Endoscopia

Endoscopia

Para que o tratamento oncológico a ser adotado seja eficaz, em muitos casos é necessária a realização de exames específicos para o diagnóstico ou detalhamento do tipo de tumor e seu estadiamento. Como exemplo, estão as biópsias e os exames de endoscopia.

Exames de Endoscopia

Endoscopia
A Endoscopia é adotada para investigação interna de órgãos ocos, como os que compõem o tubo digestivo e as vias aéreas. É realizada com a introdução de um tubo flexível específico para cada tipo de exame por meio de um orifício natural como a cavidade oral, no caso da endoscopia digestiva e da broncoscopia, ou pelo orifício anal, no caso da colonoscopia. Esses exames permitem visualizar a mucosa (revestimento interno) do órgão e realizar detalhada avaliação em toda a extensão em que o aparelho percorre. O aparelho utilizado é dotado de iluminação e de um sistema de captação de imagem na extremidade introduzida, permitindo que, à medida que o aparelho percorre dentro dos órgãos, seja possível a visualização por um monitor de alta resolução. O exame permite também a realização de procedimentos como a coleta de material para biópsia ou mesmo realizar remoção de pequenos tumores e pólipos.

O A.C.Camargo Cancer Center realiza, a cada mês, cerca de 300 procedimentos de endoscopia digestiva alta, 400 colonoscopias e uma média de 60 broncoscopias. O grande diferencial dos exames de endoscopia está em permitir, além do diagnóstico, o tratamento de algumas situações detectadas durante o exame, podendo evitar procedimentos maiores como é o caso de cirurgias. Isso ocorre por meio de remoção de pólipos e eventuais pequenos tumores de qualquer localização, em especial no intestino grosso. Também permite parar sangramentos com técnicas de cauterização, esclerose, aplicação de clipes ou ligadura elástica, poupando o paciente de uma cirurgia. Os exames endoscópicos permitem também a aplicação de prótese em tumores que estejam causando obstrução do órgão, como forma de alívio de sintomas, utilizando-se de tubos flexíveis e auto-expansíveis introduzidos na área de obstrução, permitindo que o paciente volte a ingerir alimentos no caso de prótese de esôfago, a respirar no caso de tumor de brônquios e a evacuar em tumores do intestino grosso. Para o bem-estar do paciente, todos os exames são realizados com sedação, o que reduz desconfortos como dor e distensão.
Endoscopia Digestiva Alta
Consiste em um exame para visualização interna do esôfago, estômago e duodeno. Realizada por meio de um aparelho flexível com uma câmera e iluminação na ponta de um tubo que é inserido no paciente por via oral.

Indicações
: Recomendada como método para esclarecimento de sintomas relacionados ao aparelho digestivo alto como é o caso de dor abdominal, queimações no estômago e na área do esôfago, refluxo, sensação de estômago cheio e sangramento digestivo alto (evacuar sangue escuro ou vomitar sangue), sensação de parada de alimentos no esôfago e dor ao engolir. Esses são alguns sintomas que podem, inclusive, ser um alerta para existência de tumor. Para a população sem sintomas é recomendado realizar o exame a partir dos 50 anos e repeti-lo a cada 10 anos. A realização precoce desse exame é recomendada para a população considerada de alto risco, ou seja, com histórico de câncer na família em especial para tumores de estômago e no caso de esôfago em indivíduos fumantes e que fazem uso de bebida alcoólica.

Preparos pré-exame
: Pede-se jejum líquido e sólido de seis horas.

Cuidados pós-exame:  Após o exame, pode ocorrer complicações decorrentes da sedação, com sonolência e perda de reflexos, portanto, não é aconselhável dirigir ou realizar qualquer tipo de atividade que exija atenção no mesmo dia de realização do exame. Para o dia seguinte não há restrições.
Colonoscopia
Exame realizado também por meio de um aparelho endoscópico flexível com uma luz e uma câmera na extremidade para visualizar internamente todo o intestino grosso. O aparelho é introduzido através do ânus e progride para todo o intestino grosso permitindo chegar ao seu início e até mesmo no final do intestino delgado (que se liga ao intestino grosso).

Indicações: Recomendado como método para esclarecimento de sintomas relacionados ao intestino grosso como, por exemplo, o sangramento nas fezes, diarréia, intestino preso e dor abdominal. Para a população sem sintomas é recomendado realizar o exame a partir dos 50 anos e repeti-lo a cada 10 anos. A realização mais precoce desse exame é recomendada para a população considerada de alto risco, ou seja, com histórico de câncer na família em especial de intestino, histórico pessoal de doenças inflamatórias intestinais ou de pólipos.

Preparos pré-exame: É recomendada uma limpeza do intestino por meio de ingestão de laxantes seis horas antes do exame, além de jejum líquido e sólido de duas horas.

Cuidado pós-exame: Após o exame, é comum haver complicações decorrentes da sedação, portanto, não é aconselhável dirigir ou realizar qualquer tipo de atividade que exija atenção no mesmo dia de realização do exame. Em caso de complicações como sangramentos e fortes dores abdominais, a pessoa que realizou o exame deve se dirigir ao hospital imediatamente.
Broncoscopia
Exames realizados por meio de um aparelho flexível com uma luz na ponta e câmera para visualizar internamente a laringe (região das cordas vocais), a traquéia e os brônquios.

Indicações: É recomendado para avaliação de sintomas relacionados à árvore brônquica como a falta de ar, tosse com expectoração ou dor no tórax e saída de sangue no catarro.

Preparos pré-exame: Pede-se jejum líquido e sólido de seis horas.

Cuidado pós-exame: Após o exame, é comum haver complicações decorrentes da sedação, portanto, não é aconselhável dirigir ou realizar qualquer tipo de atividade que exija atenção no mesmo dia de realização do exame. Em caso de complicações como sangramentos e falta de ar, o paciente deve se dirigir ao hospital imediatamente.
Ecoendoscopia
Ecoendoscopia é a endoscopia acoplada ao exame de ultrassonografia e permite a realização do ultrasson diretamente na área de interesse como, por exemplo, em tumores de estômago ou pâncreas, permitindo identificar detalhes da lesão como tamanho, profundidade e presença de linfonodos. Esse exame permite ainda a realização de biópsias especiais de lesões localizadas externamente aos órgãos ocos, sempre direcionados com o auxílio do ultrassom acoplado.

Indicações: Recomendado para estadiar lesões no esôfago, estômago, duodeno e órgãos próximos como o pâncreas, possibilitando, inclusive, definir tamanho, textura e a presença de linfonodos, assim como fazer biópsia de lesões na parede por fora do intestino ou em outras áreas não visualizadas pelo endoscópico normal.

Cuidados pré-exame: Há sedação e, desta forma, exige avaliação da anestesia. Indicada a realização de jejum de líquidos e alimentos sólidos de seis horas.

Cuidados pós-exame:
Após o exame, é comum haver complicações decorrentes da sedação, portanto, não é aconselhável dirigir ou realizar qualquer tipo de atividade que exija atenção no mesmo dia de realização do exame. Em caso de complicações como sangramento, o paciente deve se dirigir ao hospital imediatamente.
Colangiografia Endoscópica
A colangiografia endoscópica é uma modalidade de endoscopia específica para o estudo de via pancreática e vias biliares assim como a realização de procedimentos de alívio de sintomas relacionados a essas áreas.

Indicações: A situação mais comum de indicação desse exame é em pacientes com icterícia por obstrução de vias biliares, ou seja, o acúmulo de bile no organismo por dificuldade de saída dela para o intestino, que pode ser causado por um tumor ou por presença de cálculo (pedra). Por meio desse procedimento pode-se determinar a causa da obstrução e eventualmente o tratamento ao mesmo tempo, com a remoção de cálculos, aplicação de prótese para desobstrução de vias biliares e pancreáticas.

Pré-exame
: Exige-se que este procedimento ocorra em um centro cirúrgico. Há sedação e, desta forma, exige avaliação da anestesia. Indicada a realização de jejum de líquidos e alimentos sólidos de seis horas.

Pós-exame:
O paciente permanece internado por 24 horas para observação da equipe médica, visando assim diminuir os riscos de complicações como sangramento e infecção de vias biliares ou do pâncreas.