Uma ilustração de uma célula cercada por outras células

Imuno-Oncologia Translacional

O Grupo de Imuno-oncologia Translacional concentra-se em pesquisas destinadas a determinar o papel da resposta imune em pacientes durante o desenvolvimento do câncer, na resposta a terapias e na recorrência da doença. O grupo trabalha em estreita colaboração com cientistas oncologistas, clínicos e pesquisadores do A.C.Camargo Cancer Center e de outras instituições de pesquisas do Brasil e do exterior. Os principais temas de estudo são imunorregulação e imunopatologia do câncer para determinar mecanismos moleculares e celulares da resposta antitumoral; o papel da resposta imune no sucesso ou na falha da resposta a terapias; descoberta de biomarcadores de resposta ao tratamento com imunoterapias; e pesquisa clínica para novas imunoterapias (estudos clínicos).

Equipe

Pesquisador Principal

Dr. Martin Hernan Bonamino

Linhas de pesquisa

Os estudos realizados pelo grupo baseiam-se no equilíbrio entre a indução de uma resposta imune antitumoral e a capacidade do tumor de resistir a essa resposta. Quando um tumor se desenvolve a ponto de causar uma doença (câncer), significa que ele escapou da resposta imune efetiva. Compreender os mecanismos celulares e moleculares por trás desse escape da resposta imune, por meio de amostras tumorais e células sanguíneas de pacientes é fundamental para o desenvolvimento de novas terapias e parte do trabalho do grupo. O tratamento com inibidores de checkpoint é um tipo de abordagem da imunoterapia que tem como foco a ativação do sistema imunológico para atacar células tumorais que escaparam da resposta imune. Embora seja eficaz em muitos indivíduos, alguns pacientes não respondem a esse tipo de terapia. Por isso, esse grupo estuda os mecanismos que determinam a resposta versus a falta de resposta à terapia, além dos efeitos colaterais (como a autoimunidade) quando o sistema imunológico tenta combater o próprio organismo. Outro grande objetivo dessa linha de pesquisa é descobrir novos alvos de imunoterapia para combater o câncer, tais como melanoma, câncer de pulmão de células não pequenas, câncer de colo uterino, câncer de cabeça e pescoço e de mama triplo-negativo. Também estudam biomarcadores que possam indicar quais pacientes vão responder ou não à imunoterapia, identificando aqueles que poderão desenvolver eventos adversos e aqueles que precisarão receber um tratamento individualizado e o mais adequado possível.

O câncer é capaz de gerar uma reação inflamatória crônica com várias intensidades e composição celular diversa. O grupo avalia a composição dessa reação inflamatória e entende qual seu impacto na evolução clínica dos pacientes, concentrando-se principalmente em câncer de mama triplo-negativo, de pulmão e mesotelioma pleural maligno. O intuito é tentar identificar possíveis biomarcadores associados com prognósticos e com respostas a determinadas intervenções clínicas.

O grupo propõe que os programas intracelulares associados à exaustão e à falta de resposta das células imunes no microambiente tumoral sejam regulados por mudanças epigenéticas e, portanto, reversíveis. Dessa forma, busca esclarecer, por meios de ferramentas epigenéticas, as redes intracelulares que levam os linfócitos T CD8 e as células NK à exaustão, com o objetivo de identificar novas terapias para o tratamento do câncer. A compreensão da heterogeneidade celular no ambiente tumoral também é um capítulo bastante explorado pelo grupo para dissecar populações imunes, seus estados de ativação/diferenciação e sua funcionalidade. Os projetos desenvolvidos têm como objetivo a identificação de possíveis alvos terapêuticos capazes de reverter o estado de exaustão ou falta de resposta das células imunes.

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