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Avanços da cirurgia robótica
no câncer gástrico
Avanços da cirurgia
robótica no câncer gástrico

Publicado em: 17/05/2019

Técnica permite realizar linfadenectomias e gastrectomias com mais precisão 

A tecnologia propiciada pelo uso de robôs está permitindo grandes avanços na medicina, um deles é a gastrectomia robótica. A técnica, considerada promissora no tratamento dos tumores do estômago, realizada através de pequenas incisões, com o uso de microcâmeras de alta definição gera imagens ampliadas das estruturas corpóreas em três dimensões. 

O A.C.Camargo é um dos centros pioneiros na América Latina a realizar o procedimento, que foi tema da palestra O papel da Cirurgia Robótica no Câncer Gástrico, realizada pelo doutor Felipe José Fernández Coimbra, head de Tumores Abdominais da Instituição, no Next Frontiers to Cure Cancer.

Vantagens para o câncer de estômago 

Em linhas gerais, a cirurgia robótica possui diversas vantagens, entre elas uma menor manipulação do tumor, boa visibilidade da região a ser operada, menos traumas, complicações e tempo de internação. “Com os braços robóticos conseguimos alcançar regiões de dificuldade técnica, visualizando estruturas anatômicas em alta resolução, permitindo realizar dissecções mais delicadas de gânglios e de tumores. Além disso, este método permite uma curva de aprendizado mais rápida”, explica doutor Felipe. 

No câncer gástrico, permite a linfadenectomia, que consiste na remoção cirúrgica de grupos de gânglios , e a gastrectomia parcial ou total, que é a remoção de parte ou todo o estômago. “Há cinco anos, menos de 5% das gastrectomias eram menos invasiva, hoje mais de 40% dessas cirurgias são feitas dessa forma no A.C.Camargo”, destaca o cirurgião. 

Desafios

Por ser um procedimento recente no Brasil, ainda há muitos desafios a serem superados. Uma das principais dificuldades é o custo mais elevado que a cirurgia convencional e o próprio acesso ao treinamento na utilização da tecnologia. “Hoje, temos muitos estudos que focam em comparar os métodos de laparoscopia com a robótica, mas precisamos avançar em estudos que se aprofundem em entender suas aplicações na oncologia”, alerta o doutor Felipe Coimbra.