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Doença de Paget

A Doença de Paget, descrita pela primeira vez em 1877, pelo médico Inglês Sir James Paget, é um tipo de tumor maligno raro, unilateral, que acomete a região da aréola e do mamilo. Com incidência de 0,5% a 4% dos cânceres mamários, é mais frequente em mulheres entre 60 e 70 anos de idade, podendo também acometer em homens.

Essa neoplasia pode se apresentar de forma pura (um câncer in situ) ou, como ocorre mais comumente, estar associada ao câncer ductal in situ ou ao câncer ductal invasivo.

O carcinoma ductal in situ é um câncer de mama em fase inicial, formado por calcificações que surgem quando as células cancerosas estão dentro do ducto e não ultrapassam a membrana basal. A taxa de sucesso no tratamento de um carcinoma ductal in situ é de 95% quando diagnosticado precocemente.

Quando as células rompem a barreira da membrana formando um nódulo, a neoplasia passa a ser um carcinoma ductal invasivo, que é o tipo mais comum de câncer de mama. Nesse estágio passa a existir a possibilidade de metástase, pois as células caem na corrente sanguínea podendo afetar os gânglios ou outros órgãos.

A forma inicial de diagnóstico da Doença de Paget é pelo exame clínico de um especialista. Em muitos casos, a doença pode ser confundida com uma doença benigna da pele, como uma dermatite ou alergia.

Já o padrão-ouro de diagnóstico é por meio da biópsia, que identifica e confirma a presença das células de Paget.

A mamografia, a ultrassonografia e a ressonância magnética também são recomendadas para complementar o diagnóstico, avaliando se a neoplasia é pura ou se está associada a um carcinoma da mama.

Principais sintomas: coceira, vermelhidão, camada espessa na pele, descarga mamilar (sangramento dos mamilos) e a presença de nódulos.

O tratamento dessa neoplasia depende do diagnóstico e da extensão do tumor ao qual está associado. A cirurgia é a principal forma de tratamento utilizada.

Para um diagnóstico de nódulos pequenos e pouco invasivos, é indicada a cirurgia conservadora ou quadrantectomia (cirurgia que consiste em retirada parcial da mama). Nesses casos, é necessária a complementação com a radioterapia.

Já em casos de nódulos maiores e invasivos, a mastectomia (cirurgia que consiste em retirada total da mama) é a principal forma de tratamento.

Não há fatores de risco específicos para a Doença de Paget. Por estar relacionada a outros tipos de câncer de mama, não fumar, manter hábitos de vida saudáveis e consultar um especialista em caso de dúvidas são importantes formas de prevenção.