Médico em destaque

Marcelo Corazza, médico de nosso corpo clínico e pesquisador

Formado pela Universidade Federal do Espírito Santo,
é médico do nosso corpo clínico e pesquisador no CIPE

"Desde quando eu estava na faculdade, pensava em sair de Vitória para fazer a Residência, já que os programas de Residência lá não são tão fortes. Fiz uma prova no Rio de Janeiro e fiz provas para a Residência Médica em São Paulo no H.C. e na Escola Paulista de Medicina", conta Marcelo Corassa, formado em Medicina pela Universidade Federal do Espírito Santo. "Passei na Paulista, fiz os dois anos de Residência Clínica, e foi muito bom. É extenuante, não é fácil, a gente trabalha muito, mas com isso aprende muito."

Residência em Oncologia: o dia a dia

"O fato de sermos um Cancer Center, de trabalharmos a integração entre a pesquisa e a prática clínica, faz muita diferença."

"Já queria Oncologia desde que comecei a Residência. Fiz as provas em várias outras instituições e sabia que queria um centro oncológico, como o A.C.Camargo. Passei e fui muito bem recebido aqui."

A gente já chega praticando, o dia a dia é bem intenso. No primeiro ano ficamos basicamente na enfermaria, na prática clínica com os pacientes. Fazemos visitas todos os dias, e temos sempre supervisão, atendemos com o médico titular. "Outra coisa positiva é o contato próximo dos residentes com os titulares. Como eu sou o médico mais jovem, os residentes acabam falando mais comigo, mas o relacionamento entre todos é muito bom. Acabei convidado para fazer um dos discursos no encerramento da Residência, fiquei muito feliz por poder agradecer as pessoas". 

De Residente a Titular

"Um bom residente não pode ter medo de trabalho e deve estar disponível, querer se superar. Eu, por exemplo, sempre gostei de pesquisa, de entender como as coisas funcionam. Na Residência existe um incentivo direto à pesquisa, com o trabalho de conclusão de curso. Mas se você se mostrar interessado, o incentivo é ainda maior, seja para pesquisa, ou assistência, e mais recentemente, um foco em ensino.

O Dr. Helano Freitas (Coordenador da Unidade de Pesquisa Clínica) me contratou para trabalhar com ele na pesquisa clínica. Logo depois, fui chamado para fazer parte do corpo clínico, então me divido entre as duas atividades. Para quem quer seguir em Oncologia Clínica, trabalhar em uma Instituição que é só oncológica faz muita diferença. Confio totalmente na patologia, na radiologia, na cirurgia, nas demais equipes médicas, na equipe multiprofissional. E vejo o foco da Instituição mudando para melhor. No nosso departamento, por exemplo, dividindo a atuação por tipos de tumores, estimulando a discussão com equipes multidisciplinares. O fato de sermos um Cancer Center, de trabalharmos a integração entre a pesquisa e a prática clínica, também faz muita diferença".