, mas na oncologia a habilidade comportamental é condição essencial. O médico oncologista é, sobretudo, um profissional acolhedor, empático e resiliente”, explica o especialista.

 

Ensino e pesquisa integrados

Além do tratamento e do diagnóstico, o A.C.Camargo é um cancer center porque atua fortemente na pesquisa e no ensino. “Se considerarmos as áreas cirúrgica, clínica e de radioterapia, com certeza grande parte dos oncologistas do país formou-se aqui”, conta o doutor Fregnani.

Quanto à pesquisa, ela está perfeitamente integrada ao ensino. Boa parte dos pesquisadores da instituição também é do corpo clínico ou tem estreita relação com ele, não há cisão. Os grupos de pesquisa são formados por profissionais de diversas áreas, integrando médicos, cientistas e outros profissionais da saúde.

“No cotidiano, o residente convive com as diversas pesquisas que acontecem rotineiramente na instituição. Muitas vezes participa como membro integrante da equipe de pesquisa, revisando prontuários, fazendo entrevistas ou outras atividades relacionadas com o estudo. O residente é inserido no ambiente de pesquisa de forma muito natural e espontânea", frisa Fregnani.

“O residente entende que essa integração entre o tratamento, o ensino e a pesquisa é uma tríade benéfica para o paciente. Ele leva isso consigo mesmo que não tenha pretensão de ser pesquisador”, acrescenta o superintendente de ensino.

Para os residentes que também desejam seguir a carreira de pesquisador, a instituição estimula o ingresso deles no Programa de Pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado) ainda durante o período da residência.

Por fim, o profissional formado no A.C.Camargo tem a sensibilidade lapidada em si: “A gente trata um ser humano que tem uma vida e é amado por alguém. Temos obrigação de fazer tudo por ele. Isso resume nossa instituição e a nossa missão. É o que queremos que o nosso residente leve daqui”, finaliza.