GRUPO DE IMUNO-ONCOLOGIA TRANSLACIONAL

Pesquisador principal

Dr. Kenneth Gollob, PhD - http://lattes.cnpq.br/4314074851986989

Pesquisadores

Tiago Medina, PhD - http://lattes.cnpq.br/1191348718336874
Vladmir Claudio Cordeiro de Lima, MD, PhD - http://lattes.cnpq.br/4899558867111147

Tecnologistas

Clara Maciel Cavalcanti, MSc, técnica-científica - http://lattes.cnpq.br/8566511493214708
Kátia Luciano Pereira Morais, PhD, técnica-cientifica - http://lattes.cnpq.br/5977235841517006

Mestrando, Doutorandos e Pós Docs

Amanda Braga de Figueiredo, PhD, Pós-Doc - http://lattes.cnpq.br/5065179149124709
Ananda Domingues Lopes, BS, Mestranda - http://lattes.cnpq.br/4047887812102332
Iasmim Polido Santos, BS, Mestranda - http://lattes.cnpq.br/8457606576745248
Larissa De Melo Kuil, MSc, Enfermeira de Pesquisa - http://lattes.cnpq.br/2030342874575174
Stephanie Iasbeke, BS, Mestranda - http://lattes.cnpq.br/2097746926765691
Eduardo Petribu - http://lattes.cnpq.br/6205569012807090
Gabriela Venturi - http://lattes.cnpq.br/1709271170048791
Monique Celeste Tavares - http://lattes.cnpq.br/8210371351408991

Conheça o Grupo

O grupo de Imuno-oncologia Translacional, liderado pelo Dr. Kenneth Gollob, concentra-se em pesquisas destinadas a determinar o papel da resposta imune no desenvolvimento do câncer, na resposta a terapias e na recorrência da doença. O grupo trabalha em estreita colaboração com cientistas oncologistas, clínicos e pesquisadores do A.C.Camargo Cancer Center e de outras instituições de pesquisas do Brasil e do exterior. Os principais temas de estudo são: imunorregulação e imunopatologia do câncer para determinar mecanismos moleculares e celulares da resposta anti-tumoral; o papel da resposta imune no sucesso ou falha da resposta a terapias; descoberta de biomarcadores de resposta ao tratamento com imunoterapias; e pesquisa clínica para novas imunoterapias (estudos clínicos).

Imuno-onconlogia

Fig.1 - Grupo de Imuno-oncologia e Centro de Imunoterapia. Abordagem multidisciplinar integrada para o avanço na imunoterapia do câncer.


Grupos de pesquisa

Imunorregulação em câncer
Pesquisador responsável: Dr. Kenneth John Gollob, PhD

Os estudos realizados pelo grupo baseiam-se no equilíbrio entre a indução de uma resposta imune anti-tumoral e a a capacidade do tumor de resistir a essa resposta. Quando um tumor se desenvolve ao ponto de causar uma doença (câncer), significa que ele escapou da resposta imune efetiva. Compreender os mecanismos celulares e moleculares por trás desse escape da resposta imune é fundamental para o desenvolvimento de novas terapias.

Em geral dois grandes fatores essenciais que influencia a resposta do paciente ao tratamento (imunoterapia ou convencional) são: 1) o perfil imunorregulador de um paciente, incluindo subpopulações de células apresentadoras de antígenos (APCs) e linfócitos T, e 2) a natureza genética do próprio tumor, incluindo mutações e geração de neoantígenos. Estudamos amostras tumorais de pacientes e células sangüíneas para determinar o perfil imunorregulatório de pacientes e avaliar o receptor de células T de tecido do paciente com o objetivo de identificar quais componentes do tumor a resposta imune ataca.

A imunoterapia de “checkpoint inhibitors” é uma abordagem importante e poderosa que tem como foco a ativação do sistema imunológico para atacar células tumorais que escaparam da resposta imune. Embora seja eficaz em muitos indivíduos, alguns pacientes não respondem a esse tipo de terapia e, por isso, o laboratório estuda os mecanismos que determinam a resposta versus falta de resposta à terapia, além dos efeitos colaterais, como a autoimunidade, quando o sistema imunológico tenta combater o próprio organismo.

Um grande objetivo de nossa pesquisa é descobrir novos alvos de imunoterapia para combater o câncer, tais como melanoma, câncer de pulmão de células não pequenas (NSCLC), câncer de colo uterino, cancer de cabeça e pesço, e câncer de mama triplo-negativa. Alem disso, visamos descobrir biomarcadores que possam indicar quais pacientes irão responder ou não à imunoterapia, e identificar aqueles que poderão desenvolver eventos adversas para que eles recebam um tratamento individualizado e o mais adequado possível.

Imuno-onconlogia


Fig.2 - Identificação de moléculas, células e redes imunológicas em câncer. Descoberta de populações de células imunes e moléculas como biomarcadores da progressão da doença, resposta ao tratamento e eventos adversos, e identificação de novas alvos para imunoterapia.

Inflamação e câncer
Pesquisador responsável: Dr. Vladmir Cláudio Cordeiro de Lima, MD, PhD

O câncer é capaz de gerar uma reação inflamatória crônica de várias intensidades e com composição celular diversa. Existe uma interação muito próxima entre células do tumor e células do hospedeiro envolvidas com a resposta inflamatória e imune contra o tumor, resultando na modulação tanto do comportamento do tumor quanto da homeostase do sistema imunológico do hospedeiro. O grupo está interessado em avaliar a composição do infiltrado de células imunes e inflamatórias no microambiente tumoral e entender qual o impacto destas na evolução clínica dos pacientes, concentrando-se principalmente em câncer de mama triplo-negativo, câncer de pulmão de células não pequenas e mesotelioma pleural maligno. O intuito é tentar identificar possíveis biomarcadores associados com prognóstico e com resposta a determinadas intervenções clínicas.

Projetos em andamento:

  • “Caracterização do infiltrado inflamatório e associação com expressão de PD-1, PD-L1 e PD-L2 e sobrevida em carcinoma mamário triplo-negativo.”
  • “Caracterização de células dendríticas por imuno-histoquímica em linfonodos regionais e avaliação de sua associação com evolução clínica em pacientes portadoras de carcinoma mamário triplo-negativo.”
  • “Avaliação e caracterização da resposta inflamatória local e sistêmica em portadores de mesotelioma pleural maligno e sua associação com prognóstico.”


Linha de pesquisa: Regulação epigenética de populações imunes no ambiente tumoral
Pesquisador responsável: Dr. Tiago Medina, PhD

Cânceres são, por definição, caracterizados pelo crescimento aberrante e desordenado de células anormais. O consumo de oxigênio e de nutrientes no ambiente tumoral é indispensável para o crescimento contínuo e sustentado das células tumorais. Forma-se, dessa forma, um ambiente tumoral hipóxico, causado sobretudo pelo consumo elevado de oxigênio. A hipóxia, contudo, é um fator modulador da resposta imune, ora pela indução de necrose celular, ora pela geração de acidose metabólica, cujos efeitos contribuem para anergia e exaustão de células imunes. O ambiente hipóxico também propicia o recrutamento de células anti-inflamatórias para o microambiente tumoral, tais como MDSCs (do inglês, Myeloid-Derived Suppressor Cells) e células T reguladoras (Tregs), normalmente atraídas pela presença de quimiocinas no microambiente local (a saber, CXCL8, CCL17, CLL22 e CCL28). Importantes fontes de TGF-, as células tumorais também auxiliam na regulação da resposta imune, induzindo programas intracelulares anti-inflamatórios ou associados à exaustão e anergia das células imunes, os quais induzem células imunes com perfis alternativamente ativados (linfócitos T CD8 e células NK em estado de exaustão, células T reguladoras, macrófagos M2, neutrófilos N2, MDSCs, entre outras). Estratégias que revertam tais programas associados à exaustão ou anergia das células imunes no microambiente tumoral são indiscutivelmente uma das principais abordagens terapêuticas para o tratamento do câncer. Neste sentido, inibidores de moléculas associadas à exaustão de linfócitos T (anti-PD-1 e anti-CTLA-4, principalmente) surgem como principais candidatos capazes de reativar a resposta imune e destruir células tumorais, com benefícios observados em diversos tipos de câncer. Entretanto, esses inibidores não são suficientemente potentes a ponto de erradicar a maioria dos tumores. A descoberta de outros alvos terapêuticos que tragam efeitos aditivos em combinação com os inibidores de PD1 e de CTLA-4 é fundamental para o desenvolvimento de novas terapias contra o câncer.

Amparado nessas evidências, o grupo de imunoepigenética do câncer propõe que os programas intracelulares associados à exaustão e anergia das células imunes no microambiente tumoral são regulados por modificações epigenéticas e, portanto, reversíveis. Assim, o grupo busca elucidar, por meios de ferramentas epigenéticas, as redes intracelulares que levam à exaustão de células T CD8 e células NK e que controlam a diferenciação e manutenção de macrófagos M2, com o intuito de identificar novos alvos terapêuticos para o tratamento do câncer.
Estudos com câncer gástrico

Os projetos desenvolvidos no laboratório de “imunoepigenética do câncer” obedecerão três fases, a saber:

  1. Fase I: Extensiva caracterização epigenética de células imunes isoladas de biópsias de pacientes com câncer gástrico
    Objetivo: Identificação de possíveis alvos terapêuticos capazes de reverter o estado de exaustão ou anergia das células imunes
  2. Fase II: Validação dos alvos encontrados na Fase I em modelos animais e em sistemas in vitro, em combinação ou não com anti-PD1 e/ou anti-CTLA-4
  3. Fase III: Clinical trials