Tratamento oncológico

Radiologia
Intervencionista
Radiologia
Intervencionista

A Radiologia Intervencionista é uma subespecialidade médica que utiliza a radiologia não apenas para o diagnóstico, mas também para o tratamento de várias doenças através da associação de princípios clínicos e cirúrgicos. 

Recursos de imagem como radiografia, angiografia, tomografia computadorizada e ultrassonografia, historicamente utilizados apenas com finalidade diagnóstica, são combinados a instrumentos cirúrgicos para acessar e tratar praticamente qualquer órgão do corpo. Isso permite a realização de procedimentos comprovadamente seguros, eficazes e pouco dolorosos, que resultam em uma redução no tempo de recuperação do paciente, diminuindo a taxa de complicações e, consequentemente, o tempo de internação.

O radiologista intervencionista conduz instrumentos como cateteres por dentro de vasos sanguíneos para acessar órgãos profundos como fígado, rins e ossos, sem que sejam necessárias grandes incisões na pele e em outros tecidos.


O que tratamos

Recursos de imagem como radiografia, angiografia, tomografia computadorizada e ultrassonografia, historicamente utilizados apenas com finalidade diagnóstica, são combinados a instrumentos cirúrgicos para acessar e tratar praticamente qualquer órgão do corpo. A especialidade é um novo pilar para o tratamento de doenças oncológicas, como:
- tumores hepáticos, de lesões hepáticas metastáticas de cólon, carcinoides e melanoma ocular;
- complicações no transplante de fígado.

Como tratamos

A Radiologia Intervencionista pode ser dividida em duas modalidades principais:

  1. Radiologia intervencionista vascular, que utiliza conceitos de hemodinâmica (radiologia vascular intervencionista cardiológica) para guiar os procedimentos em que, geralmente, um cateter introduzido por punção de uma veia ou artéria segue por dentro dos vasos sanguíneos até atingir o órgão a ser tratado. É dessa forma que são realizadas, por exemplo, a angiografia e a angioplastia, que podem diagnosticar e tratar bloqueios de vasos sanguíneos, ou a quimioembolização, que associa o uso de substâncias quimioterápicas à obstrução de vasos para o tratamento de tumores, principalmente no fígado, em que a cirurgia não pode ser realizada. 
  2. Radiologia intervencionista não vascular, que utiliza agulhas e drenos especiais que podem ser introduzidos pela pele, com o menor trauma local ou cicatrizes. A ideia é que o paciente seja submetido ao procedimento da forma mais rápida e segura. Virtualmente, todos os órgãos e cavidades podem ser acessados por essas técnicas.


Dentre os procedimentos realizados pelo A.C.Camargo nessa modalidade, destacam-se:

  • Biópsias percutâneas: utilizam agulhas especiais, que são introduzidas pela pele e direcionadas para as lesões. Assim, com apenas uma pequena incisão na pele (geralmente menor que 2 mm), pode-se conseguir pequenos fragmentos que auxiliam no diagnóstico, evitando a necessidade de um procedimento cirúrgico.
  • Drenagens: alguns pacientes precisam retirar coleções líquidas do abdome, do tórax ou mesmo da pele, geralmente por complicações cirúrgicas ou pela própria doença. Para poupar o paciente de um novo procedimento cirúrgico, é possível utilizar drenos específicos introduzidos pela pele, guiados por métodos de imagem, novamente com maior segurança.
  • Radioablação: é uma técnica inovadora realizada somente em alguns centros especializados do Brasil e, atualmente, uma das mais recentes aliadas ao tratamento do câncer. Posiciona-se estrategicamente, diretamente no meio do tumor, através da pele, uma agulha ou um conjunto delas, capazes de criar um campo de calor que destrói o câncer, sem a necessidade de o paciente ser submetido a uma cirurgia, reduzindo bastante o risco cirúrgico e o tempo de internação.
  • Crioablação: técnica semelhante à radioablação. Contudo, em vez de queimar o tumor, esta técnica o congela, destruindo a capacidade de expansão da lesão