Tipos de Câncer

Faringe
Faringe

Publicado em: 22/11/2019 - 11:13

A faringe é uma importante estrutura comum ao aparelho digestivo e respiratório, formada por três diferentes regiões: 

  • Nasofaringe: parte superior das vias aéreas, localizada atrás do nariz e acima do palato mole. 
  • Orofaringe: inclui a base da língua, o palato mole, as amígdalas e a parede posterior da faringe. 
  • Hipofaringe: estende-se a partir do osso hioide, para baixo, conectando-se ao esôfago e à laringe. 

Você encontra mais  informações sobre o câncer da orofaringe em câncer de garganta e sobre o câncer de hipofaringe em câncer de laringe

Conheça a cartilha sobre câncer de faringe com informações sobre o diagnóstico e o tratamento

A maioria dos casos de câncer da faringe (ou nasofaringe) são carcinomas, isto é, tumores que têm origem no tecido epitelial, que reveste o órgão. Ele é considerado um câncer de desenvolvimento silencioso, que raramente apresenta sintomas e, por isso, tende a ser diagnosticado em estágios mais avançados. 

Alguns fatores aumentam o risco de desenvolver câncer, mas isso não quer dizer que você vai ter câncer de faringe.

Sexo: ele é mais comum em homens do que em mulheres. No Brasil, 80% dos casos ocorrem em homens.

Fumo: o fumo é fator de risco também para o câncer de faringe.

Álcool: sozinho, o consumo de bebidas alcoólicas já é um fator de risco importante. Combinado com o fumo, o risco se multiplica. Essa combinação aumenta bastante o risco para vários tipos de câncer.

Alimentação: algumas pesquisas indicam que populações que consomem muitos alimentos preservados em sal têm maior risco para desenvolver câncer de faringe e que o consumo de frutas, legumes e hortaliças pode reduzir o risco de desenvolver a doença.

Nas fases iniciais, o câncer de faringe ou não apresenta sintomas ou apresenta poucos sintomas que levem a desconfiar da doença. Nos estágios mais avançados, os sintomas podem ser os seguintes:

  • Dor ou dificuldade para engolir
  • Dor de ouvido ou infecções recorrentes de ouvido em adultos
  • Sensação de congestão ou obstrução nasal
  • Rouquidão
  • Aparecimento de nódulos (caroços) no pescoço
  • Sensação de que algo está preso na garganta
  • Engasgos com alimentos
  • Falta de ar
  • Secreção ou sangramento nasal
  • Tosse com sangue
  • Perda de peso inexplicável

O método mais utilizado para examinar essa região da faringe é a nasofaringoscopia, que usa um tubo flexível de fibra óptica inserido pelo nariz para observar o revestimento interno da faringe. A confirmação ou não do diagnóstico é feita por meio de biópsia. Os exames por imagem podem incluir tomografia, tomografia por emissão de pósitrons (PET-CT), ressonância magnética e raios X.

Dependendo da localização e do estágio, o tratamento pode ser feito com cirurgia para remoção do tumor e/ou uma combinação de radioterapia e quimioterapia. A faringectomia é o nome da cirurgia que remove parte da faringe; atualmente, utiliza-se a cirurgia robótica em orofaringe e, no caso da hipofaringe, pode ser necessária uma laringectomia junto com a faringectomia. Muitas vezes, depois da remoção da faringe é necessário fazer uma cirurgia para reconstruí-la e melhorar a capacidade de deglutição.
Como esse câncer pode invadir os gânglios linfáticos do pescoço, já que é diagnosticado em estágio mais avançado, quase sempre é necessária uma dissecção cervical, isto é a remoção cirúrgica desses nódulos.

O estadiamento é uma forma de classificar a extensão do tumor e se, ou quanto, ele afetou os gânglios linfáticos ou outros órgãos. Para isso, é usada uma combinação de letras e números: T de tumor, N de nódulos (ou gânglios linfáticos) e M de metástase, e números que vão de 0 (sem tumor, ou sem gânglios afetados ou sem metástase) a 4, este último indicando maior acometimento.

O tratamento dos tumores da faringe pode acarretar sequelas físicas (estéticas e funcionais), além de psicológicas e sociais. Os problemas funcionais mais frequentes são os relacionados a fonação, estenose de faringe (muitos pacientes ingerem somente alimentos líquidos e pastosos) e dor no ombro. Por isso, é essencial o tratamento integrado e multidisciplinar, em conjunto com médicos de diversas especialidades, como fonoaudiólogos, nutricionistas, psicólogos, enfermeiros e assistentes sociais, além dos membros da família.