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Mitos e Verdades sobre o Colesterol

O colesterol é um tipo de gordura essencial para a sobrevivência. Importante na produção de hormônios e presente na membrana celular, esse lipídio é produzido pelo fígado e encontrado em quantidade autossuficiente no corpo humano.

São classificados em dois principais tipos: o HDL(lipoproteína de alta densidade, na sigla em inglês), considerado "bom", pois ajuda a retirar a gordura depositada nas artérias; e o LDL (lipoproteína de baixa densidade), denominado como "ruim", uma vez que se acumulado no sistema circulatório diminui o fluxo do sangue.

O consumo de alimentos com grande concentração de gordura animal, além de embutidos e enlatados, pode acumular esse colesterol "ruim" - se tornando fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Confira alguns mitos e verdades sobre o assunto, esclarecidos pela Dra. Joilma Rodrigues de Lima, diretora do Departamento de Endocrinologia do A.C.Camargo.

Obesos terão sempre um alto índice do colesterol ruim (LDL)?

Mito. Apesar de as causas da obesidade serem similares às que desencadeiam altos níveis do LDL, fatores metabólicos e de distribuição da gordura fazem com que nem todos os obesos tenham colesterol alto. Por isso, somente um fator (o sobrepeso) não é suficiente para definir o nível de colesterol: se alguém dentro do IMC(Índice de Massa Corporal) adequado for sedentário e consumir bastante embutidos, enlatados e gordura animal (como salsicha, bacon e carnes à milanesa), também podem ter altos índices de colesterol ruim.
 

Ter hábitos saudáveis garante um colesterol controlado?

Verdade. Incluir no cotidiano a prática de exercícios físicos, uma alimentação saudável (com predomínio de frutas, verduras e legumes), além de evitar o tabagismo e refeições com excesso de gordura animal, pode determinar bons índices na taxa de colesterol. Portanto, para garantir o controle dessa gordura, é imprescindível a inclusão dessas ações no dia a dia. 

A avaliação de um especialista também é importante. Durante um teste do nível de colesterol, podem ser encontradas pequenas variações da taxa dessa substância. Essas alternâncias são comuns e costumam refletir os hábitos de vida da pessoa: se forem adequados, provavelmente irão ter bom índice desse lipídio mesmo que um exame esporádico demonstre o contrário.
 

Ter o colesterol bom (HDL) em excesso pode causar alguma diferença no organismo?

Mito. A partir do mínimo recomendado, em 40 mg/DL (miligramas por decilitro), o HDL será bom ao indivíduo - níveis acima de 100 mg/DL podem não ser desejáveis e ainda necessitam de novos estudos.

Já o colesterol "ruim" (LDL), quanto mais baixo seu índice, melhor. Por se tratar de uma substância produzida pelo próprio corpo, não é possível reduzi-lo até zero - recomenda-se um valor abaixo dos 100 mg/DL. Valores acima, principalmente, dos 160 mg/DL, exigem maior nível de atenção e aumentam o risco de desenvolver doenças cardiovasculares.

Dra. Joilma Rodrigues de Lima - CRM 92102
Diretora do Departamento de Endocrinologia
Especialista em Endrocrinologia - RQE nº 43796