- Banco de Tumores
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O Banco de Tumores do Hospital A C Camargo foi criado para atender à demanda de armazenamento de tecidos de alta qualidade, essencial para a pesquisa oncológica. Gerencia a coleta, o armazenamento e o fornecimento de amostras de tecidos para atender os projetos de pesquisa realizados pela Instituição ou por meio de colaborações e parcerias.
A multidisciplinaridade entre clínicos, cirurgiões, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, biólogos, biomédicos, patologistas, e até administradores é essencial para que as informações sejam altamente confiáveis e possam ser utilizadas pelos diversos projetos de pesquisa.
O grande diferencial do Banco de Tumores é permitir estudos sobre o câncer em nível molecular, com o uso de equipamentos e técnicas avançadas, que garantem resultados mais seguros. A pesquisa "em nível molecular" significa estudar as moléculas (DNA, RNA, proteínas) existentes em tecidos e tumores humanos, com diversas finalidades:
- Identificar os mecanismos que levam ao aparecimento da doença.
- Desenvolver testes de rastreamento mais eficientes, que permitam o diagnóstico precoce, com melhor chance de cura.
- Desenvolver tratamentos mais eficazes, baseados em características de um tumor em particular, ou de um grupo de pacientes em particular.
Atualmente o Banco de Tumores dispõe de um acervo com aproximadamente 15 mil amostras, com diversos projetos de pesquisa em andamento na Instituição.
Coordenador:
Antônio Hugo J. F. M. Campos; MD, PhD
Equipe
André Abreu Silva - Técnico
- Banco de macromoléculas
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A era da genômica associa a investigação molecular e a aplicação de modernas técnicas de análise de DNA, RNA e proteínas à qualidade das moléculas e à confiabilidade da informação clínica vinculada a amostra. Estas descobertas têm permitido a identificação de marcadores moleculares em câncer e aceleram o desenvolvimento de estratégias de prevenção, diagnóstico, prognóstico e novos alvos terapêuticos.
Neste contexto, o Banco de Macromoléculas do Hospital A.C.Camargo atua como um suporte às pesquisas que buscam marcadores potenciais para prática clínica. Realiza a extração de macromoléculas (DNA, RNA) e otimiza protocolos de purificação destes ácidos nucléicos provenientes de várias fontes biológicas - desde material congelado até material composto por blocos em parafina - visando alta pureza, rendimento e integridade das amostras.
O banco totaliza hoje cerca de 5 mil amostras, entre DNA e RNA. Os estudos moleculares que dependem deste acervo dispõem de esquema totalmente informatizado, com equipamentos de última geração e equipe altamente qualificada, que garantem o nível de qualidade e de aproveitamento das amostras clínicas para pesquisas de qualquer natureza e aplicação. Por ser especializado, o processo de extração de ácidos nucléicos permite que as amostras sejam compartilhadas entre diferentes projetos.
Antes da purificação dos ácidos nucléicos, todas as amostras de tecidos passam por uma análise patológica para confirmação de presença das células de interesse e, quando necessário, as amostras são microdissecadas manualmente ou a laser.
Desde sua criação o Banco de Macromoléculas disponibilizou amostras para 50 projetos da instituição e 13 em colaboração com parceiros como M.D.Anderson Cancer Center, dos Estados Unidos; International Agency for Research on Cancer (IARC), da OMS, na França; Universidade de Helsinque, na Finlândia; Faculdade de Medicina da USP; USP Ribeirão Preto; Instituto Nacional de Câncer (Inca), Hospital de Câncer de Barretos; Unesp de São José do Rio Preto e de Bauru, dentre outras.
Coordenadora: Dirce Maria Carraro, PhD
Equipe
Bianca Garcia Lisboa, MSc - Técnico Científico Sr.
Eloísa Ribeiro Olivieri, MSc - Técnico Científico Sr.
Louise Mota - Técnico Científico Sr
Vera Prescinoti, Técnico Científico Pl.
- Perguntas e Respostas
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1. O que é um Biobanco? Qual a sua finalidade?
Um Biobanco é uma organização composta por pessoas, equipamentos e processos que se destina a coletar e armazenar amostras de materiais biológicos. A finalidade de um Biobanco é coletar e armazenar amostras que serão utilizadas em projetos de pesquisa com a finalidade de entender melhor os processos que levam ao aparecimento e evolução das doenças.
2. Como amostras biológicas humanas são utilizadas na pesquisa em câncer?
Pesquisas em câncer muitas vezes têm a finalidade de entender os processos que levam à transformação de um tecido normal (por exemplo, o tecido da mama) em um tumor. Estas pesquisas podem ocorrer de vários modos. Desde o início do ano 2000, os cientistas que pesquisam o câncer podem investigar a doença utilizando ferramentas que estudam desde a informação genética que carregamos (o DNA), até os processos envolvidos na formação de uma célula ou um tecido (e que envolvem moléculas que chamamos de RNA e proteínas). As técnicas que estudam DNA, RNA e proteínas muitas vezes precisam que o tecido estudado seja coletado e armazenado em condições especiais. Um Biobanco garante que estas condições sejam alcançadas.
3. O que é "pesquisa translacional" ("translational research")?
"Pesquisa translacional" (do inglês "translational research") significa fazer pesquisa básica com o objetivo de descobrir novas informações que possam levar ao desenvolvimento de novas drogas, tratamentos e métodos de diagnóstico. Por exemplo, uma pesquisa pode identificar que um tumor produz uma substância que não é produzida em nenhum outro lugar do corpo humano. Esta substância ou molécula (também chamada alvo terapêutico) pode, um dia, ser utilizada como alvo de um remédio para o tratamento deste tumor.
4. Doar amostras para o Biobanco traz algum risco para a minha saúde ou para o meu tratamento?
Não. A coleta de material para o Biobanco segue princípios éticos estabelecidos em legislação nacional e aceitos internacionalmente. Assim, em nenhum momento a saúde de um paciente é colocada em risco para que a coleta seja realizada. Da mesma maneira, se um paciente não autoriza a coleta de uma amostra para o Biobanco, seu tratamento no Hospital A C Camargo não será de modo algum diferente do tratamento de um paciente que autorizou a coleta de material.
5. Doar amostras para o Biobanco traz algum risco para a minha privacidade?
Não. O Brasil possui legislação específica que regula o funcionamento de organizações como o nosso Biobanco. Esta legislação nos obriga a garantir ao paciente que a amostra coletada e armazenada em nenhum momento permitirá a identificação do paciente que autorizou a doação.
6. Doar amostras para o Biobanco me trará algum benefício financeiro?
Não. A autorização da doação de material para o Biobanco tem que ser espontânea. Por isso, não há benefício financeiro ao paciente que nos autoriza a coletar uma amostra de seu tumor para o Banco.
7. Após eu conceder a autorização, como as amostras serão utilizadas em projetos de pesquisa?
Qualquer pesquisador somente poderá ter acesso às amostras armazenadas no Biobanco após o seu projeto de pesquisa ser aprovado por um Comitê de Ética em Pesquisa. Este comitê assegura o cumprimento dos princípios éticos existentes na legislação brasileira e que devem ser seguidos por todo o pesquisador que utiliza amostras de seres humanos.
8. Como eu posso autorizar a coleta e armazenamento de amostras?
A autorização de coleta e armazenamento de amostras pelo pessoal do Biobanco é realizada por meio da assinatura de um documento chamado "Termo de Consentimento Livre e Esclarecido". Este termo é apresentado ao paciente no mesmo documento que solicita a autorização para realização da cirurgia para o tratamento do tumor, assim como a autorização para transfusão de sangue que pode ser necessária durante a cirurgia. Embora seja um documento único, as autorizações para cirurgia, transfusão de sangue e coleta de material para o Biobanco são concedidas de forma separada, ou seja, o paciente tem a opção de escrever SIM ou NÃO a cada uma das solicitações que lhe são feitas
9. Como funciona o processo de coleta e utilização das amostras?
No Centro Cirúrgico, onde sempre está presente um patologista, é realizada a coleta e envio do tecido para a Anatomia Patológica, onde uma parte é separada para exames de laboratório que visam diagnosticar o tipo e o estadiamento do tumor. O patologista produz um laudo e encaminha-o para a equipe médica que, munida das informações, determina o tratamento mais eficaz. Outra pequena amostra do tecido, que seria dispensada, é retirada e acondicionada em um tubo especial, dotado de um código de barras que preserva a identidade do paciente. O tubo é mergulhado em nitrogênio líquido a -196ºC, para preservar principalmente a qualidade do ácido ribonucléico (RNA), que por ser muito instável, é mais sujeito a degradação. Posteriormente, o tubo com a amostra é transportado e armazenado em um freezer especial, que mantém as amostras preservadas à temperatura constante de -140ºC.
10. Qual o critério para utilização das amostras em pesquisa?
As amostras ficam congeladas até serem solicitadas por projetos de pesquisa aprovados pelo CEP - Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital A.C.Camargo. Para ter acesso às amostras moleculares, o projeto de pesquisa necessita ser aprovado pelo CEP e estar cadastrado no Programa de Gerenciamento de Projetos, o acProjects, um software mantido pelo Laboratório de Informática Médica do Hospital. Através do Biobank, o pesquisador solicita as amostras que devem corresponder somente às necessidade de seu projeto.
- Direitos do Paciente
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A maioria dos tratamentos de cânceres requer a realização de cirurgia para retirada do tumor. Esta retirada é essencial para que o tumor seja analisado por médicos patologistas, que fornecem um relatório detalhado com informações sobre o perfil do tumor. Estes dados são utilizados pelo cirurgião e pelo oncologista na programação do tratamento do paciente.
Todo material que sobra da análise do patologista pode ser utilizado em pesquisas médicas, se o paciente consentir em doá-lo para armazenamento pelo Biobanco. Entretanto, a decisão do paciente em doar ou não amostras para coleta e armazenamento pelo banco do Hospital A C Camargo não influi de nenhuma maneira no seu atendimento e tratamento. O material só é coletado após a equipe responsável ter certeza de que a coleta não afetará os exames necessários para o diagnóstico e tratamento corretos do paciente.
Como colaborar com a missão do Biobanco do Hospital A C Camargo?
Os pacientes atendidos no Hospital A C Camargo devem autorizar a coleta e armazenamento de amostras biológicas assinando o "Termo de Consentimento Livre e Esclarecido". Este documento explica em detalhes a função, objetivo e obrigações do Biobanco do Hospital A C Camargo. A identidade do paciente é preservada em todo o processo e o material só é utilizado em projetos de pesquisa que tenham sido aprovados pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital A C Camargo.