Diagnóstico e estadiamento

Endoscopia, colonoscopia, broncoscopia

Para que o tratamento oncológico a ser adotado seja eficaz, em muitos casos é necessária a realização de exames específicos para o diagnóstico ou detalhamento do tipo de tumor e seu estadiamento. Como exemplo, estão as biópsias e os exames de endoscopia.

Exame para visualização interna do esôfago, estômago e duodeno. Realizada por meio de um aparelho flexível com uma câmera e iluminação na ponta de um tubo que é inserido no paciente por via oral.

Indicações: Em caso de sintomas relacionados ao aparelho digestivo alto como dor abdominal, queimações no estômago e na área do esôfago, refluxo, sensação de estômago cheio e sangramento digestivo alto (evacuar sangue escuro ou vomitar sangue), sensação de parada de alimentos no esôfago e dor ao engolir. Esses são alguns sintomas que podem, inclusive, ser um alerta para existência de tumor.

Quando fazer: Para a população sem sintomas é recomendado realizar o exame a partir dos 50 anos e repeti-lo a cada 10 anos.

Preparos pré-exame: Pede-se jejum líquido e sólido de seis horas.

Cuidados pós-exame: Após o exame, você pode sentir sonolência e perda de reflexos, portanto, não deve dirigir ou realizar qualquer tipo de a soa que realizou o exame deve se dirigir ao hospital imediatamente.

Exame que visualiza a laringe, a traqueia e os brônquios.

Indicações: É recomendado para avaliação de sintomas relacionados à árvore brônquica como a falta de ar, tosse com expectoração ou dor no tórax e saída de sangue no catarro.

Preparos pré-exame: Pede-se jejum líquido e sólido de seis horas.

Cuidado pós-exame: Após o exame, é comum haver complicações decorrentes da sedação, portanto, não é aconselhável dirigir ou realizar qualquer tipo de atividade que exija atenção no mesmo dia de realização do exame. Em caso de complicações como sangramentos e falta de ar, o paciente deve se dirigir ao hospital imediatamente.

É uma endoscopia acoplada ao exame de ultrassonografia focada na área de interesse como, por exemplo, em tumores de estômago ou pâncreas. Assim é possível identificar detalhes da lesão como tamanho, profundidade e presença de linfonodos. Esse exame permite ainda a realização de biópsias especiais de lesões localizadas externamente aos órgãos ocos, sempre direcionados com o auxílio do ultrassom acoplado.

Indicações: Para avaliar lesões no esôfago, estômago, duodeno e órgãos próximos como o pâncreas. É possível definir tamanho, textura e a presença de linfonodos, assim como fazer biópsia de lesões na parede por fora do intestino ou em outras áreas não visualizadas pelo endoscópico normal.

Cuidados pré-exame: Há sedação. Indicada a realização de jejum de líquidos e alimentos sólidos de seis horas.

Cuidados pós-exame: Após o exame, não é aconselhável dirigir ou realizar qualquer tipo de atividade que exija atenção no mesmo dia de realização do exame. Em caso de complicações como sangramento, o paciente deve se dirigir ao hospital imediatamente.

É uma endoscopia específica para o estudo do pâncreas e vias biliares.

Indicações: A situação mais comum de indicação desse exame é em pacientes com icterícia por obstrução de vias biliares, ou seja, o acúmulo de bile no organismo, que pode ser causado por um tumor ou por presença de cálculo (pedra). Pelo exame dá para determinar a causa da obstrução e eventualmente o tratamento ao mesmo tempo, com a remoção de cálculos, aplicação de prótese para desobstrução de vias biliares e pancreáticas.

Pré-exame: Tem de ser feito em um centro cirúrgico. Há sedação. Indicada a realização de jejum de líquidos e alimentos sólidos de seis horas.

Pós-exame: O paciente permanece internado por 24 horas para observação da equipe médica a fim de diminuir os riscos de complicações como sangramento e infecção de vias biliares ou do pâncreas.
tividade que exija atenção no mesmo dia de realização do exame. Para o dia seguinte não há restrições.

Exame que visualiza o intestino grosso até chegar ao delgado.

Indicações: Recomendado em caso de sintomas como sangramento nas fezes, diarreia, intestino preso e dor abdominal. Para a população sem sintomas o ideal é fazer o exame a partir dos 50 anos e repeti-lo a cada 10 anos.

Preparos pré-exame: Limpeza do intestino pela ingestão de laxantes seis horas antes do exame, além de jejum líquido e sólido de duas horas.

Cuidado pós-exame: Não é aconselhável dirigir ou realizar qualquer tipo de atividade que exija atenção no mesmo dia de realização do exame. Em caso de complicações como sangramentos e fortes dores abdominais, a pes