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Avanços na detecção precoce do câncer de ovário
Avanços na detecção precoce do câncer de ovário

Publicado em: 05/04/2017

Pesquisadora do MTI apresentou uma abordagem inovadora que consegue localizar células tumorais pela fluorescência.

 

Infelizmente, 75% dos casos de câncer de ovário são detectados já em fase avançada, quando as chances de cura são muito baixas. Por outro lado, a detecção desses tumores em sua fase inicial aumenta as chances de sucesso no tratamento.

Angela Belcher, pesquisadora do Massachussets Institute of Technology (MIT), apresentou no AACR Meeting 2017, esta semana em Washington, uma abordagem inovadora para detectar o câncer em fase inicial.

Ela fundiu uma classe de vírus específico de bactérias (vírus bacteriófagos) com nanotubos de carbono (grafeno), para criar um sistema híbrido que permite: localizar a célula tumoral (capacidade gerada pelo vírus após rodadas de enriquecimento) e também visualizar a localização pela fluorescência dos nanotubos quando iluminados por luz em determinado comprimento de onda.

O sistema pode ser usado durante a cirurgia, demonstrando a presença de células tumorais pela fluorescência que é emitida. Além disso, em modelos animais, um pequeno número de células, representando lesões muito pequenas (com diâmetro inferior a 0,2 mm – muito abaixo de uma lesão considerada estádio 1), foi facilmente identificado, o que aponta para uma poderosa ferramenta de screening.

"A abordagem é muito inovadora e parece ser muito segura, pois esses vírus não causam qualquer problema em seres humanos e são usados em outras aplicações. O grupo conseguiu modificar os fagos e os nanotubos, tornando-os menores e mais eficientes. O potencial é enorme e, se aplicado a outras malignidades, pode ter um enorme impacto em estratégias de prevenção", diz Dr. Emmanuel Dias-Neto, do CIPE.

Por enquanto, é um protocolo experimental, realizado em modelos animais. Mas a existência de um método que permite a identificação de tumores muito pequenos é importante tanto para o diagnóstico precoce quanto durante a cirurgia, já que facilita a retirada completa das células tumorais residuais.