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Retinoblastoma

O retinoblastoma é o tumor intraocular mais frequente da infância. As células tumorais têm origem em células primitivas da retina. Em 40% dos casos a doença é dita germinal ou hereditária, com possível histórico familiar e acomete os dois olhos. Nos demais casos os tumores são considerados esporádicos e afetam apenas um único olho. O tumor acomete principalmente crianças menores de três anos de idade.

A leucocoria (mancha branca ou olho de gato), que costuma ser percebida pelos pais ou observada em fotografias com flash, e o estrabismo são os sinais e sintomas mais comuns no momento do diagnóstico.

O diagnóstico é confirmado por meio do exame do fundo de olho, que deve ser realizado por oftalmologista experiente na área de tumores. Complementa-se a avaliação inicial com ultrassonografia do globo ocular e ressonância nuclear magnética das órbitas e do sistema nervoso central.

O tratamento depende de algumas variáveis. Se a doença é unilateral ou bilateral, se é intraocular ou extraocular. De modo geral, a terapêutica combina quimioterapia e tratamento oftalmológico com laserterapia ou crioterapia. A radioterapia é reservada para os casos onde há falha com os tratamentos anteriores. A enucleação (retirada do globo ocular) ocorre apenas nos casos de tumores muito grandes e com ausência de visão no olho comprometido.

Não há um consenso entre os estudos médicos sobre os fatores de risco desse tipo de tumor, porém a infecção materna pelo vírus HPV, a idade dos pais (acima de 40 anos), fertilização in vitro e deficiência de vitaminas na criança têm sido estudados como prováveis fatores implicados na patogênese do tumor.