O Cancer Center

A importância da pesquisa em um Cancer Center
A importância da pesquisa em um Cancer Center

A pesquisa torna possível ampliar o acesso a novas terapias, melhorar a qualidade de vida e aumentar a sobrevida dos pacientes. Gerar e disseminar o conhecimento completo sobre o câncer – da pesquisa básica até sua aplicação prática, em novos tratamentos e tecnologias, passando pelos processos de ensino e aprendizagem e pelo incentivo à inovação – é nossa prioridade. É a tradução do que significa ser um Cancer Center: a integração entre ensino, pesquisa e a essencial divulgação desse conhecimento, gerando avanço científico para a comunidade e beneficiando o paciente. 

PESQUISA: inovação e melhores resultados

Com o incentivo à pesquisa, nossa Instituição mantém a sua produção de conhecimento de ponta para entregar as melhores alternativas de tratamento e combate ao câncer aos pacientes e à sociedade. Temos um espaço exclusivo para as atividades de pesquisa, o Centro Internacional de Pesquisa (CIPE). Ali nossos cientistas mergulham nas atividades ligadas à pesquisa básica-translacional, a que leva o conhecimento científico para a prática assistencial. Afinal, a pesquisa de hoje é o tratamento de amanhã.

O CIPE está em um edifício com 4 mil metros quadrados, próximo à nossa sede. As pesquisas são conduzidas em conjunto com o corpo clínico e assistencial, em laboratórios que contam com equipamentos de última geração para abordagens genéticas, genômicas e do microbioma: é a medicina de precisão. A pesquisa básica-translacional está organizada por grupos de Genômica e Biologia Molecular, Bioinformática, Genômica Médica, Patologia Investigativa, Imuno-oncologia, Biologia Tumoral e Biomarcadores, Epidemiologia e Bioestatística. Atuamos em parceria com instituições internacionais de referência e estimulamos a produção científica, com a publicação em importantes periódicos científicos. Em 2017, nosso corpo clínico e científico publicou 182 artigos em revistas internacionais indexadas e 18 em revistas nacionais. Além disso, editamos há 40 anos a revista Applied Cancer Research, um periódico on-line que reúne artigos médicos e científicos relacionados a temas na área da oncologia.
 

Pesquisa Básica

Cientistas trabalham em laboratórios com tecnologia estudando tecidos tumorais, células, moléculas e microrganismos (vírus, bactérias, entre outros), para entender como os tumores surgem, progridem e se disseminam (metástases). O objetivo é identificar potenciais alvos para terapia, biomarcadores de diagnóstico, prognóstico e resposta ao tratamento.

Pesquisa Translacional

As pesquisas translacionais levam o conhecimento dos laboratórios para a prática clínica, e da prática clínica muitas ideias surgem para novas pesquisas. A pesquisa translacional utiliza o conhecimento molecular dos mecanismos relacionados ao processo tumoral, em combinação com estudos em pacientes ou material biológico deles, para compreender e solucionar problemas reais. Pela relevância de determinados tipos de câncer no Brasil e o nosso conhecimento em casos, foram selecionadas como prioritárias as pesquisas em carcinomas de cabeça e pescoço, tumores de rim e de estômago, sarcomas de partes moles, tumores raros e tumores hereditários.

Pesquisa Clínica

Estudos são conduzidos diretamente com pacientes para investigar novas medicações, técnicas cirúrgicas e procedimentos, eventualmente em parceria com a indústria farmacêutica. Em virtude da experiência acumulada em mais de cinco décadas de tratamento, de casos simples aos mais complexos, o A.C.Camargo Cancer Center está habilitado a realizar pesquisas clínicas em todas as etapas do ciclo de cuidado do paciente com câncer.

  • 12 estudos em fase de recrutamento de pacientes
  • 31 estudos em acompanhamento
  • 6 estudos fechados
  • 189 estudos cadastrados (2001-2017)
  • 2.845 pacientes incluídos em pesquisa (2001-2017)

Biobanco

O Biobanco do A.C.Camargo foi o primeiro do Brasil, é um dos maiores da América Latina e conta com mais de 70 mil amostras coletadas; atualmente, 37.063 amostras de tecido estão em estoque no Banco de Tumores. Criado em 1997, é um banco de amostras de tumores, tecidos normais ou sangue, concedidas por pacientes submetidos a cirurgias ou outros procedimentos na Instituição. Essas amostras são fundamentais para a realização de vários estudos que nos ajudam a compreender os mecanismos relacionados aos processos tumorais.
Em 2017, nós adquirimos três freezers para o Biobanco, com recursos da Lei de Incentivo Pronon, para ampliar a estrutura atual e permitir a continuidade da coleta de amostras.

Biobanco em 2017

  • 1.618 pacientes recrutados
  • 3.043 tecidos congelados coletados
  • 1.594 amostras de sangue
  • 1.212 extrações de RNA e DNA a partir de tecido e sangue coletados
  • 26.417 pacientes recrutados desde a criação do Biobanco
  • 70.250 amostras coletadas desde 1997

Trouxe novas esperanças para pacientes portadores de tumores avançados ou agressivos que não tiveram sucesso em outros tratamentos. É o quarto pilar do tratamento oncológico (somando-se à cirurgia, à quimioterapia e à radioterapia). Aprovada para uso no Brasil desde 2016 em vários tipos de tumores, a imunoterapia é um tratamento ainda caro e tem efeitos colaterais que diferem da quimioterapia ou terapias de alvo molecular, exigindo um trabalho coordenado de vários especialistas. Em 2017 criamos o Laboratório de Imuno-Oncologia, que iniciou suas atividades ligado ao Centro de Imunoterapia. O projeto contou com ações integradas com a área de Pesquisa, como a aquisição de um Citômetro de Fluxo, equipamento nunca antes utilizado na América Latina, responsável por examinar e classificar diferentes tipos celulares de diversas origens, capaz de fornecer 50 parâmetros sobre cada célula analisada.

O Grupo de Imuno-Oncologia Translacional conta com várias colaborações internacionais e nacionais do A.C.Camargo Cancer Center, como convênios com pesquisadores do National Institute of Health e National Cancer Institute, dos Estados Unidos.

O A.C.Camargo Cancer Center conta com uma série de parcerias com instituições de ensino e do setor para impulsionar o desenvolvimento da pesquisa clínica e translacional no País. São pesquisas que envolvem Imagem, Nanotecnologia, Medicina e Engenharia Regenerativa, Ciências dos Materiais, Big Data e Tecnologia da Informação para aumentar ainda mais nosso conhecimento sobre o câncer.

Em 2017 nasceu a parceria do A.C.Camargo com a Engenharia do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA). Entre as novas cooperações com instituições de outros países, iniciadas em 2017, estão a International Agency for Research on Cancer (IARC), Vejle Hospital (Dinamarca), Institut Curie (França), Children's Hospital of Eastern Ontario Research Institute (Canadá).

  • RNA to DNA differences (RDD): from cancer to diabetes
  • Classification of Variants of Uncertain Significance in BRCA1 and BRCA2
  • Deciphering unexplained heredity among young adults with colorectal cancer
  • Cultural and linguistic adaptation of a web-based tobacco prevention and cessation program to portuguese speaking adolescents
  • Adaptation and Demonstration of CATCH® Program in Brazil

Em 2017:

  • 9 novas cooperações formalizadas
  • 5 projetos institucionais aprovados em parceria com o MD Anderson e Sister Institutions – Programa Sister Institution Funds

O A.C.Camargo Cancer Center firmou uma importante parceria em 2017 para promover a colaboração mútua com o Institut Curie, um dos principais centros europeus de pesquisa do câncer. O instituto francês traz o nome da cientista Marie Curie, responsável pela descoberta dos efeitos da radioatividade e única mulher a receber dois prêmios Nobel. Os primeiros estudos abrangerão sarcomas e radioterapia, e a iniciativa contemplará a colaboração em pesquisa, intercâmbio e treinamento de médicos, residentes e cientistas.