Doação de sangue no A.C.Camargo Cancer Center
Quando você doa sangue, doa esperança para quem mais precisa e contribui diretamente para o tratamento de pacientes com câncer.
A doação de sangue é um gesto de solidariedade praticado por uma parcela pequena da população brasileira. Esse número pode crescer, e cada doador faz diferença para manter os estoques disponíveis aos pacientes que dependem de transfusões.
No A.C.Camargo Cancer Center, a área de Hemoterapia e Terapia Celular segue rigorosamente as normas vigentes e os mais altos padrões de qualidade e segurança em todas as etapas do processo de doação. O serviço conta com médicos especialistas em Hematologia e Hemoterapia, além de equipe de enfermagem e biomédicos qualificados, e utiliza técnicas, materiais e equipamentos modernos, garantindo segurança e qualidade para doadores e pacientes.
Por que sua doação é tão importante
Os bancos de sangue trabalham continuamente para manter os estoques em níveis adequados. Mesmo com os avanços da medicina e da tecnologia, ainda não existe substituto capaz de reproduzir integralmente o sangue humano.
Por isso, pacientes que necessitam de transfusões continuam dependendo da solidariedade de doadores voluntários. No caso de quem enfrenta o câncer, essa dependência é ainda maior: cirurgias de grande porte, quimioterapia, radioterapia e transplante de medula óssea reduzem a produção de células do sangue e tornam a transfusão parte do tratamento.
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Onde e quando doar sangue
Para doar, basta comparecer diretamente ao nosso Banco de Sangue portando um documento de identificação original com foto. Não é necessário agendamento para a doação de sangue total.
Pode doar sangue
- Pesar mais de 50 kg.
- Ter entre 18 e 60 anos. Candidatos entre 16 e 18 anos podem doar mediante autorização dos pais ou responsáveis. Pessoas entre 60 e 69 anos podem doar desde que tenham realizado pelo menos uma doação anteriormente.
- Estar em boas condições de saúde, ter dormido pelo menos seis horas e ter feito uma refeição nas últimas três horas, evitando alimentos gordurosos.
- Apresentar documento de identificação original com foto.
Não pode doar sangue
- Ingeriu bebidas alcoólicas nas últimas 12 horas.
- Possui doenças crônicas cardíacas, vasculares, renais ou reumáticas.
- Tem histórico de câncer.
- Apresentou gripe ou febre nos últimos 15 dias.
- Está grávida, teve aborto ou parto há menos de três meses. Em caso de amamentação, a elegibilidade é avaliada pela equipe.
- Realizou procedimentos endoscópicos nos últimos quatro meses.
- Fez tatuagem ou colocou piercing nos últimos quatro meses.
- Apresenta fatores de risco, antecedentes ou infecções atuais por agentes transmissíveis pelo sangue.
- Viajou recentemente para áreas com risco de doenças transmissíveis, como malária, zika, chikungunya e febre amarela, considerando o período de avaliação aplicável a cada situação.
- Recebeu transfusão de sangue ou hemocomponentes nos últimos quatro meses.
- Tem doença autoimune. Nesse caso, o impedimento está previsto na legislação que regulamenta os serviços de hemoterapia.
Importante!
O uso de medicamentos e vacinas, assim como a realização de acupuntura, piercing e outros procedimentos, pode ser avaliado individualmente pela equipe do Banco de Sangue. Em caso de dúvida sobre os critérios, entre em contato com o Banco de Sangue antes de comparecer.
Veja também as perguntas mais frequentes sobre doação de sangue.
Como funciona a doação de sangue, passo a passo
Nem todas as pessoas podem doar sangue. Quem, em uma primeira avaliação, atende aos critérios básicos pode se candidatar à doação e passa pelas seguintes etapas:
Cadastro
O candidato apresenta o documento com foto e é registrado no serviço.
Avaliação clínica
São verificados os sinais vitais, como pressão arterial, frequência cardíaca e temperatura, além da dosagem de hemoglobina, conhecida popularmente como teste de anemia.
Entrevista individual e confidencial
O candidato responde a perguntas sobre histórico de saúde, viagens, hábitos e outros aspectos importantes para avaliar a segurança da doação.
Coleta
Realizada por profissional treinado, com material estéril, descartável e de uso único.
Lanche e orientações
O doador permanece em observação, recebe um lanche e as orientações de cuidado para as horas seguintes.
Pessoas que apresentem condições de saúde capazes de representar risco para si mesmas durante a doação, ou que tenham sido expostas a situações que aumentem o risco de infecções transmissíveis pelo sangue, podem ser temporária ou definitivamente impedidas de doar.
Confira o infográfico com todas as etapas da doação de sangue.
Quais perguntas são feitas na entrevista
Antes da doação, o candidato passa por uma entrevista clínica individual e confidencial. As perguntas avaliam as condições de saúde do doador e identificam situações que possam representar risco para ele ou para o paciente que receberá o sangue.
A entrevista é realizada de forma confidencial e respeitosa. Responder com sinceridade é uma das principais formas de contribuir para uma doação segura, e existem diversas condições que podem levar à inaptidão temporária ou definitiva. Essas medidas protegem tanto a saúde do doador quanto a segurança do paciente que receberá os hemocomponentes.
Doar sangue oferece algum risco?
A grande maioria das doações acontece de forma segura e sem intercorrências.
Em alguns casos, podem ocorrer reações leves e passageiras, como ansiedade, tontura, palidez, náusea, sudorese, desmaio ou pequenos hematomas no local da punção. Reações mais graves são raras. Quando alguma intercorrência acontece, ela geralmente é identificada durante ou logo após a doação, nas dependências do Banco de Sangue, onde o doador recebe atendimento imediato da equipe médica e de enfermagem.
Para tornar a doação ainda mais segura, é fundamental que o candidato informe qualquer condição de saúde que possa contraindicar o procedimento e siga as orientações fornecidas pelo serviço antes, durante e depois da coleta.
Alguns mitos também precisam ser esclarecidos: o doador não corre risco de se contaminar ao doar sangue, porque todo o material utilizado na coleta é estéril, descartável e de uso único. Doar sangue também não faz o sangue engrossar, afinar ou viciar. O organismo repõe naturalmente o volume retirado, e a doação não provoca alterações permanentes na espessura ou na viscosidade do sangue.
Como o sangue doado é testado
Após a doação, o sangue passa por uma série de exames laboratoriais antes de ser liberado para transfusão. Esses testes identificam doenças transmissíveis pelo sangue e confirmam características importantes para a segurança transfusional.
São realizados testes para investigar marcadores de:
- Hepatite B e hepatite C.
- Sífilis.
- Doença de Chagas.
- HIV (aids).
- HTLV I e II, vírus associados a algumas doenças hematológicas.
Também são feitos exames para determinar a tipagem sanguínea ABO/Rh, a pesquisa de anticorpos irregulares e a pesquisa de hemoglobinopatias, conforme os protocolos e a legislação vigente. Somente após a conclusão dos exames e a avaliação dos resultados os hemocomponentes são considerados para liberação.
Como o doador recebe os resultados
Os resultados dos exames são disponibilizados ao próprio doador, de forma confidencial, conforme a legislação vigente. A retirada deve ser feita presencialmente, mediante solicitação e apresentação de documento oficial original com foto, respeitando os prazos e procedimentos estabelecidos pelo Banco de Sangue.
O serviço também disponibiliza atendimento específico aos doadores que apresentem resultados alterados, com as orientações necessárias e os encaminhamentos adequados.
Compatibilidade entre os tipos sanguíneos
A compatibilidade depende principalmente do sistema ABO e do fator Rh. Na transfusão de hemácias, a regra geral é a seguinte:
Importante!
esta é uma referência geral para a transfusão de hemácias. Para plasma e plaquetas, as regras de compatibilidade são diferentes. Na prática transfusional, a escolha do hemocomponente depende também dos exames pré-transfusionais e das condições clínicas do paciente.
Cuidados após doar sangue
Alguns cuidados simples ajudam a evitar ou minimizar possíveis efeitos adversos e contribuem para uma recuperação tranquila:
- Beba bastante líquido ao longo do dia.
- Não consuma bebidas alcoólicas no dia da doação.
- Evite exercícios físicos e atividades que exijam esforço no dia da doação.
- Não faça força com o braço puncionado.
- Não fume por, no mínimo, duas horas após a doação.
- Não viaje de avião nas duas horas seguintes à doação.
- Aguarde 30 minutos antes de dirigir carro e uma hora antes de dirigir motocicleta.
- Comunique ao Banco de Sangue caso apresente sinais de infecção, como febre ou diarreia, nos 15 dias seguintes à doação.
- Se apresentar tontura, mal-estar, sangramento persistente no local da punção ou qualquer sintoma fora do habitual, comunique imediatamente o Banco de Sangue ou retorne ao serviço para avaliação da equipe de saúde.
Cuidar de você depois da doação também faz parte de uma doação segura. Veja as orientações completas após a doação de sangue.
Doação de plaquetas
As plaquetas são pequenos fragmentos celulares produzidos na medula óssea. Sua principal função é participar da coagulação do sangue, ajudando a controlar e a interromper sangramentos.
Pacientes com câncer podem apresentar redução na quantidade de plaquetas, tanto em decorrência da própria doença quanto dos tratamentos oncológicos, como a quimioterapia. Nesses casos, a transfusão de plaquetas pode ser necessária para prevenir ou tratar sangramentos, conforme avaliação médica. No A.C.Camargo Cancer Center, cerca de 60% das transfusões realizadas são de plaquetas, o que torna essa doação especialmente importante.
Quem pode doar plaquetas
Os critérios são semelhantes aos da doação de sangue, com alguns requisitos específicos:
Como funciona a aférese de plaquetas
A doação de plaquetas pode ocorrer a partir de uma doação de sangue total ou pelo procedimento de aférese, em que apenas as plaquetas são retiradas.
A aférese permite obter uma quantidade significativa de plaquetas de um único doador, o que ajuda no tratamento de pacientes que precisam de transfusões frequentes. Durante todo o procedimento, o doador permanece acompanhado pela equipe de Hemoterapia.
Para se tornar doador de plaquetas, o candidato passa pela triagem clínica e pela avaliação dos exames necessários. Estando apto, realiza a doação mediante agendamento prévio.
Mitos e verdades sobre a doação de sangue
Mito
Há quem sinta dor, mas a sensação tem mais relação com a sensibilidade individual e com o grau de ansiedade do que com o tamanho da agulha. Os profissionais que realizam a punção são treinados para proporcionar uma boa experiência ao doador.
Verdade
A recomendação é evitar, no mesmo dia, atividades de risco e que exijam grande esforço físico. Quem trabalha em escritório, por exemplo, pode retomar as atividades normalmente. A legislação trabalhista também assegura ao empregado que doa sangue o abono de um dia de trabalho por ano.
Verdade
Homens podem doar até quatro vezes ao ano; mulheres, até três.
Depende
Qualquer doença ou antecedente que possa colocar o doador em risco é avaliado pela equipe médica e de enfermagem. Quem tem doença cardíaca grave não pode doar. Há ainda contraindicações temporárias, como pressão arterial alta ou baixa e alteração dos batimentos cardíacos identificadas na avaliação prévia.
Verdade
No inverno é comum a queda no número de doadores. Um dos motivos é o aumento de gripes, resfriados e outras infecções, que podem impedir temporariamente a doação. O frio também faz com que algumas pessoas deixem de sair de casa. Por isso, nessa época do ano, sua doação é ainda mais importante.
Perguntas frequentes
Homens podem doar até quatro vezes ao ano e mulheres até três. No caso das plaquetas por aférese, o limite é de 24 doações por ano, com intervalo mínimo de uma semana entre elas.
Sim. A legislação trabalhista assegura ao empregado que doa sangue o abono de um dia de trabalho por ano, mediante comprovação.
Pode sim! Durante a pandemia, novos protocolos foram sendo criados sobre o assunto e, baseado em evidências científicas, em janeiro deste ano a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que a doação pode ser feita a partir de 10 dias após a melhora completa de todos os sintomas, tempo suficiente para evitar uma possível transmissão via transfusão de sangue.
Sim! Se você não é insulino-dependente e não tem o comprometimento de nenhum órgão como o rim ou o coração a doação está liberada. Agora, atenção, se o paciente precisa de insulina, aí o procedimento não é indicado, isso porque podem ocorrer possíveis reações cardiovasculares que, consequentemente, também podem agravar o quadro de saúde do paciente assim que a coleta é realizada.
Depende. Em quase sua totalidade não é permitido, exceto em casos de diagnósticos de carcinoma basocelular e carcinoma uterino in situ. Isso acontece pela própria condição do paciente e também devido ao uso de tratamentos, como quimioterapia, radioterapia, anticorpos monoclonais e outros medicamentos específicos, pontos que afetariam a segurança do receptor.
Infelizmente, não. Pessoas com doenças como lúpus e artrite reumatoide, que são doenças autoimunes, tem patologias crônicas, as quais provocam uma desregulação dos processos imunológicos do organismo, impactando diretamente na doação de sangue.
Não pode! O exame de hemoglobina, inclusive é feito antes da doação justamente por isso, já que após a doação, a pessoa precisa de vitaminas e minerais para reestabelecer a quantidade de sangue doada e quem tem anemia não conseguirá, o que pode agravar seu quadro ou restaurar uma anemia já tratada.
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