Dermatoscopia, dermatoscopia
digital e microscopia confocal,
os exames que ajudam a
diagnosticar o câncer de pele
Dermatoscopia, dermatoscopia digital
e microscopia confocal ajudam a diagnosticar
o câncer de pele


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Dermatoscopia, dermatoscopia digital e microscopia confocal, os exames que ajudam a diagnosticar o câncer de pele

Publicado em: 03/01/2020 - 11:58

Conheça os procedimentos de imagem que auxiliam na identificação de tumores cutâneos

Dermatoscopia, dermatoscopia digital e microscopia confocal são exames de imagem complementares que auxiliam no diagnóstico do câncer de pele.

Essa associação de técnicas permite a identificação de lesões ainda sem critérios clássicos de um tumor cutâneo, possibilitando o diagnóstico cada vez mais precoce do câncer e, consequentemente, maior possibilidade de cura.


Dermatoscopia

Método diagnóstico não invasivo que auxilia na avaliação das lesões pigmentadas da pele, a dermatoscopia é realizada mediante o emprego do dermatoscópio, instrumento que permite uma visualização precisa de eventuais lesões cutâneas.

“Consiste na utilização de uma lente de aumento associada a uma luz potente que permite ao dermatologista visualizar estruturas dentro da pele”, explica a Dra. Juliana Casagrande, dermatologista do Centro de Referência em Tumores Cutâneos do A.C.Camargo Cancer Center.

Adotada rotineiramente por todos os dermatologistas da Instituição, a dermatoscopia garante um aumento de precisão no diagnóstico de lesões suspeitas de câncer de pele, tanto melanomas quanto carcinomas, ainda em fases extremamente precoces.

Antes da dermatoscopia, o exame de sinais da pele era realizado sem nenhum auxílio, a olho nu. “Isso, muitas vezes, não possibilitava a avaliação detalhada das lesões cutâneas, o que em algumas situações atrasava o diagnóstico de cânceres já instalados”, esclarece a Dra. Juliana.


Dermatoscopia digital

O mapeamento corporal total e a dermatoscopia digital compõem um exame que consiste no armazenamento de imagens macroscópicas e dermatoscópicas das pintas (ou sinais).

Utiliza-se um aparelho com software, que permite armazenar centenas de imagens de diferentes pintas (ou sinais) para compará-las ao longo do tempo.

Nesse exame são realizadas fotos de toda a pele do paciente – o mapeamento corporal total –, permitindo, em exames subsequentes, a identificação de novas pintas ou mudanças no aspecto macroscópico das pintas já documentadas.

São feitas também fotos dermatoscópicas de todas as pintas a serem acompanhadas (dermatoscopia digital). As imagens são armazenadas para comparação ao longo do tempo, algo que pode evidenciar alterações precoces sugestivas de transformação maligna, possibilitando, assim, o reconhecimento precoce dos melanomas e o controle mais detalhado dos pacientes.

O exame é indicado para pacientes com risco de desenvolvimento de melanoma cutâneo: pessoas com muitas pintas, pele clara, cabelos ruivos ou loiros, olhos azuis ou verdes, múltiplas sardas, antecedente de queimadura solar na infância ou adolescência, exposição solar prévia intensa, histórico pessoal de câncer de pele não melanoma, e, principalmente, para pacientes com Síndrome dos Nevos Atípicos e antecedente pessoal e/ou familiar de melanoma.


Microscopia confocal

A microscopia confocal permite a visualização de estruturas microscópicas da pele (células e núcleos) sem a necessidade de biópsia. Ou seja, é um exame não invasivo, que não requer injeções ou cortes.

Tal procedimento é realizado através de um aparelho que emite um laser de baixa potência. Este, quando entra em contato com a pele, garante a visualização das células.

“Essa análise permite a avaliação de achados microscópicos indicativos de câncer de pele, aumentando a acurácia do diagnóstico”, afirma a dermatologista Juliana Casagrande.

O aparelho de microscopia confocal foi desenvolvido há pouco mais de 15 anos, o que é considerado uma tecnologia recente na medicina. É utilizado como ferramenta complementar a avaliação clínica dermatológica em muitos países desenvolvidos da Europa, além de Estados Unidos e Austrália.

“No Brasil, fomos os pioneiros a utilizar a técnica e temos uma grande experiência de mais de 10 mil casos avaliados, o que supera muitos grandes centros do mundo”, diz a médica.


Câncer de pele: outros caminhos

Exames como a tomografia de coerência óptica e o ultrassom também são técnicas estudadas para o diagnóstico do câncer de pele.

“No entanto, ainda encontram-se em fase de desenvolvimento e aperfeiçoamento”, encerra a Dra. Juliana.

Dermatoscopia Juliana Casagrande