Linfomas

Linfoma é um tipo de câncer que se origina nos linfócitos, encontrados nos gânglios linfáticos que compõem o sistema linfático distribuído por todo o corpo.

Há dois tipos de Linfomas: Linfoma de Hodgkin e os Linfomas Não Hodgkin.

Tanto os Linfomas de Hodgkin quanto não Hodgkin se manifestam principalmente com aumento de gânglios linfáticos (ínguas). Nos dois casos, o local mais frequente de aumento dos gânglios são os da região do pescoço, seguidos pela região sobre as clavículas, axilas e virilhas. Nos Linfomas não Hodgkin esses gânglios crescem rapidamente e nos de Hodgkin crescem lentamente.

O melhor exame para confirmação do diagnóstico de linfoma é a biópsia excisional (retirada completa) do gânglio comprometido.

Ao diagnóstico, exames complementares são necessários para determinar a extensão da doença, como mielograma, biópsia de medula óssea, cintilografia óssea, pesquisa de corpo inteiro com PET-CT, dentre outros.

O tratamento do Linfoma não Hodgkin é exclusivamente quimioterápico. A duração da quimioterapia depende do subtipo histológico e pode variar desde dois meses até dois anos.

O tratamento do Linfoma de Hodgkin é realizado com quimioterapia e radioterapia na quase totalidade dos casos. A duração do tratamento depende da extensão inicial da doença, podendo variar de três a oito meses de tratamento quimioterápico.

A radioterapia em geral é realizada após o tratamento quimioterápico.

Os principais fatores de risco para o desenvolvimento de linfomas são as imunodeficiências primárias, síndromes congênitas (por exemplo Wiskott-Aldrich, Ataxia-telangectasia, Síndrome de Bloom etc.), imunossupressão induzida por drogas utilizadas pós-transplantes de órgãos sólidos para evitar a rejeição e a síndrome da imudeficiência secundária (AIDS).