Pacientes e Tudo Sobre o Câncer

Tumores Ósseos

Os ossos podem apresentar alterações nos exames de imagens, e nem sempre essas "manchas" corresponderem a tumores. De forma geral, essas alterações podem representar lesões pseudotumorais ("falsos tumores", por exemplo, cistos ósseos simples, cistos ósseos aneurismáticos, displasias fibrosas, defeitos fibrosos corticais), tumores benignos (osteocondromas, encondromas, fibromas condromixóides, osteomas osteóides, tumor de células gigantes, condroblastomas) ou tumores malignos (osteossarcomas, tumores de Ewing, condrossarcomas, mielomas múltiplos, plasmocitomas, metástases ósseas). A história clínica, o exame clínico e os exames de imagens auxiliam o médico para diferenciar entre esses grupos de lesões.

O câncer ósseo é relativamente raro. Quando o câncer começa no tecido ósseo, ele é chamado de câncer primário do osso; e quando ele se inicia em outro órgão e atinge posteriormente os ossos, pela corrente sanguínea, é conhecido como câncer metastático para o osso. Os tumores ósseos malignos também podem se desenvolver em lesões benignas prévias e, neste caso, são chamados de cânceres secundários.

O tumor ósseo se desenvolve quando as células perdem o controle de divisão e se dividem formando novas células que levam ao aparecimento de uma massa (tumor). Os tumores benignos, normalmente não apresentam a capacidade para invadir os tecidos e vasos e alcançar outros órgãos. Os tumores malignos apresentam essas características e podem apresentar invasão local e atingir outros órgãos à distância do local primário onde iniciaram o desenvolvimento.

O sintoma e o sinal mais frequentes dos tumores ósseos são dor e aumento de volume, e podem estar presentes separadamente, principalmente no início do quadro. Se existe a suspeita de tumor nos ossos, procure o seu médico. O diagnóstico e tratamento precoce do câncer ósseo melhora o prognóstico e aumenta as chances de cura.

Saiba um pouco mais sobre os diferentes tipos de tumores ósseos.

Condrossarcoma
O condrossarcoma é o segundo tumor maligno primário do osso mais frequente na vida adulta. Pode ser primário, originado aparentemente de um osso previamente normal; ou secundário a uma lesão benigna preexistente (por exemplo, encondromatose, osteocondroma, osteocondromatose múltipla, doença de Paget) ou secundário à radioterapia. Os condrossarcomas geralmente acometem pacientes entre 50 e 70 anos de idade, sem predomínio entre os sexos. As localizações mais frequentes são os ossos da bacia, costelas, fêmur (osso da coxa) e úmero (osso do braço). Em geral, o condrossarcoma é de crescimento lento e os sintomas estão associados ao seu tamanho e à sua localização. A localização preferencial desse tipo de tumor é na raiz dos membros. A dor em geral é pouco intensa e intermitente. Pode haver limitação na movimentação, pela dor, pelo volume do tumor e por estar próximo à articulação.
Encondroma
O encondroma é um tumor benigno de proliferação cartilaginosa comum em ossos longos. A idade mais frequente de acometimento está entre 20 e 50 anos e pode ocorrer em ambos os sexos. Os ossos com maior incidência desse tipo de tumor são os das mãos e dos pés (falanges, metacarpos e metatarsos). Muitas vezes o crescimento deste tumor é assintomático e o diagnóstico é incidental, ou seja, o paciente procura o médico por outro motivo (por exemplo, um trauma) quando é realizado o exame de radiografia e identificado o tumor. Quando existe sintomatologia, a queixa mais frequente é dor e pode estar associada a uma fratura. As chances desse tumor se tornar maligno é rara.
Metástases Ósseas
Quando o câncer que se inicia em outro órgão, acomete os ossos, chamamos de metástases ósseas. Estes são os tumores malignos mais frequentes dos ossos. Os tumores da próstata, pulmão, mama, tireóide, rim e bexiga são os que estão mais relacionados às metástases ósseas. Esse tipo de disseminação também pode ocorrer nos tumores do trato gastrointestinal e nos melanomas, porém em frequências menores. As metástases ósseas podem ser assintomáticas. Quando apresentam sintomas, a dor é o mais frequente. Outra apresentação pode ser na forma de fratura e nem sempre é necessário um trauma de alto impacto para que a fratura ocorra, uma vez que a presença da metástase pode deixar o osso frágil. As porções proximais dos ossos longos são os locais mais frequentes de fraturas. O fêmur (osso da coxa) é responsável por metade dos casos dessas fraturas. As localizações mais frequentes das metástases ósseas são os ossos do crânio, costelas, vértebras, bacia, fêmur (osso da coxa) e o úmero (osso do braço).
Mieloma Múltiplo e Plasmocitoma
O mieloma múltiplo é uma neoplasia maligna primitiva da medula óssea. Pode ser solitário quando acomete apenas um local (plasmocitoma) ou múltiplo. Trata-se de um tumor ósseo primário maligno mais comum na vida adulta. Geralmente acometem pacientes acima de 40 anos, com um pico de incidência aos 60 anos, sendo mais frequente no sexo masculino. O mieloma múltiplo compromete principalmente as vértebras, costelas, crânio, ossos chatos das cinturas pélvica e escapular, úmero (osso do braço) e fêmur (osso da coxa). Dor é a queixa clínica mais frequente, associada ou não ao aumento de volume. Às vezes, a primeira manifestação pode ser por ocorrência de uma fratura. Muitas vezes, não é necessário um trauma importante para causar a fratura, pois o osso encontra-se fragilizado pela lesão.
Osteocondroma
O osteocondroma é um tumor benigno da superfície do osso, como uma exostose óssea coberta por uma capa de cartilagem. É o tumor benigno ósseo mais frequente. A maior parte do diagnóstico é feito na idade jovem, antes dos 20 anos. Em muitos casos, é assintomático. Muitas vezes, o achado é incidental, em que o paciente procura o médico por outra causa (por exemplo, um trauma) e realiza exame de imagem quando identifica o tumor. Os ossos mais frequentemente acometidos são o fêmur (osso da coxa), a tíbia (osso da perna), o úmero (osso do braço) e os ossos da pelve. Existe uma discreta prevalência no sexo masculino. A transformação em tumor maligno é rara.
Osteoma Osteóide
O osteoma osteóide é um tumor benigno produtor de tecido ósseo, sendo mais frequente em crianças e adultos jovens e embora possa acometer qualquer osso, as localizações mais frequentes são o fêmur (osso da coxa) e tíbia (osso da perna). A queixa clínica mais comum é o da dor, principalmente noturna, que melhora com antiinflamatórios. São mais incidentes no sexo masculino.
Osteosarcoma
O osteossarcoma é o tumor maligno primário do osso mais frequente e representa 20% dos sarcomas primários dos ossos. Podem se desenvolver em áreas de lesões benignas (displasia fibrosa, doença de Paget) ou em locais previamente irradiados. Muitos dos osteossarcomas que acontecem na vida adulta ocorrem após o aparecimento da Doença de Paget, que é rara na infância. É a segunda neoplasia radioinduzida e é o tumor mais comum relacionado à deleção cromossômica do retinoblastoma hereditário (tumor ocular). Com a abordagem multidisciplinar, o avanço nas últimas décadas do tratamento quimioterápico e a evolução das técnicas cirúrgicas, a sobrevida dos pacientes têm sido modificada e as chances das cirurgias preservadoras dos membros aumentaram. A dor local é o sintoma mais frequentemente referido no osteossarcoma e com frequência é acompanhada por uma alteração na marcha. Concomitantemente, pode haver aumento de volume de consistência geralmente firme e, algumas vezes, fraturas. O osteossarcoma acomete principalmente crianças e adolescentes. Um segundo pico menor de incidência ocorre em pacientes em torno dos 60 anos de idade, sendo a proporção ligeiramente maior no sexo masculino. Os ossos mais frequentemente envolvidos por esta neoplasia são o fêmur (osso da coxa), a tíbia (osso da perna) e o úmero (osso do braço).
Tumor de Células Gigantes
O tumor de células gigantes (TGC) é um tumor benigno, porém agressivo. O TGC corresponde a cerca de 20% dos tumores benignos ósseos. Pode acometer qualquer idade, porém é mais frequente nos adultos jovens, entre 20 e 40 anos. O sintoma mais frequente é a dor, que inicialmente é de caráter intermitente. Esse sintoma pode estar acompanhado de aumento de volume no local. Os locais mais frequentes de acometimento são a região do joelho (fêmur - osso da coxa, tíbia - osso da perna) e punho (rádio - osso do antebraço). Alguns casos raros podem apresentar disseminação à distância, com metástases pulmonares.
Tumor de Ewing
O tumor de Ewing é o segundo mais frequente tumor maligno primário do osso na faixa etária pediátrica, superado somente pelo osteossarcoma. Inicialmente, o tumor de Ewing foi descrito como um tumor primário do osso, entretanto atualmente, sabe-se que esse tumor também pode ter origem nas partes moles. O tumor de Ewing acomete principalmente pacientes na segunda década de vida, sendo raro antes dos 5 ou após os 30 anos de idade. Há ligeiro predomínio no sexo masculino sobre o feminino e raramente acomete a raça negra. Os sintomas mais frequentes são, respectivamente, dor e aumento de volume local. A dor costuma ser progressiva, e muitas vezes causam limitações dos movimentos. Febre baixa é um sintoma que pode também estar presente. Os casos em que os pacientes apresentam febre, edema (inchaço) e calor no local do tumor podem ser confundidos com osteomielites (infecções ósseas). Os ossos mais frequentemente comprometidos são os ossos da bacia, fêmur (osso da coxa), a tíbia (osso da perna) e o úmero (osso do braço).
Lesões Pseudotumorais
As lesões pseudotumorais ósseas são "manchas" que podem ser identificadas através dos exames de imagens, que fazem parte de um grupo de patologias consideradas diagnósticos diferenciais com os tumores ósseos, mas não são tumores verdadeiros.

Alguns tipos:
  • Cisto ósseo simples
  • Displasia fibrosa
  • Cisto ósseo aneurismático
  • Histiocitose de células de Langerhans

A suspeita sobre o diagnóstico tumoral é feito inicialmente pelo médico através da história clínica e o exame físico. Na maioria das vezes, o exame de raio-X confirma a suspeita. Por meio desses dados, o médico tem informações quanto às possíveis hipóteses diagnósticas.

A partir das possibilidades diagnósticas, o médico poderá solicitar exames complementares e poderá indicar a biópsia, que deve ser preferencialmente realizada pela equipe que responsável pelo tratamento do paciente.

Condrossarcoma
O médico suspeita desse tipo de tumor baseado na história clínica, exame clínico e geralmente pelas alterações visualizadas nos exames de raio-X. A partir da suspeita, o especialista poderá solicitar exames complementares para o diagnóstico preciso do tumor.
Encondroma
O diagnóstico é feito pelo médico baseado na história clínica, no exame clínico e nos exames de imagens. As imagens das radiografias apresentam características que sugerem o diagnóstico e a partir dessa suspeita, o médico pode solicitar outros exames complementares.
Metástases Ósseas
O diagnóstico de metástases ósseas é baseado na história, exame clínico, nos exames de imagens, e algumas vezes, nos exames laboratoriais. O monitoramento das lesões ósseas e a intervenção preventiva, antes que as fraturas ocorram, têm importante impacto na qualidade de vida dos pacientes.
Mieloma Múltiplo e Plasmocitoma
O médico pode suspeitar do mieloma múltiplo baseado na história clínica, no exame clínico e pela radiografia. A partir da suspeita, ele pode solicitar exames laboratoriais, exames de imagens complementares e a biópsia da lesão.
Osteocondroma
A suspeita desse diagnóstico é feita baseada nos dados da história clínica, no exame clínico e no exame de imagem, em que o raio-X é característico.
Osteoma Osteóide
O médico suspeita desse tipo de tumor a partir da história clínica, do exame clínico e pelo exame de imagem. Na imagem da radiografia, apresenta lesão característica. A partir dessa suspeita, o médico pode solicitar exames complementares para concluir a hipótese diagnóstica e para o planejamento do tratamento.
Osteosarcoma
A investigação diagnóstica deve incluir, além da história clínica, o exame clínico, e os exames de imagens. A radiografia simples normalmente apresenta alterações características, que levam a suspeita do tumor. A partir dessa suspeita, o médico poderá solicitar outros exames de imagens e exames laboratoriais. Os exames auxiliam o médico na avaliação da extensão da doença, para o planejamento terapêutico e para a avaliação da resposta ao tratamento. O diagnóstico definitivo é feito pelo exame anatomopatológico da biópsia.
Tumor de Células Gigantes
O médico suspeita desse tipo de tumor baseado na história clínica, exame clínico e exames de imagens, em que as imagens da radiografia evidenciam alterações sugestivas. A partir dessa suspeita, o médico pode solicitar outros exames complementares e realizar a biópsia para o diagnóstico anatomopatológico.
Tumor de Ewing
A suspeita inicial, após a história e o exame físico, pode ser feito pela radiografia simples. A partir dessa hipótese diagnóstica, o médico normalmente solicita exames complementares e planeja a biópsia para o diagnóstico anatomopatológico.
Lesões Pseudotumorais
O diagnóstico na maioria das vezes é incidental, em que o paciente procura um médico por outro motivo (um trauma, por exemplo). E, nesta ocasião, a “mancha” é identificada no exame de imagem, muitas vezes um raio-X. Através do conjunto de características apresentadas no exame, o médico pode obter informações sobre as possibilidades diagnósticas. Em alguns casos, podem ser necessários outros exames complementares.
 
Quando as hipóteses diagnósticas englobam as lesões pseudotumorais, nem sempre a biópsia está indicada. De forma geral, ela está indicada nos casos de comportamento incerto, lesões com características de que estão ativas, ou quando apresentam mudanças de comportamento.

O tratamento dependerá do diagnóstico, do tipo de tumor, do seu tamanho e da sua localização; e poderá incluir sessões de quimioterapia (tratamento com medicações que terão ações nas células tumorais), radioterapia e/ou cirurgia. O objetivo da terapia visa preservar a vida e o membro, com o máximo de sua função

Conheça os principais tipos de tumores ósseos.

Condrossarcoma
O tratamento do condrossarcoma é geralmente cirúrgico. No condrossarcoma de grau III ou de alto grau de malignidade, a quimioterapia pode ser associada. O tipo de cirurgia dependerá do tamanho do tumor, do osso acometido e em qual parte do osso o tumor se localiza. A maioria dos pacientes com o diagnóstico de condrossarcoma é submetida à cirurgia com ressecção tumoral e o osso removido é reconstruído com enxerto e/ou com colocação de endoprótese, preservando-se o membro do paciente.
Encondroma
Em alguns casos, em que não existe sintomas e a lesão é pequena é possível o seguimento, com monitoramento periódico por meio do exame clínico e exames de imagens. Em outros casos, dependendo da sintomatologia, da localização do tumor, do seu tamanho, e do tipo de lesão, pode estar indicado o tratamento cirúrgico.
Metástases Ósseas
É fundamental um time multidisciplinar para a obtenção dos melhores resultados. Até por volta de 1970, os pacientes portadores de metástases ósseas eram encarados com certa reserva por causa da dor, pela impotência funcional e principalmente pelo prognóstico. No entanto, com a evolução do tratamento sistêmico (medicações que visam controlar os tumores), repercutindo no aumento da sobrevida desses pacientes, e com o avanço das técnicas cirúrgicas e dos métodos de reconstruções, as abordagens ortopédicas das lesões metastáticas ganharam espaços. As lesões ósseas devem ser periodicamente monitoradas clinicamente e por meio de exames de imagens. Em alguns casos, podem ser necessárias abordagens cirúrgicas, inclusive preventivas, e/ou radioterapia. O médico utiliza alguns critérios para avaliar este risco. Em casos de fraturas, as abordagens cirúrgicas podem estar indicadas, mas dependerá do tipo e da localização da fratura.
Mieloma Múltiplo e Plasmocitoma
O tratamento do mieloma múltiplo é multidisciplinar. A forma solitária intra-óssea pode ser tratada cirurgicamente com ou sem radioterapia prévia, de acordo com a lesão. Nas lesões localizadas em que não é possível a ressecção com margens oncológicas, como nos corpos vertebrais, está indicada a radioterapia. No mieloma múltiplo, do ponto de vista ortopédico, as lesões ósseas são avaliadas conforme a sintomatologia, tamanhos e localizações das lesões, e se existem riscos de fraturas. As lesões ósseas devem ser periodicamente monitoradas clinicamente e através de exames de imagens. Em alguns casos, podem ser necessárias abordagens cirúrgicas e/ou radioterapia. O médico utiliza critérios radiográficos e clínicos para avaliar os riscos de fraturas na presença das lesões ósseas. O tratamento cirúrgico das lesões ósseas no mieloma múltiplo visa o controle dos sintomas, prevenção e tratamento das fraturas. A radioterapia isolada ou associada à cirurgia, também pode estar indicada. A indicação dependerá do tamanho e da localização da lesão.
Osteocondroma
A maioria dos casos assintomáticos não é necessária o tratamento cirúrgico. É realizado o seguimento periódico com monitoramento da lesão por meio da avaliação clínica e pelos exames de imagens. O tratamento cirúrgico está indicado nos casos em que existe sintomatologia, comprometimento articular ou neurovascular, comprometimento da cartilagem de crescimento ou existe suspeita de transformação maligna.
Osteoma Osteóide
O tipo de tratamento mais frequente é por meio da remoção cirúrgica do tumor. Em alguns casos, e mais recentemente, pode ser indicada a ablação com radiofrequência.
Osteosarcoma
O tratamento do osteossarcoma é classicamente composto de quimioterapia e cirurgia. O objetivo da cirurgia consiste na ressecção em bloco do tumor com preservação do membro. Historicamente a amputação foi o procedimento utilizado para o controle local do tumor. Com o progresso no tratamento quimioterápico, novas técnicas cirúrgicas e materiais ortopédicos para a reconstrução, a maioria dos pacientes com osteossarcoma são submetidos a cirurgias com a retirada cirúrgica do tumor e o osso removido é reconstruído com enxerto e/ou com colocação de prótese, preservando-se o membro do paciente.
Tumor de Células Gigantes
O tratamento desse tumor é cirúrgico. A técnica cirúrgica utilizada dependerá do tipo e da localização do osso acometido e do tamanho do tumor. Em geral, a cirurgia consiste na remoção do tumor e na reconstrução do osso remanescente. O tipo de reconstrução dependerá do caso e poderá ser realizada por meio da colocação de metilmetacrilato (cimento ósseo), enxerto ósseo, placas e parafusos ou em alguns casos, com a reconstrução através da colocação de endopróteses.
Tumor de Ewing
O planejamento terapêutico para o paciente que apresenta tumor de Ewing é interdisciplinar, sendo feito com a administração de medicações (quimioterapia) e o controle local com cirurgia de ressecção do tumor e/ou radioterapia. A interação dessas três modalidades terapêuticas tem melhorado a sobrevida e a qualidade de vida dos pacientes. Cirurgias mutiladoras realizadas no passado têm sido substituídas por técnicas modernas nas quais as preservações dos membros e das suas funções têm sido cada vez mais satisfatórias.
Lesões Pseudotumorais
O tratamento da lesão pseudotumoral depende do tipo, do tamanho da lesão, do osso acometido e da porção do osso acometido.

De forma geral, lesões pseudotumorais inativas, de dimensões que não comprometem a estrutura do osso com riscos de fraturas podem não necessitar intervenção cirúrgica, apenas o seguimento periódico. As lesões ativas e as lesões inativas, porém de dimensões que comprometam a estrutura do osso com riscos de fraturas, são abordadas cirurgicamente.

A causa do câncer primário do osso não está totalmente esclarecida. Alguns tipos tumores primários dos ossos são mais frequentes em crianças e adultos jovens (por exemplo, o osteossarcoma, o tumor de Ewing, o tumor de células gigantes); outros tipos são mais frequentes em adultos (por exemplo, o condrossarcoma e o mieloma múltiplo). As metástases ósseas são mais frequentes em adultos e idosos. A genética pode ser fator de risco para o desenvolvimento desses tipos de tumores, como em pacientes com retinoblastoma (um tipo raro de câncer ocular) e a síndrome de Li-Fraumeni (síndrome que predispõem os pacientes a alguns tipos de cânceres e sarcomas). Algumas situações ou lesões podem aumentar o risco de desenvolvimento dos cânceres ósseos, como a Doença de Paget, exposição à irradiação e a osteomielite.

É comum pacientes associarem histórias de trauma com o desenvolvimento dos tumores ósseos. Não existe comprovação desta relação. O trauma muitas vezes é o evento que motiva o paciente ou familiar a dar atenção ao local acometido, quando notam a presença da massa.