Osteosarcoma

Osteossarcoma é o tumor ósseo maligno mais frequente em pacientes pediátricos. É mais comum a partir dos 10 anos de idade, ocorrendo principalmente na adolescência, fase da vida em que o osso tem um crescimento rápido. Esse tumor atinge principalmente os ossos longos, sendo os mais comuns o fêmur e a tíbia, especialmente na região do joelho.

O primeiro sintoma que costuma aparecer em pacientes com osteossarcoma é dor no local do tumor. Muitas vezes o diagnóstico definitivo é atrasado, pois essa dor é confundida com "dor de crescimento".

Quando o tumor é descoberto já em fase de evolução, o paciente pode ter dificuldade para andar. Em uma fase mais tardia o tumor passa ser visível como um abaulamento na região do osso comprometido, mais frequentemente na região do joelho. Nos casos de tumores muito extensos, o paciente pode apresentar fratura devido à destruição do osso pelo osteossarcoma.

Diante de sintomas suspeitos, o primeiro exame a ser solicitado é o raio-x, que pode confirmar a suspeita de tumor ósseo. Para ter mais detalhes são realizados tomografia e/ou ressonância. Para o diagnóstico de certeza indica-se a biopsia do tumor.

Após o diagnóstico de osteossarcoma, o paciente deverá ser submetido à quimioterapia inicial, chamada de quimioterapia pré-operatória para, posteriormente, ser submetido à cirurgia para retirada do tumor.

A quimioterapia pré-operatória permite a redução do tumor, o que facilita a cirurgia conservadora, ou seja, preservando o membro afetado. Após a cirurgia é realizada a quimioterapia pós-operatória.

Os dois fatores de risco mais bem descritos são a exposição à radiação e a mutação do gene rb. Por esse motivo, pessoas submetidas à radioterapia e crianças tratadas de retinoblastoma têm maior risco de desenvolver osteossarcoma.